quarta-feira, 28 de setembro de 2016

PAIXÃO E FANATISMO.

Escrevi em um post anterior sobre a PAIXÃO.

A paixão leva ao fanatismo e este é irracional.

Análises e conclusões feitas através do fanático são normalmente parciais e tendenciosas.

No meu caso e dos colegas jornalistas que atuam no futebol é muito comum sermos rotulados de corintianos, atleticanos, gremistas, palmeirenses, santistas e por aí vai, dependendo dos resultados dos jogos.

Particularmente já fui chamado de torcedor de várias agremiações ao longo da carreira.
Um dia me chamam de corintiano, outro dia me chamam de santista, palmeirense e etc.

Evidentemente que a gente entende o fanatismo de algumas pessoas, porque o futebol leva a isso.

Mas seria importante que todos entendessem o nosso papel.

Por mais que tenhamos um clube simpático aos nossos sentimentos, e por isso estamos trabalhando com o futebol, na hora do trabalho fazemos prevalecer a fidelidade à ética e o respeito a todos que nos assistem.

Se as pessoas soubessem dos cuidados extremos que temos numa jornada de trabalho para que tudo corra bem, para que o produto seja "bem entregue" ao telespectador...

Se as pessoas avaliassem do quanto procuramos ser fiéis às imagens nas observações e nas conclusões sobre determinados lances e resultados...

Mas como o choque de opiniões é inevitável, pois o futebol proporciona divergência nas interpretações, o saldo é sempre jogado nas costas dos comunicadores.
E entendemos isso.

O mundo não teria evoluído se não houvesse o contraditório.

Mas o ponto crucial é referente aos excessos dos apaixonados/fanáticos em relação a nós, jornalistas em atividade.

Não podemos ser crucificados em nossa honra.
Por errarmos - e erramos bastante - não devemos ser tachados de irresponsáveis, de tendenciosos, facciosos e outras coisas.

Ninguém gosta de ser injustamente ridicularizado ou depreciado em sua atividade profissional.
* os que nos atacam também não gostam de ser criticados injustamente em seus trabalhos.

Críticas serão sempre aceitas.
Observações contribuitivas, idem.

Mas agressões, ameaças, xingamentos e outros tipos de comportamento, jamais serão aceitos.

Tudo pode ser feito nos limites da boa educação e do respeito.

No meu caso específico, passei da idade de me deixar levar por sentimentos clubísticos ou regionais, pois priorizo o espetáculo que estamos mostrando e também primo pela minha reputação pessoal e de profissão.
Não tenho o futebol como elemento principal na minha vida.
Priorizo minha família, a saúde e o trabalho.
( essas são as minhas prioridades ).

Devo confessar que o que sempre me ajudou na profissão em termos de imparcialidade foi a frieza e o equilíbrio em relação ao esporte.
Vibro com bons jogos, bons campeonatos, com as conquistas dessa ou aquela agremiação, mas sempre sem excessos pois assim é o meu jeito de ser.

Defendo que as imagens da televisão é que são as portadoras da emoção.
Elas é que vão determinar o grau de emoção do telespectador.
O locutor apenas ressalta, realça, dá um tom ao que as pessoas estão assistindo.

Mas voltando ao tema inicial do post, o condenável é o comportamento de torcedores apaixonados/fanáticos que se sentem no direito de vilipendiar a honra e a índole dos jornalistas por conta de um esporte que apenas tem a missão de divertir, espairecer, dar prazer e lazer às pessoas.

O futebol precisa ser compreendido como algo para relaxar.
E muitos compreendem isso e curtem esse esporte com alto nível de prazer.

Aos que agem diferentemente, fica a decepção por não terem ainda entendido como o esporte é lindo e como tem parcela valiosa em nossas vidas como norte de educação, disciplina e respeito.

























4 comentários:

  1. Esse dia vendo uma narração do JOTA JUNIOR, percebi que ele narra tal qual um jogador craque e experiente: não corre desnecessariamente. Isto é, não desperdiça gritaria. Narra as jogadas com uma precisão e calma impressionante. Bom demais.

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  2. Vilmar, agradeço pela participação no blog e pelo comentário elogioso.
    abraço
    jota

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