quinta-feira, 2 de abril de 2020

REMÉDIO AMARGO.

O remédio que o planeta está experimentando é muito amargo.
É um fel.

Remédio forte é para doenças graves.
Não sabemos se irá mudar o comportamento da humanidade depois do Coronavírus, mas o aviso da enfermidade está sendo dado.   E é grave.

Afora os óbitos que ainda estamos contando, e que ainda infelizmente seguiremos contabilizando, quem sobreviver vai precisar se apurar em acolher o "recado" da Natureza.

Já sabemos que o trabalho dignifica o ser humano, sabemos também que nunca foi proibido ganhar dinheiro, progredir, porém o lado sentimental das pessoas respeitando o semelhante e lhes estendendo as mãos nas horas difíceis é que necessita ser a prioridade.

Parar de pensar em guerras, posses de terras, em ideologias banais, desvalorizar a VIDA HUMANA, exercitar o ódio, a inveja, a vaidade, e muito mais, são itens imprescindíveis para uma melhor convivência no planeta, onde somos todos iguais.    Rigorosamente iguais na essência.

Quando iremos descer de uma falsa escadaria de níveis sociais pré-estabelecidos?
Quando olharemos para os irmãos de caminhada terrena com amor, compaixão e igualdade?
Quando perdoaremos?
Quando seremos simples e humildes e pedir perdão reconhecendo os erros?
Há tantas interrogações que poderíamos aqui colocar no sentido humanitário e igualitário da vida, com tanta falta de amor que presenciamos no cotidiano.

Podemos conviver em harmonia mesmo tendo diversidades.
É possível.
Basta respeitar as opiniões contrárias e debater com serenidade, com civilidade.

Claro que podemos posto que somos dotados de razão, inteligência.

Aliás, quantos conflitos já foram evitados a partir de diálogos equilibrados, inteligentes, ponderados, embasados em justiça e razão. 
 O consenso é sempre comemorado pelas partes, aliviando os corações.

O mundo está sendo avisado que precisa mudar ( a humanidade, diga-se ).
As forças maiores dão o recado que com amor e respeito ao próximo tudo fica mais leve.

Leveza de alma deixa o planeta mais leve e limpo.
Temos competência para fazer um Mundo melhor.    Somos capazes.

Tudo flui melhor quando a energia envolvente é pura, refinada.

O exercício da isonomia é pedido agora.
Não discriminar, não marginalizar, não tripudiar sobre os mais humildes, os simples de coração.
Ajudar, sem divulgação.
Estender a mão sem olhar a quem.
Criticar somente em particular e quando for para construir um alguém melhor.   Corrigir rotas de conduta.

Enfim, há meios de convivência mais digna e respeitosa.

O remédio é forte, amargo, estamos fazendo cara feia, mas a receita está correta.






quarta-feira, 1 de abril de 2020

FUTEBOL BRASILEIRO: CABEÇAS PENSANDO...

Especula-se muito sobre o que os dirigentes do futebol brasileiro estão pensando e articulando com essa parada por conta da pandemia.

Mudança no calendário é o que mais se fala, adaptando-o ao europeu.
Há implicações radicais para essa mudança ocorrer, é óbvio, mas se é para trocar a hora é agora.

Nas crises e nas paralisações forçadas é que conceitos são avaliados e reavaliados.

Adaptar o nosso calendário futebolístico ao europeu não se dá num estalar de dedos.
Há um conjunto de fatores envolvidos.
Mas com um projeto bem estruturado é possível fazer todas as adaptações, obviamente.

A pandemia parou os nossos campeonatos mas botou a cabeça dos dirigentes para pensar.

CBF, federações, ligas, clubes, quem detém os direitos dos campeonatos e paga para te-los, todos estão na mesma barcaça.

E quando todos estão no mesmo bote a inteligência e sobrevivência mandam remar para o mesmo lado.     Para a frente.

Que uma boa luz ilumine as cabeças responsáveis pelo futebol brasileiro.

E além de tudo isso ainda há o desafio de ter apenas um semestre para concluir os estaduais e tocar Copa do Brasil, mais iniciar o Brasileirão em suas quatro séries.
É um pacote desafiador.

Em um ano atípico - totalmente atípico - o jeito é usar a criatividade, administrar todos os prejuízos, encontrar caminho bom e partir do zero.

Ninguém tem a receita 100% certa, mas se dermos passos certeiros na direção do mais razoável 
já estaremos evoluindo e colocando o futebol brasileiro nos prumos e com os pés no chão.





segunda-feira, 30 de março de 2020

A NATUREZA PEDIU UM TEMPO.

É claro que ainda temos um bom caminho até vencermos o vírus, mas já estamos a percorre-lo.

Dias difíceis para todos os setores, uma tormenta para as nossas mentes despreparadas.

Mas sejamos práticos e diretos, não há como atropelar o tempo para que tudo acabe logo.
Não há muitas saídas.  É viver dia após dia, buscando resignação, tolerância, se reinventando, se reciclando interiormente, tentando entender o recado que a Natureza está nos dando.

