segunda-feira, 30 de março de 2009

OS NOMES DOS QUE ACERTARAM

Vão aqui os nomes dos assistentes que foram massacrados na rodada passada com críticas sobre lances de impedimento, e que o "tira-teimas" provou que eles estavam CERTOS.

No jogo Guarani x Corinthians, o bandeirinha que impugnou acertadamente uma jogada do atacante Fernando Gaúcho, do Bugre, chama-se CARLOS ALBERTO FUNARI.
Parabéns a ele, porque o lance foi muito difícil. E ele ACERTOU.

Em Barueri x Santos, houve um impedimento do zagueiro peixeiro Fabiano Eller, que fez o gol, mas o assistente RAFAEL LUIS DA SILVA impugnou ACERTADAMENTE. O recurso eletronico e virtual da Globo provou isso.
Parabéns ao Rafael, pois também esta jogada foi de difícil leitura ao vivo.

Tudo isso reforça a minha posição de que chora-se DEMAIS no futebol com as arbitragens. E antes mesmo de qualquer verificação eletronica, já se detonam os homens do apito e das bandeiras.

Outro exemplo? O juiz de Santos x Portuguesa quinta-feira próximo na Vila é dos mais sérios, estudiosos e corretos. Conheço muito bem o cidadão José Henrique de Carvalho, o escalado (sorteado, na verdade).

E a Lusa, antes mesmo da escala, já levantava suspeitas sobre quem estivesse na arbitragem.
Não é honesto assim proceder. Não é justo com o pessoal do apito.

José Henrique deverá errar, é do ser humano, mas jamais poderá se invocar desonestidade ou "esquema" para favorecer o Peixe nessa partida. Há que se ter mais respeito aos juizes e assistentes do futebol brasileiro.

OS BANDEIRINHAS ACERTARAM

Assistindo ao Globo Esporte desta segunda-feira, apresentado aqui em São Paulo pelo excelente Thiago Leifert - além de ser gente finíssima - vi o "tira-teimas" dirimindo dúvidas sobre dois lances ocorridos na rodada passada do Paulistão.

Nas duas jogadas, no momento em que aconteceram, quase houve unanimidade num massacre aos dois bandeirinhas: o número 1 de Guarani x Corinthians e o número 1 de Barueri x Santos.
(peço desculpas aos dois por não dispor de seus respectivos nomes aqui).

Hoje o computador da Globo mostrou que os dois ESTAVAM ABSOLUTAMENTE CERTOS.

Houve impedimento do atacante Fernando Gaúcho, do Bugre. E o zagueiro Fabiano Eller, do Peixe, também estava impedido ao fazer o gol no Barueri.

E os dois assistentes receberam tantas pauladas, que deu pena.

E agora, como ficam aqueles que chegaram até a desconfiar da postura ética e moral dos dois assistentes?

E como ficam esses bandeirinhas, depois de serem duramente criticados pelos destemperados do futebol?

Levantarei aqui os nomes dos dois árbitros, e divulgarei em seguida. Eles merecem o registro e o devido reparo. É uma questão de JUSTIÇA.

domingo, 29 de março de 2009

PALMEIRAS EM ITÁPOLIS

Terça-feira viajo para Itápolis, uma das cidades que mais produzem laranja no País.

Fica ali na região de Araraquara, distante 360km da capital paulista, com apenas 40 mil habitantes.

Ameaçado de voltar para a série A2, o Oeste recebe o líder Palmeiras, às sete e meia da noite, com transmissão do Sportv. Lá estarei com os amigos Mauricio Noriega, Edgar Alencar e Carlos Moreira.

Toda a região se movimenta para a partida, já que há uma grande legião de palmeirenses em todo o interior paulista. O estádio só comporta 15 mil pessoas.

RESULTADO AZEDO

Torcedor brasileiro começa a semana de nariz torcido com a horrível apresentação da Seleção em Quito. Tem alguns jogadores sendo convocados, e escalados, sem boas condições técnicas e físicas.

Ronaldinho Gaúcho é um deles.

Virou obrigação ganhar bem do Peru quarta-feira em Porto Alegre.
E deve ganhar com sobras.

Mas tem que jogar. O que não aconteceu no Equador.

sábado, 28 de março de 2009

HOJE NO BRINCO

Transmito neste sábado Guarani x Corinthians, nove e dez da noite, ao vivo de Campinas, pelo Sportv, ao lado dos amigos Mauricio Noriega, Marco Aurélio Souza e Edison Souza, o popular Cição.

Na geração das imagens teremos o trabalho competente da EPTV Campinas.

Ronaldo não quis ficar de fora e vai pro jogo. Já o Bugre está no desespero para não cair de divisão, mas a situação é complicada para o alviverde campineiro.

O Brinco deverá reviver suas grandes jornadas, com a especial presença de Ronaldo, e com a sua galera em peso para tentar salvar a equipe do rebaixamento.

O jogo promete.

quinta-feira, 26 de março de 2009

VAMOS GANHAR EM QUITO ?

Confesso que não sei o que escrever sobre Brasil x Equador.

Leio que nas duas últimas Eliminatórias a nossa seleção não derrotou os equatorianos em Quito. É um dado, mas retrospecto não entra em campo, certo?

O treinador adversário tenta dar moral para o seu grupo dizendo que o Brasil não é o melhor ataque da competição. E é verdade, pois estamos em terceiro na artilharia das Eliminatórias.

A altitude de Quito não é das mais acentuadas, mas joga um pouquinho. Atrapalha um pouco.

Sem nenhuma dúvida, jogador por jogador, o Brasil tem mais talentos que o inimigo. Porém a gente sabe que de uns bons tempos para cá, esse diferencial não tem ganhado jogos. A própria Seleção Brasileira já levou algumas pancadas de equipes menos talentosas. Idem a Argentina.

Vamos acompanhar atentamente à partida de domingo, seis da tarde.
E depois o jogo da quarta-feira em Porto Alegre contra os peruanos.

É evidente que o Brasil vai se classificar. Nada disso está em discussão. Mas rodada a rodada pintam os prós e contras dos concorrentes. E já foi o tempo que brasileiros e argentinos não perdiam para ninguém.

VÔLEI EM OSASCO

Nesta sexta-feira tenho compromisso pelo Sportv.

Transmitirei ao vivo de Osasco, ginásio José Liberatti, jogo das quartas-de-final da Superliga Feminina: Finasa x Banespa. O horário é sete da noite.

Estarão na transmissão os amigos Alexandre Oliveira ( ex-jogador de vôlei, e dos bons ) e Marco Aurélio Souza, que também entende muito da matéria.

O vôlei é um esporte muito legal de se transmitir. Ainda mais aqui no Brasil onde o nível é super elevado. Outra coisa é o comportamento da torcida no ginásio. Nota dez.

