domingo, 20 de julho de 2014

DUNGA - NADA DE NOVO.

Dunga vai ser anunciado oficialmente pela CBF nas próximas horas.

Certamente não é o nome que a maioria dos brasileiros aprova para o cargo.
Sente-se isto pelas redes sociais.
Não sei se pela passagem dele à frente da Seleção ou pela sua imagem pessoal.

Particularmente sempre entendi como um bom nome para dirigir a Seleção Nacional alguém em plena atividade profissional e com razoável currículo na carreira.
Dunga pouco foi treinador.
Sua experiência em clubes foi pequena e na Seleção razoavelmente bem.

Hoje, como exemplo, Tite seria o nome mais cotado para o cargo.
Campeão mundial com o Corinthians, além de outros títulos importantes.
Um estudioso da bola.
Além de ser cordial, gentil, educado, fatores indispensáveis para a altura de um treinador de Seleção Brasileira.

A escolha de Dunga acaba desprestigiando vários técnicos nacionais e que estão há muito tempo na estrada, com retrospectos mais consistentes.

Meu exemplo aqui dado, ou seja, o nome de Tite como mais gabaritado que Dunga para o comando do selecionado, poderia se estender a outros treinadores.
Qualquer outro técnico em atividade mereceria uma avaliação mais apurada da CBF.
Dunga não é um profissional/treinador em intensa atividade.
Dirigiu pouquíssimos clubes e isto em tese não o credenciaria à importante missão.

Se a CBF trouxesse um profissional do exterior até entenderíamos o enfoque, e os treinadores nacionais poderiam entender e aceitar a experiência da entidade querendo mudar a postura de comando.

Mas com o quarto lugar na Copa e a repercussão forte desaprovando o trabalho de Felipão, esperava-se da CBF uma atitude radical na troca do comando.

Portanto a volta de Dunga surpreende, pois nada de novo é apresentado à torcida.

A única certeza é o mau humor do treinador e as indisposições no relacionamento com todos que estiverem por perto da Seleção.




sexta-feira, 18 de julho de 2014

SÁBADO NO MORUMBI

Neste sábado vou ao Morumbi.

São Paulo x Chapecoense, 18:30, transmissão pelo Premiére FC em Alta Definição.

Tricolor paulista no topo da classificação, não perde há 4 rodadas e só uma derrota no campeonato, aquela goleada de 5 a 2 para o Fluminense.

A Chapecoense não está bem.
Apenas duas vitórias em 9 jogos.
Está defasada em uma partida que é contra o Galo e que será dia 6 de agosto.

Estarei na jornada com William Machado nos comentários, Fabíola Andrade nas reportagens, Ailton Amalfi e André Camargo na coordenação.
A geração será da equipe Globosat/São Paulo.

Décima-primeira rodada do Brasileirão.




domingo, 13 de julho de 2014

O QUARTO LUGAR DO BRASIL.

Escreveu-se mais uma história das Copas.

O Brasil fez a sua parte na organização, ainda que com toda a tensão e preocupação que vivemos antes dela começar.
Vimos no semblante dos turistas alegria, felicidade, integração total ao evento.

Com a bola em jogo, sorriso dos vencedores e a tristeza daqueles que perderam.
Assim é o esporte.

Os alemães voltaram a ganhar o Mundial, depois de 24 anos.
Os argentinos seguem na fila, mas chegaram à final e isto vale muito.

Italianos, franceses, ingleses, portugueses e espanhóis foram embora mais cedo e decepcionaram. 

Já o Brasil terminou em quarto lugar e aquela goleada para a Alemanha é que marcou demais.

Não formo no time que escracha a Seleção e que conclui que nada foi bom.
O placar de 7 x 1 realmente chocou, entristeceu a todos nós.   Isso é indiscutível.
Mas as duas derrotas brasileiras aconteceram para equipes tecnicamente superiores, no caso a Alemanha e Holanda.
Perdemos porque fomos inferiores a eles.

