sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

SÓ DEPOIS DO CARNAVAL

Período de Carnaval.

Que cada um viva esses dias da melhor maneira, participando da folia ou não.

No meu caso, sem folia.

Volto a narrar na quinta-feira próxima, dia 11, em Corinthians x Capivariano.
Transmissão do Sportv e PFC Internacional às 21 horas.
O jogo é em Itaquera.

Terceira rodada do estadual.

Na escala estou com Mauricio Noriega, William Machado, Thiago Maranhão, Joanna de Assis e grande equipe ( local e retaguarda ).


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Com tanto tempo frequentando redações e estúdios de rádio e televisão, é claro que já vi muitas coisas curiosas, interessantes, surpreendentes, nesse ambiente de trabalho.

Sempre quando falo a estudantes a pergunta aparece sobre fatos curiosos que vivenciei.

Alguns decorrentes de jornadas em transmissões - a maioria deles - e outros no ambiente interno das emissoras.
Tantos e tantos....

Evidentemente que nem sempre a gente cita os nomes dos envolvidos - por questões éticas e de privacidade - mas os fatos em si servem também de alerta e aprendizado a muitas pessoas.

Por exemplo, certa vez um ex-jogador que virou comentarista e que vivia um bom momento e alcançando a titularidade nas transmissões, foi chamado para renovar o contrato.

Com o moral elevado - pelo nome que tinha e por estar super prestigiado pela direção da emissora - ele condicionou sua permanência na casa a algumas modificações na equipe, sentindo-se desconfortável com o esquema comercial e como os locutores conduziam seus trabalhos, dentre outras coisas.

Fez duras criticas a narradores e repórteres - então, seus colegas de trabalho - reclamou que havia muitos comerciais e testemunhais nas jornadas e que isto o prejudicava nos comentários limitando seu tempo de participação.

É claro que foi alertado pelo diretor que a propaganda era a responsável pela cobertura dos custos e encargos do departamento, incluindo-se o pagamento do seu alto salário, e tudo mais....

Não é preciso dizer que esse papo vazou e que o ambiente de trabalho ficou quase insustentável.

Conto essa passagem para alertar aos que estão começando na carreira -  e em qualquer carreira - sobre os cuidados e o respeito que devem ser dispensados aos colegas de trabalho.

Ética, limites ao criticar, respeito à casa empregadora, lealdade aos companheiros, tudo isso é primordial para a manutenção do bom ambiente e os consequentes resultados positivos.

Ninguém está proibido de apresentar descontentamento com sistemas de trabalho e fazer observações de correção ao time laborativo, dando sugestões contribuitivas.

Mas há limites e há o respeito a quem nos rodeia.

O fato relatado acima me marcou e serviu como um reforço de alerta para o meu comportamento ético, um item que sempre me chamou a atenção.

Todos erramos na vida em algum momento e não condeno o personagem do acontecimento aqui relatado, pois tenho certeza que com o tempo ele refletiu e reconheceu o exagero no comportamento ao criticar colegas e utilizar o argumento para prosseguir na emissora e com um novo contrato.

São histórias e histórias dos bastidores do rádio e da televisão, que muita gente acha ser um mar de rosas, imaculados e só de coisas boas acontecendo.

















quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Admiro quem encara o futebol apenas como uma diversão, algo para entreter.

Me preocupo sempre com aqueles que levam o futebol muito a sério, provocando divergências desnecessárias e cultivando inimizades.

É claro que entendo e respeito as paixões, mas recomendaria que houvesse uma mudança de postura/comportamento para que a qualidade de vida se fizesse presente.

Não pode viver bem quem sofre e provoca sofrimentos.
Não pode ser feliz quem vive com o coração amargurado.
Conheço pessoas amargas por causa do futebol e da paixão por um clube.

Não é inteligente, não é saudável.

Precisamos repensar nossas emoções, em todos os segmentos.

Preocupações estão normalmente em nossas vidas e com coisas sérias, por isso é preciso avaliar se compensa amargar o coração e o fígado em decorrência do futebol, que é apenas um esporte.

Assistir futebol, bater uma bolinha, torcer por um clube, brincar nas vitórias e nas derrotas, tudo isso é positivo, é gostoso.
Mas não pode passar desse nível.

Não peço para as pessoas sejam frias, porque esse esporte é envolvente, empolgante, abrangente.
Mas o equilíbrio é que precisa ser exercido, colocado em prática.
Por sinal, em tudo na vida o equilíbrio precisa estar presente.
Não é fácil?   Claro que não é.
Mas este é mais um desafio que temos aqui na jornada terrena.

