terça-feira, 30 de abril de 2013

O DRAMA DE ANDRADE

Acabei de ler no UOL uma matéria chocante com Andrade, treinador campeão brasileiro pelo Flamengo em 2009.

Andrade foi um volante de muita qualidade e campeão do mundo também pelo rubro-negro nos anos 80.
Jogou na Roma, dentre tantos outros clubes famosos.

Nos últimos meses ele quase morreu.
Ficou um bom tempo na UTI.
Havia feito uma cirurgia num dos joelhos e teve complicações no pós-operatório.
Enfim, em um determinado momento pensou até no pior.

Faço esse registro para dizer que algumas carreiras são intrigantes.
Estive na festa de encerramento do Brasileirão de 2009 e vi de perto o quanto Andrade foi assediado por torcedores, imprensa, cartolas.  Não conseguia dar um passo diante de tantos pedidos de autógrafos e fotos.

Tudo indicava naquele momento que o ex-jogador iria se firmar de vez como técnico de futebol.
Me lembro claramente que o papo naquele instante era de Andrade na seleção brasileira.

Não passou muito tempo tudo foi esquecido e ele demitido do rubro-negro da Gávea.
Com a agravante de uma dívida trabalhista que hoje chega a quase R$ 500 mil.
E que evidentemente ainda não recebeu um centavo.

Andrade hoje vive de uma poupança que fez quando jogava no futebol italiano e que nunca havia mexido.
Mas agora ela é que está salvando a sua vida financeira.

Depois daquele titulo brasileiro em 2009 o simples e modesto Andrade não foi valorizado por nenhum outro clube brasileiro.  Nem mesmo pelo Flamengo.

Somente teve oportunidades em clubes médios e pequenos.

Fico pensando se não faltou ao Andrade um "bom empresário", daqueles que atuam às vezes até rispidamente nos contatos para obter exito. Na sua simplicidade, Andrade talvez tenha pensado que apenas aquela conquista do Brasileirão seria o suficiente para sua carreira decolar.

E infelizmente no futebol da atualidade não é assim que a banda toca.
Quantos treinadores "meia-boca" têm sucesso maior que Andrade por terem procuradores ousados e também aliados a alguns dirigentes de clubes.

Quantos jogadores de mediana competência técnica conseguem grandes contratos em grandes clubes, mercê desses empresários - os desonestos, é claro - trabalharem junto aos bastidores e muitas vezes em arranjos financeiros com cartolas.
Isso é fato.
Todos os dias tomamos conhecimentos desses "arranjos" via bastidores.

O futebol atrás das cortinas, fora dos gramados, se deteriorou muito, assim como o nosso meio social em vários segmentos.
Hoje mais vale o "quanto vou ganhar?" do que a real qualidade técnica dos profissionais.

Faltam lisura e honestidade de parte a parte.

Mas aí você poderia perguntar?
'" É tudo assim. É geral? ""

Claro que não.   Há pessoas honestas, íntegras, no futebol.
Mas o porcentual dessa casta é ÍNFIMO, quase INSIGNIFICANTE.
Normalmente são engolidos pela forte onda da desonestidade, da ganância.

Por isso, você que é torcedor apaixonado, pense e reflita antes de colocar o futebol em primeiro lugar em suas vidas.  Goste, assista, aprecie, mas não leve muito a sério.

E as pessoas ainda se assustam quando afirmo que meu time do coração nada mais significa para mim.
Conhecendo os bastidores......

Permitam dizer que escrevo tudo isso com tristeza, pois amo o futebol e profissionalmente atuo nele desde 1969.
Mas não dá para deixar tudo às escuras e ludibriar os que amam tal esporte.














sexta-feira, 26 de abril de 2013

DIA DO GOLEIRO

Sem entrar no mérito da existência do Dia do Goleiro, aí está uma posição realmente muito especial no futebol.
O goleiro é diferente de todos.
Em tudo.
E provavelmente o mais sacrificado quando das derrotas e que porventura tenha falhado.

Ainda garoto, lembro do primeiro goleiro que me chamou a atenção.
Foi em Americana, minha cidade, antigo estádio do Rio Branco.
O nome dele, Floriano, loiro, alto e com joelheiras bem salientes, luvas e cotoveleiras.
Lá com os meus 10 anos de idade, fixei os olhos naquele cara que gritava muito com o time e que usava um uniforme preto impecável.