Felipão e Parreira, pelos currículos, chegaram credenciados para a preparação do selecionado.

A grande maioria dos atletas, dos 23 convocados, preenchia os anseios da torcida.

Quando começou a Copa para o Brasil deu para sentir que as coisas não estavam se encaixando. Ou por falhas individuais dos jogadores ou pela má organização tática.
Numa derrota em esporte coletivo é justo que os méritos e as deficiências sejam analisados no plural.
Em casos extremos é que individualizamos a culpa por uma derrota, desclassificação ou a perda de um título.
Ainda assim, não acho justo.

Que o futebol brasileiro está precisando de uma bela sacudida, fora e dentro de campo, me parece incontestável.
E a oportunidade é ótima para tal reformulação.
Mas me desculpem, não formo na corrente de dizer que tudo foi errado.
Não.

Melhor reconhecer que fomos inferiores aos adversários, nas partidas decisivas.
Perdemos pela superioridade técnica e tática de Alemanha e Holanda.

Os alemães estão de parabéns.

Os demais participantes se estabeleceram nos lugares e posições que mereceram ficar.










sábado, 12 de julho de 2014

DOUTOR OSMAR

Conheci o dr. Osmar de Oliveira pelos idos de 1976 na Gazeta.

O mestre Roberto Petri me apresentou e falou das virtudes do médico que houvera concluído a faculdade de jornalismo e estava se integrando à equipe.

Fiz inúmeras transmissões ao lado dele.  Eu, narrando.  Ele comentando.

Depois viemos a nos reencontrar na Bandeirantes no time de Luciano do Valle.
Nós três participamos da transmissão de abertura dos Jogos Olímpicos de 84 em Los Angeles.

Convivemos depois em muitas viagens pelo Mundo.  E ele já estava defendendo outros prefixos.

Osmar era aquele cidadão que todos gostavam no meio.
Tinha personalidade, era respeitado e atendia a todos os colegas(e familiares) na sua clínica, em seu consultório.
E que ninguém se atrevesse a pagar um centavo pelos seus honorários.

Era eclético.  Transmitia qualquer modalidade com naturalidade, conhecimento, firmeza.

Brilhou profissionalmente por onde passou.

Era humano, atencioso, e só perdia um pouco da sua calma habitual quando o assunto era Corinthians, uma de suas paixões.

Meu último papo com ele foi após uma jornada, na saída do estádio.
Me falou da sua desacelerada nas atividades, dos filhos, esposa e netos.
Teceu elogios ao meu trabalho, o que me deixou muito orgulhoso.

Me lembro também de uma viagem que fizemos ao Nordeste e lá chegando recebeu a informação da morte de um de seus irmãos, tendo que retornar imediatamente sem narrar o jogo que estava escalado.

Projetou vários jornalistas no meio de trabalho.

Mais um cara do bem que deixa o nosso convívio.
Mais um querido amigo.
Deixou lições e exemplos valiosos para quem o rodeou.

Abraço de Luz a ele!!!





quinta-feira, 10 de julho de 2014

PERDEMOS. E DAÍ?

O tempo de vida me deixou frio em relação ao esporte, mesmo atuando na mídia e sempre transmitindo as emoções das disputas.

Com o passar dos anos entendi que a emoção do esporte deve se encerrar tão logo acabe a competição.
Ganhar é sempre bom, mas a derrota é contexto do jogo.

Nunca gostei de ficar remoendo os tropeços técnicos em campo.

Após a goleada alemã é claro que me entristeci, por ser brasileiro, lamentei pelo povo que tanto aguardava uma vitória, mas rapidamente deletei o sentimento amargo.

Agradeço por ter esse dom.

Sou do time que abraça a verdade incontestável:  o esporte(futebol) é muito menos importante que a vida.
É uma atividade profissional para tanta gente - inclusive para mim - mas perto dos problemas que temos no cotidiano, é insignificante.

O País tem problemas sérios, temos grandes dissabores em nosso dia-a-dia com família, trabalho, saúde e etc., que não dá para priorizar o futebol.
Pelo menos é o enfoque que tenho.

