terça-feira, 2 de abril de 2013

LATINHA NO LIXO

Fiz um comentário no post anterior sobre a ação de fiscais da Federação nos estádios paulistas - onde quero deixar claro que há muita gente competente e de bom senso - mas quero contar agora o que houve certa vez no Brinco de Ouro em Campinas.

E esse fato foi com a Polícia na catraca de acesso para a imprensa às cabines.

Isso ocorreu há uns 10 anos aproximadamente.

Sempre que íamos ao Brinco trabalhar o problema era água nas cabines de televisão.  Não havia.  E o bar ficava abaixo das tribunas o que nos impedia de comprar o precioso líquido com facilidade.

Portanto, diante dessa dificuldade, cheguei ao Brinco e passando por uma lanchonete defronte das piscinas do clube comprei uma latinha de refrigerante para levá-la à nossa posição de trabalho.

Ao chegar à catraca de entrada fui barrado por um policial, dizendo que não era permitido levar a latinha de refrigerante à cabine.
Argumentei com ele que era por causa da falta de água no local de trabalho.
Disse, me identificando, que era jornalista e que estava à trabalho.  Mas não teve jeito.
Vendo que não haveria permissão para entrar com a famigerada latinha, desisti e joguei a dita cuja em um latão de lixo ao lado.

Para a minha surpresa o policial se alterou com o ato de jogar a latinha no lixo.
Disse que eu o havia desrespeitado com a atitude.
Me pareceu que o cidadão queria mais discussões, não se contentando com a resolução do problema e com o material sendo atirado no lixo.
Me pareceu que ele desejava que eu implorasse pela entrada com o refrigerante, pois então exerceria toda a sua "autoridade" no local.
Pensei tantas coisas, mas fui pelo atalho de consenso jogando fora o que era proibido.

Conto o fato para demonstrar como temos pessoas despreparadas para certas atividades.
Há profissionais que querem exacerbar de suas funções e acabam provocando situações constrangedoras em muitos momentos.





3 comentários:

  1. Jota

    Vc, que viaja constantemente, por acaso sabe qual o tipo e o tamanho do frasco de desodorantes, perfumes e outros líquidos que vc pode transportar em sua bagagem de mão?

    Por que, se eu tento embarcar com uma garrafa de vinho eu sou impedido, mas se comprar nas lojas internas da área de embarque posso entrar com o frasco no avião?

    Para não me estender (sou muito prolixo) até o comunicado escrito nos aeroportos não define as situações com exatidão.

    Vidros de perfume caríssimos que fogem ao perfil das precauções legais têm sido apreendidos criminosamente.

    Veja que o que vc fala no post não é tão incomum, mas, ocorre com muito mais frequencia em nossa terra de ninguém, São Paulo.

    Assisti a um episódio semelhante ao seu em Congonhas, quando uma senhora, irritadissima por estarem lhe surrupiando um vidro de perfume frances na hora do embarque, abriu o vidro e despejou o conteúdo no lixo.

    A "otoridade" de embarque passou-lhe uma descompostura pública, aos berros, com a mesma conversa que voce ouviu, de que estaria desrespeitando a autoridade, chegando a ameaçá-la de prisão, em spisódio constrangedor.

    Certamente porque, talvez, estivesse planejando hmenagear a mãe, esposa ou namorada com aquele perfume, usou a mesma conversa impositiva de personalidade frustrada, discurso semelhante ao que você ouviu em Campinas.

    O episódio vivernciado por você já foi vivenciado, em parte, por mim no mesmo Brinco de Ouro, muitas vezes.

    Só não tive o dissabor de receber bronca de um frustrado, mas passei muita sede nesse estádio.

    Interessante é que tudo isso coincide com a decadência do Guarani que deveria tratar melhor os companheiros de imprensa e, no entanto, não tratou. (AD)

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  2. Alcides, o limite é de 100 ml.

    Mas você disse bem, caso a compra seja feita no FREE qualquer tamanho é aceito.

    Obrigado pelos posts aqui neste espaço.

    abraço
    jota


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  3. Lamentável a falta de bom senso.

    A situação só não teve um desfecho pior porque um dos envolvidos é uma pessoa educada, um espírito mais evoluído.

    Um abraço fraterno.

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