quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

LOUREIRO NETO

Por mais que eu compreenda e aceite a MORTE, entendendo que é apenas uma mudança de dimensão, cada vez que um amigo ou colega deixa o corpo físico a tristeza bate.

O falecimento é somente físico, morre a matéria.
Mudamos de dimensão, passamos a viver com a principal essência que é a cósmica ou espiritual, como queiramos denominar.

O fato é que mais um amigo/colega jornalista deixa o nosso convívio.
LOUREIRO NETO.

Loureiro começou no rádio quando eu me iniciei trabalhando na Capital paulista defendendo o prefixo da Gazeta(rádio e tevê).
1976.

Quase todos os domingos eu ia ao Rio de Janeiro para transmitir o "segundo tempo" dos clássicos cariocas.  A rodada em São Paulo começava às 16 horas e os clássicos cariocas às 5 da tarde.
Todo a segunda etapa dos grandes pegas do Rio eu fazia pela Gazeta, tendo ao meu lado o querido e saudoso Luiz Carlos Grey, figura das mais simpáticas e humanas que conheci.

E nessas idas ao Rio me encontrava com os colegas das rádios Tupi, Globo, Continental, Tamoio e as demais que faziam futebol naquela época.

Depois vieram as viagens em campeonatos brasileiros, Libertadores e outros eventos, sempre convivendo com as feras do rádio carioca.

E Loureiro Neto era sempre uma companhia agradável, de bons papos.

Tínhamos um respeito mútuo muito grande.

A diferença de idade entre nós era de 4 anos apenas.  Loureiro morreu com 61 e eu tenho 65.
Falávamos de futebol e da vida.
Trocávamos figurinhas sobre vários assuntos.

Enfim, ele nos deixa e parte para outras boas jornadas.
Na verdade, apenas se adianta na "viagem" que um dia todos faremos.
Poderia ter ficado um pouco mais, achamos nós, mas tudo é ditado pelo Plano Acima, onde as verdades e justificativas estão escritas e precisam ser cumpridas.

Grande abraço, Loureiro!!!

Obrigado, amigo!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

QUINTA NA VILA

Quinta-feira vou à Vila Belmiro.
Estádio Urbano Caldeira.

Santos x Bragantino às 9 da noite pelo Paulistão.
Transmissão do Sportv e PFC Internacional.
Juliano Belletti nos comentários.
Felipe Diniz e Fabíola Andrade nas reportagens.
Na coordenação, Paulinho Predella(local) e Amanda(Rio).

Peixe com sua nova garotada que muito promete e o Braga caminhando firme para a classificação às quartas-de-final do Paulistão.

Um bom choque de alvinegros.

Depois que venha o Carnaval para quem é da folia.
Não sou, nunca fui folião, apenas dou umas espiadas na televisão.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

MÁRIO TRAVAGLINI - UM HOMEM DA PAZ.

Morreu Mário Travaglini.

Foi um homem do futebol.

Jogou profissionalmente, foi um treinador vitorioso, trabalhou na Seleção Brasileira, foi supervisor de projetos em clubes, chegou a participar de transmissões de rádio e televisão emprestando toda a sua experiência, e outras inúmeras atividades.

Sempre enalteço o ex-jogador, ex-dirigente, ex-treinador, quando nos deixa fisicamente, porque afinal fez parte do mundo em que atuo profissionalmente.
Todos merecem homenagens sob o meu ponto de vista, por mais que tenham errado.
Errar e acertar fazem parte da nossa fase evolutiva nesta passagem por aqui.
Ninguém é 100% bom.   Ninguém é 100% ruim.

Mas quando chega a vez do "seo Mário" é diferente.

Um homem da PAZ.
Calmo, ponderado, conciliador, justo.
Certamente errou, como todos nós erramos, mas sempre buscou o acerto.   Sempre procurou a harmonia nos ambientes que frequentou.  E olha que o ambiente do futebol é danado, perverso, desafiador, nada tranquilo.

Mário sabia muito de futebol, porém sabia mais da VIDA.
Sua aura contaminava positivamente as pessoas que conviviam com ele.

Meus poucos contatos com Travaglini foram de ótima impressão.
Os mais chegados a ele sempre enalteciam o seu espirito conciliador, de cultivar a paz e a harmonia entre as pessoas.

Mário merece muitas homenagens, pelo profissional da bola que foi e pela entidade espiritual de muito brilho.

Vá em paz!
Missão cumprida nesta etapa, seo Mário!
Muitas outras virão e certamente irá vence-las com sua Luz Interior, pois esta não falece.





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

FINAL DE SEMANA

Meu trabalho no fim de semana.