Escuto, leio comentários, tudo perfeitamente normal.
Mas sinceramente não me envolvo, exatamente pelo que discorri acima.

Alguém poderá até me rotular de péssimo profissional, por trabalhar na mídia esportiva, mas é a minha posição.  Quando em atividade dou tudo de mim para entregar um bom trabalho ao telespectador/ouvinte.   Só isso.

À partir do momento que assumo o esporte como divertimento ou profissão, tenho que me conscientizar da finalidade e do desfecho da atividade, qual seja o de ganhar ou perder.

Ganhando, comemora-se.
Perdendo, lamenta-se.
Sem tragédias, desesperos e o arrancar de cabelos.
Deixemos as lágrimas para coisas mais sérias.

Vejo, entendo e respeito quem se descontrola com derrotas, mas há tantas e tantas pessoas que agem friamente nessas horas.
São temperamentos e comportamentos diferentes.
Há que se respeitar a todos eles.

Me desculpem não integrar o coro do desespero com a derrota brasileira, mas é assim que me comporto.

Deixo o trabalho de cobrança dura aos jogadores e dirigentes para quem assim entende que deva ser.

Mais uma coisinha:  uma derrota do futebol brasileiro como a para a Alemanha em nada me inferioriza perante o Mundo.
Não é um tropeço futebolístico que vai manchar o meu nacionalismo, meu amor pela Pátria.

Me orgulho do Brasil como um todo, apesar dos desmandos que diariamente assistimos.
Foi o País que me acolheu quando Lá em Cima decidiram que aqui eu iria nascer.

Segue a vida, segue o jogo......







quarta-feira, 9 de julho de 2014

ARBITRAGEM BRASILEIRA, BOA NA COPA

Em meio à tragédia futebolística com a acachapante derrota brasileira, surge algo relevante nessa Copa.

O representante brasileiro da arbitragem, Sandro Meira Ricci, teve atuações muito boas.

Foi superior a vários grandes nomes internacionais do apito.

E nós que tanto criticamos a arbitragem brasileira, temos de render elogios ao Sandro e os seus assistentes.

Caso a Argentina não decida o titulo com a Alemanha as chances de Ricci arbitrar a final são grandes e sua escalação seria muito merecida.

E teríamos mais um árbitro brasileiro na seleta lista de "finalistas" da Copa.

Que ele se junte a Romualdo Arppi Filho, José Roberto Whrite, Arnaldo César Coelho e Carlos Eugênio Simon......


sábado, 5 de julho de 2014

ETAPA CUMPRIDA NA COPA

Terminou minha participação nas transmissões da Copa.

Passo de jornalista a observador/torcedor.

Nas minhas andanças pelos estádios, primeira fase e depois nas oitavas-de-final, só posso registrar coisas positivas.

Os aeroportos funcionando normalmente - com pequenos atrasos e absolutamente normais - os estádios internamente perfeitos, e o mais importante:  a alegria estampada no rosto das torcidas.

Impressiona a emoção dos turistas nesta época de Copa.
Os estrangeiros se soltam na participação.
Pintam os rostos, vestem fantasias, contribuem com o maravilhoso colorido das arquibancadas.

Tudo se transforma em uma autêntica festa, além, é claro, da torcida natural por vitórias e conquistas.

Escrevo logo depois da vitória brasileira sobre a Colômbia e da séria contusão de Neymar.

Apesar de querer que o Brasil seja o campeão, não entro em análise detida sobre a Copa no aspecto técnico, embora a repercussão seja a mais positiva possível.
Foram muitos gols, jogos emocionantes, viradas, prorrogações dramáticas, definição nos pênaltis e tudo mais.

Enfim, cumpri mais uma missão profissional e acho que fiz a minha parte como jornalista e atendendo ao meu canal, o Sportv.

Uma boa continuidade de Copa à todos!

Obrigado aos que me deram retorno assistindo às partidas do Sportv.