terça-feira, 14 de abril de 2015

DESABAFO DE UM CIDADÃO COMUM

Pipocam demissões em todo o País.

Quanta gente perdendo o emprego e especificamente na minha área de atuação, que é o jornalismo. 

Discutir política é mais ou menos como discutir futebol, sempre havendo defesas de bandeiras e ideologias, mas fica claro que desdenhamos daquela grande crise mundial - há poucos anos atrás - cantando autonomia e autossuficiência, até com ares arrogantes.

Aquela marolinha cantada em verso e prosa por um importante líder popular chegou a convencer muita gente de que ela jamais atingiria o Brasil.

Nossos governantes batiam no peito e proclamavam as reservas em dólares do Brasil, como a cruzar os braços e a rir dos irmãos europeus que apertavam a fivela do cinto.

Toda crise, na verdade, num mundo globalizado, atinge a todos.
Ninguém fica imune.  
O entrelaçamento é integral, intenso, geral e irrestrito.

É algo fácil de se compreender, pois a interdependência é própria do mundo dos negócios.

Sabia-se que o Brasil não estaria isento dos efeitos das grandes ondas do tsunami internacional.

Poderia demorar a chegar, mas chegaria.

E chegou.

Os entendidos dizem que faltou humildade e competência aos nossos governantes para admitir o envolvimento na crise externa e naquele momento tomar medidas duras no combate à inflação e na gestão prudente da coisa pública.

Demos de ombros, continuamos gastando demais com a máquina pública, esbanjamos, e agora veio a fatura.  Inflação, medidas drásticas, aumento de taxas, tarifas e impostos, e como sempre com o povo socorrendo o Governo, apertando os cintos e tentando pagar essa conta.

Agora, a onda de demissões e em todos os segmentos.  
Chefes de família desmoralizados com a perda do emprego.
Famílias sem os salários e com as contas não parando de chegar.
Empresários sendo obrigados a dispensar, sob pena de falência.

É claro que já vivemos outros momentos como esse e superamos etapas difíceis do País.
Mas o que incomoda é que os verdadeiros culpados são os mesmos de sempre.
Os políticos não aprendem as lições que o tempo se lhes apresenta.
Eles continuam vivendo num mundo à parte do que vive o povo.

A máquina administrativa é espantosamente grande e o que se gasta com ela é algo revoltante.

Nem estou falando da roubalheira, que esta o Ministério Público e a Polícia Federal estão atacando severamente, mas que igualmente é culpa de quem governa.

Precisamos pensar num Brasil de TODOS.
O País não é de partidos, muito menos dos políticos.
Pensa-se muito pouco no POVO, a essência da existência da Nação, e muito mais nos engenhos político-partidários ao longo de cada ano.
Os prejuízos sempre cabem a quem paga os impostos e que esse fator nem mexe com a sensibilidade dos homens públicos.
E não mexe, mesmo.

Nos duelos entre parlamentares fica claro que os políticos estão preocupados apenas com suas siglas, quem ganha quem perde, no troca-troca de cargos, relegando as causas públicas a terceiro ou quinto plano.

Profundamente lamentável.

E repito: mais uma vez na história desse lindo Brasil quem irá SALVAR a pele da Nação é o POVO.  Pagando impostos, apertando os cintos, perdendo o emprego, em total sacrifício.

E o lamentável é que enquanto isto continuar acontecendo, os governantes irão seguir irresponsáveis, incompetentes e frios em relação às feridas populares.

Neste momento homens e mulheres estão se desesperando ao receber a carta de demissão de suas empresas.

Além de empresários cuidando de fechar as portas encerrando as atividades.

Quanto aos homens públicos, certamente muito poucos estão sensibilizados com a desgraça popular, visto que com o povo eles apenas se preocupam e bajulam em ano de eleição.

De nossa parte com esta insensibilidade dos políticos, cabe uma profunda reflexão na hora do VOTO.
Vamos deixar de nos impressionar com os surrados discursos.
Vamos protestar, seja com voto NULO ou em BRANCO.
Pois até na escolha desse ou daquele a decepção é IMENSA.

Votamos, votamos, votamos, procurando acertar, e as decepções vão se somando à cada pleito.

Mas sem esquecer de que o BRASIL É DO POVO!




















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