quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

OS NOVOS TALENTOS. BOAS PERSPECTIVAS.

Tenho participado de muitas resenhas ao vivo pela Internet - chamadas de Lives - e tem me chamado a atenção a quantidade de jovens estudantes de jornalismo interessados na profissão.

Todos com entusiasmo, brilho nos olhos, estudiosos, à par de tudo o que acontece no esporte do planeta, em especial o futebol.     Mas tem também os fãs de basquete, futebol americano, vôlei, automobilismo e outras modalidades.

Nem a pandemia e suas depressões têm tirado dessa moçada o encanto pelo esporte e pela profissão de comunicar.    Hoje com as webs, blogs, o caminho se abre para todos.

Quando me perguntam sobre o futuro dos jornalistas digo que com todas essas ferramentas virtuais existentes o caminho está aberto.

Tempos atrás nós só dependíamos do rádio, da TV, dos jornais e das revistas para um emprego.

Vieram as assessorias e tudo mais, escancarando a janela de oportunidades na profissão.

Hoje temos webs em ação, de rádio e tevê.    Os streamings estão à todo vapor.    Falta agora o espirito empreendedor de quem deseja enveredar por esse caminho e comercializar seus espaços para o merecido retorno financeiro.

As empresas de rádio/televisão estão pressionadas pela crise e têm reduzido suas folhas de pagamento e o número de funcionários.    É o mercado que impõe assim.      Os anunciantes também com a crise estão diluindo suas verbas pela Internet atraídos por tabelas de preços mais acessíveis.   

É aí que os jovens jornalistas entram para empreender.      É a hora.     Tudo isso além do mercado de varejo da publicidade onde os investimentos são menores mas com potencial de faturamento, tudo dentro de cada patamar de penetração e cobertura junto ao consumidor.

Coloco também que nessa onda de pessoas que pretendem profissionalizar seus dons de comunicar a qualidade que tenho constatado.    Quanta gente competente e com a responsabilidade que o nosso trabalho exige.    

Portanto, a perspectiva é muito boa.    Assim vejo.     E que os novos empreendedores tenham a devida paciência para um retorno razoável de grana.     Degrau a degrau.   Conquistas graduais.  Crescimento.    Evolução para ganhar a confiança de todo o mercado investidor.   

A ordem é virar a página, estudar e ver que vivemos um novo tempo.   Quem tiver olhos de ver e a percepção de captar o que está por vir - e na verdade já está acontecendo - se dará muito bem.


 

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

SÓ LANCHE QUENTE.

Uma das coisas mais incríveis que vivi nas minhas viagens a trabalho e que até hoje tento relembrar e me conscientizar se foi verdade ocorreu certa vez pelo interior paulista.

Quando conto para alguém fico receoso da pessoa desconfiar da minha história e das minhas plenas condições mentais.

Parando num posto de serviço da estrada fui até a lanchonete para comer um sanduiche poucas horas antes de trabalhar.     Um lanche e um suco de laranja, apenas.

Cheguei ao balcão e fiz meu pedido:  um misto frio.    Pão, queijo, presunto.

MISTO FRIO.

A moça atendente foi categórica:  aqui não servimos lanche frio.     Só quente.

Parei, pensei, refleti, achei que havia um mal entendido e reforcei o pedido:  um lanche frio.

E ela já pouco irritada respondeu dizendo que eles não faziam lanche que não fosse na chapa, quer dizer, quente.

Insisti dizendo que era apenas o pão com presunto e queijo, simples, sem colocar na chapa.

E ela novamente disse que era impossível.

Dei meia volta e ao sair parei no caixa para devolver minha ficha de consumo EM BRANCO  perguntei à funcionária do dinheiro se era verdade que alí só se fazia LANCHE QUENTE.

Ela me confirmou.        Sim, somente lanche quente.

Fui embora totalmente incrédulo no que tinha acontecido.     Mas aconteceu, eu JURO.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

A PANDEMIA E SUAS MUDANÇAS.

 Quanta gente se reciclando, revendo posições e conceitos nessa pandemia.    Uns premidos pela necessidade - muitos, por sinal - e outros em boas condições de MUDAR, arriscar novos desafios.

No meio jornalístico e de entretenimento na minha área, da comunicação, muitos colegas estão tomando decisões conscientes e que impactam a opinião pública.

Outro dia foi Fausto Silva que avisou vai deixar a Globo em dezembro quando terminar seu contrato, depois de 32 anos na casa.

Agora o super competente Tino Marcos também bate o martelo e confirma o que havia sinalizado para a emissora dois anos antes, ou seja, vai parar com as reportagens do futebol.

Outros casos ainda virão.      Da mesma forma muitas televisões fazem mudanças, adequações, em vista de tudo o que está se projetando para o planeta e os negócios.

E quanta coisa está mudando.

Aos mais pacientes as mudanças incomodam, intrigam, assustam, mas elas são necessárias para enfrentar o "Mundo Novo" que está vindo.

