quinta-feira, 10 de agosto de 2017

NEUROSE HISTÓRICA NAS CONVOCAÇÕES

Saiu mais uma convocação da Seleção.

Desde pequeno e de quando passei a me interessar pelo futebol, sempre nas convocações pintaram reclamações, protestos e etc.

É normal.

O futebol envolve paixão e cada um se acha um treinador brilhante.
Sem falar das preferências clubísticas e simpatias por esse ou aquele jogador.

Me lembro que para as Copas de 58 e 62 - quando o Brasil foi campeão - o burburinho foi monstruoso, alimentado na época pela rivalidade SP/Rio, os dois estados que dominavam as listas dos chamados.

Gaúchos e mineiros ficavam à margem das convocações.   Nordestinos, então, nem pensar em ter um jogador na lista da Seleção.

E assim foi ao longo dos tempos.

O treinador tem suas preferências, visões táticas, simpatia por esse ou aquele atleta.
E também influências políticas, é claro, quanto a regionalismo e tudo mais.

Nunca foi diferente.

A neurose coletiva quando o assunto é CONVOCAÇÃO chega a impressionar.

Todas as seleções brasileiras que foram campeãs mundiais viajaram sob protesto de muita gente, além de desconfiança geral.
Assim é o futebol, assim são as cabeças.

Juro que tento - teimosamente - deixar pra lá tudo o que ouço e leio nessas horas, mas não me conformo com a AUTORIDADE com que muitas pessoas criticam e dão receitas certas(?) para as conquistas.

E nisso incluo a minha classe, a de jornalistas da área do esporte.

É evidente que palpitar é do jogo, faz parte.
Futebol sem discussões e quedas-de-braço não teria graça.
Mas me incomoda a empáfia e a soberba de alguns que se julgam melhores que os outros.

Talvez porque sempre tenha visto esse esporte com alguma frieza.
Ganhar e perder, para mim, realmente fazem parte do jogo.
Um dia se vence, noutro se perde.
Então é esperar a HORA de ganhar e entender a HORA das derrotas.

E respeitar quem tem a responsabilidade de convocar, treinar e escalar.




Nenhum comentário:

Postar um comentário