Depois lembro de Gilmar dos Santos Neves.
Vendo pela televisão, Gilmar era alto, elegante, usava uniforme escuro e meias brancas. Além de uma sunga também branca dobrada sobre o calção.  Chamava a atenção.

E depois tantos outros....
Manga, Veludo, Castilho, Valdir, Fernandes(XV de Piracicaba), Dimas(Guarani), Rosan, Chicão(São Bento e Palmeiras), Claudinei Freire(Juventus), Sérgio(Ferroviária), Waldir Peres, Carlos Ganso, Leão, Sidney(Guarani, Corinthians, Flamengo), Tobias, Renato(Galo mineiro), Paulo Sérgio, Paulo Vitor, Mazzaropi, Gilmar ( o Rinaldi e o do Palmeiras ), Zé Luis (Rio Branco e Palmeiras ), Félix, Cláudio(Santos e seleção), Marcos, Rogério Ceni, Zetti, Sérgio Valentim, Tafarel, Neneca(Guarani), Dida, Raul Plasmann...
E tantos e tantos......

Barbosa ( um dos mais injustiçados ), Oberdan, Fábio, Pompéia(América carioca), Andú(Ponte Preta), Chamorro(Portuguesa), Poy(um argentino que foi titular anos e anos pelo São Paulo), Osvaldo Pisoni( Bangu, Portuguesa e Santos)...

É claro que faltaram muitos nomes nessa lista que rapidamente puxei pela memória.

Que TODOS se sintam homenageados.

Você que está lendo este simples registro dos grandes arqueiros, deixe também alguns nomes aqui nos comentários, pois certamente faltaram tantos nas minhas citações.

E como não aprecio rotular jogadores como "o maior", "o melhor" e etc., não me provoquem para tal.
Vi grandes goleiros, continuo a ver, cada um com suas características, defeitos e qualidades.















PELÉ OU ROMÁRIO ???

Quem sou eu para dizer se Romário ou Pelé está certo?

Mas uma coisa me preocupa, qual seja a de como os fãs dos dois grandes ídolos recebem o bate-boca que já virou rotina entre as duas personalidades?

Divergir, discutir, tudo está dentro do contexto social.
O mundo não teria evoluído se não tivessem acontecido as divergências.
O ser humano evolui à partir de discussões e pontos de vista diferentes.

Mas tudo deve ocorrer dentro da ética e do respeito ao próximo.
Baixar o nível é ruim. É mau exemplo. Tira o crédito das teses e argumentos.

Respeito quem diz que ídolos não são referência para as pessoas, seus seguidores.
Entendo que são, sim.
Há mentes ainda em desenvolvimento que se guiam pelos exemplos de seus ídolos.
E, cegamente.

Por isso acho que Pelé e Romário deveriam repensar o que estão fazendo.
Não no sentido de convergirem para pontos comuns, pois cada um pensa de um jeito, mas no sentido de se respeitarem mais pessoalmente.
Não pega bem para um deputado( se bem que isto é relativo nos dias de hoje ) e um ídolo mundial ficarem trocando pesadas agressões verbais.
Depõe contra eles, contra o comportamento ético de seres dotados de inteligência.

Romário, por sua vez, surpreende se comportando bem na Câmara, mas deveria respeitar Pelé pelos seus mais de 70 anos de idade e pelo que representa, ainda, para o esporte mundial.
Pelé, com seus mais de 70 anos, deveria aplicar sua experiência de vida e contemporizar muitas coisas quando se referir ao Baixinho.

No fundo há quem diga tudo isso ser uma guerrinha de vaidades.
Pode até ser.
Mas não combina com a grandeza dos dois astros da bola.



quinta-feira, 25 de abril de 2013

MOGI MIRIM x BOTAFOGO, AO VIVO.

A escala para o fim de semana me manda para Mogi Mirim.

Sábado às 6 e meia teremos Mogi x Botafogo pelas 4as de final do Paulistão.
Jogo único.
Se der empate teremos a decisão da vaga nos tiros livres da marca do pênalti.

A transmissão é somente pelo Premiére FC.
Estarei com Beletti comentando e os repórteres Caio Maciel e Pedro Motta.

