sexta-feira, 7 de maio de 2021

MUNDO MELHOR. SÓ DEPENDE DE NÓS.

A pandemia só acentuou a falta de boa educação e de respeito.    As redes sociais somente escancararam isso.    Já víamos no dia a dia, e otimistas achávamos que eram poucos os deselegantes no trato com o próximo.   Mas foi um ledo engano.

A pressão psicológica nesse ano e meses de pandemia até justificam um certo destempero em alguns momentos e situações já que ficou muito mais difícil para todos nós, mas notamos que a deselegância é mais inata do que circunstancial.   

As redes sociais revelam o quanto o mundo está precisando de respeito, equilíbrio, compreensão, DIÁLOGO.

Estamos todos com pedras na mão, como se costuma dizer.    Opiniões contrárias são recebidas como ofensas pessoais.    Debater tornou-se algo muito perigoso.    Rotular pessoas só por causa de suas concepções, e em qualquer área, virou praxe.      Quanta falta de maturidade, na verdade.

Fico a pensar como esses cidadãos que agridem com as palavras agem em suas casas no relacionamento com pais, filhos e outros.    Com certeza o exemplo familiar é péssimo e pode comprometer as gerações que estão em formação.

Ninguém deve ser cerceado de criticar, corrigir, emitir opiniões.    Ninguém.     Mas há os limites de como se dirigir ao semelhante.    Limites do respeito, ética, empatia.

Na minha profissão, como exemplo, o telespectador não gostar de algum profissional é perfeitamente natural, normal.    Mas o "não gostar" sempre parte para xingamentos, depreciações morais, deboches e coisas mais pesadas.

Ganhei muitos calos na vida quanto a isso, já estou vacinado contra os incautos, porém analiso pelo lado social e de querer melhorar o mundo.     Os pequenos acontecimentos que detectamos nas mídias sociais se projetam para o macro.     E isso só deteriora o planeta.    Criam nuvens negras sobre nossas cabeças, de energias pesadas, nefastas, que comprometem o bem-estar comum.

Mas de tudo isso a conclusão é de que só iremos fazer deste mundo o bom ambiente que sonhamos para nós e os descendentes quando agirmos de maneira mais educada, humana, inteligente.

Divergências não podem se transformar em batalhas.      Não gostar é justo mas desde que seja natural e respeitoso.

Faço esse post não que eu tenha sido o atingido, mas também em defesa dos colegas e profissionais de outras áreas e setores da vida.

Vivemos um momento bélico, sabemos, a energia do planeta está densa, carregada, influenciando as mentes ainda vulneráveis, mas cabe a nós modificar esse estado de coisas.

Tudo ou o pouco que pudermos fazer para inverter esse quadro é precioso.    E muita das vezes dando exemplos.    Valem mais que palavras estamos notando.    Os exemplos têm sido mais marcantes, intimidadores.    

Forme no exército dos bons exemplos, do amor e respeito ao semelhante pois estamos TODOS sob o mesmo teto cósmico.









 

terça-feira, 4 de maio de 2021

A VOLTA DO TORCEDOR AOS ESTÁDIOS.

A ansiedade dos torcedores que frequentam os estádios é imensa e altamente compreensível.

É um cerceamento que deixa a galera angustiada.   Sofrimento do torcedor, menos grana para os clubes com bilheteria e carnês promocionais, imagens frias nas transmissões da televisão, prejuizo para quem faturava comercialmente nas bebidas e lanches nos eventos, legal ou ilegalmente.    

Mas tudo certo em relação ao veto da presença de público nos estádios.    A tempestade da pandemia ainda não passou, os perigos continuam no ar, a vacinação infelizmente caminha como tartaruga, diferentemente de vários países onde já vemos pessoas nas arquibancadas.

Na verdade, pouco colaboramos com os cuidados, ainda que esse vírus seja forte, muito agressivo.  Veio com requintes de crueldade, embora saibamos que ele é da natureza e cumpre o seu papel.   Facilitamos e muito o trabalho dele.    

Virus sempre existiram e existirão.

Então, a gente vai sonhando com dias melhores também para o futebol como um todo.

Com a vagareza da vacinação fica difícil ser muito otimista para a volta das torcidas às arenas.

O foco é seguir exercitando a nossa paciência, a resiliência, a compreensão.     O pouco que temos a fazer é cumprir nosso humilde e simples papel do dever de casa.     Pensamento positivo, orações para quem é de orações, esperança e discernimento também são muito valorosos. 

Os cientistas seguem trabalhando 24 horas/dia na busca de remédios e vacinas mais eficazes, a classe médica e de enfermaria, mais assistentes e funcionários dos hospitais, idem.     Os políticos continuam batendo cabeça e só pensando neles e nas próximas eleições, o que é profundamente lamentável.

Leigo e abelhudo dando palpites arrisco a dizer que público nos estádios somente em 2022 aqui no Brasil.    

E espero que eu erre brutalmente nesse meu chute.    




 

terça-feira, 27 de abril de 2021

DIREITOS DO TORCEDOR.

O torcedor de futebol tem muitos direitos quando o assunto é PAIXÃO pelo seu clube.

Tem muitos direitos, mas não TODOS.

Qualquer ação que passe dos limites do respeito ao próximo, em qualquer setor da sociedade, deve ser evitada, e se for o caso, condenada, punida.

Não só no Brasil mas em outras partes do mundo a gente assiste e já assistimos a muitos exageros com desrespeito a seres humanos e que estão exercendo a sua profissão, seja a de treinador, atleta...

Vemos as vezes facções de torcidas exigindo encontros com técnicos, jogadores, dirigentes, numa clara demonstração de coagir pois estão em grupos e isso é claro que intimida.

Aqueles a quem chamamos de "torcedor comum" jamais irão deixar o seu trabalho para ir ao clube e nos treinamentos pressionar os profissionais.    Jamais.

É o famoso e antigo "cada um, na sua".     

Nos estádios durante os jogos é lícito vaiar, criticar, protestar, assim como pelas redes sociais.    Mas não pode passar disso.

Mesmo que se invoque a PAIXÃO, o grande amor pelo clube, nada justifica colocar o profissional e sua família em pânico com ameaças verbais ou físicas.

Aí vai aparecer alguém que dirá "ah, mas no futebol sempre foi assim" ou "quem está trabalhando no futebol já sabe disso" ou etc etc etc.    Papo ultrapassado e errado.

O esporte na sua essência não pressupõe terror a quem o pratica, seja amador ou profissional.

Tocamos num tema simples e muito desprezado, o RESPEITO AO PRÓXIMO.

Ninguém gosta de ser ameaçado quando no exercício de sua profissão.   Cobrado, sim, mas respeitosamente, com limites.    Essa cultura de que no futebol é diferente soa como arcaica e que inclusive já vitimou muita gente.     Precisamos modificar nossas atitudes e convicções violentas,  intimidadoras.

O mundo está violento, desorientado, perigoso, exatamente por mantermos a velha mentalidade da barbárie, do terrorismo, da intimidação.    A técnica dos "valentões" ( em grupo ) precisa ser  combatida energicamente e extirpada se possível.

Se não passarmos a ver a vida de maneira diferente, mais leve, empática, nada irá mudar em nosso dia a dia.

O futebol impacta, emociona, mexe com o sistema nervoso, assim como outras atividades do cotidiano, mas NUNCA deve ser pretexto para a violência.   É diversão, entretenimento, mesmo sendo uma competição.   

Sei que é tarefa difícil combater a ignorância, em todas as áreas, mas não podemos cruzar os braços e achar que 'é mesmo assim' e que não tem jeito.





 

quarta-feira, 21 de abril de 2021

"INFANCIA CÓSMICA" O NOSSO ESTÁGIO?

Sempre devemos buscar alguma coisa, mesmo que pequena, nos acontecimentos tristes da vida.

14 meses de pandemia, incertezas, perdas, tensões, desequilibrio emocional e tudo mais, mas a Inteligência Maior nos pede para que sejamos fortes, resilientes e jamais desistir de viver, por mais difícil que seja.

A vida é a matéria prima da nossa existência na Terra, obviamente, mas e o lado das atividades economicas que nos sustentam e nos propiciam a sobrevivência?

E é aí que entram os grandes debates.     Os que querem preservar a VIDA e aqueles que entendem ser possível combater o vírus e seguir com todas as atividades que nos rodeiam, ainda que estejamos vulneráveis a ele.

É o desafio que se nos impõem nessa passagem do planeta e da humanidade.   Não esperemos unanimidade nesse tema, ele é realmente controverso.    

Mas voltando voltando ao topo da matéria e com todas as dificuldades do momento acho que muita gente irá concordar que ACORDAMOS para detalhes que antes passavam despercebidos no dia a dia.

Pouco ou muito, despertamos para muita coisa.

Tem pessoas que passaram a valorizar mais a família, a natureza, os animais que a compõe, as boas leituras, as verdadeiras amizades, a cumprimentar o nosso vizinho, o trabalho que até então era uma rotina enfadonha.   Os que creem nas forças do Alto intensificaram suas preces emitindo mais energia para o espaço e que acabam revertendo em curas, consolo, amparo e força nas perdas decorrentes de todo o quadro.

E tantos e tantos outros detalhes, detalhes que se transformaram em algo vultoso, grandioso, visível e perceptível.

O Universo quer que nessas horas de aflição nós ergamos a cabeça e vivamos cada dia com esperança, fé, dando crédito ao acontecimento, pois ele não é a toa, um acaso ou coisa que o valha.

As doutrinas ensinam que a morte é apenas do corpo físico, jamais da nossa essência espiritual, esta é imorredoura.     Nada morre, tudo se transforma.    A Natureza nos mostra isso em todos os seus campos de atuação aqui no planeta.

Pode ser difícil entender e aceitar, mas aí é que devemos nos convencer seriamente da nossa ignorância e pequenez nessa área do conhecimento além vida terrena.    Me incluo nisso, é lógico, mas busco o entendimento mais próximo do que seria o racional em nossa existência cósmica e não apenas terrena.    O Universo é inteligente e nós ainda trilhamos esse caminho num estágio bem minúsculo.    

Séculos e séculos os estudiosos definem o nosso grau de conhecimento e inteligência como o da  "infância cósmica".       Sendo assim vejam quantos puxões de orelha e lições ainda temos pela frente.

Sentimos e choramos muito a partida de amigos e pessoas da família, e não poderia ser diferente pois o amor por eles realmente produz a dor nas separações.      Porém, a programação maior é quem tem as diretrizes de nossas existências, assim como a do nosso planeta.

Dizer que estamos aqui de passagem é o que mais se aproxima do entendimento sobre as comandas do Alto.      Sempre, é óbvio, respeitando aqueles que não entendem assim e que concluem que a morte física é o fim de tudo.      As divergências sempre nos fazem refletir, são saudáveis.

Por tudo isso, o momento é de chorar o que está sendo "perdido", enxugar as lágrimas, revigorar-se na fé ou em outro aparato, consolar os em desespero e tocar a vida com prudência, cautelas recomendadas e olho no bom futuro, além de coragem é claro.       Com esperança.






segunda-feira, 19 de abril de 2021

LUCIANO DO VALLE.

19 de abril de 2014.

Ano de Copa do Mundo, meses antes conversamos pessoalmente sobre os preparativos para o Mundial no Brasil.     E foi na minha cidade, Americana, no estádio Décio Vitta, antes de Paulista x Corinthians pelo estadual daquele ano.

