segunda-feira, 9 de março de 2015

INEZITA E ZÉ RICO

Dias tristes para a música brasileira estes que estamos vivendo.

As mortes de José Rico e Inezita Barroso deixam o mundo artístico desfalcado e a cultura brasileira enfraquecida.

É evidente que deixaram suas heranças, suas obras, seus belos feitos, mas sempre pretendemos mais dos ídolos, das referências nas suas mais diversas áreas.

A sensibilidade dos dois extrapolou, felizmente.
Fomos presenteados com as obras de Inezita e Zé Rico.
Suas músicas fortaleceram muitos corações, emocionaram minutos, horas e dias de tanta gente.

Inezita foi um pouco de tudo no mundo da música, e um pouco de tudo com alto brilhantismo e a doação total do seu eu.

Ela cantou, compôs, pesquisou a música raiz, formou profissionais, prestigiou os violeiros que tocavam e cantavam exclusivamente por amor à arte através de programas de rádio e televisão.

Formou dupla extraordinária por longo tempo na TV Cultura com o inesquecível Moraes Sarmento, outro ícone da música popular brasileira na divulgação das obras.

José Rico, o Zum, era a sensibilidade em pessoa.
Cantava com a alma e através do dom natural da voz estupenda.

Zé Rico era a representatividade do sertanejo apaixonado.
Teve de se modernizar com o passar do tempo, é óbvio, mas sempre se revelava fiel às raízes da música caipira e sempre homenageava seus ancestrais da viola.

Não podemos nos cansar de prestar homenagens a esses seres especiais com quem tivemos o imenso prazer de conviver.

O que eles nos ofereceram de prazer e emoção é incalculável em valores materiais.

Que sigam seus caminhos pela imensidão do Universo.

Ninguém morre, sabemos.
Morre a matéria, o corpo físico.

As essências de Zé Rico e Inezita permanecem vivas e desde já prontas para outras ricas jornadas, seja onde for.

Fica o vazio de suas presenças físicas, mas o patrimônio extraordinário de suas obras permanece entre nós.





















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