Quarta-feira transmito Avaí x Santos pelo Brasileirão.
Jogo na Ressacada às 21 horas.
Premiére ao vivo.
Time catarinense praticamente rebaixado e o Peixe firme na terceira posição.
Estou na jornada ao lado de Wagner Vilaron e Renato Cury.
Uma ótima semana pra vc.
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
DUELO DE ALVINEGROS NA VILA.
Domingo vou à Vila Belmiro.
Jogo do Brasileirão às 19 horas.
Santos x Botafogo.
Premiére ao vivo, mais o aplicativo Premiére-Play.
Rodada de número 30 do campeonato.
Estarei na jornada de trabalho com Wagner Vilaron e Anselmo Caparica.
Jogo do Brasileirão às 19 horas.
Santos x Botafogo.
Premiére ao vivo, mais o aplicativo Premiére-Play.
Rodada de número 30 do campeonato.
Estarei na jornada de trabalho com Wagner Vilaron e Anselmo Caparica.
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
CSA x CORINTHIANS, QUARTA FEIRA.
Transmissão da qual participo neste meio de semana.
Quarta, 21:30, CSA x Corinthians, pelo Premiére.
Eu e Wagner Vilaron estaremos nos estúdios SP para a jornada.
O jogo é no Rei Pelé.
Rodada 29 do Brasileirão.
A décima rodada do returno.
Uma excelente semana pra todos.
Quarta, 21:30, CSA x Corinthians, pelo Premiére.
Eu e Wagner Vilaron estaremos nos estúdios SP para a jornada.
O jogo é no Rei Pelé.
Rodada 29 do Brasileirão.
A décima rodada do returno.
Uma excelente semana pra todos.
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
HISTÓRIAS E HISTÓRIAS.
Os apuros passados em estádios na vida de profissionais da mídia, da arbitragem, são comuns.
A paixão das pessoas acaba desvirtuando os princípios do respeito ao semelhante.
E não são só torcedores, mas dirigentes de clubes ( que no fundo também são torcedores ).
Já passei maus bocados, além de Fernandópolis que relatei no post anterior, em cidades como Batatais, Marilia, Santos, Piracicaba e tantos outros lugares.
Acaba ficando engraçado depois, vira folclore, mas na hora o susto é grande pela ira e descontrole total das pessoas.
No dia em que o Corinthians foi rebaixado eu estava na Vila Belmiro transmitindo Santos x Fluminense, última rodada do Brasileiro daquele ano, quando ao terminar a rodada um cidadão me acompanhou da cabine até a rua proferindo pesados palavrões, me ameaçando fisicamente e tudo mais.
Tive o controle emocional e não reagi, o que o deixou mais irritado ainda.
Em Batatais um cidadão começou a subir a escadaria da arquibancada rumo à nossa cabine com um revólver na mão.
Vocês podem imaginar o pavor e a correria de todos.
Marilia, um jogo as 11 da manhã entre o MAC e o São Paulo.
Rádio Bandeirantes.
O querido amigo Dalmo Pessoa foi o alvo principal das ameaças e até de uma agressão física na cabine.
Estávamos, eu, Eduardo Luis(Ligeirinho), Dalmo e Sidney Lopes na equipe Band.
Quem nos salvou foi Dulcidio Vanderley Boschilia, que apitou a partida, e ao nos ver em apuros deixando o estádio sacou de sua arma e debandou a massa enfurecida.
Piracicaba certa vez, não me lembro qual o jogo, mas também fomos pressionados na cabine e custou muito os animos serem serenados e deixarmos o estádio.
Enfim, histórias e histórias.
A paixão das pessoas acaba desvirtuando os princípios do respeito ao semelhante.
E não são só torcedores, mas dirigentes de clubes ( que no fundo também são torcedores ).
Já passei maus bocados, além de Fernandópolis que relatei no post anterior, em cidades como Batatais, Marilia, Santos, Piracicaba e tantos outros lugares.
Acaba ficando engraçado depois, vira folclore, mas na hora o susto é grande pela ira e descontrole total das pessoas.