Raríssimas são as empresas atuais, seja nesse ou naquele ramo, que vivem momentos confortáveis na área economico/financeira.   E dizem os especialistas que "ai" daquelas que não se modernizarem aos novos e difíceis tempos.    E inúmeras tiveram que fechar as portas e desempregar muita gente, lamentavelmente.

O impacto da pandemia e de tantas perdas, humanas e sociais, sacudiu a Terra.     Triste e trágico por um lado, mas de esperança com mais justiça e humanismo.

Mas voltando a Fausto e Tino, dois colegas, ao mesmo tempo que devemos entender e aceitar suas decisões pessoais, fica a pontinha de saudade antecipada do trabalho deles.     Com todas as críticas e rejeições que façam - e isso faz parte da vida - impossível deixar de reconhecer os valores dos dois.

Convivi com Faustão desde os tempos de rádio, ele repórter e eu narrador, viajando pelo Brasil durante anos.    Gigante de alma como seu corpo físico.    Em tempos onde ele formava no time dos assalariados e sempre mal pagos, jamais negou ajudar amigos e colegas em dificuldade.

E depois com sua ascensão profissional seguiu fazendo favores e caridades, e sem alardes.    A generosidade dele e o respeito pelos profissionais menos favorecidos financeiramente, fizeram com que ele sempre estendesse a mão, como faz até os dias de hoje.

Quanto ao Tino somos contemporâneos, eu mais velho que ele, porém nas jornadas o respeito mútuo imperou fortemente.    Sua competência no trabalho é indiscutível e ficará marcada na história da televisão.   Simples, modesto, amigo, sempre esteve aberto a convites de estagiários de jornalismo para palestras e nos estádios e concentrações dividiu informações com os colegas de outros prefixos.        Sua aura é contagiante.     Irradia luz, paz e serenidade.

Em resumo, tudo está mudando e que seja para melhor em nosso convivio.

Precisamos de um mundo mais suave, mais leve, mais harmonioso.    E que a pandemia esteja sendo um agente dessa tão aguardada e sonhada mudança.

Depende de nós.       De todos nós.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

DELEGADO INCONVENIENTE.

Anos 80.

Numa festa solene de entrega de troféus aos melhores do esporte da cidade o brilhante Fiori Gigliotte fazia sua palestra sempre carregada de emoção, convidado que fora como paraninfo do evento.

Fiori, além do estupendo narrador esportivo, era muito requisitado para palestrar sobre a vida, o amor, a solidariedade, e nunca para falar de futebol.     Ele gostava de discorrer sobre os valores da vida, muito religioso que era.   Priorizava o lado social e da fé das pessoas.

Depois das homenagens e das palavras de Fiori haveria um jantar aos convidados, cerca de 50 pessoas.    

O discurso do locutor se estendia e dava para sentir o gostoso cheiro do jantar que vinha da cozinha ao fundo do salão.

Atrás do Fiori estavam as autoridades da cidade em uma mesa especial naquele palco.

Num determinado momento o delegado de polícia pediu a palavra ao palestrante no que foi prontamente atendido, é claro.

De posse do microfone o "doutor" disse que a palestra estava muito interessante mas que estava na hora de "comer" e que todos estavam com fome.

Imaginem o impacto da intervenção do inoportuno delegado naquele momento.     Fez-se silêncio e esperamos a reação do Fiori, sempre um gentleman.

Na verdade, a única defesa do indelicado delegado para agir daquela maneira seria o excesso de álcool ingerido no coquetel.    Se é que essa defesa pudesse ser invocada.   Sua atitude foi mesmo de uma pessoa mal educada e sem nenhum respeito ao palestrante e todos enfim.

Mas Fiori manteve a postura de alguém muito equilibrado e respeitoso.   Disse, ironizando ou não, que o "doutor" tinha razão e pediu desculpas por estar se alongando no discurso.

Logo em seguida encerrou sua fala e convidou a todos para o lauto jantar.

Pessoas se afastaram do delegado na sequência e demonstraram elegantemente o repúdio à sua atitude.     Foi marginalizado do evento, acusou o golpe e logo logo foi embora.



 

sábado, 30 de janeiro de 2021

ESSA LIBERTADORES JÁ TEM DONO.

Com essa decisão entre brasileiros na Libertadores, Santos x Palmeiras, volto no tempo e tenho lembranças dos anos 60 e 70 quando só era possível acompanhar através do rádio as finais dessa competição.

Aquele som telefônico das transmissões nos fazia viajar na imaginação e emocionava.

Nossos comunicadores da época, brilhantes, faziam um trabalho bem direcionado aos clubes brasileiros e reclamavam muito das arbitragens, o que nos deixava raivosos e querendo "matar" os árbitros.

Havia exageros, sim, mas era um tempo onde os bastidores do futebol sul-americano tinham um "trânsito" alucinante  em manobras e boa dose de desonestidade.

Mas no início dos anos 60 o time do Santos era tão extraordinário que nenhuma interferência dos árbitros impedia o espetáculo e a objetividade de Pelé e cia.

O Palmeiras naqueles tempos bateu na trave várias vezes e quase chegou ao título, só vindo a ser campeão muito tempo depois, em 1999.

