quinta-feira, 30 de abril de 2015

21 ANOS -

Vamos para mais um "Dia do Trabalho" e a inevitável lembrança saudosa de Ayrton Senna.

21 anos, já.

Cada um de nós tem uma história daquele "1 de Maio" de 1994.
Onde estava?
Como ficou sabendo?
Se assistia ou não àquele fatídico Grande Prêmio?
Como foram as horas de espera pela notícia final da morte de Senna?

Enfim, cada um viveu aquele feriado com as sensações e sentimentos particulares.

No meu caso, depois de vários anos sem assistir à Fórmula-1, naquele domingo acordei e me lembrei de ligar a televisão pelo menos para ver a largada.

Deixei o aparelho ligado e fui fazer a barba, pois logo depois viajaria para São Paulo onde trabalharia em um clássico no Morumbi pela Bandeirantes.

E naquele dia ainda, daria carona para um filho e amigos dele, que iam para São Paulo participar de um evento musical, se não falha a memória.

Com a TV ligada e com um rádio no banheiro ouvindo a transmissão da corrida, veio o momento da batida.
Senna se envolvia tão pouco em acidentes que aquela batida chamou a atenção.

E aquele GP italiano vinha dos acontecimentos durante os treinos, com a morte de Hatzenberg e o acidente de Barrichello, deixando no ar um clima de preocupação.

E o Mundo parou à partir do acidente de Senna.

As imagens, a expectativa, a falta de informações mais detalhadas, o fantasma de tudo o que havia acontecido nos treinos, TUDO deixava no ar a mais pessimista esperança quanto ao piloto brasileiro se sair bem da impessionante batida.

E logo no começa da tarde brasileira chegou a informação da morte de Senna.

E no clássico do Morumbi, que transmiti naquele domingo pela Band, no "minuto de silêncio" o público prestou uma emocionante homenagem ao grande ídolo.

Com a partida de Senna a Fórmula-1 nunca mais foi a mesma para os brasileiros e boa parte de estrangeiros.

O tempo vai passando, a emoção da perda vai se assentando em nossa alma, a saudade não acaba posto que as pessoas queridas são inesquecíveis, as homenagens serão eternas ao ídolo.

A data de "1 de Maio" ficou eternizada também pela morte de Senna, além de sua história social ocorrida nos Estados Unidos quando as mulheres tiveram direito a registro em carteira de trabalho pela primeira vez.












2 comentários:

  1. Jota, gostava da Formula-1 principalmente na época do Emerson Fittipaldi e inicio da era Piquet, posso estar enganado você que é do meio tem todo o direito de me corrigir, porem apesar de saber que a grande maioria dos esportes foram virando também um balcão de negócios e isso no mundo moderno é inevitável, mas a Formula-1 acho que exagerou e passou a ser mais negocio do que esporte, morrer um piloto no sábado e ter prova no domingo é uma das provas disso, achei um absurdo ter a prova normalmente. Abs.

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  2. Roberto, concordo totalmente.
    Aquela atitude de fazer a corrida foi fria, desumana, fruto do capitalismo envolvente.
    Eles, dirigentes da F1, só pensam na grana.

    abraço
    jota

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