quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CUBA SEM FIDEL.

Fidel Castro morreu e eu estive apenas uma vez em Cuba.

1984.

Eu e o amigo Álvaro José fomos pela Bandeirantes transmitir o pré-olímpico feminino de basquete em Santiago de Cuba, cidade litorânea muito linda, conhecida como o Balcão do Caribe.

Muito comum ver golfinhos fazendo seus malabarismos por lá.   Vimos muitos deles.

Para nos locomovermos na ilha tínhamos um senhor motorista cubano de nome Cordoví.
Simpático, anfitrião carismático, um autêntico cicerone das belezas cubanas.

Alegre, falava bastante, mas quando o assunto era Fidel e o regime ele franzia a testa e se fechava hermeticamente.
Mas essa rigidez de Cordoví não durou muito tempo, pois na convivência diária conseguímos ganhar a confiança dele nos assuntos relacionados à vida em Cuba.

É claro que nem tudo era maravilhoso para ele e os irmãos cubanos.
Havia os pontos favoráveis, é claro, mas também os espinhos de uma ditadura.

Naquela oportunidade Cuba e Brasil não mantinham relações diplomáticas e só conseguimos o visto de entrada na Ilha através do consulado em Lima, Peru.

32 anos se passaram da nossa estada em Cuba e muita coisa mudou.

Agora com a morte de Fidel levanta-se novamente a dúvida sobre como ficará Cuba sem ele e com Donald Trump presidente dos Estados Unidos?

A verdade é que nenhuma população merece ser tratada como totalmente submissa ao seu Governo e engessada nas suas vontades políticas.

O povo vira escravo dos tiranos e isso é profundamente desrespeitoso, desumano.

Víamos nos olhos do humilde Cordoví o medo, a submissão, o pavor de ser apanhado agindo fora da cartilha da família Castro.

Que o povo cubano não continue sofrendo com o cerceamento de sua liberdade, que Trump seja humano nas relações com o País vizinho e que haja um racional entendimento com Raul Castro.

Se cada um ceder um pouco nas suas convicções e pensar humanisticamente o favorecimento recairá sobre o POVO.   

Reforço a tese simples de que se todos os governantes visassem exclusivamente o bem estar social e dessem prioridade humanística aos projetos, eles estariam cumprindo seus papéis e oferecendo condições básicas a seus conterrâneos.






















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