Embora das quatro partidas do Paulistão esta seja a de menor apelo popular, pois não envolve nenhum dos grandes, o jogo promete ser muito bom.
O Mogi fez a segunda melhor campanha e é a equipe que mais gols faz no campeonato.
Já o Botafogo ribeirãopretano vem muito firme na competição e pode surpreender o Sapão.




terça-feira, 23 de abril de 2013

MORREU O DONIZETE, MEU AMIGO.

Chego ao posto de gasolina na esquina da minha casa, como faço rotineiramente.

Conheço todos os atendentes e quando meu carro estava sendo abastecido tive vontade de perguntar por um deles, o qual nunca mais tinha visto trabalhando.

Pensei comigo, o Donizete deve estar de férias ou não é o turno dele.
Mas ao mesmo tempo lembrei que fazia algumas semanas que não o via.

Na hora de fazer o pagamento eis que o frentista me mostra um papel na parede com os dizeres:  LUTO - PERDEMOS O AMIGO DONIZETE.  E a foto do Jesus Donizete da Silva.
* e com um detalhe:  sorrindo na foto.   Eram a sua marca registrada, o sorriso e a alegria de viver.

Vitima de cirrose hepática e depois de algumas semanas internado, Donizete deixou o Mundo Físico.
Deixou três filhos e um netinho.
Donizete tinha apenas 47 anos de idade.

Um cara sempre alegre, expansivo, brincalhão, jamais se mostrou triste, acabrunhado ou coisas assim.
Quando de repente aparecíamos no posto um pouco preocupados com algum acontecimento, era ele, o Donizete, quem levantava o nosso astral com ironias e brincadeiras.

Por mais que saibamos da mentira que é a MORTE, pois está mais do que provada a eternidade da alma ( ou espírito, como queiram ) a perda de alguém querido é um duro golpe em nossos corações.

Donizete ficou 47 anos na Terra e talvez tenha sido o tempo que precisava para a sua evolução cósmica.
Por sua alegria contagiante e sua pureza de alma, deixa a família e os amigos entristecidos.

Fiz questão de prestar esta homenagem ao Donizete por questões de merecimento.
Quando "morre" alguém famoso a gente tece loas, faz homenagens, conta histórias, mas um cidadão simples nem sempre tem o registro de saudade que merece.
E Donizete, pessoa simples e humilde, deu aulas de positivismo e de esperança de vida.

Já fiz minha prece para que os Irmãos de Luz o recebam e o conduzam à Casa do Pai.

Lá também eles irão desfrutar da alegria contagiante do DONIZETE.  
Jesus Donizete da Silva.
Meu amigo.










segunda-feira, 22 de abril de 2013

""NAQUELE TEMPO....""

Com minhas décadas já vividas eu teria tudo para ser saudosista em termos de futebol, mas não sou.
E não me gabo disso.
Valorizo os feitos do passado mas não desprezo as coisas boas da atualidade.

Apenas, que leio e ouço de muitas pessoas que "naquele tempo" os estádios brasileiros viviam cheios.
Não é verdade.

Há pouco tempo peguei as estatísticas do Paulistão e as médias não eram significativas.

Acompanho futebol desde o inicio da década de 60 e me lembro perfeitamente que já naquela época os radialistas reclamavam de público pequeno nos estádios.
Nos grandes clássicos, evidentemente, a casa ficava cheia, e os estaduais eram soberanos.
Até meados de 70 o Brasileirão ainda não emplacava e os regionais lideravam a preferência.

Os preços dos ingressos eram baratos, havia facilidade de locomoção às praças de esportes, não tinha flanelinha, nem cambistas, e a televisão ainda não mostrava jogos ao vivo.

Nos dias de hoje ficou dificílimo ir aos estádios e é claro que todos preferem a comodidade de ter os espetáculos em casa ou em bares.

Fala-se muito que "naquele tempo" havia mais craques, que os jogos eram mais bonitos, eletrizantes e tal.
Os tempos mudaram, é evidente.
Mas lá atrás, no tempo, cansei de ver grandes peladas e também de presenciar muitos pernas-de-pau.
Isso sempre existiu no futebol.  E irá continuar.

O que ocorre, no meu modo de ver, é que tudo o que já foi vivido temos a tendência em valorizar, até para provocar o presente.
Quando alguém afirma que o futebol brasileiro está em decadência, balanço a cabeça e não concordo.
Temos o atual campeão mundial, Corinthians, e os estrangeiros continuam a vir buscar os nossos talentos.
Não tivéssemos talentos aqui e eles não viriam com propostas milionárias a todo instante.

