segunda-feira, 31 de março de 2014

SABER GANHAR E SABER PERDER

Na vida devemos absorver as grandes lições, principalmente as que mais nos machucam.

No que diz respeito às decepções do futebol, enquanto torcedor, a minha foi em 1982 na Copa do Mundo, quando a seleção brasileira foi desclassificada pela Itália.

Doeu muito.  Calou fortemente no coração.

Mas, aprendi.

Depois daquele Sarriá-82, jamais me desesperei e me importunei com derrotas do meu time e da Seleção.

Passei a entender diretamente que as derrotas fazem parte do JOGO e que não podem interferir na minha VIDA.
Fazem parte do esporte.
Passei a entender que nenhuma derrota é humilhante ou desmoralizadora. Afinal, alguém tem de perder.  E por que não o meu clube?
As vitórias não são eternas, permanentes.  Nem as derrotas.

Parece que depois daquele Brasil x Itália ( Paolo Rossi ) passei a entender claramente o que quis dizer o Barão de Coubertin lá atrás....  NO ESPORTE, O IMPORTANTE É COMPETIR !!!!
* Coubertin foi um pedagogo e historiador francês, idealizador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

Neste momento em que Corinthians, Palmeiras e São Paulo ficam pelo caminho no estadual e onde vejo pessoas se desesperando com isso, penso que seria o momento delas refletirem sobre o tema.
Não seria uma grande oportunidade de entender que o futebol é apenas um divertimento?
Que ganhar ou perder é do jogo?
Que nada irá mudar na vida particular de cada um o fato de o time vencer ou perder?

Sorte de quem entender isso e aprender a priorizar os principais valores da vida.
Antes do esporte ( futebol, no caso ) temos a família, a saúde, o trabalho, as amizades e tudo mais.

Escrevo sobre o tema porque vejo inimizades sendo feitas por causa de um resultado de futebol.
Triste e desnecessário.
Escrevo porque às vezes vidas se perdem por causa de um simples jogo, uma competição.
E também pelo fato de as pessoas se afastarem dos estádios por medo da violência das organizadas.

Sem falar da influência dos resultados na convivência familiar, o que é mais grave.

Aprendi de há muito tempo a dar prioridade às coisas verdadeiramente importantes.
Trabalho no esporte através da comunicação há 45 anos, sei da importância dele na vida das pessoas, mas não consigo admitir extremismos.
O principio inteligente do ser humano precisar ser ativado nessas horas.
Uma vitória do seu time certamente lhe dará uma bela massagem no ego, mas jamais poderá se sobrepor às suas atividades sociais, começando principalmente pela familia.

Minha coluna não quer que o torcedor seja um cara FRIO, indiferente.
Isso é impossível.
Mas alertar para as prioridades da vida.
E tentar humildemente considerar que a VIDA e o seu entorno familiar e social é mais importante que tudo.

Em resumo, não vale a pena você perder amizades e desestabilizar a sua família por causa de um resultado técnico de uma partida ou campeonato.

Os profissionais da bola seguirão tranquilamente suas vidas e carreiras, sem amor algum a esta ou àquela camisa, e você poderá destruir valores realmente importantes à sua volta.

Enfim, é mais um tema para reflexão e discussão.

Felizmente posso dizer que "me vacinei" naquele julho de 1982.
E passei a ser mais feliz.
Não tive nenhuma recaída e agradeço por isso.














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