sexta-feira, 22 de novembro de 2013

50 ANOS DEPOIS........

O ano?  1963.
Mês?  Novembro.
Dia?   22.

Eu estava para completar meus 15 anos de idade e trabalhava num escritório de contabilidade com meu pai e tios.

Não via a hora de acabar o expediente para pegar minhas chuteiras e ir bater uma bolinha no Flamengo FC da minha cidade, Americana.
O campo do rubro-negro ficava há um quarteirão de onde eu estava.
Meu sonho era ser jogador de futebol profissional.

De repente surge a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, tinha sido morto em Dallas.
Um olhava para o outro com o espanto natural do que havia acontecido e rapidamente surgiam os comentários sobre como teria ocorrido e dos desdobramentos que viriam de tão trágico fato.

Não faltou quem dissesse que era obra dos russos, ferrenhos adversários dos americanos.
Efeitos da Guerra Fria.
Os cubanos, através de Fidel, seriam os autores do homicídio.
Me lembro que um experiente amigo citou a possibilidade da Máfia Americana ter sido a autora do crime.

Alguém sentenciou que a Terceira Guerra Mundial viria depois disso.

Um terror para os nossos ouvidos, especialmente os meus, de alguém com apenas 15 anos de idade e que nada sabia sobre política internacional e que somente queria jogar bola, namorar e nada mais.

A verdade é que ficamos todos estarrecidos com a notícia, assim como todo o Planeta, evidentemente.

Conto esse acontecimento de 22 de novembro de 1963 - 50 anos atrás - para relatar algo que muito tempo depois me fez emocionar fortemente.

Na Copa do Mundo de 1994 eu trabalhava na TV Bandeirantes e chegamos à Dallas onde ficava o Centro de Imprensa do evento.

Chegamos dias antes da abertura da Copa e ainda estávamos nos adaptando à cidade, ao fuso horário, fazendo o credenciamento e as coisas de praxe.

Mas minha preocupação era conhecer o local e as imediações onde Kennedy foi morto.

Convidei alguns colegas, mas apenas Tostão, nosso campeão mundial de 70, aceitou me acompanhar.
* Tostão foi nosso colega comentarista naquela Copa pela Bandeirantes.

Pegamos um táxi e fomos ver de perto onde ocorreu uma das maiores tragédias da história política do Mundo.

E chegando ao local a emoção foi muito forte.
Mais de 30 anos depois, a frequência de turistas e curiosos ainda era algo notável.

Voltei no tempo e localizei aquele 22 de novembro de 1963 na minha história.
Um garoto de 15 anos, começando a sentir a vida, iniciando uma atividade profissional, a frustração pela morte de um líder político e chefe da mais poderosa nação do Planeta.

Confesso que estando em Dallas e no local onde o presidente americano foi morto, foi uma das maiores emoções da minha vida.
Não faltaram as fotos, é claro.
A minha curiosidade sobre a biblioteca onde Lee Oswald estava, naquele prédio de onde ele atirou.  Fomos até ali e evidentemente a sala virou atração turística, onde pagava-se ingresso para visitar.
Aquela "cerquinha" de um estacionamento e de onde teriam saído outros tiros para matar Kennedy.

Enfim, um turbilhão de emoções.

Se tivesse que separar fatos notáveis, pessoais, para relatar: este de Dallas é um dos principais.

Foi marcante na minha vida.

É claro que poderia mais tarde empreender uma viagem a Dallas para conhecer de perto o local da tragédia, juntando economias, mas foi possível através da minha carreira profissional.
Foi possível através de uma escala para a Copa do Mundo de 1994.
E ainda o elemento importante, importantíssimo, que foi ir ao local com Tostão, uma personalidade do futebol mundial, e que se tornou um grande amigo na convivência de trabalho pela Bandeirantes.

Estive lá, tenho fotos, mas lamento ser ignorante a ponto de não saber postá-las aqui no blog.

Fico devendo as fotos, mas pude abrir meu coração sobre aquele 1994 em Dallas.

Inesquecível.

E 50 anos depois do assassinato ainda pairam muitas dúvidas sobre "quem matou" e sobre "quem mandou matar" ????????

























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