quarta-feira, 22 de abril de 2015

BLÁ BLÁ BLÁ ...........


É preocupante a ação da maioria dos dirigentes de clubes no futebol brasileiro.

Agem como torcedores, acabam levantando desconfiança de pessoas do meio, e por fim instigando a violência com terrorismo verbal.

Lançam depoimentos levantando suspeitas sobre as arbitragens, provocam os adversários de maneira a mexer com a "imaginação" de mentes desprovidas de inteligência.

Atuam como torcedores e não como homens que deveriam trabalhar em favor do futebol.

Que os fatores errados do futebol devam ser atacados, é claro que sim.  E há muita coisa a ser corrigida.
Mas, lançar bravatas simplesmente por lançar, é perigoso e irresponsável.

É comum antes de jogos importantes a gente ouvir de alguns cartolas que tal árbitro "persegue" seu clube, que o apitador só errou contra a equipe dele e que tudo já está "marcado".

Normalmente esses dirigentes relacionam os erros de determinado árbitro contra a sua equipe em jornadas anteriores, mas jamais realçam os momentos em que o seu time foi favorecido em razão de equívocos dos juízes.

E, convenhamos, TODOS os times já prejudicados por falhas de arbitragem, um dia foram beneficiados.
É a roda da vida do futebol.
Os juízes, enquanto humanos, erram a todo instante.

Jogadores, treinadores, jornalistas, advogados, médicos, gente de todas as classes trabalhadoras, ERRAM em algum momento.

É evidente que devemos separar os erros decorrentes de falhas humanas das ações criminosas.

Há desonestos em todas as atividades.

Mas há muita gente honesta, bem-intencionada, e que só comete falhas porque as suas atividades e suas dificuldades podem provocar os equívocos.

Costumo dizer que num jogo de futebol, se possível fosse levantar, os jogadores erram muito mais que os árbitros durante os 90 e poucos minutos.
E é natural, pois todos são humanos, portanto sujeitos a falhas.

Repito, estou me referindo aos honestos e em todas as classes.

Curioso também - e compreensível - é que esses dirigentes que levantam suspeitas de árbitros antes de jogos, quando indagados se as denúncias são relacionadas a desonestidade, eles negam veementemente, pois sabem das implicações judiciais que podem advir.

Levantar suspeitas sem provas, é cruel, grave, criminoso até.

Em resumo, o blá-blá-blá dos cartolas já cansou e só engana os desavisados, ou os muito apaixonados pelos seus times, onde a cegueira predomina.

Manobras de bastidores devem eternamente ser investigadas, é óbvio.
Os próprios dirigentes de clubes têm essa obrigação de apurar.
E com as provas nas mãos, denunciar e aí sim botar a boca no mundo.

O que ocorre é que os cartolas só esperneiam quando são prejudicados e se omitem quando recebem o benefício dos erros de arbitragem.

Falta de esportividade, no fundo, é o que acontece, além do oportunismo em levar vantagens nas horas convenientes.

Falar por falar é irresponsabilidade.

Sei que o texto é utópico, querer que pessoas despreparadas mudem, mas é sempre válido registrar a insatisfação com maus comportamentos.

O mundo do futebol ficaria melhor, mais ameno, mais justo e honesto, se os que estão nele agissem com lisura e honestidade ética.

Por isso sigo admirando o futebol com BOLA ROLANDO.
É um esporte incomparável.

Mas do blá-blá-blá dos dirigentes, antes e depois da bola rolar, ouço e leio apenas por força da profissão.

Porém sigo me decepcionando com declarações pobres, vazias, repetitivas, normalmente eivadas de rancor, ódio, desconfiança e com alto teor de demagogia visando somar(?) pontos com a torcida.

























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