quarta-feira, 9 de novembro de 2016

BRASIL x ARGENTINA, E OS 7 A 1.

Acho que pouco escrevi sobre a goleada de 7 a 1 sofrida na Copa.
Já tivemos espaço de tempo superior a 2 anos da tragédia em Belo Horizonte.

Nesta quinta teremos a Seleção de volta ao Mineirão, porém com outros jogadores e alguns remanescentes daquela goleada para a Alemanha.

É claro que aquela derrota foi trágica para o futebol brasileiro e consequentemente para toda a torcida.

Mas é daqueles jogos que jamais se repetirão, assim como aquela derrota para a Itália em 82 na Copa da Espanha, onde o Brasil podia empatar e acabou perdendo, e onde tinha muito mais técnica e talento que os italianos.

Jogos totalmente atípicos.

Joguem novamente Brasil x Alemanha e com as mesmas formações, quantas vezes quiserem, que nenhuma goleada será registrada.

Goleadas previstas e dentro de alguma lógica ocorrem quando há um desnível técnico muito acentuado entre as equipes.

E entre Brasil e Alemanha jamais haverá uma grande supremacia técnica de alguém quando se enfrentarem.

Goleadas entre grandes equipes e grandes seleções são fortuitas.   Ocasionais.   Não acontecem a todo instante.

Os holandeses golearam a Espanha no Mundial e depois ficaram fora da recente Eurocopa.

São resultados esporádicos no contexto futebolístico.

Por tudo isso eu entendo que ser repetitivo nos 7 a 1 com a volta da Seleção ao Mineirão nesta quinta-feira para enfrentar os argentinos é bater numa tecla passada, superada e desnecessária.

Outro jogo, outra competição, adversário diferente e tudo mais.

Isso tudo não invalida a possibilidade de uma derrota para a Argentina agora, o que seria aceitável pela qualidade das duas seleções.
Eles nos vencerem aqui e nós vencermos em Buenos Aires ou qualquer outro local de lá, tudo absolutamente normal e natural.

Vale, sim, a indicação de um grande jogo e da grande expectativa pelo confronto.
Vale a forte rivalidade.
Teremos Messi e Neymar em campo.
O jogo tem de ser valorizado por esses ingredientes.

Os 7 a 1 já ficaram para trás.
Foi triste, decepcionante, impactante, sim foi.
Mas uma extrema obra da raridade no futebol quando duas seleções do porte de Brasil e Alemanha se defrontam.

















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