Nessa partida o favoritismo é da equipe de Osasco, que por sinal venceu a primeira da série e tem tudo para se classificar às semifinais da Superliga. Mas o jogo é jogado e as meninas do Banespa vão dar a alma na partida.

DUAS SUGESTÕES

Permitam duas sugestões.

A primeira é o livro do jornalista, grande amigo Mauricio Noriega, "" Os 11 maiores treinadores do futebol brasileiro"", que já está à disposição de todos.

Ontem no Pacaembu dei uma rápida folheada na obra e fiquei com muita sede de leitura. Já providenciei o meu exemplar. Tenho certeza que vocês irão gostar.

A segunda sugestão é o rádio virtual "" www.radiograma.com.br"" do radialista Ricardo Francischangelis, por sinal, um filho muito querido. Sou suspeito para opinar, mas particularmente gostei do repertório, da programação. É 100% música.

Valeu, gente.

segunda-feira, 23 de março de 2009

IMPEDIDO DE AJUDAR

As pessoas estão muito assustadas com tudo o que vem acontecendo no Planeta.

Culpa-se a imprensa por divulgar as tragédias cotidianas e fomentar a onda de atrocidades, lança-se culpa também aos governos, aos pais que não estariam dando a adequada educação ( e qual seria a "adequada"? ), enfim, está tudo de cabeça pro ar.

Outro dia eu estava de carro por uma estrada tipo vicinal na minha região ( Americana, Santa Bárbara, Piracicaba ) por volta de uma da tarde, e uma temperatura batendo nos 35 graus.

Vi do outro lado da estrada um casal jovem andando e com um bebezinho no colo. Logo à frente avistei um povoado, um lugarejo, para onde eles deviam estar se dirigindo.

Com aquele calor imaginei como deveria estar aquele nenezinho nos braços da mãe e os riscos que ele estaria correndo com a altíssima temperatura.
Com o detalhe que o casal não tinha sequer uma sombrinha protetora, um guarda-chuva, seja lá o que fosse.

Fiz o retorno e me aproximei do casal.

Percebi que ao diminuir a velocidade do carro para me dirigir à eles, o medo tomou conta dos jovens. Eles apertaram o passo e notei que a mãe apertou a criança nos braços como que a protege-lo de um instruso que se aproximava.

Em paralelo com a caminhada do casal, ofereci carona até aonde eles fossem e justifiquei que o sol estava muito forte para a criança e que ela poderia adoecer gravemente.

Apavorados, assustados com a abordagem, eles quase sairam correndo para se livrar daquele desconhecido. Em outras palavras, fugiram em panico.

Segui a minha viagem, chateado por não ter conseguido o meu intento, com pena daquela criancinha de colo, e pensando no mundo frio, cruel e individualista que estamos vivendo.

Compreendi a reação daqueles jovens pais, mas fui tomado de imensa tristeza. Chegamos ao ponto de ser impedidos de fazer o bem, por conta da ação maléfica dos "agentes do mal".

Tal carona frustrada me deixou muito pensativo, e também decepcionado com o atual estado de coisas. Estado de coisas que nós mesmos, seres humanos, instauramos na Terra. E que vai ser difícil reverter.



TEM BOLA ROLANDO...

Semana de muito futebol. Estaduais, Libertadores, Seleção de Dunga em campo (embora seja no domingo que vem, inicio de uma nova semana). Mas, enfim, OLHO NO LANCE, como diria o amigo Silvio Luiz.

Nesta terça-feira vou ao Palestra Itália transmitir Palmeiras x Bragantino, sete e meia da noite, pelo PFC, com os amigos Vagner Vilaron e Marco Aurélio Souza, além da luz natural do coordenador e evangelizador Willy Albuquerque de Lannoy.

Na quarta estarei no Pacaembu. Corinthians e Ponte se enfrentam às 21:50, também em transmissão do PFC para todo o País, e PFC Internacional.

Lembro que na terça-feira, quatro da tarde, o Sportv mostra toda a movimentação da Seleção Brasileira, direto da Granja Comarí, Teresópolis.

sábado, 21 de março de 2009

REVÓLVER DE BRINQUEDO

Eu estava em começo de carreira e topava toda e qualquer aventura no rádio.

Teve um jogo em Batatais, interior de São Paulo, e a gloriosa Rádio Clube de Americana foi transmitir. Fomos transmitir Batatais x Vasco da Gama, o Vasquinho de Americana.

Era um jogo da quarta divisão paulista. O ano, sem precisão, devia ser 1971 ou 1972.

Paramos em um restaurante de Batatais e sentimos que o clima não estava muito propício para os "visitantes".

O garçom viu que a gente era "de fora" e já mandou a pérola: "o Batatais não perde aqui hoje, de jeito nenhum". Perguntamos por que, e ele emendou: "o juizão dormiu aqui e já está no papo".

Almoçamos bem, apesar do marrento garçom, e fomos para o estádio do Batatais.

Abrimos a transmissão, começou o jogo e a Clube mandou ver.

A torcida da casa, bem à nossa frente, estava pilhada, alvoroçada, cheia de gás. Gritava alto, cantava, xingava a arbitragem à cada marcação, enfim, tudo dentro do esquema de pressionar as visitas, mesmo sabendo que o juizão já estava no papo.

Ainda no primeiro tempo o Vasquinho, o nosso time, fez 1 a 0. E de pênalti. E duvidoso ainda.

Eu, o narrador, gritei o gol da equipe de Americana a plenos pulmões, em meio ao silêncio da galera da casa bem à minha frente. Quando dei por conta, todas as carinhas dos torcedores estavam voltadas para a nossa cabine e para o locutor que gritava o gol.

Senti que a coisa não estava tão legal assim para a nossa equipe Clube.

Passaram-se uns quinze minutos e lá vem o segundo gol do Vasco. Dois a zero.

Me esgoelei no gol do Vasco. Dois a zero, fora de casa, é coisa para alta vibração.

Mas aí é que o bicho começou a pegar pro nosso lado.

Nossos fios, que desciam da cabine para o gramado, começaram a ser puxados, balançados, quase arrancados. Nossa transmissão começava a correr riscos.

Meu comentarista, Geraldo Pinhanelli, uma lenda viva do rádio americanense, que era também diretor da emissora, estrilou com os caras e disse algumas dúzias de palavrões.

Foi o que faltava.

Todos se voltaram para a cabine e as ameaças eram as mais assustadoras possíveis. Não fossem as ofensas verbais, objetos vinham em nossa direção ( copos, sapatos, radinhos de pilha, pedaços de pedra e etc ). A coisa esquentou.

Procurei me manter firme e segui narrando o jogo, me esquivando de tudo o que era atirado à cabine.