Ninguém ganhou mais Copas que a seleção brasileira.

O que não invalida cobrarmos da Amarelinha um bom desempenho, evidentemente.

Mas é preciso ter muito cuidado com o saudosismo maldoso.
Lembrar as conquistas, os craques e tudo mais, é claro que vale.
Mas desprezar o presente e atribuir o brilho e o sucesso somente ao passado, é injusto.

Corrijamos o que está errado, mas sem deixar de valorizar o precioso valor que tem o futebol nacional, desde os estaduais até o Brasileirão, passando é claro pelas participações nas competições internacionais.










sexta-feira, 19 de abril de 2013

1983 - O ANO DA MUDANÇA

1983 foi o ano que mudou minha trajetória de vida, pessoal e profissional.

Eu trabalhava na rádio Bandeirantes de São Paulo, realizando um antigo sonho vivido no interior paulista, na minha Americana.

Atuando no rádio eis que surgiu a chance de narrar alguns vetês de futebol pela Tv Bandeirantes.
O departamento da televisão da família Saad era dirigido pelo piloto de corridas Reinaldo Campelo.

Darcy Reis, chefe do esporte da rádio, vez ou outra "me emprestava" para algumas atuações na tevê.

Neste ano aconteceram os Jogos Pan-Americanos de Caracas e os dois veículos - rádio e tevê - iriam transmitir.

Decidiu a direção que eu iria fazer a cobertura pela rádio e se houvesse necessidade transmitiria também pela televisão.
Os amigos Edgar Mello Filho, Álvaro José, Elia Júnior e Alexandre Santos viajaram pela tevê, e eu pela rádio.

Ainda me lembro que pedi ao amigo Darcy que me poupasse da viagem, que escalasse outro profissional, pois não vivia um bom momento pessoal e familiar.
Mas não teve jeito, Darcy me "intimou" a viajar.

E lá fui eu para a experiência internacional, que não era a primeira, mas que continha o desafio de conciliar rádio e televisão na missão.  Já pela Gazeta eu houvera feito muitas transmissões de tevê, no futebol, corridas de São Silvestre e até de luta-livre.

Me lembro que ao lado do amigo Álvaro José transmitimos a maravilhosa jornada do vôlei brasileiro em Caracas. O vôlei que vivia a sua decolagem internacional para o grande sucesso que é hoje.

Ainda em Caracas, e em meio à cobertura, recebi pela "linha de serviço" um valioso elogio de Pedro Luís Paoliello, um dos homens mais importantes da comunicação esportiva do País.  Ele era assessor da direção da Band.
* Pedro, além de ter sido um extraordinário narrador do rádio, foi diretor-executivo de esportes da Tv Globo por muitos anos.

Fizemos a cobertura e na volta Reinaldo Campelo reivindicou minha integração à equipe de televisão da Bandeirantes.
Poucos meses depois houve o acerto entre a Band e Luciano do Valle para o projeto SHOW DO ESPORTE, que durou até dezembro de 1998.

Ao chegar, Luciano me chamou e disse que gostaria de contar comigo no time da Promoação, a empresa dele, Quico Leal e J.Cocco, que acabou sacudindo a televisão brasileira na área do esporte.
* depois é que a Promoação se transformou em Luqui.

Deixei o rádio e me fixei de vez no fantástico veículo que é a televisão.

E essa minha "virada" profissional devo a todos os amigos citados nesta coluna.

Darcy, por exemplo, já falecido, foi uma das pessoas mais sensatas e justas que conheci no meio, além de um grande incentivador da minha carreira.
Reinaldo Campelo nunca mais vi, infelizmente, pois ainda devo a ele os agradecimentos por confiar e acreditar no meu trabalho.
Pedro Luís faleceu logo depois da final da Copa de 98.
Edgar, Álvaro José, Luciano, Quico, J.Cocco, Alexandre, Elia, todos continuam firmes e fortes.

1983, posso dizer, foi o marco de uma nova direção na minha carreira.























quinta-feira, 18 de abril de 2013

DOMINGO NO PACAEMBU

Minha escala do fim de semana me manda para o Pacaembu.

Última rodada da primeira fase do Paulistão.

