terça-feira, 21 de maio de 2013

COPA, SAÚDE E EDUCAÇÃO...

Não concordo com aqueles que são radicais quanto ao Brasil sediar a Copa do Mundo.

Ouço a mesma reza de que há prioridades antes de se fazer um Mundial.
Concordo, em parte.

É óbvio que educação, saúde, tudo isso é prioridade num País como o nosso, onde há uma total precariedade nessas áreas.

Mas há também dinheiro, recursos, para abrigar-se um evento do porte de uma Copa.

Afinal, o Brasil nunca arrecadou tanto dinheiro em impostos, taxas e tributos.

Até alguns anos atrás, não tínhamos boa arrecadação, devíamos ao FMI, a dívida interna era mirabolante, e aí sim se justificaria um NÃO à realização da Copa.

Em resumo, hoje com o que o Brasil arrecada e com a economia sob controle, é possível melhorar a saúde e a educação, e ainda realizar o Mundial.

A verdade, todos sabemos, é que sempre ( há décadas e décadas ) faltou vontade política para se dar à saúde e à educação o tratamento que esses setores merecem e dos quais o País precisa primordialmente.

Nossos homens da política, com pouquíssimas exceções, são insensíveis aos verdadeiros problemas sociais.
* e não só os atuais, mas toda as gerações que antecederam e ocuparam o Congresso e o Executivo.

Ministro Joaquim Barbosa disse há poucas horas algo que o povo brasileiro já concluiu faz tempo à respeito dos partidos e da política brasileira.
Ele falou e está sendo criticado pelos incomodados.
Afinal, ele não disse nada de novo e nada diferente do que falamos em nosso cotidiano.

Enfim, podemos sim cuidar muito bem do nosso social e incrementar estádios e benfeitorias nas cidades.
Dá para conjugar os dois verbos.

É o que penso.





2 comentários:

  1. O problema, Jota, é quando a mesma praga que infesta a educação, a saúde e outros serviços públicos, também toma conta da Copa do Mundo: desrespeito a prazos, obras inacabadas, orçamentos que estouram muito o projeto inicial, etc.

    O Brasil teve uma chance incrível de usar a Copa para se melhorar nesse sentido, mas não aproveitou, porque ela foi usada por interesses políticos de todos os lados e ideologias deste país.

    Agora é esperar que o clima de otimismo que vem junto com a Copa faça com que o país ganhe essa consciência pouco a pouco na sua organização, porque as mudanças na área econômica e social já estão em curso há, pelo menos, 18 anos.

    grande abraço, amigo!

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  2. Isso aí, Allan, concordo plenamente.
    Não podemos perder a esperança junto aos políticos.
    grande abraço e obrigado pelo comentário.

    jota

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