segunda-feira, 19 de abril de 2021

LUCIANO DO VALLE.

19 de abril de 2014.

Ano de Copa do Mundo, meses antes conversamos pessoalmente sobre os preparativos para o Mundial no Brasil.     E foi na minha cidade, Americana, no estádio Décio Vitta, antes de Paulista x Corinthians pelo estadual daquele ano.

Lembramos mesmo que rapidamente das Copas que cobrimos juntos pela Band.    Algumas histórias e estórias.     Rimos, falamos de coisas sérias também, matamos um pouco a saudade da velha amizade.

Mas quiseram os fados que ele não chegasse até a Copa.    Ele não pode fazer o que amava, transmitir futebol e especialmente num evento dessa grandiosidade.   E a Band não teve o talento gigantesco dele na cobertura.

A seleção brasileira não levantou o caneco e ele foi poupado dessa tristeza e decepção.    Foi poupado também da histórica goleada aplicada pelos alemães em Belo Horizonte.   Mas com seu profissionalismo e amor ao que fazia há décadas é claro que ele gostaria de estar presente.

Sua portentosa voz e seu talento de comunicador fizeram falta naquela Copa.       Continuam fazendo falta nos grandes eventos esportivos.

Naquele 19 de abril num voo a trabalho para Uberlândia perdemos uma pessoa que marcou a vida de milhões de brasileiros através do esporte.

Inesquecível.    Inimitável.     Insubstituível.

7 anos sem o amigo, confidente, coração gigante.

LUCIANO DO VALLE.     




quinta-feira, 15 de abril de 2021

SAIREMOS DESSA, MAS...

Se nesses tempos difíceis temos momentos de revolta e de muitas perguntas, as mesmas devem ser dirigidas a quem nos governa, e em todos os níveis, além dos que não se comportaram participando de festas, baladas e coisas do gênero propagando o virus.

O virus cumpre seu papel na Natureza, sempre existiu e sempre existirá, porém o foco deve estar em quem é eleito e pago ( regiamente ) para proteger o povo, as comunidades.

Enquanto em vários países os políticos se mostraram, e se mostram responsáveis e sérios no desempenho da missão, no Brasil o que assistimos é algo deplorável, desumano.

Poucos governantes se salvam nessa pandemia demonstrando preocupação e responsabilidade.

Mais se preocuparam em embates eleitoreiros do que fazerem o que lhes cabia.

Houve omissões, houve queda-de-braço, houve desprezo pela seriedade que o momento impunha e ainda impõe.     Enfim, um caos moral, ético e republicano.    

Pior ainda foi a tomada de posição de muita gente da população levantando bandeiras políticas enquanto o mais importante era cobrar dos políticos a devida atuação.

Eleições somente daqui a um ano, pessoal.        Não é hora nem momento de se falar em partidos, eventuais candidatos, de picuinhas grotescas e nojentas, enquanto a doença segue goleando o País com óbitos e mais óbitos.

Repito.    A culpabilidade recai sobre muitos setores da sociedade.    De cima até aqui em baixo.

Inclua-se nesse processo o oportunismo de muitos, o que aliás é inevitável nessas horas em que se vive um pandemônio social.

Em tempo:  em algum momento os políticos botaram a mão no bolso para ajudar a quem está sem ter o que colocar na mesa?

Fizeram alguma renúncia de seus vencimentos e penduricalhos?    Autorizaram as empresas a reduzir salários dos empregados e a demitir, isso sim.     Mas no "deles" nada foi mexido.

Chega um momento na vida que as decepções tomam conta da gente.    Tantos anos, tantas décadas, tanto bla bla bla e quando mais precisamos deles, políticos, mais nos decepcionamos.

Sigo a me indignar com quem ainda levanta alguma bandeira de algum político brasileiro.   Tantos já passaram no alto comando e o País continua pobre em educação, saúde, cultura, seriedade e tudo mais.

Sairemos desse caos pois temos fibra e já saimos de tantas, mas a frustração é grande.     




 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

PARCIALIDADE OU IMPARCIALIDADE?

Os narradores ( além dos comentaristas e repórteres ) sempre foram tachados em algum momento de parciais, especialmente em grandes jogos, os decisivos principalmente.

O narrador é o mais visado porque ele é quem comanda as transmissões, o que mais fala durante o jogo.

Sabemos que o tema é eterno e que jamais terá uma compreensão isenta pois quem vê futebol tem um time, uma paixão, e a interpretação sempre terá uma tendência.    Coisas do coração.

Recordo um fato que vivenciei nos bastidores em 1995.     

Era a decisão do Brasileirão entre Santos e Botafogo.    Transmissão pela Band e eu estava naquele dia na bancada apresentando o Show do Esporte e durante a partida de prontidão caso caísse o áudio de Luciano do Valle ao vivo do Pacaembu.

Na época tínhamos as atendentes ( telefonistas ) num dos grandes estúdios da Band, cerca de 30 meninas e as ligações não paravam.     Tanto para concorrer aos prêmios do programa como também para "cornetar" o nosso trabalho.

