sexta-feira, 23 de outubro de 2015

EDSON 7.5 - PELÉ, ETERNO.

Não gosto de comparações, em qualquer área de atividade, em hipótese alguma.

Evito sempre participar de eventos onde se elege o "melhor" disso ou daquilo.
Todos têm valor, em menor ou maior grau de competência, e não há a necessidade de se apurar e de se expor publicamente um resultado de escolhas e que nem sempre é justo.

Todos contribuem à sua maneira e merecem reconhecimento.

Quando escrevo ou falo de alguém ligado ao esporte, a minha área, não mexo com a vida pessoal do personagem, restringindo-me exclusivamente ao que ele fez na sua atividade profissional.

Pouquíssimas vezes toquei no aspecto pessoal, e quando toquei foi para enaltecer algum aspecto positivo, pois divulgar coisas boas é também importante para contribuir socialmente.

Faço essas colocações inicialmente porque certamente haverá comentários negativos à vida pessoal do aqui homenageado.

Como seres humanos TODOS temos defeitos e ele não poderia ser diferente de ninguém nesse enfoque.

E também não julgo pessoalmente os outros por não me sentir com autoridade moral para faze-lo.
E aí vem aquela citação bíblica do "atire a primeira pedra...", tão apropriada e tão ignorada por muita gente.

Por isso neste momento e quando Edson Arantes do Nascimento completa 75 anos de idade, abro espaço para homenagear seu eterno parceiro, o Pelé.

Não privo da amizade do Rei Pelé, embora tenha convivido com ele em 1986 no México durante o Mundial daquele ano.
Pelé estava na mesma equipe de trabalho que eu, a TV Bandeirantes.
E durante 30 dias estive ao seu lado no hotel, na redação, no estúdio e em uma transmissão que fizemos em Guadalajara.

Com a bola nos pés é dispensável qualquer referência ao que representou enquanto atleta de futebol.

Não entrarei na discussão sobre quem foi, ou quem é melhor que Pelé.

Os grandes astros do esporte têm peculiaridades e cada um tem seu grande valor técnico.

O tempo é implacável e agora Pelé, embora ainda em atividades sociais, comerciais e diplomáticas, sofre alguns percalços de ordem física.

Na verdade, Pelé é eterno, mas o Edson é humano e perecível, como todos nós.

Sinto também que muitas pessoas, depois que Pelé pendurou as chuteiras, passaram a cobrar dele a impecabilidade e a majestade dos gramados no cotidiano do Edson Arantes.
Impossível.

Pelé foi Pelé, o Edson é falível como todos somos.

Repito, restrinjo-me a enaltecer o extraordinário atleta que foi.
Suas conquistas, seu carisma como jogador, a popularidade mundial.

Parabéns ao Edson pelos 75 e por ter dado ao mundo, o Pelé, e seu imensurável talento.










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