terça-feira, 4 de junho de 2013

7 ANOS SEM FIORI

Mais um mês de junho, mais um ano sem Fiori Gigliotte.

Era véspera da abertura da Copa do Mundo da Alemanha.

Dores nas costas, investigação médica, e o grande amigo foi para a mesa de cirurgia.
Não resistiu.

Fiori foi um dos mestres da comunicação, não só esportiva.
Assisti à várias palestras dele pelo interior de São Paulo, onde emocionava a todos com sua voz melodiosa e suas mensagens profundas de vida.

Fiori tinha um coração gigante.
Amável, afável, carinhoso com o público que o procurava.
Não deixava ninguém sem um aperto de mão, um abraço, uma foto, um autógrafo.

O interior do Brasil amava Fiori Gigliotte, e continua levando na mente e no coração a imagem doce e carinhosa do caipira de Barra Bonita.
Fez sucesso no rádio de Lins, despertando o interesse da imprensa da Capital.

Passou pela então Panamericana (hoje Jovem Pan) mas firmou-se mesmo na Bandeirantes, a sua grande paixão profissional.
Acompanhei o drama interior do amigo ao deixar a emissora do Morumbi.
Foi um dos mais duros golpes que o velho Fiori recebeu.
Há quem diga que a sua terrível doença, que o levou do Planeta, começou alí na sua saída da Band.

Mas, enfim, a herança deixada por ele é muito grande.
Uma herança para enriquecer a história do rádio, para não ser esquecida por todos aqueles que o rodearam, pessoal e profissionalmente.

Fiori foi o grande poeta do rádio esportivo.
Suas mensagens tinham o tom da poesia, pura e elevada.
Ele falava de futebol, mas se preocupava muito em passar lições e ensinamentos de vida.
Como todos nós que por aqui passamos, ele não foi perfeito, e reconhecia isso.
Mas se pudéssemos ter nas mãos o balancete de vida do amigo Fiori, o resultado certamente seria um superávit fantástico.

Me orgulho de poder dizer que trabalhei com o ídolo, e mais do que isso, fui AMIGO de um grande homem:   FIORI GIGLIOTTE.

E plagiando o mestre, digo que "ele ficará para sempre encrustado na ternura e na felicidade do nosso CANTINHO DE SAUDADE" ......




4 comentários:

  1. Jota
    Posso dizer que passei a conhecer o futebol através do Fiori, da minha infância na década de 70 a memórias que tenho de grandes jogos são de eu estar com os ouvidos grudados no radio pois jogos na TV eram raros se comparados com os tempos atuais. Além de tudo que você escreveu sobre ele permita-me incluir um diferencial que não sei se você concorda, tivemos grandes narradores do nível dele, porem ninguém valorizou o futebol do interior como o Fiori, mesmo sendo narrador titular de uma grande radio e por isso trabalhar em clássicos e jogos da Seleção mesmo assim dava um destaque muito grande aos times e cidades do interior. Quando vejo hoje os campeonatos estaduais tão desvalorizados em com os times interioranos na penúria imagino o quanto o Fiori estaria triste com esta situação se estivesse vivo.

    Abraços
    Roberto Carlos

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  2. Jota, sou de Barra Bonita, sou muito novo, e não cheguei a conhece-lo. Mas Barra Bonita ama ele, sou amigo da família, e tenho muito orgulho de dizer que sou da cidade de Fiori Gigliotte!

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  3. A homenagem teria ficado mais bonita se o nome do homenageado fosse grafado corretamente: Fiori Gigliotti!

    Carlos Alberto

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  4. Outra investida do anonimo CARLOS ALBERTO.
    Continua sem revelar sua verdadeira identidade.
    Uma pena.

    jota

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