segunda-feira, 8 de maio de 2017

SEU JOÃO, O HOMEM, O PATRÃO, A SIMPLICIDADE.

No post anterior citei e reverenciei os 80 anos da Bandeirantes, casa onde estive por quase duas décadas.

Mas preciso destacar um fato ocorrido em 1996 alguns dias depois do falecimento de meu pai José Francischangelis, o seu Juca.

No dia de seu desligamento da matéria, manhã de um domingo, eu precisei fazer uma transmissão de Motovelocidade nos estúdios do Morumbi, pois não havia quem me substituísse.

A jornada começou às 9 da manhã e logo que terminou fui para a minha cidade, Americana, cuidar da despedida de meu pai, que seria - como foi - sepultado no final da tarde.

É claro que fiz a transmissão levado por uma força superior muito grande, já que emocionalmente eu estava abalado e ainda não acreditando no que houvera ocorrido.

Na terça-feira seguinte recebo em casa um telefonema da Bandeirantes.
Era a secretária do diretor-presidente João Jorge Saad, com quem eu nunca tivera nenhum contato pessoal.

Pois ele me ligava para se solidarizar pela morte de meu pai e também para enaltecer meu espírito de bom profissionalismo em cumprir a escala de trabalho naquelas circunstâncias.
Uma atitude que jamais esquecerei.

Seu João sempre foi muito querido pelos funcionários.
Era o patrão, era o dono, mas tinha o lado humano muito acentuado e no cotidiano se relacionava igualmente com seus empregados.

E é evidente que também recebi ligações de meus amigos da Band, meus chefes ( Luciano do Valle, por exemplo ) o que muito me confortou.












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