E tudo se resume em amadurecimento e na velha máxima do Barão de Coubertin que apregoava ser importante no esporte, COMPETIR.
Ganhar ou perder, é do jogo.
Mas o importante é estar competindo, participando, jogando.

E quantas vezes ouvi gente mandando o Barão às favas com esta sua assertiva.

Respeito a posição de todos, mas compartilho da filosofia de Coubertin.
Vencer é muito gostoso, mas no caso de não ser possível é plausível que se reconheça a vitória do adversário e que se tirem lições nas derrotas.

Quantas vezes nas derrotas, aprendemos, crescemos, evoluímos?
Quase sempre.

Estamos vivendo tempos de mudanças mentais, reflexões profundas sobre tudo, e o esporte não pode ficar fora disso.

Vale pensar em modificações no nosso modo de pensar, pois a necessidade de crescimento interior é imperiosa.
O mundo está precisando da nossa contribuição individual para melhorá-lo.

Pensemos.....











segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

MAIS UMA MORTE NO FUTEBOL.

Infelizmente mais um acontecimento triste no futebol.

O lateral do XV de Piracicaba, Canavarros, passou mal nos treinamentos e depois de alguns dias de internação e de muita preocupação médica, veio a falecer.

Já tivemos tantos casos pelo Mundo.

Não formo no grupo daqueles que jogam a culpa exclusivamente em cima das agremiações alegando falhas nos testes de avaliação e tudo mais.

Algumas falhas ocorrem nas empresas - de quaisquer atividades - quando das contratações de profissionais, sabemos disso, mas entendo também que muitas vezes os próprios exames não detetam problemas graves de saúde.

Atletas de clubes grandes da Europa passaram nos rigorosos testes de avaliação e depois vieram a falecer no desempenho da atividade profissional.

Muitos de nós também conhecem casos de conhecidos que morreram logo após uma completa avaliação médica, tendo recebido uma nota DEZ dos profissionais da área.

A ciência médica é fantástica, evolui a cada segundo nas pesquisas e nas investigações das doenças, mas não tem total domínio sobre evitar colapsos e incidentes que desfecham no óbito.

E diante disso tudo ocorre agora a morte do jovem Canavarros em Piracicaba, enlutando o futebol brasileiro e deixando uma família orfã de um ente querido.

Deixamos o nosso simples e modesto registro de pesar aos envolvidos neste nefasto acontecimento.










sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

TRICOLOR EM CAMPINAS

Transmito neste sábado a estréia do São Paulo no estadual.

Novo técnico, o argentino Edgardo Bauza, 58 anos, que foi zagueiro vice-campeão mundial pela seleção em 1990 na Itália, e que chega como um treinador já rodado no futebol.

Na história, ele é o décimo-quarto técnico estrangeiro que passa pelo Tricolor.

O adversário é o emergente RedBull Brasil, seu segundo campeonato paulista da série A-1, que ano passado terminou em sexto lugar.

A última vez que o Tricolor levantou o caneco do Paulistão foi em 2005 com o técnico Emerson Leão.

Ano passado no Morumbi quando se enfrentaram São Paulo x RB Brasil aconteceu o último gol de Rogério Ceni batendo falta.  Em abril de 2015.
Foi vitória tricolor pelo placar de 3 a 0 pelas quartas-de-final do Paulista.

O jogo será no Moisés Lucarelli às 19:30 e terá transmissão ao vivo do SPORTV.

Estarei na jornada com Belletti, Alessandro Jodar, André Hernan e grande equipe.

Largada do Paulistão 2016!









quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

JANEIRO DE 99

Todo final de janeiro me faz lembrar o ano de 1999.

Um pouco antes da final da Copinha - Copa SP de juniores - recebi o aviso que meu contrato com a TV Bandeirantes não seria renovado ( ele que vencera exatamente em janeiro de 99 ).

O aviso me foi dado pela nova direção do esporte da emissora, através de Lucianinho Calegare, que chegava comandando o time de Jota Háwilla.

Quase 20 anos de Morumbi e é claro que o baque foi bem forte.

Vários companheiros daquela equipe de Luciano do Valle também deixaram a casa nessa transição de gerenciamento do departamento.
Elia Jr, Simone Mello, Armando Nogueira, Gerson.....e eu.

