terça-feira, 26 de janeiro de 2016

VEM AÍ A TEMPORADA...E A CHORADEIRA

Vai começar a temporada do futebol profissional brasileiro.

O torcedor com saudade do seu time e das competições esfrega as mãos e se liga no noticiário para saber como foram as mudanças nos elencos.

Todo inicio de temporada é revestido de esperança e de expectativa positiva.

Uma coisa, porém, que jamais irá mudar ( infelizmente ) é o tema das justificativas de derrotas em cima das arbitragens.

O nível técnico da arbitragem brasileira não é bom, devemos reconhecer, embora devamos pesar nesse aspecto a malandragem do jogador em simular faltas, a pressão de técnicos à beira do gramado, dos dirigentes fora do campo, as mil câmeras da televisão, o que dificulta e muito os acertos dos apitadores e bandeiras.

Temos o sério defeito de colocar nas costas dos juízes toda a culpa pelas derrotas dos clubes.
Não é justo isso.
Assim como os árbitros erram, os jogadores e os treinadores também falham no desempenho de suas funções.
Por que então atribuir a um único segmento a culpabilidade máxima dos acontecimentos?

O futebol é um esporte, assim como todos, em que as falhas são inerentes às dificuldades da atividade, sejam elas com a bola nos pés ou com o apito na boca.

Não há perfeição onde o ser humano atua.
Ele é falível.
Todos erramos em nossas atividades.
Desde que não haja dolo, evidentemente, as falhas têm de ser relevadas.

Por essas e outras que de há muito tempo "não entro nessa" da choradeira em derrotas.

Treinadores, dirigentes, jogadores, se tornam ridículos após os jogos com seus discursos apelativos criticando as arbitragens para encobrir seus erros e as derrotas.

Apontar as falhas dos juízes é natural, é do jogo.
Mas recair sobre os árbitros a exclusividade das derrotas é leviandade.

Apenas uma reflexão em inicio de temporada, sempre com a ressalva de que partimos da premissa justa que todos são honestos.
Apurando-se desonestidade, má-fé ou coisa que o valha, muda de figura o enfoque do tema.

E sempre fixo nas minhas reflexões o fato de todos os prejudicados pela arbitragem, uma dia já terem sido beneficiados pelos equívocos dos apitadores.
E quando beneficiados(?) não terem registrado com ênfase o fato.

Justiça e honestidade nas atitudes é reconhecer também nas vitórias algum favorecimento em decorrência de erros das arbitragens.
Mas isto ninguém pratica, lamentavelmente.

Seria um ótimo exemplo para os mais jovens.









3 comentários:

  1. Se pelo menos a Liga vingasse, né, meu amigo?

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  2. Se pelo menos a Liga vingasse, né meu amigo? Já teríamos uma novidade.

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