sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

13 ANOS SEM ELE.

Não dá pra esquecer aquele FEVEREIRO de 2004.

Num domingo chuvoso pelo interior de São Paulo, final de tarde/começo de noite, um acidente de carro tirava a vida de um dos maiores comunicadores do rádio e televisão.

Ele voltava pra casa depois de um trabalho pela REDE VIDA e de visitar a família na cidade de Barretos, sua cidade de nascimento.

Naquele domingo chuvoso a transmissão que ele faria pela Rede Vida de uma partida de futebol só teve o início, a abertura dos trabalhos, pois o jogo foi adiado.

Abriu a jornada, mostrou como estava o gramado do estádio e encerrou desejando a todos um ótimo domingo, dizendo que voltaria pra casa para DESCANSAR.

Me lembro claramente da sua imagem na cabine do estádio de Barretos se despedindo dos telespectadores, e da VIDA.

MARCO ANTONIO MATTOS foi um gênio da comunicação.
Narrava tanto pelo rádio como pela televisão com extrema maestria.
Voz forte, marcante, cultura, linguagem expressiva, idioma sempre respeitado e uma narrativa perfeita.

Brilhou por onde passou.
Começou no rádio na sua Barretos, depois Ribeirão Preto, Campinas, fixando-se em São Paulo posteriormente.

Empunhou microfones importantes do rádio e ao receber um convite de seu amigo Luciano do Valle em meados dos anos 80 ele foi trabalhar na TV Bandeirantes, no Show do Esporte.

Com a Band abraçando todas as temporadas da Liga Mundial de Vôlei, Marcão foi escalado para acompanhar a Seleção Brasileira em andanças pelo planeta.
Especializou-se na modalidade e sempre ao lado do professor Paulo Russo.
Viajou muito e criou uma linguagem diferente para as transmissões do voleibol.

Até hoje seus jargões são muito lembrados pela galera do vôlei.

Mas acima do estupendo profissional que foi, Marco era uma pessoa ética, educada, respeitadora de todos os colegas, chefe de família, esposo, pai.

13 anos de sua ida para o Plano Acima.

Irá merecer sempre as nossas homenagens e a nossa saudosa lembrança.


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