A bola começou a rolar e eu alí sentado no meu trabalho de "stand by".    

Pertinho de mim estavam as meninas e então tivemos uma enxurrada de comentários sobre o trabalho do Luciano na narração da final.

Ao mesmo tempo que as meninas registravam a bronca e a insatisfação de torcedores do Fogão alegando que o locutor estava torcendo para o Peixe, de outro lado também o registro de aficionados do Santos revoltados com a "parcialidade" de Luciano pendendo para o Botafogo.

Elas se entreolhavam espantadas com a disparidade de opiniões dos telespectadores.

Acalmadas pela produção passaram a compreender a normalidade das reclamações pois o futebol é capaz de gerar esse tipo de comportamento dos apaixonados clubísticos.

Me lembro de uma transmissão que fiz na minha cidade certa vez, Americana, pela Band, quando o Rio Branco figurava na elite do campeonato paulista e enfrentou o Palmeiras.

Dia seguinte fui ao banco, às bancas de jornais, circulei pela cidade e de várias observações fui tachado de parcial na transmissão ( tanto pelos palmeirenses quanto pelos riobranquenses ).

Faço esses relatos para dizer que entendemos perfeitamente esse estado de coisas, compreendendo a força da paixão movida pelo futebol.     Podemos acrescentar que na vida também é assim, temos tendências que as vezes contrariam o bom senso  e a isenção ao avaliarmos diversos acontecimentos.   

E do nosso lado, comunicadores, temos a defesa de que todo o trabalho é no improviso, nenhum script, aliado às emoções do espetáculo, por isso as vezes palavras colocadas podem soar como "tendência" ou torcida.

Os bons profissionais não "distorcem".       Apenas se deixam levar pela beleza do futebol e seus lances mirabolantes.     

Quem narra se prende ao trabalho em si e ao respeito pelo assistente.    Há duas torcidas envolvidas e devem ser respeitadas, sejam quais foram os clubes envolvidos.

Particularmente nunca deixei uma jornada com a consciência pesada por não ter sido isento no desempenho.    Erramos, graças a Deus, posto que somos humanos, mas errar tendenciosamente é algo que sobre meus ombros nunca pesaram.





quinta-feira, 8 de abril de 2021

DOIS ALMANAQUES, DUAS HISTÓRIAS.

Nos últimos dias fui premiado ao receber duas obras fantásticas de dois clubes brasileiros.

Os almanaques de Rio Branco de Americana e do São Paulo Futebol Clube.

O do meu Tigre americanense através do jornalista/historiador Cláudio Giória e o do Tricolor do Morumbi pelas mãos de José Renato Santiago Jr. 

Muito esmero desses dois queridos amigos e de suas equipes.    Quanta pesquisa, quanta minúcia, quanto cuidado em elaborar a história das duas agremiações.

Tenho mergulhado nas páginas e voltado no tempo ao degustar as fichas técnicas dos jogos, fotos sensacionais, históricos marcantes.     

Os dois escritores/pesquisadores, e suas equipes, estão de parabéns.

Obras que perpetuam a caminhada dessas duas agremiações brasileiras.   Preservar a memória é uma responsabilidade que temos, jamais ligando para criticas infundadas sobre saudosismo ou coisas que o valham.

Não devemos ficar presos ao passado e sem viver intensamente o presente, mas o registro é extremamente saudável e muito gostoso de se curtir.

OBRIGADO! 

terça-feira, 6 de abril de 2021

OS IDOSOS E AS CRIANÇAS.

Em momento tenso e até assustador que estamos vivendo algumas pessoas me alentam e reforçam a esperança do tão dito "tudo vai passar".   

Quando vejo cenas de idosos tomando a vacina e se emocionando, ainda que saibam ter pela frente poucos anos de vida terrena, me revigoro.    Crio forças dentro de mim.

Quando olho nas crianças e detecto alegria de alma, vivacidade, ingenuidade, pureza, levo um tremendo puxão de orelha e fico mais forte.

Mas quando constato que muitos agem irresponsavelmente promovendo baladas e grande agrupamento de pessoas, confesso ter recaída emocional.

Mas assim é a vida.     Cada um age de acordo com seus instintos.    Enquanto as crianças e os idosos nos fortalecem com suas ações e atitudes, exemplos bons, há aqueles que "jogam contra" e contrariam o senso de que o coletivo está precisando de UNIÃO, esforço e solidariedade.

Há países que num grande esforço coletivo já dominaram a ação contagiosa do vírus.    Houve equilibrio dos seus governantes, trabalharam seriamente, respeitaram as normas científicas e tiveram respaldo da população em se sacrificar por um tempo nas suas atividades sociais e profissionais.

Estamos distantes ainda de praticar o que muitas sociedades já o fazem, ou seja, dispensar o individualismo em prol de um TODO.