De repente vi o comentarista e o operador de áudio sairem correndo, me deixando sozinho.
Olho para baixo e vejo um cidadão subindo a escadaria, com um "revólver na mäo".

Prestei atenção e observei que ele tinha alguma deficiência física nas pernas, pois tinha enorme dificuldade em ganhar os degraus. Vi que ele demoraria até chegar à cabine, mas a bala do revólver chegaria rapidinho. Evidentemente.

Ato contínuo, dei no pé. Abandonei o microfone, saltei uma mureta ao lado e fui me juntar aos companheiros de equipe, cem metros dali.

Polícia interveio, serenaram-se os animos da galera e fomos convidados a voltar para a transmissão.

Voltamos, seguimos a jornada, o jogo acabou empatado em dois a dois (felizmente).

No final, diretores do Batatais pediram desculpas a todos nós e contaram um segredinho sobre o cidadão que empunhava a arma: "" O rapaz sofria de desequilíbrio mental, era muito conhecido por todos, principalmente por aprontar no estádio, e sempre com aquele REVÓLVER DE BRINQUEDO"".

E depois ficamos sabendo que a diretoria do Batatais queria pegar o juiz, por não ter cumprido o "estabelecido".

sexta-feira, 20 de março de 2009

A ESTRADA ME ESPERA

Fim de semana na estrada.



Neste sábado vou à Campinas trabalhar em Ponte Preta x Grêmio Barueri. O jogo é do PFC - pay-per-view - e vai começar às 4 da tarde no Moisés Lucarelli.



Estarei com os amigos Renato Leal nos comentários, e Edison Souza nas reportagens, além de toda a equipe EPTV-Campinas, com profissionais do mais alto nível.



Edison Souza foi um grande ponta direita do futebol campineiro e o pai dele jogou pelo Guarani nas décadas de 50 e 60. Seu apelido para os íntimos é "Cizão".



Domingo vou à "grandiosa" cidade de Itu. O jogo é Ituano x Portuguesa, sete e dez da noite, transmissão pelo Sportv, com os amigos André Rizek, Marco Aurélio Souza e Marcos Peres.



Brinquei com o "grandiosa" porque todos sabem da fama de Itu, onde tudo é grande. Faz parte até do marketing turístico da histórica cidade, chamada de "O Berço da República".
A primeira Convenção da nossa República aconteceu em Itu, em 1610.

E a fama de lá tudo ser grande nasceu do saudoso humorista Simplício, filho da terra, que em seus programas de rádio e televisão, além dos shows que corriam o País, dizia que em Itu "tudo era ENORME".

E pegou.

VAIDADE VERSUS VAIDADE

Sabe aquela briga de crianças onde cada um quer o mesmo brinquedinho?

Ou ainda, se um pegar o brinquedinho do outro, o pau quebra?

Assim se parece o atual confronto Federação Paulista x São Paulo FC, que na verdade começou muito antes do episódio "ingressos da Madonna" no final de 2008.

Bastou agora a entidade aceitar o pedido do São Caetano em levar o jogo contra o Tricolor para Presidente Prudente, dia 5 de abril, para reacender as diferenças entre Marco Polo Del Nero e Juvenal Juvêncio.

O dirigente defende os interesses do clube, enquanto a FPF aproveita uma situação ( o pedido do São Caetano ) para dar mais uma alfinetada no time do Morumbi.

No fundo, no fundo, por mais que as pessoas aleguem defender seus direitos - no que estão absolutamente corretas - qualquer conflito deveria ter inicio, meio e fim.

No caso, como clube e Federação terão de conviver pelo resto da história, por que não se buscar um pacto de entendimento e de paz? Seria uma atitude inteligente.

Como isto parece estar longe de acontecer, concluimos que a questão é puramente pessoal dos mandatários. O que piora a situação e o conceito dos dois cartolas.

Essa questão não é igual à violência das arquibancadas - que eles tanto combatem - mas chega bem perto, pela desinteligência de pessoas tão esclarecidas. Ou assim se supõe.

quinta-feira, 19 de março de 2009

UMA MATÉRIA DO CORAÇÃO

Talvez até seja desnecessário o convite, dado ao grande número de acessos que o referido blog detém, mas gostaria que os amigos acessassem: http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br .

O jornalista faz uma rica entrevista com o ex-jogador Filipi Alvim (confesso que pensei ainda estar em atividade pelo mundo afora), que precisou abandonar a carreira por um problema cardíaco.

O título do post é "Serginho Não Morreu em Vão". Depoimentos do próprio Filipi Alvim e de um médico do Corinthians (cardiologista) são impressionantes a respeito do assunto.

Matéria humana, objetiva, franca, que mostra o quanto o futebol está despreparado para detetar problemas cardiológicos dos atletas e também o descaso da maioria das agremiações.

Você precisa ler. Todos precisam ler. Divulguem. É uma grande contribuição ao esporte.

Parabéns Cosme (com quem nunca tive qualquer contato pessoal) e a Filipi Alvim.

NINGUÉM GOSTOU

Nos últimos anos os capos da Fórmula-1 têm mexido muito no regulamento da categoria.

Há quem defina tudo isso como desespero, em razão dos baixos índices de audiência mundial da televisão e da diminuição de público nos autódromos durante a temporada.

Essa agora, do campeão ser conhecido através de corridas conquistadas, e não através de pontuação geral, tem tido a pior das repercussões. Ninguém gostou da novidade.

Leio que também Michael Schumacher reprova a invenção dos senhores da cúpula da velocidade. As personalidades do mundo da F-1 não vêem qualquer sentido na mudança dos critérios para se conhecer o campeão.

Não entendo de automobilismo quanto aos aspectos técnicos e confesso que há muitos anos não acompanho as corridas, mas me valho dos depoimentos de gente do ramo para editar esse post.

A verdade é que os donos da F-1 mexem mais no regulamento do que criança solta em loja de brinquedos.

Com a agravante de que a alteração surge em meio à uma das maiores crises financeiras do Planeta e que afetou diretamente a categoria.

DOM PEDRO ROCHA

Fiquei chocado com a matéria do excelente repórter da TV Globo, Felipe Diniz, feita com Pedro Rocha, um dos maiores jogadores que o mundo viu em ação.

Vamos deixar claro que não fiquei chocado com a qualidade da matéria de Diniz, evidentemente, mas com o conteúdo dela. A matéria é ótima.

Mas chocado com o estado de saúde do grande Pedro Virgilio Rocha, um meia elegante, craque, altamente técnico, um fora de série.

Com apenas 66 anos de idade, até outro dia trabalhando como treinador, Rocha é vítima de um AVC e com algumas sequelas. É chocante a imagem de alguém que tanta bola jogou, e com maestria, fragilizado pela doença. Dói muito.