SEXTA em Osasco.
Superliga Feminina.
Às 9 e meia da noite ao vivo no Sportv com Osasco x Campinas, líder e vice-líder da competição.

Estarei na jornada com Marco Freitas, Joanna de Assis, os coordenadores Estevão Nunes e Amanda.
Geração da equipe Globosat-São Paulo.

SÁBADO narro SESI x Rio de Janeiro pela Superliga Masculina.
Também às 21:30h.
Também pelo Sportv.
Será no ginásio da Vila Leopoldina, São Paulo, capital.

Comentários de Nalbert, reportagens de Fabiola Andrade, na coordenação teremos Estevão Nunes e Pedro Moreno.
Geração da Globosat/SP.

DOMINGO, folga.

Ótimo final de semana pra todos!



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

PALMEIRAS x ITUANO, AO VIVO!!!!!

Nesta semana volto ao futebol.

Narro na quarta-feira Palmeiras x Ituano, 10 da noite, no Pacaembu.

Transmissão do Premiére/HD para todo o País.

Palmeiras, o único invicto do Paulistão, e o Ituano que não perdeu nas últimas 6 rodadas.

Ituano tem o jovem treinador Doriva, aquele que jogou pelo São Paulo, Atlético Mineiro e outras equipes e que passou 10 anos atuando no futebol europeu.
Para quem não se lembra, Doriva integrou o grupo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1998.
Um ano antes, em 97, foi campeão com a Seleção da Copa das Confederações.
Era um correto volante, obediente taticamente, marcava bem.

Enfim, um jogo que promete ser bem atraente.

Estarei na jornada com os comentários de Juliano Belletti e as reportagens de Felipe Diniz.



domingo, 16 de fevereiro de 2014

BASQUETE FEMININO AO VIVO

Minha semana de trabalho começa com a transmissão nesta segunda-feira da Liga de Basquete Feminino.

Um jogo da décima semana da competição e que colocará frente a frente Americana e São José.

Será às 8 da noite no ginásio Milton Fenley Azenha, em Americana, ao vivo no Sportv-3.

As duas equipes estão na luta direta por uma das vagas às semifinais, juntamente com Sport Recife e Maranhão.

Na jornada, comigo, os amigos Renatinho e Daniel Moreira Dias.
Os coordenadores Sérgio Mourad e Marcelo Raed em ação.
E a geração das imagens à cargo do pessoal EPTV/CAMPINAS.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A PRIMEIRA DECISÃO

Decisão do Campeonato Paulista de 1974.
Palmeiras x Corinthians, a velha rivalidade valendo título.
Palco?   Morumbi.

Corinthians precisando urgentemente de um título.  Estava na fila há um tempão e isso inquietava a sua grande torcida e a sua tradição de vitorioso.

Eu trabalhava na rádio Brasil de Campinas.
Estava na profissão há 5 anos aproximadamente.
Como os dois principais locutores estavam entrando em férias, a escala da decisão recaiu sobre mim.
E é claro que vibrei com a oportunidade de ir ao Morumbi transmitir um Corinthians x Palmeiras e valendo o título estadual.

A escala me colocava como o narrador do evento, José Lamanna nos comentários, Renato Silva nas reportagens e os trabalhos técnicos de Jayme Ginez ( o Tiririca ).

Chegando ao Morumbi nos deparamos com um problema que já era esperado.
Não havia acomodação em cabines para todas as rádios.
Eram quase 100 emissoras querendo espaço para a transmissão.
Gino Orlando, um dos grandes artilheiros da história do São Paulo FC, administrava o estádio tricolor e instalou as rádios nos "camarotes" atrás dos gols e até nas escadarias das numeradas.
* e com um detalhe:  não permitiu que descêssemos os cabos até o campo para o trabalho do repórter.
A transmissão teve apenas narrador e comentarista em ação.

O jogo começou e à nossa frente o "senta-levanta" dos torcedores e a dificuldade para se enxergar o gramado, o jogo.

Me lembro que o Palmeiras estava na dúvida se o lateral Eurico jogaria.
Pela distância do gramado e com os torcedores à frente, percebi que o lateral do Verdão não era o grande Eurico.
Só com 5 ou seis minutos é que descobrimos quem estava com a "2" do Alviverde:  Jair Gonçalves.

O Timão vivia um melhor momento na temporada e entrava com algum favoritismo.
Eram dois grandes times, com diversos craques em campo.
Choque de gigantes, como costumamos dizer.

E deu Palmeiras, com aquele gol de Ronaldo numa bola ajeitada de cabeça pelo brilhante Leivinha.

