segunda-feira, 20 de outubro de 2014

URNAS E A OBRIGATORIEDADE.

Como o tempo vai nos mudando.  E é claro, para melhor ou para pior.

Isto não deve ocorrer com todas as pessoas, obviamente, mas comigo muita coisa se modificou em interesse e posições sociais e políticas.

Amigos e amigas, não parei uma única vez para assistir à propaganda política neste ano.
Cansei dos mesmos discursos, das mesmas promessas e principalmente das trocas de farpas pessoais, relegando o País e seus problemas a um segundo plano.

Não votei no primeiro turno pois estava fora do Brasil.
Mas domingo terei de comparecer à urna.
O tempo também me deixou arredio a tudo o que é obrigatório.
Ora, se vivemos em democracia, por que sou obrigado a isto ou àquilo?

Na democracia há direitos e obrigações, é claro.
Mas decidir se vou às urnas votar ou não, tem de ser algo meu, íntimo.
Basta nos tempos da ditadura quando tocar uma música em meu programa de rádio precisava passar por um crivo de censura.
Havia uma lista das músicas "proibidas" de execução nas emissoras.
Isto e muito mais....

Portanto, respeito profundamente as pessoas que amam a disputa eleitoral e que se engajam diretamente nas discussões, mas não é a minha praia.

Perdi a confiança na imensa maioria dos homens públicos - e aqui confesso errar em radicalizar, pois deve haver gente séria nesse meio.
Acho que perdi a confiança no "sistema" que predomina, sufocando as pessoas de bem e que chegam aos governos com a melhor das intenções.

Achei que deveria expor a minha posição, até como uma maneira de "discutir" o momento político que atravessamos.  
Se não ando nada entusiasmado com as eleições, deixo claro que cada um deve bater no peito e desfechar o que deseja fazer.

Vou à minha secção eleitoral domingo por força da lei.
Nada do que aí está corresponde aos meus conceitos.
E estou aberto às críticas e condenações pela posição que assumo.

Ser obrigado a votar, num País democrático, é um desrespeito à liberdade de expressão do cidadão.

Penso sim no meu País e no que será herdado pelos meus filhos e netos, mas precisamos evoluir no processo democrático.  

O melhor legado para as gerações é libertar as pessoas de amarras, resquícios da ditadura militar.

E que os homens públicos reflitam sobre a sua responsabilidade perante toda a sociedade.

Quem tem um mandato político e não o honra com dignidade e atitudes profícuas, comete crime de lesa confiança popular.
E carregarão nas costas esse peso do mau desempenho social e político.








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