quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ESTÁDIOS, DIVÃS DE ANALISTAS.

As mais diferentes maneiras de como se comportam os seres humanos são um eterno desafio aos profissionais que estudam o comportamento humano.

Não sou psicólogo mas presto muita atenção nas pessoas e suas atitudes.

Nos estádios é que se nota fortemente como as pessoas têm comportamentos diferentes de quando estão no seu dia-a-dia, no trabalho ou em casa.  Mas sempre com uma estreita relação de conduta e de formação educacional.
E tem também os que se comportam mal nas 24 horas do dia, sejam quais forem o local e as circunstâncias.

Mas num jogo de futebol elas se soltam, se sentem livres e no direito de ofender quem quer que seja.
Sobra para jogadores, treinadores, gandulas, juízes e bandeirinhas, jornalista, policiais.....
Ninguém escapa.
O desfile de palavrões, impropérios, é vasto, robusto, elaborado eu diria.

O tempo de estrada, porém, foi me dando compreensão e paciência com os mais exaltados.
Hoje tiro de letra.
Entendo que os estádios são verdadeiros divãs de analistas, onde muitos se deitam e botam pra fora todos os seus recalques e questões pessoais mal resolvidas no cotidiano. Porém às vezes com consequências tristes, trágicas.

A paixão pelo clube exacerba as ações, mas no fundo, no fundo, isso é apenas um pretexto para a desova de instintos primitivos, que beiram à imbecilidade e selvageria.

E a ocorrência é em todos os lugares.
Não há exceções.
Ontem foi em Curitiba, amanhã será em São Paulo, mês que vem no Rio, e por aí vai.
Não se trata de região, localidades, mas do SER HUMANO, dotado de inteligência mas que insiste em agir sem o exercício da dita cuja.

E o mais triste é que quando tocamos no assunto aparecem os defensores do indefensável.
Dizem que aqui no Brasil "é assim mesmo", que no futebol "é assim mesmo", e atacam o politicamente correto, fazem de tudo para levantar garbosamente a bandeira da ignorância.

É preciso intensificar a indignação.  Precisamos massificar o movimento da Paz no esporte.  É necessário não desistir de combater a violência física e verbal.

O esporte, e principalmente o futebol que é a modalidade mais popular do País, está precisando ser preservado no seu fundamento de competitividade mas de respeito e dignidade dos envolvidos.  Dentro e fora de campo.

Repito: não há exceções.
Já testemunhei tudo isso em TODOS os estados brasileiros.  Estados e estádios.

E é bom deixar claro que a má conduta dessas pessoas independe de classe social.
Tem os que estudaram, tem os que não puderam estudar e os que não quiseram frequentar bancadas escolares.
Tem os brancos, os negros, amarelos, pardos e mamelucos.

E, é claro, tudo isso é muito preocupante, porque o clima de beligerância só tem a aumentar e colocar em risco vidas e vidas.

Perdão pelo desabafo e pela reflexão, mas o tempo vai nos dando a preocupação com o presente e o futuro do planeta e das relações sociais.
E a continuar assim a projeção é das mais negativas e com poucas esperanças de reversão.

















Um comentário:

  1. Grande Jota...

    Infelizmente a lei da natureza divina, a evolução do ser humano, está se invertendo. Estamos regredindo...

    É triste, mas é a realidade!

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