No estádio a torcida corintiana ocupava cerca de 80% dos espaços.

E foi uma tragédia para a massa alvinegra.  Mais uma derrota.  Mais um ano sem título.  Aumentava a fila, o jejum de conquistas.
Muitas bandeiras queimadas dentro e fora do estádio logo após o encerramento da decisão.

Foi minha primeira decisão importante como profissional.
Inesquecível.








quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

MARCO ANTONIO - PARTE 2

Ainda sobre Marco Antonio Mattos, o Marcão, gostaria de contar mais sobre meu relacionamento pessoal e profissional com o querido e saudoso amigo.

Ele chegou ao time de Luciano do Valle ( Show do Esporte na Band ) por volta de 1985.
Luciano, além de seu amigo, tinha uma grande admiração pelo profissional Marco Antonio.

Um dia me puxou pelo braço nos corredores da Band e disse: "Estou trazendo o Marcão para trabalhar com a gente.  O que você acha? "
Falei para o Luciano que além de ser fã do Marco, teria a honra de trabalhar com ele.
Sensacional!

Dividi com o Marco um apartamento na Copa do Mundo México 86.
Pude, então, conhecer o seu lado humano e companheiro.
Estreitamos a amizade no período em que estivemos trabalhando nesse Mundial.

Em 90 e 94 lá estávamos novamente juntos na equipe da Band, nas Copas.

Estivemos juntos nas Olimpíadas de 1996 em Atlanta.
E depois também na França em 98.

Depois do Mundial da França a Band passou por profunda reformulação em seu departamento de esportes com a chegada da empresa de J.Háwilla.
Um pouco antes, Marco havia sido dispensado, assim como outros companheiros de equipe.
Começava o esvaziamento do time de Luciano do Valle, depois de 15 anos de convivência e de sucesso.
Eu saí em janeiro de 99.

Marcão imediatamente após sua saída da Band foi contratado pela Rede Vida.
Passou a ser a "voz-padrão" da emissora e a transmitir os jogos de futebol.

Trabalhou nas Olimpíadas de 2000 pela ESPN Brasil e foi aquele sucesso total.

Sempre que eu ia a Ribeirão Preto dávamos um jeito de almoçar juntos, pois ele continuava a residir nessa cidade.
Batíamos papos gostosos, saudosos, sempre relacionados ao rádio e à televisão.

Marco é daquelas entidades que passam pela Terra com a alma pura, colhendo amizades e amizades, e deixando um rastro de ótimos exemplos.

Da visão espiritualista, hoje Marco já está em outras atividades nos Planos Acima.
Ninguém morre.  Apenas o corpo físico é que falece.
Assim é a Lei do Universo, independentemente de bandeiras religiosas.

Então, deixamos aqui um ATÉ BREVE ao amigo Marcão.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

10 ANOS SEM A VOZ DO VÔLEI

Está fazendo 10 anos que perdemos "A voz do vôlei".

Marco Antonio Mattos foi um grande profissional, grande amigo, eu era seu fã desde os tempos áureos de rádio.  Disse isso a ele várias vezes.  E dentro da sua personalidade simples, modesta, Marcão ria como que achando uma piada minha tietagem explícita.

Marco Antonio, antes de se tornar nacionalmente conhecido pelas transmissões do vôlei, foi um excepcional comunicador radiofônico.  Narrava com clareza, precisão, vibração, dotado de voz forte, privilegiada, Marco fazia colocações temáticas inteligentes nas jornadas.

E foi em fevereiro de 2004 que Marco sofreu um acidente de carro quando ia de Barretos à Ribeirão Preto, um domingo começo de noite.

Me lembro que chegava em casa após o trabalho e ligando a televisão soube do acidente e da morte física do querido amigo.

Me lembro ainda de ter visto naquele domingo pela manhã a imagem de Marco Antonio, pela Rede Vida, justificando a não realização de um jogo de futebol por causa das chuvas.
Tendo as raízes da família em Barretos, onde nasceu, Marco encerrou a transmissão e foi visitar a mamãe e parentes, para depois viajar à Ribeirão onde residia.

Chovia e num dos trechos da rodovia houve o acidente fatal.

Marco inovou nas jornadas do voleibol.
À princípio, me lembro que ele não queria narrar esse esporte, por não conhecer a modalidade.
Mas quando soube que estava escalado para viagens com a Seleção masculina pela Liga Mundial, passou a frequentar treinamentos e aprender os meandros do vôlei.
Assim era o profissional Marco Antonio Mattos.

Transformou-se na "Voz do Vôlei".  Sucesso total.   Matérias de revistas e jornais.   
Na verdade ele só confirmou toda a sua competência de comunicador esportivo.
No rádio Marco já havia transmitido automobilismo, boxe, além do futebol, claro.

