sábado, 31 de janeiro de 2015

O FIM DOS APELIDOS

Vocês já devem ter percebido que diminuíram muito os apelidos no futebol brasileiro.

Fizemos essa observação nas transmissões da Copa S.Paulo de juniores.

Os empresários que dominam o futebol não querem que seus "meninos" sejam chamados pelo apelido - e a maioria deles tem - como se isto os diminuísse ou os desvalorizasse.

Acompanhando o futebol como há décadas o faço, seja como admirador desse esporte ou como um profissional do meio, esse fato da quase extinção dos apelidos não me agrada.

A cultura brasileira do futebol sempre foi marcada pelos apelidos dos jogadores.
Nenhum grande atleta brasileiro deixou de ser craque e de ter seu valor profissional reconhecido porque tinha um apelido.

Exemplos existem a rodo.
Didi, Garrincha, Cafú, Vavá, Pepe, Zico, Dadá Maravilha, Manga, Zito......

O atleta do século, por exemplo, não é conhecido como EDSON.
É Pelé.

Trata-se de um assunto para avaliação pessoal, é óbvio, mas particularmente entendo que as raízes dos futebol sempre recomendaram que os atletas tivessem seus apelidos nascidos das peladas ou dos campos de várzea.

Talvez seja o sinal dos tempos.
Pode ser.

Tudo muda na vida.
Mas há mudanças que confrontam a história e a tradição.

Outro dia fiz uma transmissão onde tínhamos quatro TIAGOS ( uns com H e outros sem ).
Da mesma forma, noutra jornada, havia quatro MATHEUS ( com H e sem o h ).

E sem falar da epidemia dos nomes compostos.

Podem me chamar de conservador ou coisa que o valha, mas ainda prefiro o futebol na sua essência cultural brasileira, ou seja, com a jogadorzada levando os apelidos de infância.

O jogador fica mais caracterizado pelo apelido.
Marca mais.








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