A Natureza pediu um tempo para ela.

Pediu dias, semanas, meses, para respirar.    Ela estava sufocada pelas nossas loucuras e travessuras.

Em resumo, ela resolveu nos dar um forte puxão de orelha para ver se acordamos para algo mais sério, mais racional em todos os sentidos.

O mundo sempre deu uma melhoradinha em pós-guerras.
Sairemos também um pouco melhores depois do coronavírus.
Pelo menos os conscientes de que estava tudo errado irão querer mudar.

O jeito é despertar todos os dias e fixar a ideia de que cada vez estamos mais próximos do fim desse pesadelo real, confiando na ciência, tendo fé, ajudando com as preces pois elas produzem Luz e boas energias à nossa volta e em todo o planeta, e dando a nossa contribuição em cessar o contágio e tudo mais.

Que ótimo se os insensíveis atinassem para a realidade e revissem alguns conceitos, pois estariam engrossando a corrente do "precisamos mudar".

Mesmo com as perdas de vidas humanas, e que são e serão muitas ainda, nosso papel é seguir positivos, confiantes de virar essa página, dando uma resposta boa e saudável à Mãe Natureza.

É hora da humanidade tomar juízo.
Empreender, criar empregos, fomentar a economia, tá tudo certo.    Mas há outras importantes razões para seguirmos paralelamente a tudo isso, como por exemplo cuidar dos rios, oceanos, das matas, do ar que respiramos.

Vamos lá, minha gente.
Sem esmorecer, sem baixar a cabeça.
Sem jogar a toalha.
A oportunidade está nos sendo dada, temos que aproveitar e MUDAR.







quinta-feira, 26 de março de 2020

DESISTIR, JAMAIS!

Qualquer contagem regressiva para se livrar de um problema é lenta e angustiante.

Estamos vivendo isso agora.

Queremos que o tempo passe rapidamente, sendo que dias atrás reclamávamos da sua celeridade.

Como em tudo na vida tem os dois lados ( algumas vezes nós inventamos um terceiro ou quarto )  estamos tendo tempo de sobra para pensar, refletir, reconsiderar muitas coisas, mudar nossos hábitos e rumos, enfim, parar.

Fomos obrigados a desacelerar.   O medo nos impôs.   Os cuidados com o semelhante também contribuiram.   Nunca o planeta teve um volume tão grande de preces, promessas e pedidos de socorro espiritual.

O outro lado disso tudo é o caos economico que o confinamento provoca.   O processo produtivo estagna, o consumo desaba, as empresas deixam de faturar e a corda frágil arrebenta nas mãos dos assalariados, autônomos e etc.

Nem precisa dizer que a saúde é prioridade.
Se os cientistas ditam as normas de cuidados e dos perigos, quem somos nós para confrontá-los?

Mas aí é que entra o papel essencial e importante dos administradores públicos.
Eles foram eleitos e são muito bem remunerados para descascar os abacaxis do dia a dia.
O povo contribuinte quer segurança social.    Quer trabalho, quer saúde e ao mesmo tempo que dá a sua parcela no processo se resguardando para evitar que o virus se alastre, precisa de soluções sólidas, concretas de como continuar pagando suas contas.

Até entendo que nos próximos dias haverá mudanças no regime de confinamento chegando-se a um bom senso comunitário.
Mas para tal é preciso que os homens públicos ajam com coesão, entendimento, isenção de qualquer projeto e tendencia político/partidária.

Sabemos que pedir tudo isso aos políticos é até utópico, mas dada a gravidade do momento bem que eles poderiam ter uma "recaída" e se darem as mãos para o bem comum.

Mas se de tudo isso os prejuízos forem monstruosos em todos os setores e sentidos, que mais uma vez ressuscitemos ( pois já foram tantas as quedas onde o povo teve que reerguer países ) demonstrando nossa força e pujança.

Desistir?
Jamais!


quinta-feira, 19 de março de 2020

2020 NO ESPORTE? SÓ PELA METADE.

Os dirigentes do esporte mundial tem no ano olímpico de 2020 o maior desafio da história.

Com o calendário totalmente comprometido e consequentemente as receitas dos eventos, os homens de gravata estão tendo que buscar forças e ideias mirabolantes para descascar esse enorme abacaxi.

No futebol então, nem se fale.

Aqui no Brasil com a volta da bola rolando somente em junho pelas previsões mais otimistas, o que fazer com os já desgastados estaduais?
E o Brasileirão?    Manter os pontos corridos, impossível.    Há o encavalamento com Copa do Brasil, Libertadores, Conmebol e ainda as datas para as eliminatórias.

O que me parece muito certo é que os estaduais 2020 já foram para o espaço.
Onde a televisão coloca dinheiro haverá os acertos cabíveis, evidentemente, e os clubes se acertando com os patrocinadores de camisas e etc.

Há também os prazos dos contratos com os atletas e esse nos parece um problemão pelas questões de direito trabalhista, vencimentos e tudo mais.