Que os verdadeiros amigos apareçam nessa hora.

Rocha não está em condições de arcar com todas as despesas médico-hospitalares. O que também é chocante, pois os fãs jamais imaginam as dificuldades que seus ídolos passam quanto às finanças.

O São Paulo FC, que sempre ampara seus ex-jogadores, certamente entrará no circuito, se é que já não entrou. Um craque da bola como Pedro Rocha nunca poderá ser esquecido, muito menos desamparado. Ele é patrimonio do mundo futebolístico.

COITADO DO VASCO !

Coitadinho do Vasco da Gama.

Não bastassem os maus resultados técnicos, afloram os problemas nos bastidores.

Agora são as declarações de um ex-diretor de Eurico Miranda, comprometendo o ex-presidente do clube.

Enquanto a oposição (leia-se Eurico, é claro) se movimenta para apontar as falhas da atual administração de Roberto Dinamite, surgem as denúncias sobre mal uso do dinheiro vascaíno pelo antigo mandatário.

Um mar de lamas.

E a história da associação vai para a lata do lixo. E os torcedores sofrem com os resultados em campo, tudo reflexo dos desmandos ao longo de décadas.

Assim como está acontecendo no Senado (ou no Congresso) com uma imensa legião de diretores, aspones, celulares nas mãos de todo mundo, acontece também no Vasco da Gama, ou seja, a depuração.

Tudo o que é podre, uma hora é denunciado pelo próprio cheiro.

Que a massa vascaína tenha um pouco de paciência, pois tudo isso vai passar e a esperança é de que São Januário respire ares puros muito em breve.

Refletindo sobre a situação cruzmaltina, concluimos que o tempo é o senhor da razão. Um dia a casa cai, já diziam meus avós. Para quem ainda tinha dúvidas sobre como o clube vinha sendo administrado há tempos......

quarta-feira, 18 de março de 2009

AVENTURA NO PARAGUAI

Corria o ano de 1977 e eu trabalhava na rádio Gazeta de São Paulo.

A Gazetinha era na época o "primo pobre" das emissoras da capital. O faturamento era inferior às concorrentes e os salários da equipe eram os menores do mercado paulistano.

Houve um jogo em Assunção, Paraguai, que confesso não me lembrar com qual equipe brasileira ( mas devia ser importante, porque a Gazeta esteve presente ) e me escalaram para essa transmissão.
Com um detalhe: viajaria sozinho, sem comentarista, repórter, nem operador técnico.

A alegação foi de contenção de despesas. Não havia verba para enviar toda a equipe.

Uns dias antes, recebi as instruções sobre como instalar os amplificadores, através dos competentes operadores da Gazeta, fiz um esqueminha pra não esquecer e lá fui embora.

Já no Paraguai senti um clima pesado no hotel, porque os operadores de Bandeirantes, Jovem Pan, Tupi (ainda estava no ar a famosa equipe 1040), Capital, e Globo/Nacional, souberam que a Gazeta não tinha enviado o profissional da área técnica.

Diante disso, fizeram um pacto de "boicotar" qualquer tipo de ajuda ao locutor da Gazeta ( EU ) caso houvesse problema na transmissão, em solidariedade aos colegas que não viajaram.

Chegamos ao estádio Defensores del Chaco, no bairro de Puerto Sajonia, e me aventurei em ligar os "fios" das maletas e tentar falar com o Brasil.

Chequei o esqueminha e aparentemente estava tudo certo.

Veio, então, a expectativa pelo contato com a central técnica da Gazeta ( José Monteiro Filho, Dorival Gaetta e equipe). "Alo Gazeta.....alo São Paulo.....alo Brasil....."". E nada.

Procurei os técnicos da operadora paraguaia, os caras checaram os circuitos, e nada.

Com o canto dos olhos eu via uma certa satisfação entre os operadores das demais rádios brasileiras pelo fato da Gazeta não conseguir "falar". Tipo: "Quem mandou não enviar um operador????"".

Recém chegado ao rádio paulistano, mal conhecendo os profissionais, ainda tentei pedir ajuda aos operadores, mas ninguém se dispos a ajudar a esse caipira do interior.

O jogo acabou e não consegui fazer a jornada.

Jamais quis acreditar que tivesse havido algum tipo de boicote brasileiro em pleno estádio paraguaio. Preferi acreditar que o problema esteve exatamente no circuito que ligava Assunção ao Brasil, bloqueando o canal que a Gazeta utilizaria.

Mas a partir desse fato, a Gazeta nunca mais deixou de mandar operadores aos estádios fora do País.

terça-feira, 17 de março de 2009

"" A LENTE DA VERDADE ""

A entidade Clodovil Hernandez acaba de se desligar do Plano Físico.

Sua passagem pelo Planeta não foi diferente de outras pessoas, errando e acertando, fazendo o bem e fazendo o mal, pesquisando e buscando as essências da vida, mostrando-se corajoso em muitos aspectos, atrevido em outros, enfim, VIVENDO.

Clodovil nunca se mostrou temeroso em expor suas condições, pensamentos, convicções. Exagerou em muitos momentos, com certeza, mas também mostrou-se solidário e sensível em tantos outros, junto aos semelhantes.

Sem conhecer os pais biológicos, carregou a dúvida pela vida toda, a curiosidade pela origem, uma possivel mágoa pelo abandono dos que o geraram. As incertezas normalmente influem na formação da personalidade, e com ele não deve ter sido diferente.

Por mais forte que sempre tenha se apresentado, teve nas costas o peso de não saber quem o colocou no mundo. E isto é muito doloroso para qualquer entidade aqui nascida.

Por isso reconhecermos a sua fortaleza interior. Poderia ter se perdido em caminhos tenebrosos, obscuros. Mas se postou ereto diante da vida e foi à luta.

Sempre afirmou não ter medo da morte física, pois acreditava na continuação da vida do espírito, a essência divina. Se inflamava quando discorria sobre temas da espiritualidade. Paradoxalmente, amava as coisas materiais. Vivia intensamente o mundo da matéria, algo que nunca rotulou de "pecado" ou coisa que o valha.

Vivia sem medo de ser feliz.

Estilista, apresentador, entrevistador, vida curta na política, incompreendido e admirado por um enorme universo, Clodovil parte e deixa marcas.

Faço esta homenagem a esse irmão de caminhada terrena porque o admirei em muitos momentos, assim como o recriminei em outros. Não tenho condições morais para dizer se ele foi bom ou ruim. Mas reconheço a sua coragem em vida.
Sua forte personalidade nas questões das mais diversas.

Chegou a hora de Clodovil olhar para a "lente da verdade".