Na televisão ele trabalhou e notabilizou-se na Band ( levado por Luciano do Valle, que fora seu colega e amigo dos tempos de rádio ) ESPN Brasil e Rede Vida.

10 anos sem o amigo e talentoso Marcão.

Faz muita falta.








segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

NOVOS TEMPOS. JORNALISMO DE HOJE.

Vira e mexe sou procurado por estudantes de jornalismo e principalmente por pretendentes à locutor/narrador de rádio e televisão.

Os meninos brilham os olhos e aspiram - muito justamente - um lugar na profissão, deslumbrados pela magia da comunicação, fama, sucesso e etc.
Acrescente-se aí, evidentemente, a paixão pelo esporte e notadamente o futebol.

Ao mesmo tempo em que fico feliz pela função que exerço ainda ter interessados, me bate um desalento sobre a realidade a ser exposta aos pretendentes.
Como em qualquer profissão, não há somente confetes, serpentinas e lantejoulas no caminho do jornalista esportivo.

Assim como em todo o País, nunca houve tanta oferta de emprego, mas nunca se pagou tão pouco aos assalariados.
O brasileiro hoje em dia ganha muito mal.
E nos meios de comunicação é claro que o panorama não é diferente.

Então, é preciso expor a real situação financeira em primeiro lugar aos meninos e meninas que querem abraçar a profissão.
Depois é necessário desmistificar a profissão, que é vista como glamourosa e tudo mais, mas que no fundo precisa ser vista como uma modalidade de trabalho NORMAL, igual às outras, cheia de inquietudes e decepções.

É evidente que não tem somente coisas ruins na profissão.
Mas vejo como necessário explicar as "verdades" de como tudo rola.

Hoje ainda temos um fator agravante, qual seja o de pessoas que ingressem no rádio - especificamente - serem quase que obrigadas a "vender comerciais" para complementar os salários.
Jornalista não estudou para vender publicidade, mas quantos na atualidade têm de se sujeitar à essa atividade, sob pena de não conseguir o emprego(?).

Alguns até se revelam ótimos vendedores e enriquecem, o que não é pecado.  Acabaram se revelando mais publicitários do que propriamente jornalistas.  Há muitos exemplos assim.

Mas a maioria não tem o "dom" de botar a pastinha debaixo do braço e convencer os anunciantes a veicularem suas marcas na emissora X ou Y.

Hoje o jornalista que entra no mercado ou se sujeita a co-participar na atividade publicitária ou fica apenas com o salário, que nem sempre condiz com a carga de responsabilidade que carrega nos ombros.

Mas é a realidade.
Os tempos mudaram.
É o folclórico "dançar conforme a música".

O mundo não vive sem a comunicação, ela é do ser humano.  Os meios de comunicação aumentaram com a internet, dando chances a muita gente de sobreviver.
Hoje temos as assessorias de imprensa, que empregam muita gente.
No mundo dos esportes há jornalistas assessorando atletas e treinadores, contribuindo para um melhor comportamento deles, além da divulgação de suas atividades.

Novos tempos.

Que cada um ocupe o seu espaço com dignidade e responsabilidade.
Isso é o básico que se espera da atividade profissional.

As faculdades despejam anualmente centenas de jornalistas no mercado.  Que cada um desempenhe seu talento com força e dedicação, no respeito à bandeira da comunicação decente e contribuitiva à sociedade.














sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

VÔLEI EM CAMPINAS

Tenho trabalho neste sábado em Campinas.

Jogo da Superliga masculina, 21:30, ao vivo pelo Sportv-2.

Campinas x Cruzeiro, sétima rodada do returno.
O time mineiro é líder, Campinas na terceira posição.

Lá estarei com os comentários de Marco Freitas, reportagens de Felipe Diniz.
Coordenação do amigo Walter Repsold.

Geração da EPTV Campinas.

Transmissão em Alta Definição.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

VAIAS, ÍNDOLE, BOA EDUCAÇÃO......

Me lembro certa vez, trabalhando na rádio e tevê Gazeta, quando me atrevi a levantar numa mesa redonda a questão da falta de educação quando se vaia alguém.

Defendi a tese de que VAIAR é desrespeito, falta de educação a quem está desempenhando seu trabalho.

Nenhum trabalhador gosta de ser vaiado quando em ação.
Por isso, na época, defendi que o jogador de futebol, da mesma forma, precisava ser respeitado na sua profissão e também nas suas limitações técnicas.
Disse que vaiar era desrespeitar o ser humano, ali revestido de jogador de futebol.