Com 50 anos de idade, naquela oportunidade, e vivendo aqui no Brasil onde até hoje a "idade" é empecilho para se conseguir um emprego, me vi em maus lençóis.

Pensei em tudo o que poderia advir com a nova situação.
Filhos na faculdade, contas do mês, mercado de trabalho bem restrito, mais os cabelos brancos que muitos diretores não gostam, tudo isso me tiraram noites e noites de sono.

Comecei a fazer contatos com amigos de rádio e televisão.
Fui muito bem acolhido por todos, mas as portas estavam fechadas a contratações.

Em resumo, quando estava mais ou menos conformado com o novo quadro de vida, e sem nada conseguir de concreto, eis que 2 meses depois do desligamento da Band um querido amigo em papo informal tomou uma atitude forte.

Sabendo das dificuldades pegou o telefone e ligou para outro querido amigo de um canal fechado de esportes ( o Sportv ).

Ligação de Mauricio Staut para Luizinho Duarte e acendeu-se uma chama de esperança para continuar a trabalhar.

Mesmo sem verba para contratação em definitivo o canal me ofereceu trabalho como freelancer, o qual aceitei prontamente.
Durante pouco mais de 1 ano narrei jogos recebendo cachês individuais de jornada.
O montante não cobria as despesas mensais, mas eu estava trabalhando, fazendo o que gostava e contente pela oportunidade.

Veio depois uma proposta concreta de trabalho para me efetivar no canal, com carteira assinada e tudo.

E no Sportv estou, portanto, há 17 anos.

Quase o mesmo tempo que fiquei na Bandeirantes atuando na rádio e na tevê.

É um pequeno e intimo relato, apenas.

Todo janeiro eu me lembro do sufoco passado naquele inicio de 1999...e da imediata alegria em poder trabalhar no Sportv, a casa que me acolheu com carinho e ternura.











terça-feira, 26 de janeiro de 2016

VEM AÍ A TEMPORADA...E A CHORADEIRA

Vai começar a temporada do futebol profissional brasileiro.

O torcedor com saudade do seu time e das competições esfrega as mãos e se liga no noticiário para saber como foram as mudanças nos elencos.

Todo inicio de temporada é revestido de esperança e de expectativa positiva.

Uma coisa, porém, que jamais irá mudar ( infelizmente ) é o tema das justificativas de derrotas em cima das arbitragens.

O nível técnico da arbitragem brasileira não é bom, devemos reconhecer, embora devamos pesar nesse aspecto a malandragem do jogador em simular faltas, a pressão de técnicos à beira do gramado, dos dirigentes fora do campo, as mil câmeras da televisão, o que dificulta e muito os acertos dos apitadores e bandeiras.

Temos o sério defeito de colocar nas costas dos juízes toda a culpa pelas derrotas dos clubes.
Não é justo isso.
Assim como os árbitros erram, os jogadores e os treinadores também falham no desempenho de suas funções.
Por que então atribuir a um único segmento a culpabilidade máxima dos acontecimentos?

O futebol é um esporte, assim como todos, em que as falhas são inerentes às dificuldades da atividade, sejam elas com a bola nos pés ou com o apito na boca.

Não há perfeição onde o ser humano atua.
Ele é falível.
Todos erramos em nossas atividades.
Desde que não haja dolo, evidentemente, as falhas têm de ser relevadas.

Por essas e outras que de há muito tempo "não entro nessa" da choradeira em derrotas.

Treinadores, dirigentes, jogadores, se tornam ridículos após os jogos com seus discursos apelativos criticando as arbitragens para encobrir seus erros e as derrotas.

Apontar as falhas dos juízes é natural, é do jogo.
Mas recair sobre os árbitros a exclusividade das derrotas é leviandade.

Apenas uma reflexão em inicio de temporada, sempre com a ressalva de que partimos da premissa justa que todos são honestos.
Apurando-se desonestidade, má-fé ou coisa que o valha, muda de figura o enfoque do tema.

E sempre fixo nas minhas reflexões o fato de todos os prejudicados pela arbitragem, uma dia já terem sido beneficiados pelos equívocos dos apitadores.
E quando beneficiados(?) não terem registrado com ênfase o fato.

Justiça e honestidade nas atitudes é reconhecer também nas vitórias algum favorecimento em decorrência de erros das arbitragens.
Mas isto ninguém pratica, lamentavelmente.

Seria um ótimo exemplo para os mais jovens.