terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

10 ANOS SEM A VOZ DO VÔLEI

Está fazendo 10 anos que perdemos "A voz do vôlei".

Marco Antonio Mattos foi um grande profissional, grande amigo, eu era seu fã desde os tempos áureos de rádio.  Disse isso a ele várias vezes.  E dentro da sua personalidade simples, modesta, Marcão ria como que achando uma piada minha tietagem explícita.

Marco Antonio, antes de se tornar nacionalmente conhecido pelas transmissões do vôlei, foi um excepcional comunicador radiofônico.  Narrava com clareza, precisão, vibração, dotado de voz forte, privilegiada, Marco fazia colocações temáticas inteligentes nas jornadas.

E foi em fevereiro de 2004 que Marco sofreu um acidente de carro quando ia de Barretos à Ribeirão Preto, um domingo começo de noite.

Me lembro que chegava em casa após o trabalho e ligando a televisão soube do acidente e da morte física do querido amigo.

Me lembro ainda de ter visto naquele domingo pela manhã a imagem de Marco Antonio, pela Rede Vida, justificando a não realização de um jogo de futebol por causa das chuvas.
Tendo as raízes da família em Barretos, onde nasceu, Marco encerrou a transmissão e foi visitar a mamãe e parentes, para depois viajar à Ribeirão onde residia.

Chovia e num dos trechos da rodovia houve o acidente fatal.

Marco inovou nas jornadas do voleibol.
À princípio, me lembro que ele não queria narrar esse esporte, por não conhecer a modalidade.
Mas quando soube que estava escalado para viagens com a Seleção masculina pela Liga Mundial, passou a frequentar treinamentos e aprender os meandros do vôlei.
Assim era o profissional Marco Antonio Mattos.

Transformou-se na "Voz do Vôlei".  Sucesso total.   Matérias de revistas e jornais.   
Na verdade ele só confirmou toda a sua competência de comunicador esportivo.
No rádio Marco já havia transmitido automobilismo, boxe, além do futebol, claro.

Na televisão ele trabalhou e notabilizou-se na Band ( levado por Luciano do Valle, que fora seu colega e amigo dos tempos de rádio ) ESPN Brasil e Rede Vida.

10 anos sem o amigo e talentoso Marcão.

Faz muita falta.








7 comentários:

  1. Sou daquela geração "band vôlei", e cresci assistindo aos jogos de vôlei narrados pelo Marco. Eu era fão, daquelas de ir ao ginásio...e tenho até foto com ele. Aqueles bordões criados por ele nunca foram esquecidos por quem gosta da modalidade. Sempre achei o melhor cara pra narrar vôlei. Quando soube do acidente, mesmo não sendo próxima e apenas na condição de fã do profissional que ele foi, fiquei triste. Era como se ver o vôlei na tevê tivesse perdido um pouco daquela graça. Dez anos que voaram, mas o moço do "afunda, afunda, afundoooou!" sempre vai ser lembrado :)

    Um beijo, Jotinha, sou sua fã também

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    1. Erica, querida, precioso o seu comentário neste espaço.
      Marcão merece!!!!

      beijo. Obrigado.

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  2. Jota

    Acrescente ao texto:

    Marco era narrador e diretor da Rádio Piratininga de Barretos.

    Seu padrinho de casamento era o supervisor da Rede Piratininga, Alwacyr Lopes.

    A Rádio Piratininga de São Paulo, com Hélio Ribeiro na direção artística resolveu formar uma equipe e entrar na concorrência, pois tinha ondas curtas e podia concorrer, também, no interior.

    O chefe dessa equipe era meu amicíssimo José Carlos Silva, o melhor narrador de basquete de São Paulo em sua época.

    José Carlos faleceu precocemente em São Paulo, vítima de uma síncope cardíaca que começou a se manifestar após ele narrar dois jogos em Recife

    Wilson Brasil "o mestre dos comentaristas" dividia com ZÉ o comando da equipe na qual o próprio ZÉ era o titular.

    Sem entrar em maiores detalhes, eu ouvi a narração teste do Marco - sensacional- melhor que qualquer outro da equipe e até fui perguntado a respeito, embora a minha opinião de nada tenha influido porque Marco não precisava de padrinho nem de quem o indicasse pois pode-se dizer que nasceu feito para o Rádio.
    Dono de grande personalidade, amigo dos amigos, foi um profissional que passou pelas maiores equipes de rádio de Sampa e terminou na melhor equipe esportiva de tv que este Brasil já teve, da qual vc, Jota, participou com muito brilho. Parabéns por ter lembrado desse grande amigo que quando narrava o volei na tv Bandeiantes, dava um alo para mim e para a minha rádio e dizia que eu estava transmitindo o mesmo jogo. Detalhe: Fazia isso em todos os jogos , repito, em todos, espontaneamente. Como faz falta o Marcão (AD)

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    1. Alcides, belo relato sobre a carreira do Marcão.
      Mais uma rica página da história do Marco na carreira.
      Muito bom, obrigado.
      * me lembro muito bem de José Carlos Silva, Wilson Brasil....

      forte abraço!!!
      jota

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  3. Oi Jota. Sou amigo do filho do Marcão, Marcus e não consigo assistir a um jogo de Volei sem lembrar daquele jargão: " afunda, afunda" De fato ele faz muita falta, narradores que nem Você, e Marcão e o Luciano do Vale são dificeis de encontrar.
    Parabéns pela matéria, Deus abençoe muito a sua vida e a sua voz.
    Abraços de seu fã, Luiz Soares

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    1. Luiz, o Marcão além do grande e estupendo comunicador, era uma pessoa de caráter extraordinário. Grande amigo, grande colega. Foi um dos meus ídolos e continua sendo.
      abraço
      jota júnior.

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