Não precisa dizer que fiquei sozinho na discussão e que fui massacrado por todos.

Vieram aquelas alegações que vaias fazem parte do direito de quem comprou o ingresso, que está assegurada pela liberdade de expressão, etc etc etc......
E não faltou também a alegação de que a vaia faz parte da cultura do futebol.

Concordei com todo o arrazoado, mas segui na minha tese da FALTA DE RESPEITO ao profissional.

Podia ser praxe do esporte, liberdade de expressão, tudo isso, MAS que a vaia era, sim, uma tremenda agressão moral a quem estivesse desempenhando sua atividade profissional.

E não devemos confundir VAIA com CRITICA.
Criticar é perfeitamente lícito, desde que seja honesta, limpa, educadamente colocada.
A critica a um desempenho muitas vezes coopera na correção de posturas e ajusta falhas do profissional. Isso é perfeitamente válido.

A vaia, no meu modesto modo de entender, é violenta, raivosa, rancorosa às vezes, é muito agressiva.  Fere o íntimo da pessoa.  É uma ofensa pessoal.

É incrível como muitas pessoas ao adentrar um estádio se transformam na personalidade e no caráter.
Outras, entretanto, mantém a deformação cultural.
Elas entram para presenciar um espetáculo esportivo e se acham no direito de ofender a tudo e a todos, além dos que partem para a violência física, o que é mais grave.

O problema do futebol nos dias atuais aqui no Brasil, onde impera a barbárie, é estritamente ligado à educação pessoal, intima.  Dos que tiveram escola e dos que não frequentaram escolas.
É problema de índole.
Pois há pessoas altamente formadas em universidades que são violentas.
Há criminosos pobres, ricos, bilionários.
Há pessoas que nunca pisaram em uma escola e são extremamente educadas, finas, respeitosas.

É questão de índole.

Talvez nossos psicólogos e psiquiatras não expliquem, pois a questão é mais profunda, está além dos nossos conhecimentos técnicos terrenos.

No fundo, inteligentes que somos, sabemos que não se deve maltratar o semelhante, quer seja com palavras ou atitudes físicas.  Sabemos que nosso direito termina quando se inicia o do próximo.  Sabemos de tudo o que é certo ou errado.   Só falta colocar em prática o nosso lado que conhece o BEM.

















LINS, NA QUINTA-FEIRA

Nesta quinta-feira vou a Lins.

Paulistão-2014.
Sexta rodada.
Linense x Santos.
9 da noite.
Transmissão ao vivo do Sportv e PFC Internacional.

Estarei nessa jornada com Belletti, Alexandre Azank, Fabiola Andrade e grande equipe.

Nunca estive trabalhando em Lins.
Será a minha primeira vez na terra por onde passaram, em tempos atrás, dois queridos amigos: Fiori Gigliotte e João Leiva Filho(Leivinha).

Fiori em inicio de carreira atuou no rádio de Lins.
Leivinha começou no Linense onde se destacou e foi contratado pela Portuguesa.  Depois Palmeiras, Atlético de Madri, Seleção Brasileira.

Fiori, saudoso amigo, que nos deixou em 2006 às vésperas da Copa do Mundo daquele ano.
Leivinha continua firme e forte, trabalhando na capital paulista.

O estádio Gilberto Siqueira Lopes entra na minha lista de locais onde trabalhei.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O FUTEBOL E OS HINOS

Nas minhas andanças pelo Brasil já tomei conhecimento de que em alguns estados é obrigatória a apresentação do "hino estadual" antes de eventos esportivos.
Assim como já ocorre com o Hino Nacional.

Domingo passado estive em Jundiaí e então, a novidade: há uma lei do município que obriga a execução do "Hino de Jundiaí" antes dos espetáculos.

É claro que isso vai se alastrar por outras cidades.
Os políticos adoram esse tipo de iniciativa(?) pois pensam que lhes dá créditos junto ao eleitorado.

E, então, podemos fazer uma projeção, qual seja, a de muito em breve termos antes dos jogos de futebol a apresentação dos hinos municipal, estadual e o Nacional.
À par de qualquer discussão cívica que haja na questão, temos que considerar o tempo que decorrerá das três execuções.
Pelo menos uns 2 minutos e meio, ou mais, dependendo do DJ quanto ao Hino Nacional, se tocar as duas partes.

E pra encerrar há uma outra dúvida.
Na Copa do Mundo, por exemplo, serão tocados os hinos estaduais ( ou também os municipais ) ?    Já que tem lei em vários estados para tal.   E as leis têm de ser cumpridas, não é???

Vamos conferir.