Enquanto por aqui os governantes "brincam" de transferir responsabilidades e priorizam as eleições de 22 nem se importando com os milhares de mortos à cada dia, lá fora em vários países o foco é união de esforços para debelar o grande incêndio, a pandemia.

Fazer a má política em tempos tenebrosos como os que estamos vivendo é cometer crime grave.

Nossas leis terrenas até poderão deixar passar em branco tais atitudes, mas há uma Lei Cósmica justa e conforme, e dessa nenhuma consciência escapará.     E pobre daquele que achar tudo isso uma "viagem" e um grande delírio.      

à cada um segundo suas obras... 


 

sábado, 3 de abril de 2021

TEMPO DE MUNDANÇAS.

 Uma imensa camada da humanidade presente anda completamente desequilibrada e sem freios na relação com o semelhante.

O diálogo parece que foi totalmente excluído da vida de muitas pessoas.   O confronto e o desrespeito às opiniões alheias entraram em campo com um apetite voraz.

Quando dizemos que pretendemos um mundo melhor, de paz e entendimento, esbarramos até em nós mesmos com um comportamento inadequado, bélico, de confrontação agressiva.

Parece que estamos todos sem nenhum nível de paciência, tolerância.

E isso abrange todos os setores de nossas vidas.    Compreendem-se os fatores atuais, obviamente, de imensas dificuldades de sobrevivência, o que também denota o quanto somos incapazes de administrar a vida quando de seus obstáculos.      

É claro que a pandemia e suas agruras contribuem para esse estado de coisas, mas se voltarmos para antes da chegada do vírus já vivíamos um clima tenso e de conturbação.

As que invocam o "sinal dos tempos" ou "final dos tempos", faz sentido.

Não se trata de "fim do mundo" como costumeiramente se ouve, mas de um momento de necessária transformação na vibração do planeta.

Sejamos honestos, não dá para continuar assim como está.     É preciso mudança.    Precisamos nos modificar para que tenhamos um nivel de convivência saudável, respeitoso, HUMANO.

E já que não estamos conseguindo exito nisso, o Universo entra com suas ferramentas para modificar os ares que respiramos.        Uma sacudida como essa que estamos vivendo talvez ainda não seja suficiente para nos conscientizarmos das mudanças interiores que se fazem necessárias, mas já é um começo.     Um importante inicio.

A intervenção Cósmica que está acontecendo, por mais dura e cruel que seja, está vindo nos ajudar mais uma vez.     Concluindo que não somos capazes(?) de modificar a vibração energética da Terra, o Alto Comando assume e projeta um mundo mais leve, solidário, prazeroso ao nosso espírito.

Mas temos que COMPREENDER e colaborar.      E pelo jeito nossa colaboração tem sido muito pequena, quase insignificante.

Choramos as perdas, evidentemente, muito justo que assim seja, mas para o Universo as "perdas" não são definitivas.    Sempre haverá VIDA.     O afins estarão sempre afinizados, seja em que plano for.    A tão invocada eternidade pelas religiões, é FATO.       

Vamos, portanto, abrir os nossos canais de comunicação com o Alto e contribuir para essas grandes mudanças que já começaram a ocorrer.









quarta-feira, 31 de março de 2021

DIEDE LAMEIRO, MISSÃO CUMPRIDA!

 A notícia da morte de DIEDE LAMEIRO me fez voltar no tempo.

Ele era técnico do Guarani de Campinas e eu começava minha caminhada no rádio local.

Vez ou outra eu ia acompanhar os treinos do Bugre no Brinco de Ouro e sempre fui muito bem recebido por ele.

Certa vez em um jogo que o Guarani ia fazer no seu estádio ele me convidou para sentar no banco de reservas ao seu lado e sentir de perto como era o clima da competição.

Emocionado é claro que aceitei pois queria estar ali, ao lado do gramado, vivendo todas as emoções dos profissionais da bola e especialmente dele, um treinador já consagrado na época.

Diede era assim, duro e austero no desempenho do seu trabalho, mas carismático com muitos que o cercavam.    Além de conhecer muito de futebol, obviamente.      Dirigiu Ferroviária, Criciúma, o São Paulo e tantos outros clubes, assim como o "seu" São José do Vale do Paraíba, onde ficou até morrer na terça-feira passada as 87 anos de idade.

Na Águia do Vale, o São José, foi dirigente em várias oportunidades e com grandes campanhas.

Ele começou jogando basquete, virou técnico dessa modalidade, para depois mergulhar nas águas do futebol.

Me lembro de ter almoçado algumas vezes num restaurante dele na rodovia Dom Pedro, o Chaparral, que por sinal existe até hoje mas que não lhe pertencia mais.

Simples, direto, jeitão caipirão, erre arrastado, Diede ensinou a muita gente.     Foi um grande cara.

Das pessoas que nos marcaram a gente não esquece e sente a necessidade de prestar homenagens.

Professor Diede é um deles.

Cumpriu missão e agora vai em busca de novos desafios, em outra dimensão.