sábado, 3 de dezembro de 2016

A CHAPE NÃO MORREU.

Ufa, que semana!

A dor continua, o nó na garganta sufoca, os prejuízos sentimentais são enormes e irreparáveis, dá vontade de esquecer o futebol, desprezar todos os compromissos, MAS não é assim e o que a responsabilidade impõe.

O grande exemplo vem de Chapecó, que arrasada no seu íntimo avisa a todos que a Chape não acabou e que irá dar a volta por cima.

Da dor que muitas vezes surgem forças que ignorávamos existir.
A vida e suas atividades não podem morrer diante das dificuldades, de espinhos que rasgam a nossa carne e a nossa alma.
Temos a grande responsabilidade de recuperar o que foi "destruído".

Quantas nações ressuscitaram depois de guerras devastadoras.
Quantas famílias ressurgiram depois de clã dizimada por doenças, catástrofes e consequentes perdas.

A Chapecoense não morreu.
Nem vai morrer.
Foi e será o grande exemplo de dignidade, perseverança, trabalho e fé.

Ninguém pode se entregar diante do que ocorreu.
Não é se entregando que agradecemos ao Universo pela energia vital que nos dá.
Enquanto tivermos força e saúde não temos o direito de cruzar os braços e ficar chorando pelos cantos.

Que ergamos a cabeça, todos nós.

Segue a vida de Chapecó, da Chapecoense e do futebol brasileiro.

Jogar a toalha?
JAMAIS.






sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O INTER NAO MERECE

Os corpos das vítimas do acidente ainda não foram sepultados ou cremados, e nos bastidores do pobre futebol já pululam artimanhas para tirar vantagem da situação.

Sinceramente - e não me gabo disso - eu já esperava por algo parecido.

Conhecendo ao longo de décadas como agem alguns dirigentes do futebol, seja de clubes ou federações e confederação, era questão de tempo para que aberrações surgissem.

É claro que estou me referindo ao Internacional, gloriosa agremiação de tantas glórias e de tradição rica em desportividade social.

Um eterno dirigente colorado primeiro fez declaração totalmente infeliz sobre a tragédia da Chapecoense, e depois se retratou pedindo desculpas.
Depois o atual presidente dando entrevista pífia pedindo para o campeonato acabar aqui.

E depois os jogadores, comandados pelo Alex, reforçando o "desejo" do Inter de não jogar a última rodada.

Essa posição oportunista de dirigentes e jogadores mancha a história maravilhosa da agremiação gaúcha.
O Internacional não merece tal posição dessa gente.

Fica difícil não crer que tais atitudes de dirigentes e jogadores visam anular o rebaixamento.
Em outras palavras seria a ressurreição do "tapetão" no futebol brasileiro e em nome de uma tragédia como a que ocorreu com a Chapecoense.

Como alguém pode afirmar que daqui há 10 dias não terá condições psicológicas para entrar em campo e jogar?
Somente a Chapecoense tem esse direito, assim como o Galo, seu adversário na rodada final.

Que bola fora dessa gente que hoje comanda e joga pelo Internacional.

O Internacional é gigante e repito, não merece tais atitudes de seus representantes - dentro e fora de campo.

A maior demonstração de solidariedade e carinho à Chapecoense é SEGUIR A VIDA, pois essa é a ordem que se impõe, cada um em sua atividade.

Chorar as perdas continuaremos a chorar.  Procurar ajudar a quem ficou é ato de amor.  
Lembrar sempre dos heróis da agremiação catarinense é imperioso.

Mas tocar os projetos em nossas vidas, e na própria Chapecoense, é a maior homenagem que podemos prestar à grande família desse clube.

E um apelo final:  não usem uma entidade vitoriosa e histórica como o Inter para oportunismo de baixo nível.
Não façam isso.
Reflitam e voltem atrás.



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CUBA SEM FIDEL.

