quinta-feira, 12 de março de 2015

GOSTAR, APRECIAR, SEM PASSAR DO PONTO.

Todo esporte, na sua essência, ainda não foi bem compreendido por muitas pessoas.

Estou me referindo ao esporte competitivo, aquele que é feito por profissionais e que movimenta torneios e mais torneios pelo planeta.

Inclua-se aqui o aspecto capitalista, financeiro, é claro.

De há muito tempo o esporte virou um meio de vida.
Nada contra isso, evidentemente.

Quem treina, se especializa e se compromete a dar espetáculo, precisa de tempo exclusivo para a preparação e por isso ser remunerado.

Mas na verdade meu foco principal é falar daqueles que gostam e assistem às grandes disputas.
Falo do espectador, do torcedor, do aficionado.

Ainda que a meta de toda competição seja a vitória, o sucesso, é preciso raciocinar na base fundamental de qualquer modalidade, qual seja a de COMPETIR.

Sempre haverá um ganhador, um perdedor por consequência, e aí está o espírito principal da coisa.

Por mais paixão que haja, é razoável que se aceite o momento da derrota.

É inteligente que se entenda o desfecho das competições e especialmente a origem de tudo:  respeitar os resultados técnicos e respeitar o vencedor.

Nunca se exigiu tanto que o fair-play seja posto em prática, em razão da onda forte de violência que envolve o planeta. 

Agredir, matar, ameaçar, por causa do esporte são ações totalmente incompatíveis com os fundamentos do esporte, além é claro da imbecilidade da atitude.

O grande barato ( e inteligente ) é levar o esporte numa boa.  Levemente.  Gozar os adversários e saber receber as gozações.  Sempre será um dia da caça e outro do caçador.

Ter equilíbrio é o grande lance.
Raciocinar, acima de tudo.
Agir com a inteligência que nos foi concedida.

Com esse meu enfoque não anulo - é claro que não - as discussões naturais, os pontos de vista sobre resultados técnicos, as críticas e tudo mais.

Tudo é válido, desde que não passe dos limites da razão e do respeito ao semelhante.

E aqui não se trata de nenhuma lição de moral, mas de algo a ser pensado, refletido, discutido.

O mundo está muito violento e nenhum de nós quer que alguém querido seja vítima da irracionalidade em função de qualquer esporte.

E se continuar assim, TODOS seremos alvos em algum momento.

O esporte é para divertir, descontrair, entreter.

Nada mais do que isso.





Um comentário:

  1. Concordo, mas estamos, num mundo e em um momento bem diferente de há mais ou menos de 25 há 35 anos atrás. Essa é a verdade Porém, você tem razão Jota. Abçs do... JP !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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