Em cenário nacional pode ser que a CBF mexa no calendário diante da situação.
As federações, se os estaduais morrerem, farão o quê?
E a mão de obra do futebol menor nos clubes médios e pequenos?

São reflexões neste momento onde é claro a preocupação maior é salvar vidas e zerar a contaminação do vírus.

O futebol é peixe pequeno no contexto social, mas muito importante na medida em que gera empregos, oportunidades, além de divertir o povo.

Pensemos em todos os detalhes de como salvar o ano de 2020 em termos esportivos, mas priorizemos os cuidados básicos e essenciais na contenção do vírus que nos inquieta.

Que venham logo os remédios combatentes e as vacinas que previnem.





segunda-feira, 16 de março de 2020

BOLA PARADA. O JOGO É OUTRO.

Nesse momento totalmente atípico que estamos vivendo, e pelo lado do futebol poderemos ter desfechos inéditos na história.

Quero dizer que campeonatos correm o risco de não acabar.
Um exemplo?   Paulistão, o mais rentável estadual do País.

Dependendo da extensão da pandemia não haverá datas para a complementação do certame.
Pensando positivamente e que o Brasileirão tenha início nos primeiros dias de maio, os jogos do Paulista não teriam encaixe no calendário, ainda com Copa do Brasil e Libertadores voltando com suas partidas.

Se isso ocorrer a Federação Paulista terá um grande nó a desatar pois o evento tem compromissos diversos, com patrocinadores, cotas de televisão e etc.

É carga para não deixar os dirigentes dormirem.

Nas séries A2 e A3 tudo bem pois o calendário é flexível e com datas.

Mas tudo isso é compreensível dada à existência dessa pandemia.
E precisa ser compreendida porque foge ao nosso controle e vontades.
Prejuízo todos estão tendo, e terão.

Veja também o abacaxi que os europeus têm nas mãos.
Da mesma forma seus principais produtos estão comprometidos.

De tudo isso é óbvio que a prioridade é salvar vidas e evitar a propagação do vírus.

Saúde é o que interessa nessa hora.

Afinal, o esporte é apenas um detalhe no contexto social.
Importante pois é profissionalizado e gera empregos, importante no seu papel de entretenimento, mas em patamar inferior às atividades de vida em sua plenitude.

Os desafios se nos apresentam e temos que demonstrar muito vigor e empenho para elimina-los.

Enfim, a bola está parada mas o jogo é OUTRO.









quinta-feira, 12 de março de 2020

O VÍRUS DA REFLEXÃO E DO PENSAR ?

O medo e a preocupação com o "coronavírus" estão paralisando o Mundo.

Além do socorro às vítimas e dos cuidados que todos devemos ter para não haver o contágio, mais a incansável batalha das investigações da ciência em cima desse vírus, estamos tendo que parar para refletir, pensar melhor, valorizar mais o que deve ser valorizado, ou seja, a VIDA, o AMOR, o VIVER BEM, a FAMILIA, respeito ao próximo.

Quem somente corre para os ganhos, lucros, a ganância, está perplexo com as perdas mas deveria aproveitar a situação para DESACELERAR, concorrer mais dignamente, respeitar a VIDA, as pessoas, ter ética e os que estão a sua volta.

Já tivemos outras epidemias, pandemias, surtos, e superamos graças aos cientistas pesquisadores e àqueles que com a alma se debruçaram nos laboratórios e sempre com pouquíssimo reconhecimento.

As vacinas são descobertas, combate-se esse ou aquele vírus ou bactéria, mas nas imagens só aparecem os políticos com suas verves envolventes e nada convincentes para receber os louros das conquistas.

Sem falar nessas horas de pânico dos que irresponsavelmente se aproveitam para através das redes sociais implantar o desespero nos menos avisados.

Vamos conter o coronavírus, como vencemos outras epidemias, contaremos tristemente as vidas perdidas, mas o ideal mesmo seria que aprendêssemos com as lições que se nos apresentam em termos humanos, sensíveis, de menos apego à matéria e mais aos valores intrínsecos de todos.

Façamos a nossa parte em seguir todas as orientações para a prevenção, cuidemos da saúde dos nossos entes queridos, amigos, colegas de trabalho, mas também que ponderemos tudo o que vemos, lemos e compartilhamos.

O que estamos passando não é o final dos tempos, mas uma outra etapa a ser enfrentada, grande desafio, porém que precisa servir de LIÇÃO DE VIDA para todos.

Alguém me disse certa vez que os vírus e as bactérias são o reflexo da baixa vibração da humanidade na Terra, hoje e sempre.
Em suma, nossas peraltices nas relações humanas é que fabricam os surtos, epidemias e pandemias.
É pra se pensar, pois tudo por aqui é energia.    Energia boa resulta em suavidade existencial, energia ruim é exatamente o oposto.
A Lei Universal de Causa e Efeito.
Ou a Lei do Retorno, se preferir.