sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

PEDRO, MEU IRMÃO!

Aquele 29 de dezembro de 2004 foi marcantemente triste.

Férias, praia, família reunida, ambiente de festa, ano concluído, todos com saúde.

O Natal houvera sido maravilhoso.
Troca de presentes, fotos, abraços, beijos, lágrimas de alegria.
A ceia estava ótima.

Mas aquela manhã de 29/12/2004 nos reservava um choque muito forte.
Uma tragédia.

Os que gostavam de praia foram cedinho para o mar.
O sol brilhava.
Tudo indicava mais um gostoso dia de férias e de confraternização familiar.

Fui até uma banca e comprei jornais e revistas.

Voltei e comecei a folhear todos eles.
Não sou de praia, prefiro leituras e recolhimento.

Por volta de 10 e meia meu irmão Pedro chegou à casa vindo da praia e reclamou de fortes dores nas costas.

Deitou-se no sofá da sala e percebemos que estava inquieto com o mal estar.

Sugeri a ele uma ida ao ambulatório da cidade, o que recusou prontamente.
Peguei um aparelho desses de aferir a pressão arterial e estava 14/9.
Ele me disse que esses números eram os normais para ele.

Não demorou 10 minutos para que o golpe fatal viesse.
Um ataque cardíaco o tirava de nós.
Nos arrebatava do Mundo Terreno.

Se desligou da matéria com a mesma rapidez e prontidão que gostava de resolver as coisas.

Ele era prático, direto, decidia as questões sem protelações.

E assim o Universo também decidiu.
Arrebatou-o da nossa convivência imediatamente.
Foram segundos de mal estar.

Tomamos as providências que achamos convenientes, porém nada o trouxe de volta.
Fizemos a chamada de uma ambulância, que até hoje(2017) não chegou para socorre-lo.

Para os padrões da nossa inteligência e entendimento, ele partiu muito cedo.
52 anos.
Mas devemos ter a humildade de aceitar que o "tempo" que contamos não é o mesmo da Divina Providência.

Pedro Luís Francescangelis foi um exemplo de amor ao próximo, embora muitas vezes não o demonstrasse.
Foi família ao extremo ( e quis deixar o Mundo Físico em meio a ela, todos reunidos ).
Empreendedor, arrojado, corajoso, trabalhou toda a vida e ajudou muita gente.

A mim, particularmente, foi um protetor.
Cuidava de mim como seu fosse seu filho, embora mais novo que eu.
Me advertia quando achava necessário, me incentivava na profissão e foi decisivo no meu progresso profissional.

Aprendemos a nos respeitar profundamente.

Todas as homenagens que prestemos a ele serão tímidas, minúsculas.

Filho, irmão, tio, cunhado, genro, neto, sobrinho, amigo, esposo, pai, ele compôs todos esses papéis com galhardia e garra.

Um exemplo.









Um comentário:

  1. Olá Jota! Recordo deste acontecimento, pois eu trabalhava com a Gislaine, sua cunhada e ela me contou. A vida tem momentos de crueldade que jamais entenderemos! Só podemos lamentar mesmo uma perda tão grande!Nosso eterno pesar!

    ResponderExcluir