No dia em que o Corinthians foi rebaixado eu estava na Vila Belmiro transmitindo Santos x Fluminense, última rodada do Brasileiro daquele ano, quando ao terminar a rodada um cidadão me acompanhou da cabine até a rua proferindo pesados palavrões, me ameaçando fisicamente e tudo mais.
Tive o controle emocional e não reagi, o que o deixou mais irritado ainda.
Em Batatais um cidadão começou a subir a escadaria da arquibancada rumo à nossa cabine com um revólver na mão.
Vocês podem imaginar o pavor e a correria de todos.
Marilia, um jogo as 11 da manhã entre o MAC e o São Paulo.
Rádio Bandeirantes.
O querido amigo Dalmo Pessoa foi o alvo principal das ameaças e até de uma agressão física na cabine.
Estávamos, eu, Eduardo Luis(Ligeirinho), Dalmo e Sidney Lopes na equipe Band.
Quem nos salvou foi Dulcidio Vanderley Boschilia, que apitou a partida, e ao nos ver em apuros deixando o estádio sacou de sua arma e debandou a massa enfurecida.
Piracicaba certa vez, não me lembro qual o jogo, mas também fomos pressionados na cabine e custou muito os animos serem serenados e deixarmos o estádio.
Enfim, histórias e histórias.
TRICOLOR x GALO, É O JOGO.
Missão de trabalho domingo é no Morumbi.
4 da tarde.
São Paulo x Atlético mineiro, ao vivo Premiére.
Tricolor paulista firme na briga pela vaga direta na Libertadores.
Galo agora sob o comando de Vagner Mancini, que volta ao Morumbi depois de uma saída estranha ao assumir a vaga de Cuca e que deu repercussão.
Estarei ao lado do amigo Wagner Vilaron nos comentários e mais dezenas de profissionais envolvidos na transmissão.
Rodada 28 do Brasileirão.
4 da tarde.
São Paulo x Atlético mineiro, ao vivo Premiére.
Tricolor paulista firme na briga pela vaga direta na Libertadores.
Galo agora sob o comando de Vagner Mancini, que volta ao Morumbi depois de uma saída estranha ao assumir a vaga de Cuca e que deu repercussão.
Estarei ao lado do amigo Wagner Vilaron nos comentários e mais dezenas de profissionais envolvidos na transmissão.
Rodada 28 do Brasileirão.
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
FERNANDÓPOLIS 1973
Outro dia o meu Rio Branco de Americana foi jogar em Fernandópolis pela Quarta Divisão do campeonato paulista.
Nessa cidade passei um dos momentos mais difíceis enquanto radialista/jornalista.
Foi em 1973.
Trabalhando pela Rádio Jornal de Limeira e narrando a Terceirona da época.
O Independente limeirense jogava partida importante contra o Fefecê - Fernandópolis Futebol Clube - pelo returno da competição.
No primeiro turno o jogo foi em Limeira, onde houve tumulto e brigas entre as torcidas.
Chegando a Fernandópolis com a equipe Jornal fomos almoçar e um dos garçons nos alertou para o risco de termos problemas no estádio.
Falou que a torcida local havia ficado revoltada com comentários de "uma rádio de Limeira" no jogo anterior, e que teria sido ofendida.
Duas rádios limeirenses transmitiam os jogos do Galo: Jornal e Educadora.
Nossa consciência estava tranquila porque o trabalho feito no Pradão fora limpo, profissional, apenas registrando os fatos entre as torcidas.
Tivemos o desprazer de chegar primeiro ao estádio do Fernandópolis e sermos identificados como "a rádio de Limeira".
A recepção foi a pior possível.
Faltou pouco para sermos impedidos de entrar para o trabalho.
Entramos e nos dirigimos ao setor reservado às rádios.
Novamente fomos pressionados, ameaçados e então impedidos de conectar a aparelhagem às linhas telefonicas de transmissão.
Mesmo assim nosso saudoso Lauro Goriel ligou os aparelhos e iniciamos a abertura dos trabalhos.
Quer dizer, tentamos iniciar a transmissão.
Desligaram os fios, os cabos e ficamos incomunicáveis, além das constantes ameaças de dirigentes e torcedores do clube da casa.
Enquanto isso os colegas da Educadora, que chegaram depois, não tiveram problema algum para entrar no estádio e efetuar o trabalho.
