sábado, 16 de maio de 2015

O TRISTE ADEUS AO 'MARACO'

Jamais deixarei de homenagear aqui neste espaço as pessoas queridas do esporte, rádio, televisão, jornal, da mídia enfim.

Vira e mexe vem a notícia do falecimento físico de algumas.

Assim é a vida aqui nesta passagem.
A matéria é perecível e estamos investidos nela apenas por um tempo.
O importante é que a essência é imortal.
Já existimos antes de vir para cá e continuaremos a VIVER depois do descarte da matéria.

É a suprema e inteligente Lei do Universo.

Agora vem a notícia da morte física do amigo e irmão Mário Marcos Girello, o Maraco da Band nos tempos do Show do Esporte.

Amicíssimo de Luciano do Valle desde os tempos de rádio do Bolacha, Maraco foi com ele para o gigantesco e audacioso projeto SHOW DO ESPORTE, finalzinho do ano de 1983.

Maraco era tido como o "faz-tudo"ou "pau pra toda obra" como costumamos dizer.

Na televisão especializou-se de maneira extraordinária.
Como coordenador, assistente direto de Luciano do Valle e Quico no empreendimento, transformou-se em peça importantíssima naquele projeto.
Tudo de operacional passava pelas mãos dele e do querido Teti Alfonso.

Dedicado pai de família, baqueou bastante quando perdeu a sua querida esposa, anos atrás.

Mas seguiu firme ao lado das filhas, genros e netos.

O empresário J.Cocco, que estava com Luciano e Quico no início da PromoAção, abraçou o Maraco profissionalmente quando ele deixou a Bandeirantes.

E por vários anos ele prestou inestimáveis serviços ao Cocco.

Mas termina esta passagem de Maraco aqui pelo Planeta, assim como um dia terminará a nossa igualmente.

Só tenho boas lembranças dele.
Amigo, solidário nas horas difíceis, firme nas suas ações.

Mário Marcos Girello, forte abraço ao amigo.

Que a sua "transição" neste momento seja suave, em paz, em harmonia com a espiritualidade e a nova realidade.

Beijo no seu lindo coração!






7 comentários:

  1. Jota Jr: muito obrigada pela homenagem ao meu pai.De onde ele estiver está muito feliz.Ele nunca se esqueceu de voces

    ResponderExcluir
  2. Obrigada Jota Jr meu pai de onde estiver se sentira muito feliz com essa homenagem

    ResponderExcluir
  3. Querido Blota Jr.,
    Muito obrigada por suas palavras e carinho!
    Mas faço uma correção: na verdade, o grande "baque" da vida do Maraco foi a perda da FAMILIA BAND.
    Você está correto quando diz que ele era "um faz-tudo". Caracteristica marcante da sua personalidade leonina, ele era de uma coragem, obstinação e disponibilidade para a luta incansáveis. Fazia de tudo. Ia trabalhar com sol ou chuva, com saúde ou "doente de cama". Levantava e simplesmente ia!
    E não foi diferente em seu último dia de vida - morreu quando voltava para casa depois do trabalho, mesmo com a saúde ultra-fragilizada após os últimos meses de hospitalização. Odiava ficar de cama e sem ter o que fazer. Várias vezes fugiu (literalmente) do hospital. Arrancava os tubo de soro e ia para casa, sob os protestos de quem quer que fosse! "Tenho mais o que fazer!"
    Na época da BAND, enlouquecia as pessoas com seu perfeccionismo (coitadas das secretárias!). E falo de "cadeira", pois trabalhei por um tempo diretamente com ele, na Luqui e na Band, uma das razões pela qual "traumatizei" e decidi mudar definitivamente de área profissiona! (kkkkkkkk).
    Piadinhas a parte, ele era centralizador por achar que nada estava " bem-feito o suficiente". Fazia mil controles e planilhas! Ninguém, mas ninguém mesmo podia mexer nos seus papéis em cima de sua mesa (fato que o Octávio Muniz bem lembrou em nossa conversa ontem! ) Proibia as faxineiras de limparem sua mesa de trabalho. Maníaco por organização! (também já estou me " tratando" desta herança genetica, rsrsrsrsr). Tenho certeza de que alguns ficavam até aliviados quando não tinham que participar das reuniões "maraquescas"! Era ordem em cima de mais ordem!
    -Vamos trabalhar, pessoal! Bradava ele, "com a espada na mão", na melhor pose , A LA "Indepedendência ou Morte"!