Lembramos mesmo que rapidamente das Copas que cobrimos juntos pela Band.    Algumas histórias e estórias.     Rimos, falamos de coisas sérias também, matamos um pouco a saudade da velha amizade.

Mas quiseram os fados que ele não chegasse até a Copa.    Ele não pode fazer o que amava, transmitir futebol e especialmente num evento dessa grandiosidade.   E a Band não teve o talento gigantesco dele na cobertura.

A seleção brasileira não levantou o caneco e ele foi poupado dessa tristeza e decepção.    Foi poupado também da histórica goleada aplicada pelos alemães em Belo Horizonte.   Mas com seu profissionalismo e amor ao que fazia há décadas é claro que ele gostaria de estar presente.

Sua portentosa voz e seu talento de comunicador fizeram falta naquela Copa.       Continuam fazendo falta nos grandes eventos esportivos.

Naquele 19 de abril num voo a trabalho para Uberlândia perdemos uma pessoa que marcou a vida de milhões de brasileiros através do esporte.

Inesquecível.    Inimitável.     Insubstituível.

7 anos sem o amigo, confidente, coração gigante.

LUCIANO DO VALLE.     




quinta-feira, 15 de abril de 2021

SAIREMOS DESSA, MAS...

Se nesses tempos difíceis temos momentos de revolta e de muitas perguntas, as mesmas devem ser dirigidas a quem nos governa, e em todos os níveis, além dos que não se comportaram participando de festas, baladas e coisas do gênero propagando o virus.

O virus cumpre seu papel na Natureza, sempre existiu e sempre existirá, porém o foco deve estar em quem é eleito e pago ( regiamente ) para proteger o povo, as comunidades.

Enquanto em vários países os políticos se mostraram, e se mostram responsáveis e sérios no desempenho da missão, no Brasil o que assistimos é algo deplorável, desumano.

Poucos governantes se salvam nessa pandemia demonstrando preocupação e responsabilidade.

Mais se preocuparam em embates eleitoreiros do que fazerem o que lhes cabia.

Houve omissões, houve queda-de-braço, houve desprezo pela seriedade que o momento impunha e ainda impõe.     Enfim, um caos moral, ético e republicano.    

Pior ainda foi a tomada de posição de muita gente da população levantando bandeiras políticas enquanto o mais importante era cobrar dos políticos a devida atuação.

Eleições somente daqui a um ano, pessoal.        Não é hora nem momento de se falar em partidos, eventuais candidatos, de picuinhas grotescas e nojentas, enquanto a doença segue goleando o País com óbitos e mais óbitos.

Repito.    A culpabilidade recai sobre muitos setores da sociedade.    De cima até aqui em baixo.

Inclua-se nesse processo o oportunismo de muitos, o que aliás é inevitável nessas horas em que se vive um pandemônio social.

Em tempo:  em algum momento os políticos botaram a mão no bolso para ajudar a quem está sem ter o que colocar na mesa?

Fizeram alguma renúncia de seus vencimentos e penduricalhos?    Autorizaram as empresas a reduzir salários dos empregados e a demitir, isso sim.     Mas no "deles" nada foi mexido.

Chega um momento na vida que as decepções tomam conta da gente.    Tantos anos, tantas décadas, tanto bla bla bla e quando mais precisamos deles, políticos, mais nos decepcionamos.

Sigo a me indignar com quem ainda levanta alguma bandeira de algum político brasileiro.   Tantos já passaram no alto comando e o País continua pobre em educação, saúde, cultura, seriedade e tudo mais.

Sairemos desse caos pois temos fibra e já saimos de tantas, mas a frustração é grande.     




 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

PARCIALIDADE OU IMPARCIALIDADE?

Os narradores ( além dos comentaristas e repórteres ) sempre foram tachados em algum momento de parciais, especialmente em grandes jogos, os decisivos principalmente.

O narrador é o mais visado porque ele é quem comanda as transmissões, o que mais fala durante o jogo.

Sabemos que o tema é eterno e que jamais terá uma compreensão isenta pois quem vê futebol tem um time, uma paixão, e a interpretação sempre terá uma tendência.    Coisas do coração.

Recordo um fato que vivenciei nos bastidores em 1995.     

Era a decisão do Brasileirão entre Santos e Botafogo.    Transmissão pela Band e eu estava naquele dia na bancada apresentando o Show do Esporte e durante a partida de prontidão caso caísse o áudio de Luciano do Valle ao vivo do Pacaembu.

Na época tínhamos as atendentes ( telefonistas ) num dos grandes estúdios da Band, cerca de 30 meninas e as ligações não paravam.     Tanto para concorrer aos prêmios do programa como também para "cornetar" o nosso trabalho.

A bola começou a rolar e eu alí sentado no meu trabalho de "stand by".    

Pertinho de mim estavam as meninas e então tivemos uma enxurrada de comentários sobre o trabalho do Luciano na narração da final.

Ao mesmo tempo que as meninas registravam a bronca e a insatisfação de torcedores do Fogão alegando que o locutor estava torcendo para o Peixe, de outro lado também o registro de aficionados do Santos revoltados com a "parcialidade" de Luciano pendendo para o Botafogo.

Elas se entreolhavam espantadas com a disparidade de opiniões dos telespectadores.

Acalmadas pela produção passaram a compreender a normalidade das reclamações pois o futebol é capaz de gerar esse tipo de comportamento dos apaixonados clubísticos.

Me lembro de uma transmissão que fiz na minha cidade certa vez, Americana, pela Band, quando o Rio Branco figurava na elite do campeonato paulista e enfrentou o Palmeiras.

Dia seguinte fui ao banco, às bancas de jornais, circulei pela cidade e de várias observações fui tachado de parcial na transmissão ( tanto pelos palmeirenses quanto pelos riobranquenses ).

Faço esses relatos para dizer que entendemos perfeitamente esse estado de coisas, compreendendo a força da paixão movida pelo futebol.     Podemos acrescentar que na vida também é assim, temos tendências que as vezes contrariam o bom senso  e a isenção ao avaliarmos diversos acontecimentos.   

E do nosso lado, comunicadores, temos a defesa de que todo o trabalho é no improviso, nenhum script, aliado às emoções do espetáculo, por isso as vezes palavras colocadas podem soar como "tendência" ou torcida.

Os bons profissionais não "distorcem".       Apenas se deixam levar pela beleza do futebol e seus lances mirabolantes.     

Quem narra se prende ao trabalho em si e ao respeito pelo assistente.    Há duas torcidas envolvidas e devem ser respeitadas, sejam quais foram os clubes envolvidos.

Particularmente nunca deixei uma jornada com a consciência pesada por não ter sido isento no desempenho.    Erramos, graças a Deus, posto que somos humanos, mas errar tendenciosamente é algo que sobre meus ombros nunca pesaram.





quinta-feira, 8 de abril de 2021

DOIS ALMANAQUES, DUAS HISTÓRIAS.

Nos últimos dias fui premiado ao receber duas obras fantásticas de dois clubes brasileiros.

Os almanaques de Rio Branco de Americana e do São Paulo Futebol Clube.

O do meu Tigre americanense através do jornalista/historiador Cláudio Giória e o do Tricolor do Morumbi pelas mãos de José Renato Santiago Jr. 

Muito esmero desses dois queridos amigos e de suas equipes.    Quanta pesquisa, quanta minúcia, quanto cuidado em elaborar a história das duas agremiações.

Tenho mergulhado nas páginas e voltado no tempo ao degustar as fichas técnicas dos jogos, fotos sensacionais, históricos marcantes.     

Os dois escritores/pesquisadores, e suas equipes, estão de parabéns.

Obras que perpetuam a caminhada dessas duas agremiações brasileiras.   Preservar a memória é uma responsabilidade que temos, jamais ligando para criticas infundadas sobre saudosismo ou coisas que o valham.

Não devemos ficar presos ao passado e sem viver intensamente o presente, mas o registro é extremamente saudável e muito gostoso de se curtir.

OBRIGADO! 

terça-feira, 6 de abril de 2021

OS IDOSOS E AS CRIANÇAS.

Em momento tenso e até assustador que estamos vivendo algumas pessoas me alentam e reforçam a esperança do tão dito "tudo vai passar".   

Quando vejo cenas de idosos tomando a vacina e se emocionando, ainda que saibam ter pela frente poucos anos de vida terrena, me revigoro.    Crio forças dentro de mim.

Quando olho nas crianças e detecto alegria de alma, vivacidade, ingenuidade, pureza, levo um tremendo puxão de orelha e fico mais forte.

Mas quando constato que muitos agem irresponsavelmente promovendo baladas e grande agrupamento de pessoas, confesso ter recaída emocional.

Mas assim é a vida.     Cada um age de acordo com seus instintos.    Enquanto as crianças e os idosos nos fortalecem com suas ações e atitudes, exemplos bons, há aqueles que "jogam contra" e contrariam o senso de que o coletivo está precisando de UNIÃO, esforço e solidariedade.

Há países que num grande esforço coletivo já dominaram a ação contagiosa do vírus.    Houve equilibrio dos seus governantes, trabalharam seriamente, respeitaram as normas científicas e tiveram respaldo da população em se sacrificar por um tempo nas suas atividades sociais e profissionais.

Estamos distantes ainda de praticar o que muitas sociedades já o fazem, ou seja, dispensar o individualismo em prol de um TODO.

Enquanto por aqui os governantes "brincam" de transferir responsabilidades e priorizam as eleições de 22 nem se importando com os milhares de mortos à cada dia, lá fora em vários países o foco é união de esforços para debelar o grande incêndio, a pandemia.

Fazer a má política em tempos tenebrosos como os que estamos vivendo é cometer crime grave.

Nossas leis terrenas até poderão deixar passar em branco tais atitudes, mas há uma Lei Cósmica justa e conforme, e dessa nenhuma consciência escapará.     E pobre daquele que achar tudo isso uma "viagem" e um grande delírio.      

à cada um segundo suas obras... 


 

sábado, 3 de abril de 2021

TEMPO DE MUNDANÇAS.

 Uma imensa camada da humanidade presente anda completamente desequilibrada e sem freios na relação com o semelhante.

O diálogo parece que foi totalmente excluído da vida de muitas pessoas.   O confronto e o desrespeito às opiniões alheias entraram em campo com um apetite voraz.

Quando dizemos que pretendemos um mundo melhor, de paz e entendimento, esbarramos até em nós mesmos com um comportamento inadequado, bélico, de confrontação agressiva.

Parece que estamos todos sem nenhum nível de paciência, tolerância.

E isso abrange todos os setores de nossas vidas.    Compreendem-se os fatores atuais, obviamente, de imensas dificuldades de sobrevivência, o que também denota o quanto somos incapazes de administrar a vida quando de seus obstáculos.      

É claro que a pandemia e suas agruras contribuem para esse estado de coisas, mas se voltarmos para antes da chegada do vírus já vivíamos um clima tenso e de conturbação.

As que invocam o "sinal dos tempos" ou "final dos tempos", faz sentido.

Não se trata de "fim do mundo" como costumeiramente se ouve, mas de um momento de necessária transformação na vibração do planeta.

Sejamos honestos, não dá para continuar assim como está.     É preciso mudança.    Precisamos nos modificar para que tenhamos um nivel de convivência saudável, respeitoso, HUMANO.

E já que não estamos conseguindo exito nisso, o Universo entra com suas ferramentas para modificar os ares que respiramos.        Uma sacudida como essa que estamos vivendo talvez ainda não seja suficiente para nos conscientizarmos das mudanças interiores que se fazem necessárias, mas já é um começo.     Um importante inicio.

