quarta-feira, 23 de abril de 2014

QUEM É O MAIOR DE TODOS ???

Já escrevi sobre o tema, mas volto a ele pois vira e mexe me pedem para apontar "o melhor disso ou daquilo" no esporte.

Não contem comigo para escolher "o maior" nem "o melhor".
Não gosto disso.

E percebo que o ser humano tem uma certa fixação por extremar a opinião e apontar O MELHOR, ou O MAIOR.

Vejam como exemplo nos clubes de futebol, onde com a maior facilidade alguns atletas são imediatamente tachados de "o maior ídolo da história" .....e  etc........

Acaba se desrespeitando outros grandes ídolos que passaram pelas agremiações em outros tempos, o que na minha concepção é injusto.

O tricolor do Morumbi, por exemplo, tem nos dias de hoje o goleiro Rogério Ceni como o grande idolo da galera.
Mas já teve Mauro Ramos de Oliveira, Roberto Dias, Poy, Pedro Rocha, Gerson, Serginho, Zetti, Waldir Peres, Benê, Muller, Careca, Silas, Chicão, Bauer e por aí vai......
* e certamente esqueci de outros grandes nomes da história do São Paulo.

É claro que nessa receita entra decisivamente o gosto pessoal, a simpatia de cada um por esse ou aquele jogador, mas é perigoso cravar UM NOME apenas, em nome da justiça.

Me perguntaram certa vez se Ademir da Guia foi o grande idolo do Palmeiras em todos os tempos?

Respondi que o Divino foi "um dos" maiores nomes na história alviverde.

Como rejeitar nomes como os de Oberdan Cattani, Djalma Santos, Djalma Dias, Luis Pereira, Dudu, Leivinha, César Maluco, Ney, Jorge Mendonça, Waldemar Carabina, Waldemar Fiume, Zequinha, Chinesinho.....

Na área dos jornalistas esportivos, também como exemplo, e sempre respeitando-se os gostos pessoais ( obviamente ), como cravar UM NOME apenas, quando temos e já tivemos dezenas de profissionais de muito talento.

Divago no tema porque me incomoda a questão de se dar prioridade a alguém, elegendo-o como O MAIOR, quando outras dezenas de profissionais também tiveram importância extrema nas atividades dentro ou fora de campo, direta ou indiretamente.

Cada um com seu valor.

Respeito quem crava no extremo, mas me recuso a faze-lo.

Não gosto de ser injusto e não posso se-lo.












Um comentário:

  1. Jota
    Penso de uma forma semelhante, não gosto muito de comparações, o pior foi ouvir (e não foram poucas pessoas) diversas declarações lamentando o falecimento do Luciano porem citando que ele foi melhor que o Galvão, também acho que o Luciano foi melhor, porem para lamentar a morte de uma pessoa não é necessário compara-lo com um concorrente da profissão.
    Abs

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