terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

BOECHAT. EXEMPLO.

Nunca tive contato pessoal com RICARDO BOECHAT, mas o acompanho desde as colunas nos jornais do Rio de Janeiro, TV Globo, SBT e evidentemente pela Band agora.

Nunca conversei com ele, porém todos os dias ele falava comigo, fosse pelo rádio ou pela televisão.

Ouvinte e telespectador assíduo, eu.

Era o tipo de jornalista em quem você podia acreditar nas críticas que fazia.
Sempre embasado, fundamentando as críticas, ponderado e agressivo quando era necessário.

Boechat não fez faculdade de jornalismo, mas acabou sendo um professor da área no estender da sua carreira.
Mexia nas feridas da classe política brasileira com propriedade.
Tinha a humildade e a decência de se desculpar quando errava, algo próprio de quem tem caráter.

A prática do jornalismo estava dentro dele, encravada, enraizada, algo que ele só veio a saber quando teve a oportunidade de comunicar através do rádio e da televisão.

Em um depoimento disse que o jornalismo não era seu foco, seu objetivo de juventude.
Mal sabia que se transformaria numa referência para a classe e amealharia multidão de fãs por todo o País.

O Universo cuidou de encaminhá-lo para falar ao povo e com o povo.

Como disse sua esposa, ele não tinha religião ( das religiões que conhecemos ) mas tinha AMOR no coração e muita generosidade.   Aliás, essa é a religião MAIOR.

Obrigado, Boechat!

O jornalismo agradece pelas lições e exemplos.   Grande legado.

O povo brasileiro agradece por ser a VOZ dele em todos os momentos.

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