Time santista era tão "Brasil" que a decisão do Mundial contra o Milan foi jogada no Maracanã e não em São Paulo.   Os cariocas pediam Pelé no então "Maior do Mundo", o Maraca.

E agora em pleno 2021 santistas e palmeirenses se encontram no Rio de Janeiro e no "novo" estádio Mário Filho.

Decisão é prato cheio para os palpiteiros.   Futebol sem os palpites não é futebol. 

Bolões proliferam nesses dias.     Discussões dos "técnicos brasileiros" - quer dizer, todos nós - se avolumam.   A sorte do jogo está lançada.    Sim, jogo, é isso esse esporte.    Há trabalho, preparação, ciência, inteligência tática, profissionalismo, talentos, tudo isso, mas é sempre bom lembrar que o futebol é UM JOGO.

Aquilo que chamamos de o Imponderável FC vez em quando está presente.    Uma falha, um mau momento, um gol contra, o oportunismo,  destempero emocional, aquela bola na trave que podia ter entrado, enfim tudo pode desmoronar um imenso trabalho de estruturação.    É do jogo.

Pena que estejamos vivendo esse momento atípico, sem torcida, o tempero das grandes finais, mas não se pode minorar a grandiosidade dessa decisão.    Os dois pavilhões desses grandes clubes têm peso gigantesco na história.     O lastro é enorme.

E ainda a conclusão que já temos, qual seja a de que esse título de 2020 - agora em janeiro disputado - já tem dono:  o futebol brasileiro.      

O lindo troféu vai ficar no Brasil.       Já está.      Resta saber para onde vai:  Capital ou litoral paulista.   


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

FESTIVAL DE CHUTES. E TODOS PRA FORA.

A pandemia prossegue, o vírus vai se modificando, a ciência vira 24 horas buscando remédios e adaptação da vacina às novas facetas, enquanto isso seguimos presenciando "doutores" e "especialistas" no cotidiano dando palpites e mais palpites.

Ludibriadas por idolatria política as pessoas se arvoram em doutoras da matéria e jorram fake news contrariando quem estudou muito para salvar vidas.

É de uma irresponsabilidade que assusta.

Para elas vale tudo em nome de defender seus idolos de barro, os políticos brasileiros.

Já escrevi e repito, um sonho é ver um dia o povo enxergando os políticos como funcionários - e sempre muito bem pagos - que precisam trabalhar direito e não como ícones, santos, mitos.

A idolatria pelos políticos é um dos grandes equivocos da população menos avisada.    Nenhum deles merece ser santificado e colocado no alto do pedestal.     A história da política brasileira já demonstrou o que estamos dizendo.     Décadas e décadas e NENHUM fez do País um lugar com o mais básico estágio de se viver bem.

Um País que não consegue tapar os buracos das ruas, esperar o que em patamares maiores?

Um Brasil onde o saneamento básico tem os menores indices mundiais aceitáveis, é pra se botar todos os políticos que passaram por Rio e Brasilia dentro de um saco e descartar.

Não evoluímos socialmente em NADA.

E tudo agora se agrava com a pandemia onde se escancara o despreparo dos governantes e em todos os níveis.


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

PARABÉNS, TOSTÃO!

Semana de aniversário de Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, craque de futebol.

Brilhou nos gramados, passou por um problema sério quando jogava tendo um deslocamento de retina atingido por um chute do zagueiro Ditão - involuntário, diga-se - recuperou-se e seguiu por pouco tempo mais no futebol para depois dedicar-se integralmente à Medicina.

Ficou um longo tempo sem dar entrevistas e falar de futebol, ficando recluso na sua Belo Horizonte, intrigando os fãs e gente do meio esportivo.     Mas evidentemente ele teve suas razões e em especial a de se dedicar à nova profissão, a de médico.

Mas na primeira metade dos anos 90 Tostão foi sondado e até um pouco pressionado a voltar ao futebol, mas na função de comentarista por Luciano do Valle.

Aceitou e passou a integrar o time da Bandeirantes doando todo o seu conhecimento a esse esporte que ele tanto praticou e foi idolatrado.

Voz mansa, colocações ponderadas, inteligentes e com toda a sua experiência futebolística, Tostão foi se destacando na área de analisar.   

Rapidamente ganhou notoriedade na comunicação e durante sua estada na Band recebeu convite da Globo para um contrato.    Não aceitou e seguiu ao lado de Luciano e equipe.

Esteve na Copa do Mundo de 94 integrando o time e ainda me lembro de irmos juntos conhecer o local em Dallas onde o presidente John Kennedy foi assassinado.

Tenho lembrança também de estarmos juntos no pré-Olímpico de 1996 em Tandil na Argentina, dividimos o apartamento no hotel e conversamos muito sobre futebol, a vida e tudo mais.

Depois foi para a ESPN e passou também a escrever nos principais jornais do País.

Tostão está completando 74 anos de vida.

Merece o nosso parabéns e o agradecimento de todos por tudo o que fez em campo, além de agora nos presentear com belíssimos enfoques na suas colunas em jornais e sites.