Corinthians e Atlético Sorocaba, 16 horas, com transmissão do Premiére e PFC Internacional.

Partida que apontará em qual posição vai ficar o Timão nas quartas-de-final e consequentemente a quem enfrentará.

Já o Atlético escapou do rebaixamento e apenas cumpre tabela. Mas vários de seus jogadores certamente vão querer mostrar qualidade aos dirigentes do Corinthians.

Lá estarei com Juliano Beletti comentando e Daniel Moreira Dias reportando.

E, é claro, dezenas de profissionais envolvidos na jornada, no Pacaembu e na Globosat/Rio.
É muita gente trabalhando para que a transmissão chegue até os telespectadores do Brasil e do Exterior.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

LUSA x NAVIRAIENSE NO CANINDÉ

Nesta terça-feira vou narrar pela Copa do Brasil a partida entre Portuguesa x Naviraiense.

Jogo no Canindé, 9 e 50 da noite, pelo Sportv e PFC Internacional.

No primeiro jogo foi zero a zero.

Vale classificação para a segunda fase e pegar o Paysandu.

Estarei com Müller, André Hernan, Felipe Brisola e os coordenadores Paulo Predella(SP) e Juliana Mattos(Rio).
Dezenas de profissionais no estádio e na retaguarda Globosat.

A lusa vem de uma tragédia em Ribeirão Preto onde foi goleada pelo Comercial por 7 a 0.
O Naviraiense é de Mato Grosso do Sul.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

PONTE x MIRASSOL, DOMINGO AO VIVO

Domingo o Sportv vai mostrar pelo Campeonato Paulista, Ponte Preta x Mirassol.

Jogo às 18:30h no estádio Moisés Lucarelli.

Também os telespectadores que moram fora do Brasil poderão acompanhar à partida pelo PFC Internacional ( dezenas de países pelo Mundo afora ).

Penúltima rodada do Paulistão na primeira fase.
A Macaca já classificada e o Mirassol escorregando na parte de baixo da tábua de pontos.

Iniciaremos a transmissão às 18 horas.

Estarei com Müller, Carlos Cereto, Felipe Diniz, Eduardo Melido, Raphael Rezende e dezenas de profissionais envolvidos na jornada.




terça-feira, 9 de abril de 2013

GOSTO DO FUTEBOL BRASILEIRO

Percebo um certo espanto de algumas pessoas quando ficam sabendo que não vejo na íntegra qualquer jogo realizado na Europa.

Dou uma espiada, paro por alguns minutos na frente da televisão - e especialmente por questões profissionais - mas não consigo ficar 90 minutos preso aos jogos lá de fora.

É claro que respeito aqueles que gostam e que até torcem por equipes estrangeiras, inclusive comprando camisas a preços altíssimos, mas particularmente é o tipo de evento que não me comove.

Nesse aspecto sou 100% caseiro, doméstico.
Gosto dos estaduais, dos confrontos brasileiros, do Brasileirão, Copa do Brasil e é claro da Libertadores, mas somente quando há times daqui em campo.
Não paro para ver, por exemplo, Velez x Independiente, ou coisa parecida.

Me desculpem por agir assim, mas precisava fazer essa colocação, pois vira e mexe tem gente querendo saber a minha opinião sobre determinados campeonatos e times, e não me vejo apto a dar palpites, exatamente por não acompanhar detidamente esses eventos.

Quanto a "torcer" por um segundo time ( europeu, no caso ) isto é algo impossível de acontecer comigo.
Nem aqui no Brasil, quando eu torcia arduamente por uma equipe, eu consegui ter simpatia por um "segundo time".

Mantenho-me razoavelmente bem informado sobre o que acontece lá fora, afinal vivemos uma globalização em todos os aspectos, porém não contem comigo para formar na corrente de fãs dos clubes ou seleções da Europa.

Faço esse depoimento sem qualquer arrogância ou discriminação social, política ou geográfica, nada disso.
É apenas uma posição definida em resultado do que sinto, do meu estado de espírito.

Me lembro que transmitia o campeonato italiano na Band na década de 80, empregava todo o meu empenho no trabalho, obviamente, mas o evento em si não me tocava intimamente.  Vibrava muito mais fazendo as transmissões, na época, dos estaduais, campeonatos de aspirantes, do Brasileiro e também da Copa do Brasil.

