quarta-feira, 9 de outubro de 2013

BOM SENSO F.C. - REFLEXÕES

É legítima a iniciativa de alguns jogadores brasileiros em reivindicar mudanças no calendário do futebol e outras medidas de participação na administração financeira dos clubes.

O assunto é bastante polêmico.

Os sindicatos dos atletas, por exemplo,  foram marginalizados do movimento e chiam no seu canto.

Uma pretensa redução ou até eliminação dos estaduais esbarraria em um cessar de arrecadação financeira importante para os clubes, que são quem pagam os salários dos atletas.

Acabar com os estaduais atenderia somente aos profissionais dos grandes clubes e implicaria em desemprego de centenas de jogadores que atuam em equipes médias e pequenas.
Seria, então, uma atitude egoística dos jogadores das grandes agremiações.

A televisão, que hoje compõe a maior fatia de renda dos clubes, já tem os contratos firmados com seus patrocinadores, indiretamente os pagadores dessa "conta" chamada futebol.

Uma diminuição de jogos seria benéfica para a saúde física dos jogadores, evidentemente, mas prejudicaria os anunciantes e patrocinadores do futebol pois perderiam tempo de exposição pública de suas marcas.
Isto incorreria, certamente, em reajustes de contratos e consequente diminuição de valores a serem pagos.
Provavelmente os clubes forçariam a redução dos salários dos profissionais, pois estariam recebendo menos dos patrocinadores.

Sem contar que quando as agremiações, por circunstâncias, ficam uma semana sem jogar, de pronto elas arrumam amistosos pois precisam de arrecadação.
Os jogadores não seriam poupados de atuar ao menos três vezes por semana.

Os clubes brasileiros vão fechar esta temporada com aproximadamente 70 jogos realizados, em média. Vários clubes europeus também atingem esses números.

Exemplo: o Palmeiras realizou até agora 58 partidas e fechará 2014 com 68 jogos.
Nada gritante, convenhamos, para uma equipe profissional que por necessidade financeira se envolve com três ou quatro competições no ano.

Ressalte-se que 2014 é um ano atípico para o calendário, pois haverá Copa do Mundo.

Que é preciso mexer no calendário brasileiro do futebol, ninguém discute, mas sem demagogia é necessário entender que "muito menos" do que se joga no País é totalmente inviável financeiramente para os clubes e para se pagar os altíssimos salários dos atletas das grandes camisas.

O envolvimento capitalista nos dias de hoje no futebol é notório.  Os próprios envolvidos quiseram assim, atendendo à demanda financeira para tocar o produto.  Mas querer mexer drasticamente nas regras do jogo é muito perigoso, pois no fundo ninguém abre mão de arrecadar.    Nem os clubes, nem os jogadores, a CBF e a própria televisão.






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