Ato contínuo, fomos enxotados da cabine e se quiséssemos transmitir a partida deveríamos faze-lo da pista de atletismo ao lado do gramado.
Lá fomos nós.
Ao abrir os microfones, novamente fomos assediados por dirigentes e advertidos que se falássemos "bobagens" iriamos APANHAR.
Decidimos ir para o topo da escadaria que saia do túnel dos vestiários do Independente.
Deitamos alí e reiniciamos a jornada.
De Limeira pela linha de retorno, Orlando Zovico, o proprietário da Jornal, nos mandava mensagens para desligarmos TUDO e voltarmos pra casa.
Teimosos e profissionais, ignoramos a ordem de Zovico e fizemos toda a jornada com pessoas ao nosso lado vigiando nossa transmissão.
Pra sorte nossa o Galo limeirense perdeu o jogo, porém só conseguimos deixar a cidade de Fernandópolis por volta de 9 da noite. O jogo acabou às 18 horas.
Toda a equipe tinha a certeza de que se o FFC perdesse aquela partida seríamos linchados.
O pavor foi grande.
Passaram-se 46 anos.
É claro que a cidade de Fernandópolis não tem culpa de nada, local aliás onde tive e tenho alguns amigos queridos.
Daquela nossa equipe infelizmente dois amigos já partiram, Flávio Barbosa e Lauro Goriel.
E o Independente foi o campeão naquele ano, com carreata e muita festa em Limeira.
Nessa cidade passei um dos momentos mais difíceis enquanto radialista/jornalista.
Foi em 1973.
Trabalhando pela Rádio Jornal de Limeira e narrando a Terceirona da época.
O Independente limeirense jogava partida importante contra o Fefecê - Fernandópolis Futebol Clube - pelo returno da competição.
No primeiro turno o jogo foi em Limeira, onde houve tumulto e brigas entre as torcidas.
Chegando a Fernandópolis com a equipe Jornal fomos almoçar e um dos garçons nos alertou para o risco de termos problemas no estádio.
Falou que a torcida local havia ficado revoltada com comentários de "uma rádio de Limeira" no jogo anterior, e que teria sido ofendida.
Duas rádios limeirenses transmitiam os jogos do Galo: Jornal e Educadora.
Nossa consciência estava tranquila porque o trabalho feito no Pradão fora limpo, profissional, apenas registrando os fatos entre as torcidas.
Tivemos o desprazer de chegar primeiro ao estádio do Fernandópolis e sermos identificados como "a rádio de Limeira".
A recepção foi a pior possível.
Faltou pouco para sermos impedidos de entrar para o trabalho.
Entramos e nos dirigimos ao setor reservado às rádios.
Novamente fomos pressionados, ameaçados e então impedidos de conectar a aparelhagem às linhas telefonicas de transmissão.
Mesmo assim nosso saudoso Lauro Goriel ligou os aparelhos e iniciamos a abertura dos trabalhos.
Quer dizer, tentamos iniciar a transmissão.
Desligaram os fios, os cabos e ficamos incomunicáveis, além das constantes ameaças de dirigentes e torcedores do clube da casa.
Enquanto isso os colegas da Educadora, que chegaram depois, não tiveram problema algum para entrar no estádio e efetuar o trabalho.
Ato contínuo, fomos enxotados da cabine e se quiséssemos transmitir a partida deveríamos faze-lo da pista de atletismo ao lado do gramado.
Lá fomos nós.
Ao abrir os microfones, novamente fomos assediados por dirigentes e advertidos que se falássemos "bobagens" iriamos APANHAR.
Decidimos ir para o topo da escadaria que saia do túnel dos vestiários do Independente.
Deitamos alí e reiniciamos a jornada.
De Limeira pela linha de retorno, Orlando Zovico, o proprietário da Jornal, nos mandava mensagens para desligarmos TUDO e voltarmos pra casa.
Teimosos e profissionais, ignoramos a ordem de Zovico e fizemos toda a jornada com pessoas ao nosso lado vigiando nossa transmissão.
Pra sorte nossa o Galo limeirense perdeu o jogo, porém só conseguimos deixar a cidade de Fernandópolis por volta de 9 da noite. O jogo acabou às 18 horas.
