sexta-feira, 8 de setembro de 2017

TANDIL, TOSTÃO E OS PERNILONGOS.

Temos algumas passagens na vida que são marcantes, inesquecíveis, seja pelo lado positivo, gostoso, ou com acontecimentos desagradáveis.

Já contei aqui no blog faz tempo sobre uma viagem à Argentina que fiz pela TV Bandeirantes na cobertura de um pré-olímpico de futebol.   O ano?    1996.

Nosso comentarista era o grande campeão Tostão.
Mineiro bom de prosa, educado, sempre sereno.
Acabamos nos tornando parceiros bem legais nas viagens.

Fomos a Tandil, interior argentino, local do torneio, e na chegada ao hotel os problemas foram aparecendo.

No apartamento em que ficaríamos, a primeira decepção.
Ou entraríamos os dois ou entrariam as malas.

Minúsculo quarto e um banheiro com vazamentos.

Definitivamente não daria pra ficarmos ali por 15 dias.
Nem por um dia sequer.

Particularmente fiquei mal pelo grande Tostão, uma personalidade mundial que não merecia e não podia passar por aquele constrangimento.

Fomos então à busca de um outro hotel enquanto a Band também movia os pauzinhos em São Paulo para uma nova hospedagem.

Como Tandil é uma pequena cidade argentina e o evento acolhia muita gente, é claro que a dificuldade foi grande em encontrar um hotel que fosse pelo menos razoável.

Mas encontramos um no centro da cidade e que carecia de "estrelas", porém tinha quartos onde cabiam as malas e os hóspedes.

Veio um outro problema.

O hotel era um ninho de pernilongos.

Impressionava como havia pernilongos em todas as dependências.

Tostão e eu, mais os colegas da equipe, tivemos que conviver(?) com os pernudos mosquitos de Tandil.

Todas as noites antes de dormir tínhamos a "batalha" contra eles.
Eram muitos.

Tostão deixou várias marcas do seu sapato nas paredes.
Eu, também.

E mesmo assim o jeito era dormir com braços e a cabeça cobertos.

E quando deixamos o hotel, depois da missão de trabalho cumprida, ainda tivemos que ouvir do gerente a cobrança por termos manchado as paredes com as solas dos sapatos.

Foi uma aventura.
Chata na época, mas que depois o tempo se encarrega de torná-la engraçada, folclórica até.

Tostão, do alto de sua importância cultural e esportiva, não merecia aquilo.

E literalmente, o campeão do mundo deixou a sua marca em Tandil.
( na parede do quarto do hotel ).









Nenhum comentário:

Postar um comentário