E que ninguém duvide de um possível "embate" de Clodovil com "ELE" nessa hora do ajuste de contas. Defenderá seus pontos de vista até o fim. Ninguém muda tanto depois que deixa o corpo físico. A personalidade segue viva, posto que não é física. A nossa consciência não perece.

Morre a matéria, não a essência.

Que Clodovil tenha um bom retorno aos Planos Superiores e retome a preparação para outras importantes jornadas.




segunda-feira, 16 de março de 2009

PAPO COM SILVÉRIO

Sempre que posso bato bons papos com o amigo José Silvério, narrador da Bandeirantes.



Domingo após Santo André x Corinthians, eu e Silvério conversamos por mais de meia hora enquanto esperávamos os companheiros que ainda trabalhavam nos vestiários.



A gente fala da vida, do rádio e da televisão, e quase nada sobre o futebol.



Conheço Silvério há mais de 30 anos. Nos anos setenta eu já ouvia o Zé fazendo jogos para a Tupi de São Paulo diretamente de Belo Horizonte e depois do Rio de Janeiro, naquela histórica cobertura da Loteria Esportiva, uma febre nacional da época.



Me lembro quando foi contratado pela Jovem Pan, período em que Osmar Santos vivia o seu auge na emissora da família Carvalho. Mais tarde (1977) Silvério assumiu a posição de titular com a ida de Osmar para a rádio Nacional (hoje Globo-SP).



Conversamos muito por volta de 1985 quando a rádio Bandeirantes namorava o Silvério. Tivemos longos papos sobre os prós e contras de uma troca da Pan pela Band.



E o Zé acabou indo para a Bandeirantes nessa época, mas ficou apenas seis meses. Não deu certo a divisão de escalas entre ele e Fiori Gigliotte nos grandes eventos, o que ficara acordado em contrato.

Silvério voltou para a Jovem Pan rapidinho.



Me lembro que no dia da sua estréia pela Bandeirantes (1985) o Show do Esporte de Luciano do Valle abriu grande espaço para promover o Zé. Foi um grande agito.



Hoje Silvério é um dos principais comunicadores de toda a história radiofonica brasileira. Fiel ao que ocorre em campo, preciso, olhos de lince, vibrante, ele reuniu todos os componentes indispensáveis para um craque dos microfones.



Fica aqui a minha homenagem ao amigo e estupendo narrador, José Silvério.



sexta-feira, 13 de março de 2009

TIMÃO VERSUS RAMALHÃO

Domingo estarei no estádio Bruno José Daniel acompanhando pelo PFC (pay-per-view) Santo André x Corinthians, quatro da tarde, ao lado dos amigos Vagner Vilaron e Edgar Alencar.

O jogo promete, pois o Ramalhão está no embalo de vitórias, figura entre os quatro primeiros e vai querer aprontar para Mano Menezes, Ronaldo e cia.

Marcelinho Carioca se reencontrará com a galera da Fiel. Outro atrativo do evento.

É o encontro do campeão e vice da Série B do ano passado.

E eles voltarão a se enfrentar pelo Brasileirão, dias 29 de julho e 8 de novembro próximos.

Espera-se público total no Brunão, cerca de 19 mil pessoas (capacidade liberada para o estádio andreense).

Na história desse confronto há o registro de que o Corinthians não perde para o Santo André desde 1989. As três vitórias do Ramalhão sobre o Timão, desde que eles se enfrentam, 1982, aconteceram na Capital. Então, o alvinegro jamais foi derrotado na casa do adversário.

O cidadão de São Carlos, Wilson Luis Seneme, vai apitar a partida. É o quinto no ranking paulista, tem 38 anos de idade e exerce a atividade de Inspetor de Qualidade Industrial.
Boa sorte pra ele!!!!

quinta-feira, 12 de março de 2009

AMARELINHA EM CAMPO

Vêm ai duas apresentações da Seleção de Dunga pela fase de classificação para a Copa do ano que vem.

No próximo dia 29 o Brasil joga em Quito e dia primeiro de abril encara o Peru em Porto Alegre.

Se eu não estiver enganado, faz tempo que a Seleção não joga na capital dos gaúchos. O amigo Edu Cesar, do Papo de Bola, pode me ajudar nessa.

Continuo achando que Dunga deveria abrir mais vagas para atletas que jogam no Brasil. Tem muita gente boa atuando cá na terrinha. Entendo que a maior parte dos talentos brasileiros está na Europa, mas há jogadores de excelente nível defendendo os nossos clubes.

Mas é apenas uma observação.

Devemos respeitar a lista do treinador, entender que essa é a sua linha de trabalho, porém fica um ar de desprezo aos profissionais que aqui desempenham o seu trabalho.

Temos condições de sair dessas duas partidas, contra Equador e Peru, com pelo menos quatro pontos na contabilidade. Um empate em Quito e a vitória em Porto Alegre.

E se atentarmos para o calendário, estamos há praticamente 15 meses da próxima Copa do Mundo. É quase nada.

O PREÇO DO PROFISSIONALISMO

Não adianta alguns treinadores ficarem reclamando de maratona, horários de jogos e etc.

Os clubes assinam seus contratos com as federações e televisões e têm de ficar sujeitos aos interesses de quem adquiriu os direitos.

É melhor os técnicos reclamarem com seus dirigentes, exatamente as pessoas que assinaram a papelada concordando com as regras do jogo. E isto eles não fazem, pois certamente levarão uma bronca. Se é que já não levaram.

A verdade é que as agremiações precisam de muita grana e querem participar do maior número possível de eventos, sem pensar no aspecto físico e até logístico dos profissionais.

O custo-futebol é altíssimo, jogadores e técnicos dos grandes clubes ganham salários astronomicos e as agremiações precisam de receita. Todos querem ganhar bem, estrutura boa, hotéis cinco estrelas nas concentrações, viagens de avião, mas reclamam de aperto no calendário e nas atividades.

E não tenho nenhuma dúvida que caso os clubes jogassem somente aos sábados e domingos, os treinadores pediriam amistosos para o meio da semana. Isto já aconteceu tanto.

CARONA GOSTOSA

E para completar a noite gostosa no Pacaembu, podendo rever amigos queridos, fiz a viagem de volta para Americana em companhia de dois profissionais de alto gabarito.

Dei carona para Reinaldo Porto, grande narrador, e Nelson Lenham, comentarista experiente do rádio brasileiro.

Saímos do Pacaembu com chuva e chegamos à Campinas envolvidos por um bate-papo delicioso, onde ficaram os amigos. Os quilometros foram engolidos sem perceber, tal os assuntos que fomos digerindo gostosamente.

Reinaldo reside em Campinas e Lenham mora em Salto.

Falamos de família, como cuidar do encaminhamento dos filhos, falamos da profissão (seus prazeres e espinhos), da violência urbana que tanto nos assusta, e muito mais.

