quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

DONA ADELAIDE, FIEL ESCUDEIRA.

Falar de FIORI GIGLIOTTI é ser repetitivo em elogios à sua conduta nas 7 décadas e meia que esteve entre nós.

No próximo mês de junho iremos completar 10 anos da morte física do grande comunicador, e grande amigo de todos.

Fiori, caipira do nosso interior paulista, jamais perdeu as raízes da simplicidade e da igualdade perante o semelhante.
Deu mil exemplos de amizade, solidariedade e carinho com as pessoas que o rodearam na vida.

Tudo isso sem falarmos da sua extrema competência na arte de narrar futebol pelo rádio, o que comprovadamente está registrado na história deste País.

Fiori teve uma companheira espetacular na sua existência: DONA ADELAIDE.

Fiel escudeira, dona Adelaide era o norte para ele, era a bússola para a viagem segura.

Tive a honra de conhece-la e de em várias vezes usufruir dos seus conhecimentos e sabedoria de vida.

Mestre Fiori tinha profundo respeito pela companheira, com quem formou o casal por muitos e muitos anos.
Isto ele me disse em diversas oportunidades de papo íntimo.

Fiori e Adelaide tiveram Marcelo como filho único do casal e testemunhei a admiração e o carinho dele com os pais.

O amor entre eles era imenso.    E continua imenso, é claro.

Pois então, no começo desta semana que estamos vivendo dona Adelaide nos deixou.

Me lembro do papo que tivemos no dia do velório de Fiori.
Mesmo com sua grande força interior - e essa mulher era muito forte - ela me confidenciou o quanto sua vida sofreria mudanças à partir da perda do companheiro.

Hoje Marcelo fica só, mas extremamente ligado aos sentimentos dos pais queridos e com a grande herança deixada, qual seja a da ética, lealdade, respeito e amor ao próximo.

"Fecharam-se as cortinas da vida terrena ao casal, porém novos horizontes se abrem para as duas lindas entidades, Fiori e Adelaide, aos olhos do Universo."  


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