Fidel Castro morreu e eu estive apenas uma vez em Cuba.

1984.

Eu e o amigo Álvaro José fomos pela Bandeirantes transmitir o pré-olímpico feminino de basquete em Santiago de Cuba, cidade litorânea muito linda, conhecida como o Balcão do Caribe.

Muito comum ver golfinhos fazendo seus malabarismos por lá.   Vimos muitos deles.

Para nos locomovermos na ilha tínhamos um senhor motorista cubano de nome Cordoví.
Simpático, anfitrião carismático, um autêntico cicerone das belezas cubanas.

Alegre, falava bastante, mas quando o assunto era Fidel e o regime ele franzia a testa e se fechava hermeticamente.
Mas essa rigidez de Cordoví não durou muito tempo, pois na convivência diária conseguímos ganhar a confiança dele nos assuntos relacionados à vida em Cuba.

É claro que nem tudo era maravilhoso para ele e os irmãos cubanos.
Havia os pontos favoráveis, é claro, mas também os espinhos de uma ditadura.

Naquela oportunidade Cuba e Brasil não mantinham relações diplomáticas e só conseguimos o visto de entrada na Ilha através do consulado em Lima, Peru.

32 anos se passaram da nossa estada em Cuba e muita coisa mudou.

Agora com a morte de Fidel levanta-se novamente a dúvida sobre como ficará Cuba sem ele e com Donald Trump presidente dos Estados Unidos?

A verdade é que nenhuma população merece ser tratada como totalmente submissa ao seu Governo e engessada nas suas vontades políticas.

O povo vira escravo dos tiranos e isso é profundamente desrespeitoso, desumano.

Víamos nos olhos do humilde Cordoví o medo, a submissão, o pavor de ser apanhado agindo fora da cartilha da família Castro.

Que o povo cubano não continue sofrendo com o cerceamento de sua liberdade, que Trump seja humano nas relações com o País vizinho e que haja um racional entendimento com Raul Castro.

Se cada um ceder um pouco nas suas convicções e pensar humanisticamente o favorecimento recairá sobre o POVO.   

Reforço a tese simples de que se todos os governantes visassem exclusivamente o bem estar social e dessem prioridade humanística aos projetos, eles estariam cumprindo seus papéis e oferecendo condições básicas a seus conterrâneos.






















terça-feira, 29 de novembro de 2016

A DOR DA TRAGÉDIA.

Quanta dor.

Quantas lágrimas sendo derramadas incessantemente.

Que tragédia.

Quantos amigos e colegas tendo seus sonhos interrompidos, interceptados pelas mãos do imponderável.

Quantas famílias em desamparo afetivo nessa hora com a perda de entes muito amados.

Diretores, conselheiros, equipe de apoio, comissão técnica, jogadores, convidados, jornalistas e radialistas, todos levados de roldão pelas malhas do imponderável, que muitos chamam de Destino ou Determinismo, seja lá o que for.

Vidas perdidas.
Corações partidos.
Sonhos barrados de uma realização palpável.

Que choque saber dos amigos Deva, Mário Sérgio, Paulo Júlio Clement, Vitorino Chermont, Jumelo, Ari Júnior, os Guilhermes(TV Globo) e Caio Júnior.

Caio Jr. encerrou a carreira de jogador/artilheiro no meu Rio Branco de Americana em 1999.
Foi nessa época que passei a conhecer Caio em seu íntimo na sua personalidade, caráter, responsabilidade.  Ser humano do mais alto quilate.

Mário Sérgio foi meu companheiro de Band à partir de 1987 e depois de deixarmos a emissora fomos para o Sportv à partir de 1999.
Quem conheceu profundamente o Mário sabe do gigantismo de seu coração, apesar de sempre se mostrar brincalhão e gozador.
Fomos muito amigos, além de colegas de trabalho.

