segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PAIXÃO E DESCONTROLE.

Presenciei dois fatos sábado no Pacaembu quando de Palmeiras x Corinthians que me impressionaram.

Primeiro, a morte de um torcedor palmeirense após o gol do alviverde.  Tomado pela emoção ele teve um infarto, foi atendido prontamente, encaminhado a um hospital próximo, mas veio a falecer.
Algum problema físico já existente somado à emoção do futebol acabou por tirar a vida dessa pessoa, lamentavelmente.

Terminada a partida, um torcedor ficou à frente das tribunas do Pacaembu gritando muito forte, muito alto, desafiando imprensa e dirigentes, colocando para fora um rancor incomensurável.   Isso durou cerca de 5 minutos.
E preocupou muita gente, pois o cidadão dava sinais de que a qualquer momento teria algum colapso, dada à intensidade da sua raiva e do seu desabafo.
Faltou pouco para que tivéssemos mais um caso grave de saúde no estádio.

É claro que entendemos o envolvimento radical de muitas pessoas com o futebol.   Essa modalidade esportiva leva a isso.  Há quem priorize o seu time e suas emoções em detrimento de outras coisas muito mais importantes na vida.   E muitas vezes se dá mal.

É livre gostar e se dedicar ao futebol e a algum clubes.  É legítimo.  
Mas tudo na vida tem de obedecer a limites.
À partir do momento que uma paixão exacerbada interfira no "pessoal" de alguém, ou de sua família, ou em suas atividades profissionais, é perigoso e passível de revisão nos conceitos.

Quantas amizades são desfeitas por causa de discussões banais a respeito de um jogo de futebol.
Quantas famílias se desintegram em razão de atitudes impensadas e tendo o futebol no recheio do problema.
É necessário refletir profundamente sobre a questão.

O esporte profissional existe, a competição é do contexto, as controvérsias fazem parte do produto, mas jamais podem interferir no comportamento pessoal em conexão com os acontecimentos sociais, principalmente familiares.

Com o futebol cada vez mais profissionalizado e onde os atletas e treinadores giram com seus empregos de maneira rápida e constante, com nenhum deles tendo apelo emocional à esta ou aquela agremiação, é bom o torcedor refletir se vale a pena um envolvimento tão forte a ponto de colocar em risco a própria saúde.

Gostar de futebol é legítimo, torcer é do jogo, mas sem passar "do ponto" da racionalidade.
Não é inteligente prejudicar a saúde e a harmonia no lar por causa desse esporte.

Aquele cidadão que ficou vociferando após o clássico à frente das tribunas do Pacaembu, colocando claramente a sua saúde física em risco pois poderia sofrer algum acidente cardíaco dado ao grau de alteração emocional, demonstrou o quanto é preciso um policiamento íntimo sobre a questão.
Com certeza chegou em casa ainda irritado, nervoso, alterado, e não deu o carinho e a atenção que os familiares merecem.

É bom refletir........




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