Aliás, sobre a Copa do Brasil, hoje um sucesso, lembro que somente a Bandeirantes ( através de Luciano do Valle e Quico Leal ) se interessou pela competição à partir de 1989, quando a CBF a lançou.

Fizemos vários jogos com arquibancadas vazias, pois era um torneio que apenas começava e o público ainda não tinha qualquer interesse.

E para fechar o post, vou respeitar a quem me rotular de ter "mau gosto" em não apreciar os badalados campeonatos europeus.
Aceito as possíveis críticas, mas não posso violentar as minhas preferências pessoais.
Não tenho mais idade para mentir e mascarar posições intimas somente para ser simpático ou formar em correntes condicionadas a modismos.
















segunda-feira, 8 de abril de 2013

POLITICAMENTE CORRETO

O caso do atacante do Palmeiras ser punido com amarelo na comemoração de um gol em Campinas dirigindo-se à torcida alvinegra, é reflexo do momento que estamos vivendo no planeta.

As coisas estão tão delicadas quanto à violência e ao destempero dos seres humanos, em todos os níveis, que o "normalmente admitido" em outros tempos hoje é proibitivo.

Particularmente, acho que provocar o adversário - em qualquer modalidade esportiva - é desnecessário.
Não é respeitoso, não é ético, embora muita gente entenda que seja.
Não é.

O respeito a quem está do outro lado é conteúdo básico da boa educação esportiva.
Comemore o seu feito com os seus parceiros. Isto é atitude desportiva, inteligente, ética.

O momento belicoso do planeta contribui para que reflitamos sobre a questão.
Hoje qualquer faísca é instrumento para detonar grandes incêndios sociais.
E é nossa obrigação impedir tais ocorrências.

Alguém poderá argumentar que antigamente Mané Garrincha abusava do deboche aos seus marcadores, dançando futebolisticamente à frente deles, driblando em excesso, desmoralizando o adversário.
Outros tempos.
Mané fazia tudo isso, mas jamais encarou o marcador e o ironizou com sorrisos e caretas.
Era a simplicidade do filho de Pau Grande.
Mané era carismático, essa é a grande diferença.
E o mundo do futebol andava totalmente desarmado.

Hoje, certamente Garrincha seria advertido com cartão amarelo e espancado pelos adversários.
Outros tempos, repito.

O que devemos focar é no 2013, dias de hoje, onde a violência campeia em todas as esferas.

Qualquer gesto ou atitude dirigido a uma massa enfurecida nas arquibancadas é detonador de conflitos e possíveis tragédias.

É evidente que não deveríamos estar vivendo esse estado de coisas, mas nós é que o edificamos e agora temos de cuidar da cria.

Portanto, os próprios clubes, treinadores, deveriam alertar seus atletas para a boa conduta desportiva em vários aspectos, e uma delas é a comemoração do gol juntamente com a sua torcida e seus companheiros de grupo.
Isso é atitude esportiva correta.

Relato o post em virtude do que ocorreu ontem em Campinas, mas serve para todos os casos onde profissionais escorreguem na ética e ironizem adversários esportivos.

Além de que na regra há cláusula que puna profissional que provoque ou desrespeite o adversário, em qualquer circunstância durante o evento esportivo.

Chegamos a um ponto em que o "politicamente correto" é necessário, imprescindível, embora muitos entendam o contrário.
Aplicar o politicamente correto é prudência nos dias de hoje, especialmente no futebol.
É evitar conflitos e muitas vezes com desfechos trágicos.
Pode ser antipático, mas é o que temos para aplicar diante da situação social atual.























quinta-feira, 4 de abril de 2013

DOMINGO A DECISÃO DA SUPERLIGA

Decide-se domingo a Superliga feminina de vôlei.

Mais uma vez Osasco e Rio de Janeiro se encontram na final da competição.
Tem sido assim nos últimos anos.
E nas últimas oito decisões, o time de Bernardinho venceu 5 vezes.
Osasco detém o atual título da Superliga e vai lutar para garanti-lo nas prateleiras da sua sede.

É o que há de melhor no vôlei feminino brasileiro e um jogo que reúne várias campeãs olímpicas, de ambos os lados.

Desfile de jogadoras espetaculares, como Sheila, Thaísa, a canadense Sarah Pavan, Valeskinha, Natália, Fernanda Garay, Fofão, Juciely, as líberos Fabí e Camila Brait, Jaqueline, Adenizia e tantas outras.