Obrigado Reinaldo e Nelson pela "carona". Gostei muito.
E que outras pintem.

amigos....amigos.......

Além de Edemar Anuseck, me encontrei com Marcelo Rosa e Carlos Bonatelli, que estavam no Pacaembu para a transmissão da Globo que serviria à toda a região de Sorocaba.

Marcelo marcou em várias televisões, como EPTV-Campinas, SBT, Globo (foi repórter do Bom Dia São Paulo) e atualmente está na TV-TEM Sorocaba. Grande repórter, excelente apresentador, Marcelo tem narrado futebol pelo PFC e a própria Globo em jornadas regionais.

"Bona", como é carinhosamente chamado pelos amigos, está atualmente gerenciando a Globo-Bauru e é tido no meio como alguém muito humano e super competente.
Bona e Mauricio Noriega trocaram figurinhas sobre a cidade de Bariri, terra natal da dupla.

Cobrei do narrador Nilson César o lançamento de seu livro, previsto para junho próximo.

Abracei Osvaldo Paschoal, meu companheiro de Bandeirantes. Henrique Guilherme, com quem trabalhei na Gazeta nos anos 70. Reinaldo Costa, um dos maiores narradores do rádio brasileiro.

Meu amigo Oscar Ulisses - fizemos a Copa de 82 pela Rádio Bandeirantes. Oscar não desprezou a oportunidade de uma pipoca quentinha no Pacaembu, antes da transmissão.

Vi Marilia Ruiz no reservado para a imprensa. Muito bonita, como sempre.

A repórter Bianca Vasconcellos, do SBT, fazendo material na sala VIP do estádio com alvinegros, famosos e anonimos.

Para a maioria foi uma noite de Ronaldo, mas para mim foi uma noite de encontros e reencontros com amigos e que me deixaram muito feliz.

EDEMAR ANUSECK

Ontem no Pacaembu me reencontrei com vários amigos e colegas de rádio e tevê.

É muito legal o papo antes das transmissões, pelos corredores, lanchonetes e até sanitários dos estádios, com amigos que às vezes a gente não vê há muito tempo.

Me encontrei, por exemplo, com o narrador Edemar Anuseck, velho companheiro de jornadas. Voltando ao rádio paulista, ele que até já pensava em se aposentar dos microfones em Curitiba, o "Alemão" demonstra ainda muita alegria no que faz.

Em seus tempos de Jovem Pan - e foram muitos anos - convivemos fraternalmente em viagens de grandes jornadas. Gosto de Anuseck como pessoa, sem falar de toda a sua categoria profissional, muito reconhecida.

Casado, três filhas já devidamente bem colocadas profissionalmente, Anuseck volta ao rádio paulista cheio de vontade. E num prefixo dos mais fortes e tradicional, o da Record, 1000 kwz.

Detalhe: provando que está ótimo de saúde, Edemar mantém o físico em ordem praticando natação diariamente.

Foi bom revê-lo, Alemão!

terça-feira, 10 de março de 2009

RONALDO NO PACAEMBU

Corinthians volta ao Pacaembu nesta quarta-feira.

Neste momento em que escrevo a massa corintiana já comprou mais de 20 mil ingressos para a partida diante do São Caetano. É claro que além da paixão alvinegra há o mote especial da presença de Ronaldo na jornada e com a esperança de iniciar a partida, segundo se comenta.

Estou escalado para essa partida, que vai começar às 21:50, com transmissão do PFC para toda a rede Sky e Net, inclusive para a capital paulista. No sinal aberto (Globo e Band) a capital vai assistir à Ituano x Palmeiras, no mesmo horário.

É mais uma oportunidade do Timão se manter invicto no Paulistão e da galera presenciar outra apresentação de Ronaldo. Já o Azulão, do competente Osvaldo Alvarez (Vadão), está na luta por uma das quatro vagas das semifinais. Assim como no retrospecto desse confronto, tudo indica que a parada não será moleza para o time de Mano Menezes.

Tem tudo pra ser uma noite de gala no Paulo Machado de Carvalho.

segunda-feira, 9 de março de 2009

DESONESTIDADE EXPLÍCITA

Nunca na história desse País se trocou tanto de treinador no futebol.

Impressionam a instabilidade nos clubes e a neurose dos dirigentes de clubes quanto a mudar de comando técnico.

E o que é pior. Ouvi outro dia de um consagrado treinador um lance terrível. Diz ele que há muitos casos de treinadores contratados por clubes, onde diretores "participam" dos valores acertados como salários.
Funciona mais ou menos assim: o cartola facilita a feitura do contrato com o técnico, mas tem a "sua parte" no negócio.

Incluam-se aqui os negócios de alguns jogadores, via empresários, onde as "participações" dos cartolas é imperativa.

Não é assustador?

Como vivemos em um momento do mundo onde muita gente não age com retidão, ética e honestidade, é possível acreditar que haja esse tipo de manobra que lesa as agremiações, sim senhor.

E para piorar a situação, os picaretas acham que é tudo normal, que "faz parte", nada de anormal, segundo eles.

Outra coisa que assusta nesse assunto. Esses caras "roubam" dos clubes, que há muito tempo estão totalmente quebrados, rigorosamente falidos.

GRÊMIO X CHICÓ

Esta semana é a vez do Grêmio entrar em campo pela Libertadores na defesa do prestígio brasileiro na competição.

A curiosidade fica por conta do adversário tricolor, o Boyacá Chicó, equipe colombiana que venceu na primeira rodada e fora de casa. Ganhou do Aurora em Cochabamba pelo placar de três a zero. Já o Grêmio tropeçou no Universidad chileno em pleno estádio Olímpico em 0 a 0.

O clima pelos lados do grande clube gaúcho não é bom. A equipe não vence há quatro partidas, o técnico Celso Roth tem a corda da demissão no pescoço e certamente a galera está preocupada.

Depois desse jogo o Grêmio terá outro desafio fora de Porto Alegre pela Libertadores. Vai jogar em Cochabamba, Bolívia, contra o Aurora, dia 25 deste mes.

Acredito em dois resultados positivos gremistas nessas duas partidas. É a hora da volta aos bons resultados. Essa camisa tricolor não fica muito tempo sem dar alegrias à sua galera.

Nesta quarta, portanto, 9 e 45 da noite, horário Brasília, tem Grêmio na Libertadores, com transmissão do canal Sportv.

RONALDO NA MÍDIA - NENHUM EXAGERO

Por mais que se diga que rádios, jornais, internet e televisão estejam exagerando quanto ao Ronaldo, vejo com outros olhos esse especial momento do futebol brasileiro.

Concluo que não poderia ser diferente.

Trata-se de um dos mais admirados jogadores do planeta, afora tudo o que se possa dizer sobre a sua técnica, o seu talento.

