terça-feira, 29 de novembro de 2016

A DOR DA TRAGÉDIA.

Quanta dor.

Quantas lágrimas sendo derramadas incessantemente.

Que tragédia.

Quantos amigos e colegas tendo seus sonhos interrompidos, interceptados pelas mãos do imponderável.

Quantas famílias em desamparo afetivo nessa hora com a perda de entes muito amados.

Diretores, conselheiros, equipe de apoio, comissão técnica, jogadores, convidados, jornalistas e radialistas, todos levados de roldão pelas malhas do imponderável, que muitos chamam de Destino ou Determinismo, seja lá o que for.

Vidas perdidas.
Corações partidos.
Sonhos barrados de uma realização palpável.

Que choque saber dos amigos Deva, Mário Sérgio, Paulo Júlio Clement, Vitorino Chermont, Jumelo, Ari Júnior, os Guilhermes(TV Globo) e Caio Júnior.

Caio Jr. encerrou a carreira de jogador/artilheiro no meu Rio Branco de Americana em 1999.
Foi nessa época que passei a conhecer Caio em seu íntimo na sua personalidade, caráter, responsabilidade.  Ser humano do mais alto quilate.

Mário Sérgio foi meu companheiro de Band à partir de 1987 e depois de deixarmos a emissora fomos para o Sportv à partir de 1999.
Quem conheceu profundamente o Mário sabe do gigantismo de seu coração, apesar de sempre se mostrar brincalhão e gozador.
Fomos muito amigos, além de colegas de trabalho.

Vitorino Chermont.
Fomos companheiros de Sportv.
Fizemos muitas jornadas juntos.
Profissional dedicado, estudioso, um craque no "ao vivo" e de caráter irretocável.
Tinha muita admiração por ele.

Paulo Júlio Clement.
Fizemos muitos jogos pelo Premiére em transmissões ao vivo.
Jornalista com letras maiúsculas.
Cara de bom senso.
Um amigo dileto.

Jumelo, coordenador da Fox, me constrangia positivamente toda vez que nos encontrávamos pelas viagens e estádios.
Ele me abraçava, sorria gostosamente pra mim, dizia ser meu fã.  Fazia dos nossos encontros uma festa.
Alegre, competente, dedicado, chefe de família.    Avô recente.
Que pena.

Ari Júnior, repórter cinematográfico de primeira linha.
Quantas viagens.
Quantas jornadas.

Deva Pascovic  ( Devair Paschoalon ).
Que alma.
Que caráter.
Que respeito ao próximo ele nutria no coração.
Quantas pessoas ajudou, estendeu a mão.
Que comunicador extraordinário.
Nós o apelidamos de o Pavarotti da narração.
Além de profissional da comunicação e narrador consagrado no rádio e na televisão, Deva era um empreendedor nato.
Ganhou a batalha contra um câncer 10 anos atrás.   Foi um guerreiro contra a doença.
Quando cheguei ao Sportv em 1999 ele me recebeu como se eu fosse um irmão dele.
Nunca deixamos de nos corresponder, de nos comunicar.
Quando ele acertou para trabalhar na Fox conversamos muito no Pacaembu.
Ele relutava um pouco pois iria precisar morar no Rio de Janeiro.
Mas na Olimpíada me disse que já havia alugado um apartamento na Cidade Maravilhosa e que ia encarar mais esse desafio na vida.

Sei que é simples, mas engrosso o coro da solidariedade ao povo de Chapecó e às famílias enlutadas.

E aos que nos deixaram, a grande convicção de que nada termina com a morte física.

A matéria perece, mas a nossa essência cósmica ( a nossa consciência ) é extrafísica.  Essa é imortal.

Por isso reforço meus pedidos aos Amigos de Cima para que acolham esses irmãos que acabam de perder o corpo físico.
E já estão sendo amparados, COM TODA A CERTEZA.

Mesmo com essa compreensão é claro que a dor é grande pela separação física das pessoas queridas.
É legítimo sentir as dores das perdas, mas é importante também confiarmos na grandiosidade da Inteligência Maior.





















2 comentários:

  1. Jotinha, como é bom ler seu texto, alguém mais espiritualizado que eu, ou que entende melhor nosso sofrimento de hoje. Não consigo acreditar nessa passagem de nossos colegas e amigos, em especial do Deva que foi tudo isso que você disse e muito mais.
    Fique bem, e que ele e todos que perderam a vida hoje estejam sendo acolhidos com muita serenidade no outro plano.

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  2. Nossa jota que texto chorando desanimado sem saber o que fazer peço a toda a população brasileira vamos abraçar a cidade de chapeco e seu time sei que não trazera mais a vida desses guerreiros e jornalistas de grandes equipe de rádios e televisão do nosso Brasil emocionado mim disperso a cidade de chepeco eu te amo .ginaldo Martins dos Reis corinthiano de cedro de sao joao sergipe.

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