Vitorino Chermont.
Fomos companheiros de Sportv.
Fizemos muitas jornadas juntos.
Profissional dedicado, estudioso, um craque no "ao vivo" e de caráter irretocável.
Tinha muita admiração por ele.

Paulo Júlio Clement.
Fizemos muitos jogos pelo Premiére em transmissões ao vivo.
Jornalista com letras maiúsculas.
Cara de bom senso.
Um amigo dileto.

Jumelo, coordenador da Fox, me constrangia positivamente toda vez que nos encontrávamos pelas viagens e estádios.
Ele me abraçava, sorria gostosamente pra mim, dizia ser meu fã.  Fazia dos nossos encontros uma festa.
Alegre, competente, dedicado, chefe de família.    Avô recente.
Que pena.

Ari Júnior, repórter cinematográfico de primeira linha.
Quantas viagens.
Quantas jornadas.

Deva Pascovic  ( Devair Paschoalon ).
Que alma.
Que caráter.
Que respeito ao próximo ele nutria no coração.
Quantas pessoas ajudou, estendeu a mão.
Que comunicador extraordinário.
Nós o apelidamos de o Pavarotti da narração.
Além de profissional da comunicação e narrador consagrado no rádio e na televisão, Deva era um empreendedor nato.
Ganhou a batalha contra um câncer 10 anos atrás.   Foi um guerreiro contra a doença.
Quando cheguei ao Sportv em 1999 ele me recebeu como se eu fosse um irmão dele.
Nunca deixamos de nos corresponder, de nos comunicar.
Quando ele acertou para trabalhar na Fox conversamos muito no Pacaembu.
Ele relutava um pouco pois iria precisar morar no Rio de Janeiro.
Mas na Olimpíada me disse que já havia alugado um apartamento na Cidade Maravilhosa e que ia encarar mais esse desafio na vida.

Sei que é simples, mas engrosso o coro da solidariedade ao povo de Chapecó e às famílias enlutadas.

E aos que nos deixaram, a grande convicção de que nada termina com a morte física.

A matéria perece, mas a nossa essência cósmica ( a nossa consciência ) é extrafísica.  Essa é imortal.

Por isso reforço meus pedidos aos Amigos de Cima para que acolham esses irmãos que acabam de perder o corpo físico.
E já estão sendo amparados, COM TODA A CERTEZA.

Mesmo com essa compreensão é claro que a dor é grande pela separação física das pessoas queridas.
É legítimo sentir as dores das perdas, mas é importante também confiarmos na grandiosidade da Inteligência Maior.





















segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O FUTEBOL EM SEU DEVIDO LUGAR.

Tem maior imbecilidade alguém cometer violência por causa de futebol?

Continuo me indignando com o desequilíbrio das pessoas em relação a questões futebolísticas.

Quanta falta de equilíbrio, discernimento, respeito e conhecimento do verdadeiro valor da vida.

Esporte é lazer.
É também competitivo, mas na sua essência ele existe para distrair, descontrair, espairecer, estabelecer um bem estar interior.

Perder ou vencer é consequência do embate técnico.

Nada mais do que isso.

Precisamos cada vez mais valorizar as nossas vidas e as vidas de nossos circunstantes, seja família, rol de amigos, ambiente de trabalho e etc.

É uma grande estupidez perder amizades, rivalizar com familiares e tudo mais, por causa de uma partida de futebol.

Quantos relacionamentos e vidas já foram perdidos por causa dessa grande bobagem.

Não consigo digerir o fato de pessoas abraçarem o futebol como a coisa mais importante.
Agir assim é desprezar bens muito mais valiosos, como a saúde, a família, o trabalho, a educação e a cultura.

Não é proibido gostar desse esporte e de uma agremiação.
É claro que não.

O que assusta é a prioridade total que se dá ao futebol e o quanto algumas pessoas se perdem no comportamento social.

Sei também o quanto é inócua e ineficaz essa abordagem nessa publicação, mas é quase impossível ficarmos calados diante de tantas atrocidades que assistimos cotidianamente.