A intervenção Cósmica que está acontecendo, por mais dura e cruel que seja, está vindo nos ajudar mais uma vez.     Concluindo que não somos capazes(?) de modificar a vibração energética da Terra, o Alto Comando assume e projeta um mundo mais leve, solidário, prazeroso ao nosso espírito.

Mas temos que COMPREENDER e colaborar.      E pelo jeito nossa colaboração tem sido muito pequena, quase insignificante.

Choramos as perdas, evidentemente, muito justo que assim seja, mas para o Universo as "perdas" não são definitivas.    Sempre haverá VIDA.     O afins estarão sempre afinizados, seja em que plano for.    A tão invocada eternidade pelas religiões, é FATO.       

Vamos, portanto, abrir os nossos canais de comunicação com o Alto e contribuir para essas grandes mudanças que já começaram a ocorrer.









quarta-feira, 31 de março de 2021

DIEDE LAMEIRO, MISSÃO CUMPRIDA!

 A notícia da morte de DIEDE LAMEIRO me fez voltar no tempo.

Ele era técnico do Guarani de Campinas e eu começava minha caminhada no rádio local.

Vez ou outra eu ia acompanhar os treinos do Bugre no Brinco de Ouro e sempre fui muito bem recebido por ele.

Certa vez em um jogo que o Guarani ia fazer no seu estádio ele me convidou para sentar no banco de reservas ao seu lado e sentir de perto como era o clima da competição.

Emocionado é claro que aceitei pois queria estar ali, ao lado do gramado, vivendo todas as emoções dos profissionais da bola e especialmente dele, um treinador já consagrado na época.

Diede era assim, duro e austero no desempenho do seu trabalho, mas carismático com muitos que o cercavam.    Além de conhecer muito de futebol, obviamente.      Dirigiu Ferroviária, Criciúma, o São Paulo e tantos outros clubes, assim como o "seu" São José do Vale do Paraíba, onde ficou até morrer na terça-feira passada as 87 anos de idade.

Na Águia do Vale, o São José, foi dirigente em várias oportunidades e com grandes campanhas.

Ele começou jogando basquete, virou técnico dessa modalidade, para depois mergulhar nas águas do futebol.

Me lembro de ter almoçado algumas vezes num restaurante dele na rodovia Dom Pedro, o Chaparral, que por sinal existe até hoje mas que não lhe pertencia mais.

Simples, direto, jeitão caipirão, erre arrastado, Diede ensinou a muita gente.     Foi um grande cara.

Das pessoas que nos marcaram a gente não esquece e sente a necessidade de prestar homenagens.

Professor Diede é um deles.

Cumpriu missão e agora vai em busca de novos desafios, em outra dimensão.




domingo, 28 de março de 2021

PAULO STEIN E EDSON CALLEGARES.

De um ano para cá são incontáveis os amigos e colegas de trabalho que perderam suas vidas.

A cada momento somos impactados pelas notícias.

Nos recentes dias as perdas de dois colegas/amigos de profissão, dois narradores, jornalistas de muita competência:  Edson Calegares e Paulo Stein.

Dois gigantes comunicadores que tive o prêmio de conhecer e de receber deles a amizade e o respeito.

Edson sempre o encontrava na Vila Belmiro e em outros estádios onde o Peixe fosse jogar.  Papos rápidos as vezes, apenas um boa tarde ou boa noite, mas sempre com carinho mútuo.     

Paulo Stein fomos contemporâneos de Rede Bandeirantes.    Eu em São Paulo, ele na equipe do Rio de Janeiro.     Foi de jornal e rádio, também.     Talento em comunicar.     Jornalista com letras maiúsculas.

Nome marcante também na Manchete.   Tomamos muitos cafezinhos na Itália durante a Copa de 90.     Paulo era um cara do bem.     Resolvia as questões com serenidade, equilibrio.

E depois fui premiado mais uma vez ao trabalharmos novamente numa mesma empresa quando ele foi contratado pelo canal Sportv em 2016.

Indo ao Rio era gostoso encontrá-lo na redação e recordarmos passagens e momentos pelos aeroportos, hotéis e restaurantes da vida.      Me fazia muito bem reve-lo.

Mas Edson e Paulo nos deixaram e vítimas da Covid, lamentavelmente.

Além da perda de dois talentos da comunicação, a perda de dois queridos amigos.

Vida que segue, para nós aqui e também para eles, pois é só o corpo físico que falece.

Morre a matéria e vamos vibrar em outra dimensão, com a mente astral, com a nossa verdadeira VIDA que é a da consciência cósmica.     Essa nunca morre.     Por isso, para muitos, a certeza de reencontros.      

Que estejam fazendo uma serena e pacífica passagem.        E certamente estão.    





 

quarta-feira, 24 de março de 2021

BOICOTE NO PARAGUAI.

Quem nunca passou por apuros na vida?

Já descrevi vários nesse blog ao longo dos anos, mas sempre me vêm alguns à cabeça.

Lembro de um em Assunção, Paraguai, quando fui transmitir um jogo da Libertadores na segunda metade dos anos 70.     Estádio Defensores del Chaco, no bairro Puerto Sajonia.

Fui enviado pela rádio Gazeta e antes de viajar me chamaram para dizer que eu iria sozinho, sem comentarista e sem operador de áudio.     O jogo não era de um "grande" da capital e resolveram economizar.

Desci até a garagem do prédio da Fundação Cásper Líbero onde ficava o departamento técnico de áudio para receber orientações sobre como acionar o equipamento em Assunção.

É claro que tive de encarar os colegas operadores todos de cara fechada pelo fato de não irem viajar nessa jornada de trabalho até o Paraguai.    E todos com razão, diga-se.

Me explicaram como funcionaria a máquina e lá fui eu.

Já no estádio e na minha posição de transmissão comecei a plugar os cabos e a chamar "alô Brasil, alô Gazeta!" para completar a conexão.

Ninguém respondia e refiz toda a instalação dos fios.     E nada dos colegas da Gazeta ouvirem na Central Técnica em São Paulo.    O tempo passava e se aproximava a hora da partida.     

Resolvi apelar para um operador brasileiro de uma rádio paulista ao meu lado mas senti que "eles" tinham decidido não me ajudar.    Fecharam um protesto coletivo pelo fato da Gazeta não mandar um técnico de áudio para a jornada.

Sentindo o espirito de corpo dos operadores fui até um técnico paraguaio e pedi socorro.

Ele prontamente me auxiliou, e decisivamente, pois consegui abrir comunicação com o Brasil.

Lógico que entendi o protesto da classe mas na hora do desespero condenei silenciosamente a atitude deles.

Eu, recém chegado a São Paulo, um garoto do interior, ainda não tinha a amizade e a intimidade de todos os operadores das grandes rádios paulistanas.     Isso também contribuiu para a falta de empatia.

Com o tempo, fiquei amigo de todos eles e vez em quando relembrávamos o episódio-Assunção.

E rimos.



 

segunda-feira, 22 de março de 2021

CONCORRENTE OU INIMIGO?

Nos anos 70 trabalhei numa rádio do interior paulista onde presenciei algo que me chocou.

Duas emissoras cobriam o campeonato estadual, apenas.    O que era para ser apenas um concorrência acabou virando uma batalha quase campal.

Concorrentes, os radialistas dessas duas equipes se odiavam e nem se falavam.

Nas viagens para as transmissões do futebol se uma equipe parasse num posto de estrada para um cafezinho, a outra não parava alí de jeito nenhum.

Nos restaurantes em outras cidades era a mesma coisa.    Jamais os profissionais das duas rádios almoçavam sob o mesmo teto.     Algo inacreditável.

Certa vez no aperto das acomodações para a imprensa em um estádio onde mal dava para se mexer, tivemos que "apartar" dois marmanjos" ( um de cada emissora ) se engalfinhando violentamente.

Havia também maldades nos estádios antes das transmissões.   Quem chegasse primeiro buscava a linha de transmissão da adversária para avariá-la colocando um prego nela, o que impedia a comunicação.

Quem chegasse primeiro pegava todas as cadeiras disponíveis das cabines para que os "colegas" da concorrente não se sentassem durante a jornada.

Eu como não era da cidade das duas rádios, apenas ia da minha Americana para narrar os jogos, ficava abismado com o que via e meio amedrontado pois estava em começo de carreira.

Pensava:  será que vai ser sempre assim, por onde eu passar?

Minha sorte é que fiquei por uma temporada apenas trabalhando na cidade.    Que decepção ver tudo o que vi naquele ano.

Hoje as duas rádios ainda estão no ar, novas gerações apareceram, não sei se ainda há essa belicosidade toda, mas essa passagem registrada nos anos 70 foi deveras triste e vergonhosa.

E também muito triste para as relações humanas.



 

quarta-feira, 17 de março de 2021

CAOS HISTÓRICO.

 Respeitando as posições de todos, pois cada um tem o direito de pensar, raciocinar e decidir sobre suas opiniões, a verdade é que estamos vivendo um caos histórico.    E isso não é para aterrorizar ninguém, causar alarme, porque quem está vivo e tem olhos de enxergar sabe do momento delicadíssimo que atravessamos.

Esquecendo, ou procurando ignorar a batalha política que existe, a realidade está bem à nossa frente.   Impossível fazer vistas grossas e dizer que é tudo invenção da mídia, que a Ciência exagera e bla bla bla.

Basta entrar num hospital, seus corredores, conversar com médicos e todos os profissionais da área de saúde para sentir o quanto é grave a situação em nosso País.

Ou então verificar o crescente número de óbitos e de internados.

Alguém poderá invocar tudo o que está acontecendo no Planeta.   Sim.   É uma pandemia.   Mas temos que cuidar do nosso terreno, da nossa área.    E por aqui estamos errando demais.    Povo e governantes.     Todos.      

Os políticos, porque pensam preferencialmente no seu futuro de carreira e por incompetência, e nós aqui de baixo pela imprudência, negligência e pelos abusos que desafiam o virus faminto e letal a todo instante.

Pecamos por aqui também por levantar bandeiras.    Parece que estamos em campanha eleitoral, e as eleições só vão acontecer em outubro de 2022.       A evidente prioridade presente é salvar vidas, é socorrer os mais necessitados, dar amparo e apoio ao povo.   E nisso nossos políticos pouco têm feito.     Ou quase nada.

Torcer por esse ou aquele político - e futuros candidatos - neste momento não irá resolver absolutamente nada.     Não irá salvar vidas.

Se você por infortúnio estiver internado fique certo de que NENHUM político irá saber e se soubesse você seria apenas mais um número para eles.  A frieza e a incompetência desses senhores ficaram mais evidenciadas nessa pandemia.      Se alguém por acaso duvidasse do quanto nossos políticos são egoistas, frios e incompetentes, o virus apareceu e escancarou esses "dotes" dessas figuras.

E se os homens públicos precisassem de um desafio para testar sua capacidade, empatia e respeito ao povo, a pandemia veio e botou as cartas na mesa desmascarando a todos.      

Sentimos que estamos desamparados por quem deveria ter tomado as providências para amenizar o impacto da epidemia.     Bateram cabeça, mostraram-se despreparados, preocuparam-se com picuinhas eleitorais, apostaram em bobagens, e agora a conta chegou.

