sábado, 9 de janeiro de 2016

NA INCOMPETÊNCIA O JEITO É PEDIR MAIS

A impressão que tenho sobre os clubes quererem MAIS DINHEIRO das televisões, sempre e sempre, é a mesma que tenho do Brasil neste momento.

Ou seja, querem compensar as más administrações com mais "financiamentos".
O Brasil com a CPMF e os clubes com a grana das tevês, que na verdade são fruto do que o mercado publicitário pode oferecer.

E se o mercado publicitário está sob os efeitos da crise nacional é claro que pagará menos pelos campeonatos às televisões.

Os clubes brasileiros há décadas e décadas são reféns de seus maus administradores.
É o que o povo chama de "saco sem fundos".
Contratam à peso de ouro atletas de baixo e médio porte técnico e depois querem se socorrer da grana das emissoras detentoras dos direitos.

Sem falar no detalhe do pequeno retorno de espetáculo, pois a qualidade técnica do futebol brasileiro é sofrível, algo que a grande maioria reconhece.

As ofertas feitas a alguns clubes e que os assanham para pular de galho nos contratos de transmissão, na verdade nada tem a ver com o mercado da propaganda nacional.
Porque se isto for feito na ponta do lápis, empresa que se preze não irá entrar nessa, pois depois o retorno através da publicidade não irá cobrir os custos.

Mas isso tudo é matéria velha do conhecimento geral.  Os dirigentes - com raríssimas exceções - não estão preocupados com o CLUBE e as posteriores dívidas deixadas por eles.  O que eles desejam na verdade é aparecer nas imagens em contratações vultosas e de pouco resultado técnico, fazendo média com a torcida e projetando-se pessoalmente.

Além  da eterna desconfiança do torcedor sobre falcatruas nas negociatas e tudo mais, pelo que se ouve nos bastidores do mundo da bola, dito pelos próprios profissionais da área em bastidores.

A constatação do que estamos escrevendo é a situação calamitosa das agremiações brasileiras, que devem os tubos a todo mundo.

A relação receita/despesa, básica em qualquer orçamento doméstico, está descompensada há décadas e décadas, pela irresponsabilidade dos dirigentes e que sempre alegam - em sua defesa - que o futebol é caro e deficitário.

Mais aquele detalhe eternamente invocado nessas horas:  os dirigentes de clubes não aplicam em suas empresas a mesma política suicida que promovem nas agremiações que dirigem(?).








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