Confesso que já desestimulei muita gente em relação a priorizarem o futebol em suas vidas.
Não é inteligente agir assim.

E é bom dizer que nas imbecilidades da violência em virtude do futebol todas as classes sociais são incluídas.
Com estudos ou sem estudos, com diplomas ou sem diplomas, o desequilibrio acontece.

O que posso dizer é que nos distanciemos daqueles que ofereçam perigo à nossa inteligência e à nossa integridade física.


















sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ROGÉRIO CENI VAI DAR CERTO ?

A pergunta que mais acontece:  Rogério Ceni vai dar certo como técnico?

A resposta mais equilibrada:  Ninguém pode saber.

Futebol é a modalidade onde menos se pode cravar resultados.
Não basta conhecer a fundo as táticas do jogo e nem ter jogado muito.
A integração de ex-jogadores à carreira de técnico não é tão simples.

Manda a cartilha que todo ex-jogador deva estudar e fazer estágios antes de assumir equipe profissional.
Diz também que o ideal(?) é ele se iniciar nas categorias de base.

Se recorrermos a exemplos já vivenciados, teremos inúmeros casos de ex-atletas que deram certo como treinadores sem qualquer preparação na base e haverá os que estudaram, fizeram estágios e não obtiveram exito.

Aqui no Brasil sabemos da inquietude de torcida, imprensa e dirigentes, quando os resultados não ocorrem.
Pedimos por "tempo de trabalho" aos técnicos, mas a realidade sempre se impõe e com a pressão geral, nenhum treinador resiste.

Na Europa já foi diferente, mas também eles têm sucumbido às pressões e têm demitido treinadores com pouco tempo de trabalho.

Portanto, o caso de Rogério Ceni requer cautela na análise de projeção.
Ter prudência ao analisar o seu inicio de carreira é ser sensato.

Se a diretoria tricolor agiu por questões políticas ou não - haverá eleições em março - a verdade é que nem ela sabe se agiu acertadamente contratando o grande ídolo do clube.

Os cartolas do São Paulo fazem uma aposta.   E o próprio Rogério Ceni sabe disso.

Às vezes, e principalmente no futebol, ficar em cima do muro ( como se diz ) é ser prudente e respeitar as nuanças desse esporte imprevisível.

Estou aqui em cima do meu murinho só observando e preferindo aguardar a bola rolar para o Tricolor sob o comando de Ceni.

E isto não quer dizer que estou contrário à contratação.  Absolutamente.
Por natureza sempre torço para o sucesso de todos.
Todos tendo sucesso a paz se instaura.
E dela, a Paz, estamos todos precisando muito.







quinta-feira, 24 de novembro de 2016

FIM DE SEMANA.

Penúltima rodada do Brasileirão, momentos decisivos do campeonato, quanto ao título, vagas na Libertadores, Sul-Americana, rebaixamento e tudo mais.

Por mais que falem sobre a pobreza técnica do futebol brasileiro não há como negar que o campeonato está empolgante.

E entendo que é isso que vale para o torcedor.

Futebol bonito todos queremos, mas até nos badalados torneios europeus não vejo 100% de espetáculos.
Há jogos medianos tecnicamente lá também.
Aqui não seria diferente.

Paralelamente à Série A temos também as atenções voltadas para os momentos decisivos da B.
Duas vagas serão preenchidas no acesso.
Bahia, Náutico, Vasco, quem irá preenche-las?

No interior paulista teremos a decisão da Copa Paulista, uma competição de pouco brilho, mas que dá ao campeão vaga na Copa do Brasil de 2017.
A belíssima Arena Fonte Luminosa de Araraquara será palco da grande final.
Ferroviária e XV de Piracicaba frente a frente.

No primeiro jogo o alvinegro piracicabano aplicou 2 a 0 na Ferrinha.

Não tenho escala neste final de semana.