E como escrevi acima, todo fracasso coletivo precisa ser compartilhado.   Não podemos nos excluir do processo ter chegado a esse ponto.    Exceto as pessoas que respeitaram o perigo e procuraram se esquivar do contágio, mesmo que trabalhando, muita gente estufou o peito e foi pras baladas, festas, praias, aglomerou-se, desprezou a máscara, chamou a presença do vírus.     E ele atuou.







segunda-feira, 15 de março de 2021

"CAUSOS" DOS BASTIDORES.

Certa vez num estádio paulista onde havia terminado a última rodada do Brasileirão e onde um grande clube havia sido rebaixado, eu estava em outro jogo trabalhando e terminada a missão deixei a cabine rumo ao elevador ou escadaria ( podia optar ).

Ainda atrás do local reservado à imprensa, conselheiros e diretores do clube mandante, vinha um grupo de pessoas e eu na frente.     Um deles começou a me agredir verbalmente, à mim e à empresa onde trabalhava, vociferando alucinadamente e é claro me provocando a reagir.

Como sempre agradeço ao Universo por ter me dado um bom autodomínio, onde nas situações delicadas eu crio ao me redor uma redoma, fui caminhando e não olhando para trás.

Um outro cidadão ao meu lado sussurrou dizendo para eu não ligar pois o cara era assim mesmo, totalmente descontrolado quando impregnado de fortes emoções.    Em resumo, um pavio curto, mal educado, desrespeitoso e covarde, pois estava em grupo contra uma pessoa apenas: EU.

Escolhi não esperar o elevador e fui pela escadaria do estádio.

O desequilibrado não parava de me insultar, provocar.    É claro que temi ser agredido fisicamente pelas costas, mas optei pelo equilibrio e pela sorte.

Quase chegando ao piso térreo pensei o que iria acontecer quando ganhássemos a calçada, a rua, porque ali estavam todos os colegas de trabalho no caminhão de transmissão.    Haveria alguma reação dos amigos ao incontrolável "torcedor".   Poderia haver um conflito generalizado.

Como nada podia fazer, desci os últimos degraus e fui em direção à rua defronte do estádio.

Sai pela esquerda rumo ao nosso carro transportador e ele saiu pela direita, portanto em sentido contrário.       

Nesse episódio conheci um pouco mais das ações do ser humano quando tomado de forte emoção e que o futebol é especialista em produzir, ao mesmo tempo que pensei ter economizado uma sessão terapêutica ao cidadão.      Ele gritou, desabafou, botou tudo pra fora, desopilou e certamente chegando em casa teve que lavar as louças e varrer o chão.

Causos do futebol e seus bastidores.


 

sábado, 13 de março de 2021

AVENTURAS DE UMA PRIMEIRA VIAGEM.

Estava me lembrando da minha primeira viagem à trabalho para o exterior. 

Foi pela rádio Gazeta em 1978 para transmitir jogos da Seleção numa excursão pré-Copa do Mundo daquele ano.     Jogos na Itália, França, Alemanha, Arábia Saudita.    

Lembro que minha escalação causou um certo tumulto nos bastidores onde um companheiro achou que ele deveria ir no meu lugar, alegando ser mais experiente e mais velho de casa.

A direção sustentou minha ida e a equipe era essa:  José Italiano, Roberto Petri, Sérgio Baklanos, Dalmo Pessoa e eu.

Naqueles tempos decretou-se que quem viajasse para o exterior deveria fazer um Depósito Compulsório e a grana somente seria devolvida meses depois, sem juros e correção.

Os valores giravam em torno de aproximadamente 22 mil cruzeiros.    Um dinheirão para a época.

Para a minha surpresa, a empresa disse que esse "depósito" só poderia ser feito pelo titular da passagem aérea, ou seja, cada um de nós da equipe.

Pelo mal estar do lance do colega que rebelou-se com a minha escala e pelo fato de precisar depositar 22 mil cruzeiros, o ideal seria desistir da viagem e da escala, a qual representava muito profissionalmente pois seria a primeira ida pra fora do País e com jogos da Seleção brasileira.

Minha família me intimou a viajar.     Colocou-se à disposição para uma "vaquinha" e levantar a grana para o depósito estipulado pelo Governo.

Um ano antes eu havia acertado na Loteria Esportiva em pequeno grupo, mas com premiação considerável em relação ao meu salário da época.     O dinheiro ganho ainda estava na poupança da Caixa.

Dispensei a vaquinha que a familia se propunha a levantar, agradeci a todos, saquei os 22 mil cruzeiros e viajei com a equipe Gazeta.

As energias para aquela excursão estavam tão carregadas que sofri os efeitos.    Transmiti apenas dois jogos da Seleção e tive que voltar ao Brasil antecipadamente por questões de saúde.

Mas meses depois o governo devolveu meus 22 mil.      Pelo menos isso.




quinta-feira, 11 de março de 2021

MÊS DE MARÇO. PLANETA EM REFORMAS?

 Foi em março de 1999 que recém saído da Bandeirantes me iniciei nos canais Sportv/Premiére.

Estou, portanto, completando 22 anos de casa.

Foi em março de 2020, dia 14, que fiz a transmissão que encerrou o futebol por causa da pandemia, o jogo entre Inter de Limeira e Palmeiras pelo Paulistão.

Me lembro ter saído do estúdio em São Paulo após a transmissão e alguém dizer um "logo tudo volta ao normal".      Palpite otimista, sem dúvida, até de bom animo pelo que se sabia e ouvia, mas no fundo havia uma nuvem carregada demonstrando que o temporal seria muito forte.

O planeta na programação Cósmica já estava destinado a se modificar, a mudar de estágio.   Tudo evolui no Universo e os planetas, os astros, também precisam se adaptar ao Plano Maior.

Assim como as vezes necessitamos aplicar reformas e reparos em nossas casas o Alto Comando vê necessidade de "reformar" a Terra e em muitos sentidos.     O moral é um dos principais deles.

Esse vírus, na verdade, é apenas o instrumento Cósmico para agir nas mudanças.   É cruel mas é o que parece estarmos merecendo, haja vista a maneira como estamos nos comportando há tempos.

A humanidade ao longo do tempo foi envenenando tanto a energia do planeta que até acelerou essas "reformas" que já estão acontecendo e se estenderão por um bom tempo.

Lá atrás, as guerras, os terremotos, tsunamis e as pestes já foram reparos aplicados ao nosso mundo.    Vidas se foram, cidades destruídas, economia despencando, obrigatoriedade de um grande recomeçar.

Mas ainda assim os habitantes terrenos não aprenderam com a dor e perdas.    Seguimos nos digladiando, nos desrespeitando, afrontando normas éticas e principalmente a Lei do Amor ao próximo.

O resultado é que a energia no planeta continuou carregada, densa, dificultando a propagação do amor, da caridade, da solidariedade, do perdão, do bom entendimento humano.

E quando os filhos não se comportam os pais têm de intervir duramente.    Além do fato de os pais terem também a obrigação de dar bons exemplos, o que nem sempre aconteceu, e acontece por aqui.

A Natureza/Mãe está de chinelos na mão.    E nós aqui em baixo, desobedientes, turrões, teimosos ao extremo, seguimos desafiando e de nariz empinado.      Mas quando a dor é grande TODOS param para pensar, refletir, nem que seja um pouquinho.

Muitos já estão assimilando a lição.    Outros desdenham e seguem como se nada estivesse acontecendo.    Mas o Universo é Justo e à cada um segundo suas obras.     Pode nem ser aqui e agora mas a eternidade de nossas vidas é algo indiscutível, incontestável.




quinta-feira, 4 de março de 2021

O FUTEBOL É ESSENCIAL?

 O futebol é um produto essencial em tempos de pandemia?

O tema suscita muitas discussões.      Quando se recomenda "ficar em casa" os jogos pela televisão preenchem o tempo do cidadão e dão um certo refresco na cabeça com tantas notícias ruins que vemos e ouvimos.    Todas verdadeiras, por sinal.    Estamos num abismo sem precedentes dos últimos 100 anos.

O futebol é profissional e carrega nos ombros milhares de empregos, é um fator social.

Outros dirão que em tempos de pandemia e caos na saúde TODOS têm de contribuir e arcar com os prejuízos decorrentes, assim como em muitos segmentos.

Se fizermos uma pesquisa junto aos profissionais da bola, em todos os níveis, certamente não haverá unanimidade sobre PARAR ou NÃO PARAR os campeonatos.      Assim é na vida.

O técnico Lisca ao desabafar pedindo à CBF para não realizar a Copa do Brasil pois os clubes terão que viajar muito e o risco de contaminação será alto, tem suas razões é claro, mas não obterá total apoio dos colegas de profissão.

A CBF e as federações com seus estaduais ficam nas suas, ouvem as partes, consultam os infectologistas, têm seu protocolo de cuidados mas por enquanto não se declaram, não falam.

O conglomerado comercial dessa atividade é imenso para todos os envolvidos, as divergências ocorrem, os prós e contras proliferam.    Uma sinuca de bico, como se diz no popular.

A verdade é que estamos em convulsão de ideias e conjeturas em todos os setores da sociedade.  Há os ponderados, os explosivos, os radicais, os que "sabem tudo", mas há que se ouvir os técnicos da medicina, os doutores da Ciência da saúde.     Quem sabe mais de saúde?   Os profissionais da área ou os políticos de carreira?    Sempre ficarei com os primeiros.

A prudência e o amor à vida sempre recomendarão sacrifícios e perdas financeiras em prol de baixar drasticamente a funesta contabilidade dos óbitos.    É o desafio que se nos impõe.   

Como estamos sempre pedindo e invocando a LUZ que vem de Cima, especialmente quando estamos apertados por aqui, que ela se projete fortemente sobre as mentes dos envolvidos.

Alguns recebem e aceitam essa Luz da Inteligência e da Prudência, já outros a desprezam e perdem uma grande oportunidade de acertar.

   






quarta-feira, 3 de março de 2021

NAS DERROTAS TODOS ERRAM.

 Algumas pessoas me cobram escrever mais sobre futebol, visto que aqui neste espaço tenho mais abordado a pandemia e a vida.

Sou do esporte, trabalho nisso há décadas, mas sempre peço desculpas aos que me cobram e digo que não dá para priorizar o esporte nessa hora de pânico e desespero da população.

No caso do futebol é claro que entendo ainda ser um lenitivo para o sofrimento diário nesses tempos agudos do vírus.     Mas se rígidos fossemos também chegaríamos à conclusão que até o futebol deveria estar parado, em que pese a sua atividade profissional e tantos empregos que abriga.

Os riscos são tantos, os números da pandemia são tão assustadores, que toda atividade em grupo é perigosa e temerária à saúde de todos.

Livros, filmes, novelas, esporte, estudos, algum entretenimento, tudo é necessário nessas horas para que não mergulhemos no mar profundo da depressão.    Claro que sim.     É o tempero da vida.   

Mas voltando ao tema confesso não ter clima para escrever sobre futebol diante do quadro aterrorizante que temos em todo o País.     E isso não é invenção da mídia, dos médicos, cientistas e etc.     São FATOS.  São hospitais superlotados.   São famílias desesperadas com entes nos corredores precisando de quartos e UTIs.   Equipes médicas e de atendimento são compostas de seres humanos e o esgotamento é uma constatação perigosa e triste.      

Independentemente de ideologias, perguntem aos médicos e para o pessoal da linha de frente nos hospitais se o vírus e seus efeitos são uma invenção e se estão sendo superdimensionados.   

Não temos remédios, as vacinas são uma esperança mas seus efeitos dependem de imunização maciça - coisa que ainda estamos longe aqui no País.    A coisa é muito séria, amigos e amigas.    

