quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Com tanto tempo frequentando redações e estúdios de rádio e televisão, é claro que já vi muitas coisas curiosas, interessantes, surpreendentes, nesse ambiente de trabalho.

Sempre quando falo a estudantes a pergunta aparece sobre fatos curiosos que vivenciei.

Alguns decorrentes de jornadas em transmissões - a maioria deles - e outros no ambiente interno das emissoras.
Tantos e tantos....

Evidentemente que nem sempre a gente cita os nomes dos envolvidos - por questões éticas e de privacidade - mas os fatos em si servem também de alerta e aprendizado a muitas pessoas.

Por exemplo, certa vez um ex-jogador que virou comentarista e que vivia um bom momento e alcançando a titularidade nas transmissões, foi chamado para renovar o contrato.

Com o moral elevado - pelo nome que tinha e por estar super prestigiado pela direção da emissora - ele condicionou sua permanência na casa a algumas modificações na equipe, sentindo-se desconfortável com o esquema comercial e como os locutores conduziam seus trabalhos, dentre outras coisas.

Fez duras criticas a narradores e repórteres - então, seus colegas de trabalho - reclamou que havia muitos comerciais e testemunhais nas jornadas e que isto o prejudicava nos comentários limitando seu tempo de participação.

É claro que foi alertado pelo diretor que a propaganda era a responsável pela cobertura dos custos e encargos do departamento, incluindo-se o pagamento do seu alto salário, e tudo mais....

Não é preciso dizer que esse papo vazou e que o ambiente de trabalho ficou quase insustentável.

Conto essa passagem para alertar aos que estão começando na carreira -  e em qualquer carreira - sobre os cuidados e o respeito que devem ser dispensados aos colegas de trabalho.

Ética, limites ao criticar, respeito à casa empregadora, lealdade aos companheiros, tudo isso é primordial para a manutenção do bom ambiente e os consequentes resultados positivos.

Ninguém está proibido de apresentar descontentamento com sistemas de trabalho e fazer observações de correção ao time laborativo, dando sugestões contribuitivas.

Mas há limites e há o respeito a quem nos rodeia.

O fato relatado acima me marcou e serviu como um reforço de alerta para o meu comportamento ético, um item que sempre me chamou a atenção.

Todos erramos na vida em algum momento e não condeno o personagem do acontecimento aqui relatado, pois tenho certeza que com o tempo ele refletiu e reconheceu o exagero no comportamento ao criticar colegas e utilizar o argumento para prosseguir na emissora e com um novo contrato.

São histórias e histórias dos bastidores do rádio e da televisão, que muita gente acha ser um mar de rosas, imaculados e só de coisas boas acontecendo.

















2 comentários:

  1. Concordo, a maioria vc deve saber é 171, um mais falso que o outro

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  2. É uma grande verdade caro jJunior..

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