segunda-feira, 24 de outubro de 2016

AS ARBITRAGENS

Volto ao assunto.

Está dando nojo a onda de reclamações pelas arbitragens no Brasil.
Joga-se tudo nas costas dos árbitros.

Valoriza-se em demasia o erro do árbitro para justificar derrotas e tropeços.

Os cartolas, treinadores, jogadores, todos estão agindo oportunisticamente e na maioria das vezes injustamente com os apitadores.

A pressão em cima dos árbitros está cruel, desumana.

Os apitadores, que já não têm um bom nível de preparo, entram em campo com um elefante nas costas por tudo o que se falou e se escreveu no pré-jogo.

Invocam-se conspirações, idoneidade dos árbitros, esquemas para favorecer esse ou aquele, uma enxurrada de bobagens que não tem tamanho.

São os jogadores visando mais ludibriar os árbitros do que jogar bola, são os técnicos à beira do campo atuando como torcedores fanáticos, os dirigentes nas tribunas dando declarações tendenciosas e levianas, além dos diversos ângulos da televisão para esclarecer os lances.

Duvido que se trouxéssemos apitadores europeus para os nossos jogos eles obteriam sucesso.
No passado a Federação Paulista trouxe juízes alemães, italianos, argentinos, e todos se deram mal.
* me lembro de um apitador alemão certa vez em Presidente Prudente que se recusava a voltar para o segundo tempo, espantado com a malandragem e a pressão externa, com a total falta de respeito a ele.

E se deram mal pela malandragem do futebol brasileiro através dos jogadores, treinadores e dirigentes.

É dificílimo apitar aqui no Brasil.

E levianamente os dirigentes omitem qualquer comentário sobre erros de arbitragem em que foram favorecidos, preocupando-se apenas em ressaltar as falhas que os prejudicaram.
Isso não é esportividade.
É oportunismo e que não contribui para que o esporte seja limpo, saudável, honesto.

Os árbitros erram, como todos os envolvidos numa partida de futebol erram.
E como os juízes também são humanos, por que somente atribuir a eles as falhas cometidas?

O zagueiro falha, o goleiro engole um franco, o atacante perde gols feitos, o treinador escala e substitui mal, por que o árbitro não pode errar?

Em suma, até que se prove má-fé dos apitadores, sempre defenderei o direito de eles errarem.

E sempre condenarei atletas, treinadores e dirigentes que covardemente jogarem nas costas dos juízes as suas próprias falhas, seja jogando, treinando ou dirigindo.

É preciso humanizar a arbitragem brasileira.
E todos colaborarem, em suas atividades individuais.

* acrescento que profissionalizar os árbitros não irá melhorar as suas atuações, se o comportamento dos envolvidos no jogo não mudar.  Basta ver os jogos europeus onde os apitadores têm o respeito que merecem.  As reclamações existem, mas com respeito à autoridade máxima do evento, que é do árbitro.

Sei que estou jogando água na chuva, mas fico indignado com o mau comportamento dos nossos atletas e treinadores, sempre amparados pelos cartolas dos clubes.

Em tempo:  não tenho nenhuma ligação e nem procuração das arbitragens para defendê-las, apenas analiso pelo lado humano e honesto da questão.

Sei também que o comportamento estérico das pessoas quanto às arbitragens é fruto do fanatismo, mas também é reflexo do que ocorre no País, onde tudo é suspeito.









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