Toda a equipe tinha a certeza de que se o FFC perdesse aquela partida seríamos linchados.
O pavor foi grande.
Passaram-se 46 anos.
É claro que a cidade de Fernandópolis não tem culpa de nada, local aliás onde tive e tenho alguns amigos queridos.
Daquela nossa equipe infelizmente dois amigos já partiram, Flávio Barbosa e Lauro Goriel.
E o Independente foi o campeão naquele ano, com carreata e muita festa em Limeira.
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
SINALIZADORES, O PERIGO.
Janeiro de 2013, estádio do União São João de Araras, interior paulista.
Transmitíamos pelo Sportv uma partida da Copa SP de juniores.
Corinthians em campo e nas arquibancadas a torcida alvinegra com muitos sinalizadores acesos.
Num determinado momento a fumaça provocada pelos sinalizadores foi tão intensa que a partida teve de ser paralisada.
Demorou até que ela se dissipasse e o jogo seguisse.
Eu e o amigo comentarista Luiz Ademar falamos então do perigo dos fogos de artificio, dos acidentes já registrados com pessoas tendo altas queimaduras, além da poluição ambiental.
E perguntávamos, é claro, como que os sinalizadores tinham entrado com os torcedores, já que existe a revista dos policiais nas catracas.
O jogo depois de quase 20 minutos prosseguiu e começamos a receber nas redes sociais uma enxurrada de criticas aos nossos comentários.
Reclamou-se muito da nossa posição contrária à utilização dos fogos, pois segundo os torcedores eles fazem a festa do futebol, alegram o ambiente e tal.
Deram enfase a que os fogos são inofensivos e que não iriam machucar ninguém.
Fomos chamados de ranzinzas, velhos, ultrapassados e etc.
No mês seguinte o Corinthians jogou pela Libertadores na Bolivia contra o San Jose.
O que aconteceu?
Um projétil partiu da torcida corintiana onde pululavam sinalizadores e matou o garoto Kevin Espada de apenas 14 anos.
Não é preciso dizer que eu e Luiz Ademar não recebemos nenhum twitter dizendo que nossos comentários um mês antes eram procedentes sobre a imprudência de acender fogos de artificio em espaços como um estádio de futebol.
E a familia do menino chora até hoje o ocorrido.
E torcidas nos estádios brasileiros continuam acendendo sinalizadores nas arquibancadas.
Transmitíamos pelo Sportv uma partida da Copa SP de juniores.
Corinthians em campo e nas arquibancadas a torcida alvinegra com muitos sinalizadores acesos.
Num determinado momento a fumaça provocada pelos sinalizadores foi tão intensa que a partida teve de ser paralisada.
Demorou até que ela se dissipasse e o jogo seguisse.
Eu e o amigo comentarista Luiz Ademar falamos então do perigo dos fogos de artificio, dos acidentes já registrados com pessoas tendo altas queimaduras, além da poluição ambiental.
E perguntávamos, é claro, como que os sinalizadores tinham entrado com os torcedores, já que existe a revista dos policiais nas catracas.
O jogo depois de quase 20 minutos prosseguiu e começamos a receber nas redes sociais uma enxurrada de criticas aos nossos comentários.
Reclamou-se muito da nossa posição contrária à utilização dos fogos, pois segundo os torcedores eles fazem a festa do futebol, alegram o ambiente e tal.
Deram enfase a que os fogos são inofensivos e que não iriam machucar ninguém.
Fomos chamados de ranzinzas, velhos, ultrapassados e etc.
No mês seguinte o Corinthians jogou pela Libertadores na Bolivia contra o San Jose.
O que aconteceu?
Um projétil partiu da torcida corintiana onde pululavam sinalizadores e matou o garoto Kevin Espada de apenas 14 anos.
Não é preciso dizer que eu e Luiz Ademar não recebemos nenhum twitter dizendo que nossos comentários um mês antes eram procedentes sobre a imprudência de acender fogos de artificio em espaços como um estádio de futebol.
E a familia do menino chora até hoje o ocorrido.
E torcidas nos estádios brasileiros continuam acendendo sinalizadores nas arquibancadas.
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