Por outro lado, fé e esperança andam juntas e essas "armas" não podem ser desprezadas e abolidas por ninguém, NUNCA.   

E se o vírus está ganhando é porque nós, os perdedores do momento, estamos errando.   Ficamos terceirizando a culpa e não admitimos que TODOS temos uma parcela errática nisso tudo.   Basta ter um olhar crítico para o nosso próprio umbigo e concluiremos.     

Nas derrotas não há exceções de culpabilidade.    Uns erram mais, outros erram menos.    Mas todos erram.

Quanto mais injetarmos ódio e revanchismo no "assunto pandemia" mais alimentaremos o vírus.   E é também para isso que não estamos atentando.    

Aos responsáveis e cientes do momento que estamos passando ficam os nossos respeitos e o agradecimento por tudo o que tem feito para o enfrentamento.

Mas me desculpem quem ainda me cobra "falar mais de futebol".          Não está dando.





terça-feira, 2 de março de 2021

O RECADO DO CORONA.

Nunca se pensou tanto em como será o mundo daqui em diante caso consigamos nos livrar desse vírus.     Nunca se pensou que viria um desafio tão espinhoso como o que estamos vivendo.

Nunca nos foi exigido tanto em foco de mudanças, de aceitação do que não pode ser modificado, de resiliência, de busca da paz interior.

O conflito é intenso.    Mexeu com a mente de todos.    Estamos preocupados com a perda de vidas, é evidente, porém sentimos que há algo mais forte nesse "recado" do corona.    Haverá sobreviventes, obviamente, e que mundo ficará pra eles?    Que ambiente de vida poderemos deixar aos filhos, netos, parentes e amigos queridos?

Teremos um mundo mais "humano"?     Teremos menos ódio nos corações?    Haverá maior solidariedade entre os povos e seus governantes?     Ajudaremos uns aos outros sempre que necessário?   Compreenderemos as falhas dos semelhantes, assim como também as temos?

Parece algo repetitivo e com um tom religioso, mas só o AMOR ao próximo irá nos salvar e salvar a convivência planetária.

Amor, perdão, compreensão, juntar as mãos, fazer da vida um ambiente saudável em todos os sentidos, acarinhar a Natureza, os animais, são os remédios de que dispomos e deles não podemos abrir mão, caso queiramos realmente HARMONIA e PAZ.

Prevenção às doenças, remédios, vacinas, tudo é super importante, mas os sentimentos acima relacionados são de graça e só devemos colocá-los em prática.      Nenhum centavo precisaremos tirar do bolso para adquiri-los.

Amigos e amigas, o recado desse novo vírus vai muito mais além das teorias de conspiração que queiramos levantar.     A mensagem é profunda, dolorida, castiga nossos sentimentos, mas é também um efeito de tudo o que causamos no cotidiano.    Quem semeia.....

E aos que acham infrutífero orar, se ligar nos irmãos do Alto, diante de tudo o que está ocorrendo, é bom saber do quanto "eles" vem combatendo as forças do Mal.     Eles querem as nossas vibrações mentais para engrossar o exército do Bem.    A guerra, invisível a nós, e um pouco acima das nossas cabeças está intensa e precisamos vence-la.     Falta pouco para a vitória.




 

segunda-feira, 1 de março de 2021

FORA DO AR.

Como temos uma profissão em que há muita exposição, visibilidade - pela abrangência do veículo/televisão - vira e mexe a gente posta por aqui como está a situação dos narradores acima de 60 anos da empresa onde trabalho.

Continuamos afastados das transmissões esportivas.   Apenas há participações via internet de programas da grade da emissora.    Nenhum de nós tem ido às redações por recomendação da empresa que segue preservando os profissionais dessa faixa etária, ou seja, do grupo de risco.

Nós, acima dos 60, só voltaremos a frequentar os prédios da televisão depois da vacina tomada.

Pessoas perguntam por quê não fazemos as narrações de casa?    Acontece que o departamento de engenharia técnica recomenda não arriscar pois as conexões via internet ainda não são totalmente confiáveis e poderiam comprometer a qualidade de áudio das jornadas.

Se as conexões fossem sustentáveis tenho certeza que já estaríamos engajados nas transmissões.

Galvão, Milton e eu continuamos aguardando os imunizantes.

Tão logo a gente seja vacinado retornaremos ao trabalho, portanto.

Agradecemos pela preocupação e pelo carinho das pessoas que sempre nos cobram pelas redes sociais.




 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

ZITO, MESTRE DA BOLA E DA PECUÁRIA.

Não tinha um dia de jogo na Vila Belmiro onde eu fosse trabalhar que não encontrasse o grande ZITO, José Ely de Miranda.  

Capitão do Peixe nos anos 60, campeoníssimo também pela Seleção, era muito atencioso comigo, respeitoso e nosso relacionamento se fortaleceu na Copa do Mundo de 1998 quando ele formou no time de comentaristas da Band. 

Zito era forte em suas tomadas de posição, falava grosso quando necessário, defendia veementemente suas causas e em campo dava broncas no time inteiro do Santos, inclusive no Pelé.   

No Mundial da França fizemos alguns jogos juntos.    Eu, narrando.    Ele, comentando.

Numa das viagens para o interior francês com aquele trem super veloz e confortável, olhando as pastagens Zito me falou da experiência dele com a criação de gados - experiência que ele vivenciou na cidade de Roseira, Vale do Paraíba, onde nasceu.   

Me ensinou detalhes da pecuária e alertou para a febre daquele momento que era o investimento e  e alertava para os perigos dessa ações.     Dava como exemplo o BOI GORDO, que estourava na Bolsa e carreava centenas de pessoas e empresas para aplicar.

Insinuava que esse negócio podia redundar em prejuizo para quem aplicasse caso algumas rotas de administração não fossem corrigidas.

Palavras do mestre!

Meses depois o BOI GORDO emagreceu, faliu e deixou muita gente na mão.   Até agora, 2021, ninguém foi ressarcido.    E dizem, nem será.

Saudade de Zito, que quando dirigente do Santos participou de algumas transações de jogadores do meu Rio Branco para a Vila.    Ficou também amigo de meu irmão Pedro que à época era dirigente do Tigre da Paulista.      Hoje os dois devem estar trocando grandes papos LÁ EM CIMA.





 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

A LIÇÃO DO SILÊNCIO E DO EQUILIBRIO.

Certa vez num jantar com sete ou oito pessoas de uma empresa - e eu era uma delas - presenciei um fato que me deixou lição maior sobre silenciar no momento certo e evitar conflitos desnecessários.

Um colega foi provocado, incitado a reagir, desmoralizado por três pessoas da mesa referente a um acontecimento passado onde eles cobravam o comportamento dele numa ação de demissão numa outra firma.

Diga-se que o "alvo" da ira das pessoas era bem mais velho em idade.   Alí faltou a meu ver respeito e consideração ao senhor, pelo menos na maneira como se dirigiram a ele.

Outros participantes do jantar - que por sinal serviria para confraternizar - tentaram desestimular os vingativos acalmando os nervos, mas sem sucesso.    O tom foi ficando cada vez mais elevado e temíamos até por chegar as vias de fato.

A saraivada de ataques e ofensas prosseguiram e a "vítima" abaixou a cabeça e simplesmente ouvia os impropérios.    Não foi uma admissão de culpa, me pareceu, mas um sinal de maturidade e de compreensão pela ação daquelas pessoas, que já estavam com um bom teor alcoólico no sangue.

Isso durou muitos minutos e o jantar virou um pesadelo, uma congestão.

Pensei comigo que o procedimento dos revoltosos poderia ser outro, tipo em particular logo após a reunião no restaurante.    Mas com algumas provocações de um terceiro a coisa degringolou.

Mas o que eu aprendi desse acontecimento?     Que nem sempre vale a pena o embate, o confronto, o que realmente vale é o equilibrio para a fogueira não se transformar num grande e trágico incendio.    Na verdade vale mesmo é o que temos na consciência.     

Os revoltados desabafaram, devem ter ficado decepcionados pois não houve reação, e o alvo deles se comportou elegantemente, ainda que massacrado pelas ofensas e provocações.

Quem ataca, quem agride, normalmente quer a reação.    Quer a batalha.   E quando isso não acontece há o desmoronamento das intenções revanchistas e a frustração.

Discutir e envolver-se em polêmicas vale apenas quando o assunto merece a abordagem.    Coisas sérias, importantes.     Calar-se diante de baboseiras é agir prudente e inteligentemente.

Dos envolvidos apenas uma pessoa segue entre nós.   Os demais já faleceram.     

  



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

FUTEBOL FEMININO.

O futebol feminino evoluiu muito.

Vendo jogos desse torneio que está acontecendo nos USA ficou constatado para mim que é agradável assistir ao futebol das meninas.

Me fez voltar aos tempos antigos onde a bola rolava inteligente e fluentemente,  sem muitas faltas, sem teatrinho para forçar o árbitro a marcar faltas,  sem a neurose dos dias de hoje em CHEGAR JUNTO e matar a jogada a qualquer custo travando a partida em demasia.

O jogo flui.    A bola "anda" como se diz no jargão futebolês.

Além do aspecto tático e técnico que não deve em nada ao jogo praticado pelos homens.

O que temos visto no masculino brasileiro é uma preocupação muito grande com as arbitragens e também em como ludibriá-la e perturbá-la com reclamações e pressões pessoais.

Consegui assistindo aos jogos desse torneio nos USA ficar um bom tempo diante da telinha, fato que não tenho conseguido nos jogos do Brasileirão.

Os homens se preocupam mais em "cair" para parar o jogo e ganhar a falta marcada, tipo do comportamento manhoso e também preguiçoso, do que em buscar desempenhar bem.

Tenho para comigo que o futebol feminino aqui no Brasil só não tem mais espaço e repercussão por uma outra questão, qual seja a do preconceito.    O machismo ainda impera.   A má vontade de reconhecer o quanto evoluiu o jogo das atletas e no mundo inteiro é gigantesco em nosso País.   

Enfim, gostei do que vi.      E vou continuar vendo.      Me agradou e vem me agradando há tempos.     

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

A MELHOR SELEÇÃO!

A revista PLACAR está convocando jornalistas para montarem a melhor seleção brasileira de todos os tempos.

Não fui convidado a selecionar mas confesso que teria dificuldades para elege-la.

Não me sentiria confortável em relacionar apenas os jogadores que vi atuar, enquanto a Seleção tem uma vida pregressa extraordinária.   Não vi os jogadores dos anos 30, 40, 50...

Quantos craques nessas décadas certamente mereceriam ser escolhidos?

Não é uma escolha justa.     A não ser que se especifique sobre faixa etária de quem irá escalar a melhor seleção.

Mais ainda, no futebol você só pode escolher 11 nomes.    

Entendo a proposta da revista, sei que a repercussão já está sendo grande pois esse tema sempre desperta a curiosidade dos amantes do futebol, mas gostei de não ser lembrado para participar.

Fatalmente cometeria injustiças com os da velha guarda que vestiram a camisa da então CBD e iria me sentir mal.

Gostei de ser "incluído fora dessa" como normalmente se brinca.      Mas respeito a iniciativa da consagrada Placar e é claro as escolhas dos companheiros de profissão.    








segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

ÁRBITRO - AUTORIDADE MÁXIMA?

Sem discutir os erros e as falhas das arbitragens brasileiras, pois afinal eles são seres humanos e sujeitos a se equivocar, é incompreensível o comportamento dos nossos jogadores.