Não podia ser melhor este inicio de temporada para o futebol brasileiro.

Tivesse Ronaldo acertado com o Flamengo, Itumbiara, Grêmio, Sport ou qualquer outra digna associação brasileira, a repercussão seria a mesma, com a mesma intensidade, e com plena justiça.

E os meios de imprensa não abrem tanto espaço para o Fenomeno à toa. É só verificar os resultados de tiragem, acessos e audiência. Basta ver a repercussão no comércio em tudo o que se refere ao grande craque. Ele "vende" muito bem. Sua imagem de jogador ( não entro aqui na sua vida pessoal, pois não me sinto em condições morais para tal ) é indiscutivelmente popular, vencedora, carismática.

Em conclusão, o futebol nacional ganhou muito com o arrojo do Corinthians em contratar o Fenomeno (ainda que se contestem os números da contratação e etc.).
E escrevo tudo isso sem afirmar que Ronaldo vai dar certo no Timão ou na sua volta ao futebol após as sérias contusões.

Minha colocação é a respeito dos efeitos, da repercussão, do quanto ele representa em mídia.

quinta-feira, 5 de março de 2009

ESCALAS DO FINAL DE SEMANA

Minhas escalas de trabalho apontam para Pacaembu e Mogi Mirim, sábado e domingo, respectivamente.

No sábado tem Oeste x Santos, partida que deveria ser jogada em Itápolis, mas remanejada para o Pacaembu. O jogo está marcado para às 19:10 com transmissão do Sportv. Estarei com André Rizek (o novo chefe de reportagem do canal), Laura Fonseca, Carlos Cereto, mais a coordenação sempre eficiente e moderna de Willy Baby Gomes de Lannoy.

Domingo irei a Mogi Mirim. Apertado na classificação e ameaçado de cair, o Sapão de Rivaldo recebe o São Paulo, que deve comparecer com um time alternativo. O horário da partida é sete e dez da noite, no Sportv. Comigo André Rizek, Marcos Peres e o coordenador das multidões Osvaldo Belo dos Santos (e ele torce pro Santos mesmo).

UM HORROR

Preocupou, e muito, o que vimos ontem no estádio do Itumbiara.

Quanta desorganização. Quanta gente dentro do gramado. Quanto assédio aos jogadores. Seguranças do Corinthians em campo. Inadmissível para um País que pretende realizar uma Copa do Mundo.

Imagine o planeta (homens da Fifa) vendo as imagens de ontem.

Estamos falando de Itumbiara, mas em grandes estádios a coisa não é muito diferente. No Maracanã, por exemplo, é sempre um mar de penetras no gramado retardando o inicio dos espetáculos.

Infelizmente, ainda estamos verdes em termos de organizar um evento esportivo.

É claro que numa Copa a coisa será diferente, haverá mais rigor na distribuição das credenciais, na fiscalização de acesso aos gramados, enfim, o modelo será outro. Mas é preocupante, pois a nossa cultura ainda é primitiva, a do jeitinho, a de se encaixar parentes e amigos de deputados, senadores, prefeitos e asseclas.

Em nossos estádios, por exemplo, os jornalistas às vezes precisam exibir suas credenciais mais de uma vez até chegar ao seu posto, mas no intervalo e durante os jogos aparecem "trocentos" sapos nas cabines e reservados.

Disciplina é uma palavra que fazemos questão de não exercitá-la. Parece que temos prazer em burlar leis e normas, em um exibicionismo de autoridade ou de privilégio que é revoltante.

Ontem em Itumbiara demos um péssimo exemplo de falta de educação, e de despreparo na organização de um importante evento.

Resta saber se aprenderemos a nos enquadrar até 2014. Que está logo ali.

PRIMEIRO CONFRONTO NA LIBERTADORES

Sport Recife brilhou na Ilha, o Cruzeiro somou mais três pontos na Bolívia, e hoje é dia do São Paulo na Libertadores.

Por incrível que pareça, o tricolor jamais enfrentou o América de Cáli na competição. Jogaram três vezes e a última foi em 1962, um amistoso jogado na Colômbia. Nas três partidas o São Paulo venceu duas e empatou uma, portanto não perdeu para o América, adversário desta noite.

É a sexta participação consecutiva do Tricolor na Libertadores, algo que nenhum clube brasileiro fez até hoje. É a décima-quarta vez do São Paulo na competição mais importante do nosso continente.

Ano passado o Tricolor não conseguiu nenhuma vitória atuando fora do Morumbi pela Libertadores, culminando com a desclassificação para o Fluminense no Maracanã.

Já o América de Cáli disputa a sua 19a Libertadores. É o atual campeão colombiano, titulo que já venceu em 13 oportunidades.
O América foi vice da Libertadores quatro vezes, sendo a última em 1996.

Futebol da Colômbia tem dois canecos da Libertadores: Atlético Nacional campeão em 1989 e o Once Caldas em 2004.

Esses dados são da importante WSC, empresa de consultoria e estatística do Rio de Janeiro, que abastece as transmissões da Globo e Sportv há muitos anos.

O jogo do São Paulo começa às onze e meia da noite, nesta quinta-feira, em Cáli.

quarta-feira, 4 de março de 2009

NOITE DE LIBERTADORES

Depois do fiasco do Palmeiras ontem em pleno Palestra diante do Colo-Colo, sinal de alerta hoje para os brasileiros que entrarão em campo pela Libertadores.

Como será o comportamento do Sport Recife diante da LDU hoje na Ilha do Retiro?

Quebrado o gelo da estréia na Libertadores contra o Colo-Colo no estupendo resultado em Santiago, eis que agora o Leão pernambucano tem o desafio de estrear em casa na importante competição.

Em circunstâncias normais, o Sport é praticamente imbatível jogando na Ilha. Mas com o peso emocional de enfrentar a atual campeã, a sempre indigesta LDU, será que os comandados de Nelsinho Batista vão render tecnicamente o que sempre rendem?

Tem gente que vai passar mal hoje na capital pernambucana. A tensão é muito forte.

Já o Cruzeiro, líder de seu grupo, pega o Universitário Sucre, na Bolívia, uma equipe aparentemente fraca e que empatou em casa na primeira rodada com o Deportivo Quito.
Acho improvável que a Raposa deixe de somar pontos esta noite.

Preocupação da galera sãopaulina com a partida desta quinta-feira em Cáli, Colômbia.
O time de Muricy não foi nada bem na estréia em pleno Morumbi com o Independiente Medellin e o resultado de empate assustou um pouco a massa tricolor. O América vai fazer a sua primeira partida em casa nesta Libertadores, tendo perdido na estréia para o Defensor, no Uruguai.