Nesta partida decisiva teremos a implantação de um sistema polonês que irá detetar eletronicamente se a bola foi fora ou dentro, se houve toque na rede, se a bola tocou no bloqueio, se houve invasão e etc.

E as equipes terão duas oportunidades a cada set de solicitar o "desafio", ou seja, a exibição do lance no telão para tirar prováveis dúvidas.
A própria arbitragem poderá solicitar as imagens, mas somente em pontos decisivos de sets ou do jogo.

Estarei na transmissão do Sportv e PFC Internacional com a seguinte equipe: Marco Freitas, os ex-jogadores Carlão e Nalbert, os repórteres Joanna de Assis, Anselmo Caparica e Bruno Cortes, mais o trabalho de coordenação com Juliana Mattos, Vitor Coutinho e Ailton Amalfi.

A jornada estará no ar à partir das 9 horas da manhã, porém o jogo irá começar às dez.


terça-feira, 2 de abril de 2013

LATINHA NO LIXO

Fiz um comentário no post anterior sobre a ação de fiscais da Federação nos estádios paulistas - onde quero deixar claro que há muita gente competente e de bom senso - mas quero contar agora o que houve certa vez no Brinco de Ouro em Campinas.

E esse fato foi com a Polícia na catraca de acesso para a imprensa às cabines.

Isso ocorreu há uns 10 anos aproximadamente.

Sempre que íamos ao Brinco trabalhar o problema era água nas cabines de televisão.  Não havia.  E o bar ficava abaixo das tribunas o que nos impedia de comprar o precioso líquido com facilidade.

Portanto, diante dessa dificuldade, cheguei ao Brinco e passando por uma lanchonete defronte das piscinas do clube comprei uma latinha de refrigerante para levá-la à nossa posição de trabalho.

Ao chegar à catraca de entrada fui barrado por um policial, dizendo que não era permitido levar a latinha de refrigerante à cabine.
Argumentei com ele que era por causa da falta de água no local de trabalho.
Disse, me identificando, que era jornalista e que estava à trabalho.  Mas não teve jeito.
Vendo que não haveria permissão para entrar com a famigerada latinha, desisti e joguei a dita cuja em um latão de lixo ao lado.

Para a minha surpresa o policial se alterou com o ato de jogar a latinha no lixo.
Disse que eu o havia desrespeitado com a atitude.
Me pareceu que o cidadão queria mais discussões, não se contentando com a resolução do problema e com o material sendo atirado no lixo.
Me pareceu que ele desejava que eu implorasse pela entrada com o refrigerante, pois então exerceria toda a sua "autoridade" no local.
Pensei tantas coisas, mas fui pelo atalho de consenso jogando fora o que era proibido.

Conto o fato para demonstrar como temos pessoas despreparadas para certas atividades.
Há profissionais que querem exacerbar de suas funções e acabam provocando situações constrangedoras em muitos momentos.





segunda-feira, 1 de abril de 2013

APENAS LANCHES QUENTES.

Mais uma pra coleção das coisas engraçadas e intrigantes em viagens.

Outro dia chegando em Itápolis para a transmissão de Oeste x Guarani, parei num posto de abastecimento logo na entrada cidade para um pequeno lanche.

Queria apenas um lanche frio, pão e queijo.
E tomaria um cafezinho, também.

Mas pedindo ao balconista o dito lanche, recebi como resposta: "Aqui não fazemos lanche FRIO. Só misto quente".

Raciocinei por alguns segundos, procurando entender a resposta.
Quando entendi ( mesmo sem entender ) expliquei a ele que bastava colocar fatias de queijo no pão, e pronto.
Eu queria um lanche FRIO de pão e queijo.

Mas o rapaz foi duro e direto em seu argumento: "Moço, aqui a gente não serve lanche FRIO. Só quente".

Para não estender o papo, agradeci e fui saindo da lanchonete.

Mas passando pelo caixa, quis registrar para a menina funcionária o que havia ocorrido, além de perguntar se era assim que a casa trabalhava, ou seja, apenas com lanches QUENTES?

E ela foi categórica: "É verdade, somente trabalhamos com lanches quentes".

Saí, peguei meu carro e fui procurar algum estabelecimento que me "quebrasse o galho" fazendo um lanche frio.
E evidentemente, consegui.