No futebol o árbitro é a autoridade máxima e essa condição os atletas, treinadores, bancos de reservas, ninguém respeita.     Criticamos os juízes, muitas vezes com razão, mas é super difícil apitar por aqui.    Os jogadores parece que são instruídos a pressionar os árbitros naquela velha e desonesta tática de "ganhar no grito".

E quando há aquela paralisação para aguardar o VAR definir algum lance?     Faz-se uma rodinha em torno do mediador que é simplesmente deprimente.    Afinal, a decisão passa a ser do VAR e o juiz apenas está aguardando a comunicacão.

Alguém poderá dizer que é "só" mostrar o cartão que tudo se resolve.   Não resolve.   E se o árbitro levar a ferro e fogo a distribuição dos cartões o jogo não termina por insuficiência numérica ou pancadaria geral.

Aqui no Brasil joga-se tudo nas costas do apitador.    Especialmente nas derrotas, é claro, pois fica mais "fácil" justificar as falhas ao longo da partida e os pontos perdidos.

Essas minhas colocações em nada explicam ou justificam os erros dos árbitros, que por sinal vão continuar errando mesmo se forem profissionalizados, afinal são HUMANOS.      Erram, assim como os jogadores em campo.    O futebol é um jogo de erros, de quem o pratica e de quem o está conduzindo, apitando.

Mas o comportamento indisciplinado dos jogadores tem tudo a ver com a nossa pobre cultura,  onde desrespeitar regras e normas é algo bem peculiar do cotidiano brasileiro.

Mas na verdade tudo se resume a uma coisa:  RESPEITAR a hierarquia.     Se o árbitro é a autoridade máxima em campo, diz a regra, o correto é respeita-la.    Reclamar, gesticular, não concordar com as marcações é tudo perfeito, MAS os atletas passam dos limites.

Muito embora nos tempos atuais a autoridade máxima do apitador já não seja total, absoluta, com a chegada do VAR, porém em campo é ele fisicamente que molda a figura principal.

Sei que é uma viagem tudo o que estou escrevendo pois nada irá mudar, mas está ficando insuportável aos olhos de quem vê futebol a maneira como as coisas estão ocorrendo.

Mas ressalte-se que há quem goste disso tudo:  alguns torcedores, treinadores, diretores...






 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

OS NOVOS TALENTOS. BOAS PERSPECTIVAS.

Tenho participado de muitas resenhas ao vivo pela Internet - chamadas de Lives - e tem me chamado a atenção a quantidade de jovens estudantes de jornalismo interessados na profissão.

Todos com entusiasmo, brilho nos olhos, estudiosos, à par de tudo o que acontece no esporte do planeta, em especial o futebol.     Mas tem também os fãs de basquete, futebol americano, vôlei, automobilismo e outras modalidades.

Nem a pandemia e suas depressões têm tirado dessa moçada o encanto pelo esporte e pela profissão de comunicar.    Hoje com as webs, blogs, o caminho se abre para todos.

Quando me perguntam sobre o futuro dos jornalistas digo que com todas essas ferramentas virtuais existentes o caminho está aberto.

Tempos atrás nós só dependíamos do rádio, da TV, dos jornais e das revistas para um emprego.

Vieram as assessorias e tudo mais, escancarando a janela de oportunidades na profissão.

Hoje temos webs em ação, de rádio e tevê.    Os streamings estão à todo vapor.    Falta agora o espirito empreendedor de quem deseja enveredar por esse caminho e comercializar seus espaços para o merecido retorno financeiro.

As empresas de rádio/televisão estão pressionadas pela crise e têm reduzido suas folhas de pagamento e o número de funcionários.    É o mercado que impõe assim.      Os anunciantes também com a crise estão diluindo suas verbas pela Internet atraídos por tabelas de preços mais acessíveis.   

É aí que os jovens jornalistas entram para empreender.      É a hora.     Tudo isso além do mercado de varejo da publicidade onde os investimentos são menores mas com potencial de faturamento, tudo dentro de cada patamar de penetração e cobertura junto ao consumidor.

Coloco também que nessa onda de pessoas que pretendem profissionalizar seus dons de comunicar a qualidade que tenho constatado.    Quanta gente competente e com a responsabilidade que o nosso trabalho exige.    

Portanto, a perspectiva é muito boa.    Assim vejo.     E que os novos empreendedores tenham a devida paciência para um retorno razoável de grana.     Degrau a degrau.   Conquistas graduais.  Crescimento.    Evolução para ganhar a confiança de todo o mercado investidor.   

A ordem é virar a página, estudar e ver que vivemos um novo tempo.   Quem tiver olhos de ver e a percepção de captar o que está por vir - e na verdade já está acontecendo - se dará muito bem.


 

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

SÓ LANCHE QUENTE.

Uma das coisas mais incríveis que vivi nas minhas viagens a trabalho e que até hoje tento relembrar e me conscientizar se foi verdade ocorreu certa vez pelo interior paulista.

Quando conto para alguém fico receoso da pessoa desconfiar da minha história e das minhas plenas condições mentais.

Parando num posto de serviço da estrada fui até a lanchonete para comer um sanduiche poucas horas antes de trabalhar.     Um lanche e um suco de laranja, apenas.

Cheguei ao balcão e fiz meu pedido:  um misto frio.    Pão, queijo, presunto.

MISTO FRIO.

A moça atendente foi categórica:  aqui não servimos lanche frio.     Só quente.

Parei, pensei, refleti, achei que havia um mal entendido e reforcei o pedido:  um lanche frio.

E ela já pouco irritada respondeu dizendo que eles não faziam lanche que não fosse na chapa, quer dizer, quente.

Insisti dizendo que era apenas o pão com presunto e queijo, simples, sem colocar na chapa.

E ela novamente disse que era impossível.

Dei meia volta e ao sair parei no caixa para devolver minha ficha de consumo EM BRANCO  perguntei à funcionária do dinheiro se era verdade que alí só se fazia LANCHE QUENTE.

Ela me confirmou.        Sim, somente lanche quente.

Fui embora totalmente incrédulo no que tinha acontecido.     Mas aconteceu, eu JURO.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

A PANDEMIA E SUAS MUDANÇAS.

 Quanta gente se reciclando, revendo posições e conceitos nessa pandemia.    Uns premidos pela necessidade - muitos, por sinal - e outros em boas condições de MUDAR, arriscar novos desafios.

No meio jornalístico e de entretenimento na minha área, da comunicação, muitos colegas estão tomando decisões conscientes e que impactam a opinião pública.

Outro dia foi Fausto Silva que avisou vai deixar a Globo em dezembro quando terminar seu contrato, depois de 32 anos na casa.

Agora o super competente Tino Marcos também bate o martelo e confirma o que havia sinalizado para a emissora dois anos antes, ou seja, vai parar com as reportagens do futebol.

Outros casos ainda virão.      Da mesma forma muitas televisões fazem mudanças, adequações, em vista de tudo o que está se projetando para o planeta e os negócios.

E quanta coisa está mudando.

Aos mais pacientes as mudanças incomodam, intrigam, assustam, mas elas são necessárias para enfrentar o "Mundo Novo" que está vindo.

Raríssimas são as empresas atuais, seja nesse ou naquele ramo, que vivem momentos confortáveis na área economico/financeira.   E dizem os especialistas que "ai" daquelas que não se modernizarem aos novos e difíceis tempos.    E inúmeras tiveram que fechar as portas e desempregar muita gente, lamentavelmente.

O impacto da pandemia e de tantas perdas, humanas e sociais, sacudiu a Terra.     Triste e trágico por um lado, mas de esperança com mais justiça e humanismo.

Mas voltando a Fausto e Tino, dois colegas, ao mesmo tempo que devemos entender e aceitar suas decisões pessoais, fica a pontinha de saudade antecipada do trabalho deles.     Com todas as críticas e rejeições que façam - e isso faz parte da vida - impossível deixar de reconhecer os valores dos dois.

Convivi com Faustão desde os tempos de rádio, ele repórter e eu narrador, viajando pelo Brasil durante anos.    Gigante de alma como seu corpo físico.    Em tempos onde ele formava no time dos assalariados e sempre mal pagos, jamais negou ajudar amigos e colegas em dificuldade.

E depois com sua ascensão profissional seguiu fazendo favores e caridades, e sem alardes.    A generosidade dele e o respeito pelos profissionais menos favorecidos financeiramente, fizeram com que ele sempre estendesse a mão, como faz até os dias de hoje.

Quanto ao Tino somos contemporâneos, eu mais velho que ele, porém nas jornadas o respeito mútuo imperou fortemente.    Sua competência no trabalho é indiscutível e ficará marcada na história da televisão.   Simples, modesto, amigo, sempre esteve aberto a convites de estagiários de jornalismo para palestras e nos estádios e concentrações dividiu informações com os colegas de outros prefixos.        Sua aura é contagiante.     Irradia luz, paz e serenidade.

Em resumo, tudo está mudando e que seja para melhor em nosso convivio.

Precisamos de um mundo mais suave, mais leve, mais harmonioso.    E que a pandemia esteja sendo um agente dessa tão aguardada e sonhada mudança.

Depende de nós.       De todos nós.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

DELEGADO INCONVENIENTE.

Anos 80.

Numa festa solene de entrega de troféus aos melhores do esporte da cidade o brilhante Fiori Gigliotte fazia sua palestra sempre carregada de emoção, convidado que fora como paraninfo do evento.

Fiori, além do estupendo narrador esportivo, era muito requisitado para palestrar sobre a vida, o amor, a solidariedade, e nunca para falar de futebol.     Ele gostava de discorrer sobre os valores da vida, muito religioso que era.   Priorizava o lado social e da fé das pessoas.

Depois das homenagens e das palavras de Fiori haveria um jantar aos convidados, cerca de 50 pessoas.    

O discurso do locutor se estendia e dava para sentir o gostoso cheiro do jantar que vinha da cozinha ao fundo do salão.

Atrás do Fiori estavam as autoridades da cidade em uma mesa especial naquele palco.

Num determinado momento o delegado de polícia pediu a palavra ao palestrante no que foi prontamente atendido, é claro.

De posse do microfone o "doutor" disse que a palestra estava muito interessante mas que estava na hora de "comer" e que todos estavam com fome.

Imaginem o impacto da intervenção do inoportuno delegado naquele momento.     Fez-se silêncio e esperamos a reação do Fiori, sempre um gentleman.

Na verdade, a única defesa do indelicado delegado para agir daquela maneira seria o excesso de álcool ingerido no coquetel.    Se é que essa defesa pudesse ser invocada.   Sua atitude foi mesmo de uma pessoa mal educada e sem nenhum respeito ao palestrante e todos enfim.

Mas Fiori manteve a postura de alguém muito equilibrado e respeitoso.   Disse, ironizando ou não, que o "doutor" tinha razão e pediu desculpas por estar se alongando no discurso.

Logo em seguida encerrou sua fala e convidou a todos para o lauto jantar.

Pessoas se afastaram do delegado na sequência e demonstraram elegantemente o repúdio à sua atitude.     Foi marginalizado do evento, acusou o golpe e logo logo foi embora.



 

sábado, 30 de janeiro de 2021

ESSA LIBERTADORES JÁ TEM DONO.

Com essa decisão entre brasileiros na Libertadores, Santos x Palmeiras, volto no tempo e tenho lembranças dos anos 60 e 70 quando só era possível acompanhar através do rádio as finais dessa competição.