    ResponderExcluir
  4. Limpava o chão se fosse preciso, aliás, como o fez no jogo de Vôlei do Maracanã. Montava e desmontava estande nos eventos, como no Verão Vivo. O vi uma vez com uma vassoura na mão. Detalhe: limpando sujeira NA AREIA DA PRAIA! ....
    Somente para exemplificar o quão workaholic era. Algumas de muitas de suas histórias...
    Como filhas, muitas vezes passamos meses sem vê-lo, por conta das viagens para Olimpíadas e Copas do Mundo. Mas ele, orgulhoso e todo " pimpão" ligava todos os dias e dizia:
    -Filhas, não percam a matéria tal que irá ao ar hoje! Ficou sensacional! O fulano é do c......!
    - Vocês viram que jogão? O cicrano é um p..... narrador!
    Parecia falar "das coisas da casa dele, da família dele". Ele podia até brigar com os colegas, mas ficava uma fera quando alguém de fora os criticava! Era de uma lealdade canina à sua equipe de colegas de trabalho.
    Todo dia quando chegava em casa, contava sobre seu dia.....Era um tal de "Garrafão...Jotinha....Tatá...Teti....Caju....Moa...Johnny...Maluf...e mais um monte de codinomes que a gente aprendeu a decifrar.
    E voltava de cada viagem cheio de histórias para contar e com o prazer do dever cumprido. E no dia seguinte, sem descansar a carcaça, já voltava imediatamente ao trabalho! Afinal, " temos muitas coisas a fazer", dizia ele.
    Mas, subitamente a luz do palco se apagou. Sem Band, apagou-se também a energia vital do "Maraco da BAND".
    Ele não mais se reconhecia.
    Não sabia como se apresentar ao mundo.
    Não sabia o que fazer quando acordava pela manhã.
    E como diz o ditado: " O lobo perde o pelo, mas não perde o hábito" ! Muitas vezes o vi sentado em frente à TV - 24h ligada em qualquer canal que transmitisse esporte- arrumando alguma coisa para comentar....
    " PÔ, que porcaria este corte da câmera! .... ou "olha que m.... que ficaram estas placas nesta quadra!"
    Continuava com seu olhar crítico, quase ácido, a trabalhar na TV. Só não podia mais pegar telefone e ligar para o SWITCH! (quantas mihares de domingos ele o fez!)
    Bem, este era o Maraco. Um misto de homem-máquina e pai durão. Mas um avô babão. Amigo de poucos, mas de fidelidade canina. Turrão, mau humorado, o chamávamos aqui em casa de "zangado"- o da estória dos sete anões! Mas, qualuer tarefa dada era cumprida. E este homenzarrão que adorava comer, tinha um coração mole como geléia!
    Por fim, quando seu grande amigo e guru se foi......O baque final.
    NUNCA MAIS IREI OUVIR A VOZ DO MEU AMIGO, dizia ele. Na última Copa do Mundo chorava como um bebê a cada transmissão onde "o Lu deveria estar como locutor. Ninguém é igual a ele".
    Inconsolável, disse um dia na cama do hospital: " meu grande amigo se foi...porque eu ainda estou aqui?"
    Naquele dia eu tive certeza. Como nunca. Comecei a me preparar para perdê-lo.
    Nada do que disséssemos iria mudar sua decisão.
    - QUERO ENCONTRAR MEU AMIGO.
    E ele foi.
    Hoje estão lá em cima, comendo e bebendo (no caso do Maraco, um belo copo de coca-cola normal e o Lu, um belo vinho safra rara), brindando à volta do "SHOW DO ESPORTE CELESTE".
    Vai com Deus, meu pai querido. Agora voce deve estar feliz ao lado do "LU" e de mais um monte de gente querida da família que perdemos ao longo destes anos.
    Vai ter um churrascão no céu hoje. Pena que não será televisionado.
    The end.

    ResponderExcluir
  5. Querida Ana Lúcia, seu papai era tudo isso e muito mais.
    Que homem valoroso.
    Quanta admiração eu tinha por ele.
    Parabéns pela criatura fantástica que você teve como pai nessa vida.

    beijo na família.
    jota júnior.

    ResponderExcluir
  6. Querido blota

    Obrigada por eternizar meu pai em suas palavras

    Ele tb o achava um gde homem

    ResponderExcluir