segunda-feira, 8 de abril de 2013

POLITICAMENTE CORRETO

O caso do atacante do Palmeiras ser punido com amarelo na comemoração de um gol em Campinas dirigindo-se à torcida alvinegra, é reflexo do momento que estamos vivendo no planeta.

As coisas estão tão delicadas quanto à violência e ao destempero dos seres humanos, em todos os níveis, que o "normalmente admitido" em outros tempos hoje é proibitivo.

Particularmente, acho que provocar o adversário - em qualquer modalidade esportiva - é desnecessário.
Não é respeitoso, não é ético, embora muita gente entenda que seja.
Não é.

O respeito a quem está do outro lado é conteúdo básico da boa educação esportiva.
Comemore o seu feito com os seus parceiros. Isto é atitude desportiva, inteligente, ética.

O momento belicoso do planeta contribui para que reflitamos sobre a questão.
Hoje qualquer faísca é instrumento para detonar grandes incêndios sociais.
E é nossa obrigação impedir tais ocorrências.

Alguém poderá argumentar que antigamente Mané Garrincha abusava do deboche aos seus marcadores, dançando futebolisticamente à frente deles, driblando em excesso, desmoralizando o adversário.
Outros tempos.
Mané fazia tudo isso, mas jamais encarou o marcador e o ironizou com sorrisos e caretas.
Era a simplicidade do filho de Pau Grande.
Mané era carismático, essa é a grande diferença.
E o mundo do futebol andava totalmente desarmado.

Hoje, certamente Garrincha seria advertido com cartão amarelo e espancado pelos adversários.
Outros tempos, repito.

O que devemos focar é no 2013, dias de hoje, onde a violência campeia em todas as esferas.

Qualquer gesto ou atitude dirigido a uma massa enfurecida nas arquibancadas é detonador de conflitos e possíveis tragédias.

É evidente que não deveríamos estar vivendo esse estado de coisas, mas nós é que o edificamos e agora temos de cuidar da cria.

Portanto, os próprios clubes, treinadores, deveriam alertar seus atletas para a boa conduta desportiva em vários aspectos, e uma delas é a comemoração do gol juntamente com a sua torcida e seus companheiros de grupo.
Isso é atitude esportiva correta.

Relato o post em virtude do que ocorreu ontem em Campinas, mas serve para todos os casos onde profissionais escorreguem na ética e ironizem adversários esportivos.

Além de que na regra há cláusula que puna profissional que provoque ou desrespeite o adversário, em qualquer circunstância durante o evento esportivo.

Chegamos a um ponto em que o "politicamente correto" é necessário, imprescindível, embora muitos entendam o contrário.
Aplicar o politicamente correto é prudência nos dias de hoje, especialmente no futebol.
É evitar conflitos e muitas vezes com desfechos trágicos.
Pode ser antipático, mas é o que temos para aplicar diante da situação social atual.























2 comentários:

  1. Jota

    O politicamente correto é uma das causas fortes das crises humanitárias.

    Tudo porque o politicamente correto só vale ou é ou posto em prática pela parcela esclarecida da população, os espíritos mais evoluídos, a minoria.

    Para a outra turma, a maioria o politicamente correto não existe e muitos nem sabem o que é.

    Quando essa gente ignara é cobrada para exercer tais atitudes, reage com ironias e gozação

    Para eles o politicamente correto é a opção social de inocentes ou de sonhadores.

    Creio que temos pontos de vista comuns sobre o assunto, mss, pelo que conheço de vc, e pelo que sei de mim, acho que eu sou mais radical.

    Vivemos,hoje,sob a ditadura dos medíocres, após tantos anos sob ditadura dos poderosos, todos arrogantes.

    As ondas-pensamento coletivas que pairam, hoje, sobre a terra, as egrégoras são negativíssimas, repletas de ganância, maldades e crimes e a .
    atmosfera astral do planeta está carregada pelo mal.

    As pessoas que aqui vivem parecem cada vez mais imersas em ódios, vícios e contendas.

    A cada hora se renovam os quadros de posturas anômalas, comportamentos animalescos,exdrúxolos sexualidade exacerbada e mentes descontroladas.

    Os homens que vivem hoje são, em maioria, desrespeitosos, sem amor, solidariedade, fraterninadade e respeito pelo proximo, portadores de tudo o que se conhece como pecados capitais.

    Resta o consolo, porém, de que quem é bom, é bom mesmo, sem falsidades ou tergiversações

    Um amigo espiritualista, disse-me que o mundo melhora em 20 ou 30 anos pois já começaram a encarnar aqueles que vão mudar o mundo para melhor.

    Mas e daqui até lá, como sobreviver? Como poupar a nossa prole e preservar virtudes, cada vez mais escassas?

    Aí é que, talvez, começe a diferença entre eu, você e a maioria.

    Penso que o mundo está assim porque há, atualmente, uma dominância completa do pensamento e da energia femininos. Estamos vivendo uma egrégora essencialmente yin.

    Veja que o mundo tem uma população de mulheres beirando, hoje, os 70% e que o pensamento feminino é diferente do masculino, muito!

    Está muito em voga, hoje, a figura do coitadinho
    Antes não era assim.

    Agora, quem pune um criminoso é punido no lugar dele.

    Se a polícia, ainda que com órdem judicial, age com rigor e reprime recalcitrantes que não querem desocupar terras que não lhes pertencem, a mídia e o povo se voltam contra a polícia.

    Se fizer cantar a borracha sobre qualquer vagabundo todos dizem coitadinho, sem se preocupar em saber o que esse indivíduo fez que o levou a apanhar.

    Bandidos cometem crimes hediondos, pais matam ou estupram os filhos, filhos matam pais, homem mata mulher e mulher mata homem em um leque interminável de delitos impensáves e injustificáveis.

    Quando vem a condenação a maioria da populaçao diz assim: Tadinho, precisavam aplicar-lhe 30 anos de cadeia?

    Até que a espiritualidade renove a população da terra é necessário que se faça alguma coisa por aqui.

    Não tem cabimento um homem matar uma capivara e ser preso e matar um semelhante e ficar solto.

    Vou ficar por aqui, porque, ao meu sentir o Brasil está precisando mesmo de tolerância zero e muita repressão, respeitadas as leis, é claro, sem tortura e outros quetais que animalizam os seres humanos.

    Não sou a favor da pena de morte, de trabalhos forçados, sim. O trabalho é a única solução para a recuperação de meliantes.

    Finalizando, tem cabimento o rio de dinheiro gasto e o esforço que o governo, políticos, autoridades e mídia vêm fazendo para libertar os arruaceiros presos na Bolívia, quando há tantos brasileiros sérios e honrados, úteis à sociedade presos no mundo inteiro até por causas humanitárias, sem que ninguém se interesse por eles?

    Um abraço Jota. Continue focando esses temas.
    Como disse Lobsang Rampa e como repetia nos programas de rádio e tv o nosso inesquecível amigo Milton Peruzzi, "é melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão". (AD)

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  2. Obrigado por preencher o nosso espaço com reflexões profundas e verdadeiramente coerentes.

    Muito bom, Alcides.

    Sabemos que esse estado de coisas está dentro do estágio evolutivo das entidades cósmicas universais, ainda na pré-infância, mas como você colocou é necessário nos impormos diante do terrível momento que vivemos.

    É preciso ter atitudes fortes, duras, enérgicas. Mão firme e forte na penalização. Justiça a todo custo.

    Mas, em resumo, tudo o que estamos passando é circunstancial e necessário, sabemos, porém nada de ficar quieto num canto e de braços cruzados. Mãos e mentes à obra!!!

    abraço.
    jota

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