segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

NOVOS TEMPOS. JORNALISMO DE HOJE.

Vira e mexe sou procurado por estudantes de jornalismo e principalmente por pretendentes à locutor/narrador de rádio e televisão.

Os meninos brilham os olhos e aspiram - muito justamente - um lugar na profissão, deslumbrados pela magia da comunicação, fama, sucesso e etc.
Acrescente-se aí, evidentemente, a paixão pelo esporte e notadamente o futebol.

Ao mesmo tempo em que fico feliz pela função que exerço ainda ter interessados, me bate um desalento sobre a realidade a ser exposta aos pretendentes.
Como em qualquer profissão, não há somente confetes, serpentinas e lantejoulas no caminho do jornalista esportivo.

Assim como em todo o País, nunca houve tanta oferta de emprego, mas nunca se pagou tão pouco aos assalariados.
O brasileiro hoje em dia ganha muito mal.
E nos meios de comunicação é claro que o panorama não é diferente.

Então, é preciso expor a real situação financeira em primeiro lugar aos meninos e meninas que querem abraçar a profissão.
Depois é necessário desmistificar a profissão, que é vista como glamourosa e tudo mais, mas que no fundo precisa ser vista como uma modalidade de trabalho NORMAL, igual às outras, cheia de inquietudes e decepções.

É evidente que não tem somente coisas ruins na profissão.
Mas vejo como necessário explicar as "verdades" de como tudo rola.

Hoje ainda temos um fator agravante, qual seja o de pessoas que ingressem no rádio - especificamente - serem quase que obrigadas a "vender comerciais" para complementar os salários.
Jornalista não estudou para vender publicidade, mas quantos na atualidade têm de se sujeitar à essa atividade, sob pena de não conseguir o emprego(?).

Alguns até se revelam ótimos vendedores e enriquecem, o que não é pecado.  Acabaram se revelando mais publicitários do que propriamente jornalistas.  Há muitos exemplos assim.

Mas a maioria não tem o "dom" de botar a pastinha debaixo do braço e convencer os anunciantes a veicularem suas marcas na emissora X ou Y.

Hoje o jornalista que entra no mercado ou se sujeita a co-participar na atividade publicitária ou fica apenas com o salário, que nem sempre condiz com a carga de responsabilidade que carrega nos ombros.

Mas é a realidade.
Os tempos mudaram.
É o folclórico "dançar conforme a música".

O mundo não vive sem a comunicação, ela é do ser humano.  Os meios de comunicação aumentaram com a internet, dando chances a muita gente de sobreviver.
Hoje temos as assessorias de imprensa, que empregam muita gente.
No mundo dos esportes há jornalistas assessorando atletas e treinadores, contribuindo para um melhor comportamento deles, além da divulgação de suas atividades.

Novos tempos.

Que cada um ocupe o seu espaço com dignidade e responsabilidade.
Isso é o básico que se espera da atividade profissional.

As faculdades despejam anualmente centenas de jornalistas no mercado.  Que cada um desempenhe seu talento com força e dedicação, no respeito à bandeira da comunicação decente e contribuitiva à sociedade.














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