Aquele som telefônico das transmissões nos fazia viajar na imaginação e emocionava.

Nossos comunicadores da época, brilhantes, faziam um trabalho bem direcionado aos clubes brasileiros e reclamavam muito das arbitragens, o que nos deixava raivosos e querendo "matar" os árbitros.

Havia exageros, sim, mas era um tempo onde os bastidores do futebol sul-americano tinham um "trânsito" alucinante  em manobras e boa dose de desonestidade.

Mas no início dos anos 60 o time do Santos era tão extraordinário que nenhuma interferência dos árbitros impedia o espetáculo e a objetividade de Pelé e cia.

O Palmeiras naqueles tempos bateu na trave várias vezes e quase chegou ao título, só vindo a ser campeão muito tempo depois, em 1999.

Time santista era tão "Brasil" que a decisão do Mundial contra o Milan foi jogada no Maracanã e não em São Paulo.   Os cariocas pediam Pelé no então "Maior do Mundo", o Maraca.

E agora em pleno 2021 santistas e palmeirenses se encontram no Rio de Janeiro e no "novo" estádio Mário Filho.

Decisão é prato cheio para os palpiteiros.   Futebol sem os palpites não é futebol. 

Bolões proliferam nesses dias.     Discussões dos "técnicos brasileiros" - quer dizer, todos nós - se avolumam.   A sorte do jogo está lançada.    Sim, jogo, é isso esse esporte.    Há trabalho, preparação, ciência, inteligência tática, profissionalismo, talentos, tudo isso, mas é sempre bom lembrar que o futebol é UM JOGO.

Aquilo que chamamos de o Imponderável FC vez em quando está presente.    Uma falha, um mau momento, um gol contra, o oportunismo,  destempero emocional, aquela bola na trave que podia ter entrado, enfim tudo pode desmoronar um imenso trabalho de estruturação.    É do jogo.

Pena que estejamos vivendo esse momento atípico, sem torcida, o tempero das grandes finais, mas não se pode minorar a grandiosidade dessa decisão.    Os dois pavilhões desses grandes clubes têm peso gigantesco na história.     O lastro é enorme.

E ainda a conclusão que já temos, qual seja a de que esse título de 2020 - agora em janeiro disputado - já tem dono:  o futebol brasileiro.      

O lindo troféu vai ficar no Brasil.       Já está.      Resta saber para onde vai:  Capital ou litoral paulista.   


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

FESTIVAL DE CHUTES. E TODOS PRA FORA.

A pandemia prossegue, o vírus vai se modificando, a ciência vira 24 horas buscando remédios e adaptação da vacina às novas facetas, enquanto isso seguimos presenciando "doutores" e "especialistas" no cotidiano dando palpites e mais palpites.

Ludibriadas por idolatria política as pessoas se arvoram em doutoras da matéria e jorram fake news contrariando quem estudou muito para salvar vidas.

É de uma irresponsabilidade que assusta.

Para elas vale tudo em nome de defender seus idolos de barro, os políticos brasileiros.

Já escrevi e repito, um sonho é ver um dia o povo enxergando os políticos como funcionários - e sempre muito bem pagos - que precisam trabalhar direito e não como ícones, santos, mitos.

A idolatria pelos políticos é um dos grandes equivocos da população menos avisada.    Nenhum deles merece ser santificado e colocado no alto do pedestal.     A história da política brasileira já demonstrou o que estamos dizendo.     Décadas e décadas e NENHUM fez do País um lugar com o mais básico estágio de se viver bem.

Um País que não consegue tapar os buracos das ruas, esperar o que em patamares maiores?

Um Brasil onde o saneamento básico tem os menores indices mundiais aceitáveis, é pra se botar todos os políticos que passaram por Rio e Brasilia dentro de um saco e descartar.

Não evoluímos socialmente em NADA.

E tudo agora se agrava com a pandemia onde se escancara o despreparo dos governantes e em todos os níveis.


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

PARABÉNS, TOSTÃO!

Semana de aniversário de Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, craque de futebol.

Brilhou nos gramados, passou por um problema sério quando jogava tendo um deslocamento de retina atingido por um chute do zagueiro Ditão - involuntário, diga-se - recuperou-se e seguiu por pouco tempo mais no futebol para depois dedicar-se integralmente à Medicina.

Ficou um longo tempo sem dar entrevistas e falar de futebol, ficando recluso na sua Belo Horizonte, intrigando os fãs e gente do meio esportivo.     Mas evidentemente ele teve suas razões e em especial a de se dedicar à nova profissão, a de médico.

Mas na primeira metade dos anos 90 Tostão foi sondado e até um pouco pressionado a voltar ao futebol, mas na função de comentarista por Luciano do Valle.

Aceitou e passou a integrar o time da Bandeirantes doando todo o seu conhecimento a esse esporte que ele tanto praticou e foi idolatrado.

Voz mansa, colocações ponderadas, inteligentes e com toda a sua experiência futebolística, Tostão foi se destacando na área de analisar.   

Rapidamente ganhou notoriedade na comunicação e durante sua estada na Band recebeu convite da Globo para um contrato.    Não aceitou e seguiu ao lado de Luciano e equipe.

Esteve na Copa do Mundo de 94 integrando o time e ainda me lembro de irmos juntos conhecer o local em Dallas onde o presidente John Kennedy foi assassinado.

Tenho lembrança também de estarmos juntos no pré-Olímpico de 1996 em Tandil na Argentina, dividimos o apartamento no hotel e conversamos muito sobre futebol, a vida e tudo mais.

Depois foi para a ESPN e passou também a escrever nos principais jornais do País.

Tostão está completando 74 anos de vida.

Merece o nosso parabéns e o agradecimento de todos por tudo o que fez em campo, além de agora nos presentear com belíssimos enfoques na suas colunas em jornais e sites.






sábado, 23 de janeiro de 2021

O BEM E O MAL.

Lembro de uma passagem certa vez quando estava na estrada e me dirigindo ao trabalho.

Era um dia da semana e por volta das 2 da tarde.  

O calor superava os 30 graus, céu de brigadeiro, baixa umidade do ar castigando, e eu dirigindo meu carro pelo interior de São Paulo.

Ao avistar lá na frente no acostamento um casal à pé e com um bebê no colo, sem nenhuma proteção do sol forte, pensei em oferecer carona a eles e poupá-los de consequências físicas como uma insolação, por exemplo.

E aquele bebezinho?   Sem as defesas naturais por ainda ser muito pequeno era um alvo fácil de complicações de saúde com a altíssima temperatura.

Fui diminuindo a velocidade e me aproximando.

Emparelhado com eles baixei o vidro do carro e ofereci a carona.

A reação daquele casal foi rápida, impactante para mim, respondendo que não aceitavam e apressando o passo para se distanciarem.   Só faltou saírem correndo tal o pânico que tomou conta daqueles pais.

Foi então que atinei para o medo, o receio daquelas pessoas.   Eu poderia ser alguém do mal e dando a carona colocaria a vida deles e do bebê em risco.     Foi uma defesa natural do instinto paternal e maternal, mas foi também o reflexo do mundo em que vivemos.

A maldade corre tão solta que até quando aparece um sinal de ajuda as pessoas desconfiam e rejeitam o auxílio.

Mas essa história que acabo de relatar não pode esmorecer quem tem no coração a leveza de estender a mão pra quem necessita.    Sem deixar de registrar também outro aspecto que é o da esperteza e da malandragem de quem pede ajuda com o intuito de ludibriar e levar alguma vantagem na operação.

O bem e o mal são coisas que aplicamos de acordo com a nossa consciência.   A vida nos foi dada para fazermos escolhas, positiva ou negativamente, para evoluirmos interiormente ou desprezarmos a chance que o Universo nos oferece nessa passagem por aqui, e que é efêmera.





sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

22 ANOS. FOI ASSIM...

Nesse final de janeiro está fazendo 22 anos da minha saída da Bandeirantes.

Janeiro de 1999 foi quando meu contrato com a emissora acabou e não foi renovado.   Chegava um novo comando do esporte da casa - Jota Hawilla - e eu não constava dos planos da Trafic.

Fui para a Bandeirantes em janeiro de 1981 levado por Oswaldo dos Santos e Flávio Adauto, que compartilhavam a direção do esporte.

Atuei pela rádio do Morumbi até meados de 1983 quando Luciano do Valle chegou com seu projeto SHOW DO ESPORTE e me convidou para integrar o time dele.

Vivíamos tempos difíceis com salários atrasados e preocupantes perspectivas.   A proposta para vários profissionais do esporte da Band que estavam por lá foi salvadora.   Luciano do Valle colocou os salários em dia e fez os contratos em novos valores, superiores ao que ganhávamos.

Além do aspecto financeiro que obviamente é importante, os planos da LUQUI - a empresa de Luciano e Quico Leal - eram desafiadores a todos nós.     Tínhamos pela frente um modelo que procurava copiar a ESPN Internacional preenchendo a grade de programação da Band com muitas horas.

E esse empreendimento vitorioso da LUQUI se estendeu até dezembro de 1998 com jornadas memoráveis e que a história da televisão registra bem.

Me lembro que dias antes da final da Copa SP de juniores de 1999 eu e vários colegas de trabalho fomos comunicados que estávamos fora dos planos da Trafic.

Tenho da minha passagem pela Band - rádio e televisão - grandes e ricas lembranças.   Mas ressalto uma delas e que me tocou profundamente pelo aspecto humano e carinhoso num momento muito triste e delicado para mim.

Num domingo de julho de 1996 logo às seis horas da manhã recebi a notícia do falecimento de meu pai em Americana.     Estava em São Paulo e tinha dois trabalhos naquele dia:  uma corrida de motovelocidade logo às 9 horas da matina e a gravação de um futebol no Morumbi à tarde.

Por ser domingo cedo e sem as facilidades dos celulares de hoje para me comunicar com a direção da emissora, não tive outra alternativa:  fui para a Band e transmiti a motovelocidade, enquanto buscava avisar a chefia do ocorrido.

Em resumo, fui dispensado do VT do futebol no período da tarde e corri para Americana me despedir do seu Juca, meu pai.

Dia seguinte por volta das 10 horas da manhã toca o telefone em casa.    Era a secretária de João Saad, o presidente do grupo Bandeirantes.   Ele se solidarizou comigo e a família e agradeceu pelo profissionalismo em ir pro ar com o pai no velório.    

"Seu" João, como era chamado, era assim.     Humano, solidário, simples, um grande homem.




 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

1986. CHERNOBYL.

 O pânico que ainda estamos vivendo com o vírus em circulação eu vivi em 1986 na então Tchecoslováquia quando lá estávamos para cobrir o Mundial feminino de vôlei pela Band.

Tomando o café da manhã, eu e Álvaro José ficamos sabendo do que havia acontecido em Chernobyl, um acidente nuclear de grandes proporções e há cerca de 1.500 km de onde estávamos, em Praga.  

Ficamos todos em estado de alerta e recebendo muitas orientações sobre como se comportar, os cuidados a tomar, quais alimentos ingerir.

Uma das proibições eram as frutas, verduras.    Vimos no hotel algumas pessoas utilizando máscaras.

A radioatividade poderia estar no ar e contaminar a todos, como provocou muitas mortes na Europa e canceres, além de 31 vítimas fatais no momento do ocorrido.

A seleção feminina também hospedada no nosso hotel teve que mudar o regime de alimentação e eliminar vários ítens do cardápio.