O tricolor gaúcho joga apenas na próxima semana pela Libertadores e também com a mácula de ter empatado em casa na primeira rodada. O adversário gremista é o Boyacá Chicó, equipe colombiana.

Boa sorte aos brasileiros, hoje e amanhã.

terça-feira, 3 de março de 2009

TEM FAVORITO ?

Um assunto sem importância mas que sempre me encucou é o de se apontar "favorito" nessa ou naquela partida, nessa ou naquela decisão.



Sempre entendi que apontar o favorito não significa dizer que ele irá vencer.



O time X é favorito pelo retrospecto, campanha, técnica do grupo, momento. E só.



O futebol é malandro e gosta de aprontar. Além de na sua essência ser um JOGO. E quando se JOGA, tudo pode acontecer.



Por isso acho que muitas pessoas confundem FAVORITISMO com o real GANHADOR da competição.



Quando se cobra de alguém o fato de ter apontado um favorito e o resultado ter sido outro, é preciso entender a questão e sua lógica.



É um tema supérfluo, reconheço, mas que vale refletir um pouco.



Posso perfeitamente indicar um time favorito, sem que esteja dizendo que ele irá vencer.



Mas devo reconhecer também que as estatísticas apontam uma tremenda vantagem dos "favoritos" sobre os rejeitados nas apostas, em termos de resultados finais.



Toco no assunto porque TODO MUNDO já apontou um favorito um dia e depois foi cobrado por ter se "equivocado", principalmente os jornalistas.
Reitero que não é erro.

Aliás, a quebra de expectativa no futebol é o grande lance. Enquanto todos apostam no time Y, acaba ganhando o Z.

E "z" de zebra, muitas vezes.

segunda-feira, 2 de março de 2009

BRASIL NA LIBERTADORES

Palmeiras, Sport, Cruzeiro e São Paulo jogam esta semana pela Libertadores.

O Grêmio se refaz da perda do título do primeiro turno do Gauchão e também do empate na primeira rodada em pleno Olímpico diante do Universidad chileno.

Sem poder sequer pensar em tropeço, o Palmeiras recebe o Colo-Colo e tem só uma saída: ganhar. Marcos não jogará. Menino Bruno, que enfrentou o Potosí, vai pro jogo. Galera alviverde já está comprando todos os ingressos da partida.

A Ilha do Retiro vai viver um de seus maiores momentos, qual seja o de abrigar uma partida de Libertadores da América. Após vitória sensacional em Santiago do Chile na primeira rodada, o Leão pernambucano pega a LDU ( um time sempre muito chato ) em jogo para 40 mil pessoas no estádio.

O Cruzeiro de Adilson Batista joga na Bolívia contra o frágil Universitário Sucre e não deve perder a partida. O time cruzeirense está muito bem na temporada, especialmente na Libertadores (ganhou a primeira e empatou a segunda fora de BH). Esse é um grupo onde a Raposa deverá emplacar o primeiro lugar.

Já na quinta-feira, onze e meia da noite, sinal de alerta para o Tricolor do Morumbi em Cáli, Colômbia, diante do América. As duas equipes tropeçaram na primeira rodada, embora o time americano tenha jogado fora de casa, perdendo para o Defensor em Montevidéu.
O São Paulo jamais poderia ter empatado no Morumbi com o Independiente Medellin. Esses dois pontos perdidos em casa poderão pesar lá na frente.

Falei do Grêmio e não disse que o tricolor só volta a jogar pela Libertadores no dia 11 deste mes, fora de Porto Alegre. Vai pegar o Chicó, em Tunja. Conhece?????

domingo, 1 de março de 2009

BISBILHOTAGEM DA INTERNET

Amigos, à respeito das imagens de bastidores das transmissões do Sportv em estádios brasileiros e que andam sendo mostradas em sites da internet, há vários pontos a serem analisados.



Entendo que o bom humor e a descontração em qualquer ambiente de trabalho são extremamente necessários. As brincadeiras entre colegas e amigos muito contribuem para um bom desempenho das atividades profissionais. E isto nós exercitamos no Sportv de coração aberto, felizmente.



Sobre as preferencias clubísticas dos jornalistas - talvez o alvo maior dos comentários - elas existem evidentemente e não podem ser confundidas com imparcialidade ou tendência do profissional quanto ao desempenho das suas atividades aos microfones.

Seria uma tremenda hipocrisia alguém concluir que um jornalista profissional não tem simpatia por essa ou aquela agremiação esportiva. Da mesma forma que os torcedores "gozam" amigos e colegas após uma rodada e seus resultados, assim ocorre no meio da cronica esportiva. É saudável. Faz parte do dia a dia do brasileiro.



Em resumo, tudo o que for comentado "fora do ar" faz parte de um bate papo normal de qualquer cidadão brasileiro que aprecia o futebol. Aliás, o futebol dá essa liberdade aos seus adeptos, ou seja, a de elogiar, criticar, gostar ou não de alguém que seja da roda do esporte.



Vem então a divulgação das imagens, raptadas de algum sistema ou com a conivência de alguém intimamente ligado às geradoras ou repetidoras, e nesse ponto é que entra o aspecto da "invasão de privacidade", se assim podemos definir ou tipificar o suposto "crime".



Seria a mesma coisa que instalarmos câmeras ocultas na residência de alguém ou num local de trabalho e depois divulga-las. É correto ou não? É ético ou não? Invade-se a privacidade ou não? Aí é que a questão suscita discussões e reflexões.

Me parece ser um "grampo" (tão conhecido nos meios investigativos). Parece ser o mesmo caso dos fotógrafos conhecidos como paparazzi, que invadem furtivamente a privacidade de personalidades para comercializar o fruto da bisbilhotagem.

Da mesma forma que os donos de sites se sentem à vontade para divulgar esses materiais, as pessoas envolvidas têm total liberdade de buscar na Justiça o ressarcimento de possíveis danos, sejam eles de qualquer natureza.

A verdade é que o mundo está envolvido por uma onda do "tudo pode", na qual as pessoas não medem as consequencias de suas atitudes. E a Internet veio fomentar essa irresponsabilidade, exatamente pelo seu suposto "anonimato". Quando se sabe perfeitamente que qualquer site ou blog pode ser identificado e investigado - além de notificado - a qualquer momento.

O assunto é extenso e mereceria outros espaços para análises e comentários.

De minha parte, sou solidário aos colegas que pretendem ajuizar ação na Justiça brasileira, menos pelo conteúdo dos materiais e mais para que enquadremos aqueles que se sentem livres e soltos para tentar denegrir a imagem dos semelhantes, gratuitamente.

Se entendermos que está "tudo bem" e deixarmos pra lá, a coisa toma vulto e amanhã "você" poderá ser a próxima pessoa envolvida em bisbilhotagem barata.