Com as dificuldades de saber o que ocorria - se fosse hoje as informações estariam na palma das mãos - ficávamos sabendo pela retaguarda da emissora através dos amigos e colegas da Band.

O amigo Luiz Fernando Lima, então repórter da Globo e que estava trabalhando na cobertura, também nos deixava a par das notícias.    

Foram muitos dias tensos mas que nos obrigaram a perder alguns quilos pois nem tudo era recomendado comer, além do aspecto emocional evidentemente.

Fizemos o mundial feminino nas cidades interioranas de Berno e Ostrawa.     

1986.      Há 34 anos.






segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

A VACINA CHEGOU. E AGORA?

 Pronto, a vacina chegou e está tudo resolvido.

Mas é claro que não.

Primeiro, os efeitos da vacinação tem seu prazo de atuação e de seus efeitos positivos, depois é preciso saber quantos irão toma-la, e se o comportamento da população vai ser o AINDA recomendado.

Ainda teremos muito tempo de CUIDADOS a serem tomados.    Máscaras, o álcool em gel, o distanciamento, enfim, longos meses se estenderão no combate ao vírus e suas cepas.

Máscaras, lavar as mãos, o álcool, evitar as festas populares, esse pacote ainda vamos carregar por um bom tempo.   Quanto tempo?    Nem os especialistas sabem, pois vai depender da abrangência da vacinação e do bom comportamento social no que resultaria o esvaziamento dos hospitais.   Hoje o nosso grande sonho.

Tudo isso sem depender das ações dos políticos, pois bem sabemos do quanto eles são incapazes, oportunistas, tinhosos em suas ideias e convicções, e tudo mais.

Se nos países onde a ação dos políticos é séria, compenetrada, voltada para o trágico momento que vivemos, as coisas foram e seguem difíceis, imagine o quadro aqui no Brasil com a irresponsabilidade da classe que nos comanda e legisla, num comportamento de péssima qualidade e nível.

Com toda a tragédia que ora vivenciamos nessa pandemia a gente espera que muita gente tenha aprendido UM POUCO do que eles, os políticos são incapazes e do quão mal nos representam e nos defendem.

Cada um deles querendo aparecer mais que o outro.   Egoístas, vaidosos ao extremo, irresponsáveis comprovadamente, e sempre de olho nos anos eleitorais.     Ah mas é a nossa cultura, dirão alguns.   Mas convenhamos uma cultura totalmente equivocada e que PRECISA MUDAR.

Em nome da "cultura" política do País a Nação não sai do lugar pantanoso em que se encontra.

Enfim, cabe a nós procurar mudar esse quadro funesto, totalmente arcaico, e fazer a nossa  parte, ou seja, seguirmos na honestidade de propósitos, com o nosso trabalho, cuidando da saúde e da família, mas sem esquecer de quem está no topo da pirâmide, aqueles que escolhemos com o VOTO.

No dia em que nos conscientizarmos da força do voto, e que está sempre em nossas mãos, parando de ilusões e de simpatias pessoais por esse ou aquele candidato, iniciaremos um novo processo no País.  

Embora eu reconheça o quanto DIFÍCIL é saber quem é quem na lista dos candidatos.

A vacina tem de ser comemorada, sim, mas é apenas o começo desse novo processo.    Falta como prevenir esse vírus e isso certamente será descoberto pelos heroicos irmãos da Ciência Médica, a quem devemos verdadeiramente homenagens e muitas homenagens.

Pra esses heróis devemos tirar o chapéu e ficar de joelhos.    Entre eles e a classe política há um gigantesco abismo de princípios e de amor ao próximo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

NO FUTEBOL TUDO PODE?

Há uma máxima de que no futebol tudo pode.     Errado.     O futebol é parte da sociedade, um esporte onde existe a competitividade, o profissionalismo, e tem de haver o respeito.

Mesmo o lance do torcedor que ao pagar o ingresso acha estar totalmente liberado para xingar, ofender e agredir, está errado.

Extravasar, botar pra fora as diferenças encalacradas do dia a dia, tudo é válido.    Mas desde que tenha limites e respeite o próximo.

Os xingamentos do técnico Fernando Diniz ao jogador Tchê-Tchê na quarta-feira em Bragança Paulista foram ofensas duras, incompatíveis com alguém que lidera um grupo.

Vejo que todo líder que ofende um comandado publicamente se mostra despreparado para o cargo.   Pode até conhecer profundamente a matéria mas não sabe liderar.    E essa observação não é apenas para o técnico do São Paulo.    É para a imensa maioria dos treinadores daqui.

Desabafos são naturais ao longo de uma partida de futebol, porém partindo de quem é o responsável por um grupo de pessoas eu entendo que o equilibrio deveria preponderar.

O próprio Diniz deveria ao colocar a cabeça no travesseiro repensar o que fez.    Se já não o fez.

O clube também poderia ter um papinho a portas fechadas com seu treinador.    Aliás, Muricy Ramalho com sua vivência extraordinária no futebol está chegando e já tem esse abacaxi para descascar e certamente saberá como faze-lo.

Nenhum profissional, em qualquer área de atividade, pode aceitar desrespeito partindo de quem o comanda.    Não foram desabafos, foram ofensas.       Houve desrespeito.

Fico a imaginar alguém da família do jogador assistindo àquelas cenas lamentáveis.   Como também imagino familiares de Diniz vendo seu comportamento desequilibrado no desempenho do seu trabalho.     

O bom chefe joga duro quando preciso mas o faz reservadamente.    Não expõe o comandado.

Diniz é do ramo, tem se revelado um treinador que estuda e que busca algo novo para o futebol, mas precisa repensar seu temperamento alí à beira do gramado.     Não tem sido legal.

Sei que minha opinião não agrada a todos que veem o futebol como "é assim mesmo", onde tudo cabe e se não for assim vira um culto religioso.     Respeito mas não concordo.    Vejo treinadores que se agitam na área técnica e que mantém limites de respeito e educação, embora muito mais no Exterior.    Aqui no Brasil infelizmente temos uma cultura de baixo nível e isso vai se propagando, infelizmente, pras novas gerações.

Na vida temos lições diárias.    Basta querermos aprende-las.      Que Diniz esteja nessa.


 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

OLIMPÍADA DE TÓQUIO

Ninguém pode garantir que os Jogos Olímpicos de Tóquio serão realizados, embora as autoridades japonesas estejam sendo otimistas e os patrocinadores dizendo que mantém as verbas.

Com as vacinas ainda começando a ser aplicadas e com a seriedade que o Japão sempre tratou as coisas, fica a esperança de o evento ser feito, porém há o fator rendimento técnico dos atletas e equipes a ser analisado, além de logistica e cuidados com a saúde.

Sem os mundiais pelo planeta pois foram cancelados e com as dificuldades de preparação dos atletas parece evidente que o resultado técnico da Olimpíada será o mais fraco da história.

Nos mundiais e em outros torneios é que os índices são carimbados no passaporte olímpico.  Muitos atletas já haviam conseguido vaga para 2020, mas e agora para 2021 como ficam?

Como seria o protocolo na Vila Olímpica diante de tudo isso, onde os atletas ficam concentrados para as competições?   Seria ali um antro de contaminação ou até então todos estarão vacinados, imunizados?

E a presença do público nos locais das competições?     Será possível?     Os turistas que pretendem ir ao Japão poderão faze-lo?    Terão de estar vacinados comprovadamente?     É outro enigma nesse periodo de pandemia cruel e devastadora.

O esporte, sabemos, é uma importante válvula de escape para o ser humano, seja a quem o pratica ou a quem o assista.       Também nesse aspecto uma Olímpiada acontecendo daria ao mundo ares respiráveis e de um certo conforto, ainda que o vírus circule e esteja sendo combatido pelas vacinas.

Essa pandemia, agressiva ao extremo, fez com que todos parassem para pensar.     No esporte não poderia ser diferente, é claro.      Os dirigentes esportivos do planeta tiveram que se debruçar sobre os problemas decorrentes.   E o que lhes foi colocado à mesa é de um tremendo desafio como jamais imaginaram um dia.

Vejam, sintam que os problemas são incontáveis.

Realizar a Olimpíada seria uma imprudência?     Seria uma afronta ao novo coronavírus?   Os japoneses, sempre muito responsáveis em tudo, arriscariam vidas num evento dessa amplitude?

A verdade é que o maior evento do esporte mundial e que já teve um adiamento, está na berlinda e sob os tensos olhares de todos.

A contagem regressiva prossegue, a correria para que a vacina abranja um porcentual satisfatório e favorável para uma imunidade coletiva é grande, e os japoneses sem dúvida tem uma data-limite para bater o martelo:  se haverá Olimpíada ou não.

Nossa torcida, antes dos Jogos em si, fica para que o Mundo se vacine, se imunize, protegendo a VIDA, nosso mais precioso tesouro.     





terça-feira, 5 de janeiro de 2021

RESILIÊNCIA, RESIGNAÇÃO, EMPATIA....

Vivemos tempos de resiliência, resignação e de empatia?

Indo aos velhos e sempre úteis dicionários para essas três palavrinhas vi que elas se encaixam perfeitamente em tudo o que estamos respirando.   

Uma pessoa resignada é aquela que não lamenta a sua sorte, embora isso não anule a vontade de lutar por dias melhores.

Resiliência é aguentar o tranco das horas amargas e pensar que logo tudo voltará ao normal, isto é, quando a tempestade passar e cessar a tensão causadora do incômodo.

Empatia é outra que se ouve constantemente nos dias de hoje    Fui ao AURÉLIO e lá diz que empatia é uma tendência a sentir o que se sentiria caso estivéssemos na situação do outro.

Há expressões e palavras que ficam adormecidas nas páginas amarelas dos dicionários e de repente são resgatadas pelos estudiosos de todas as áreas.

Por sinal entendo que deveríamos resgatar mais palavras que nos pertencem para o emprego delas ao invés de furtarmos termos ingleses, o que na verdade toma conta de tudo por aqui.

Diante de nossos complexos culturais preferimos utilizar palavras inglesas para quase tudo, entendendo que fica mais "chique", mais apelativo em termos comerciais e sociais.   Há pessoas que priorizam termos estrangeiros pois acham que serão mais valorizadas em suas atividades, além da vaidade em exibir conhecimentos.

Saber é muito rico, porém empregar o que sabe é válido somente nas horas em que isso é exigido e cabível, seja no pessoal e no profissional.   

Outro dia num condomínio de prédios de veraneio constatei a imensa maioria deles com títulos avessos à rica língua portuguesa.   "Golden Tulips", "Black River" e por aí vai.  

Tudo em inglês, o que é livre obviamente, mas que demonstra o quanto temos vergonha do idioma que temos como padrão.     Tudo a demonstrar o quanto precisamos crescer em vários sentidos e especialmente em valorizar o que é nosso.

Quem sabe um dia com as novas gerações possamos mudar esse quadro?

Faço esse comentário sem nenhuma pretensão prática de mudanças, sou totalmente impotente para tal, mas são detalhes que incomodam a quem sonha com um País personalizado em suas raízes e culturas.  

É importantíssimo aprender a falar outros idiomas, sem dúvida, mas sem pretender passar todo esse aprendizado para o nosso cotidiano e nuances que nos pertencem.

Em resumo, vamos empregar praticamente essas palavrinhas do título do post, pois elas são muito importantes e estão devidamente encaixadas em nosso contexto de vida atual.

RESILIÊNCIA, RESIGNAÇÃO e EMPATIA!