sexta-feira, 26 de abril de 2013

DIA DO GOLEIRO

Sem entrar no mérito da existência do Dia do Goleiro, aí está uma posição realmente muito especial no futebol.
O goleiro é diferente de todos.
Em tudo.
E provavelmente o mais sacrificado quando das derrotas e que porventura tenha falhado.

Ainda garoto, lembro do primeiro goleiro que me chamou a atenção.
Foi em Americana, minha cidade, antigo estádio do Rio Branco.
O nome dele, Floriano, loiro, alto e com joelheiras bem salientes, luvas e cotoveleiras.
Lá com os meus 10 anos de idade, fixei os olhos naquele cara que gritava muito com o time e que usava um uniforme preto impecável.

Depois lembro de Gilmar dos Santos Neves.
Vendo pela televisão, Gilmar era alto, elegante, usava uniforme escuro e meias brancas. Além de uma sunga também branca dobrada sobre o calção.  Chamava a atenção.

E depois tantos outros....
Manga, Veludo, Castilho, Valdir, Fernandes(XV de Piracicaba), Dimas(Guarani), Rosan, Chicão(São Bento e Palmeiras), Claudinei Freire(Juventus), Sérgio(Ferroviária), Waldir Peres, Carlos Ganso, Leão, Sidney(Guarani, Corinthians, Flamengo), Tobias, Renato(Galo mineiro), Paulo Sérgio, Paulo Vitor, Mazzaropi, Gilmar ( o Rinaldi e o do Palmeiras ), Zé Luis (Rio Branco e Palmeiras ), Félix, Cláudio(Santos e seleção), Marcos, Rogério Ceni, Zetti, Sérgio Valentim, Tafarel, Neneca(Guarani), Dida, Raul Plasmann...
E tantos e tantos......

Barbosa ( um dos mais injustiçados ), Oberdan, Fábio, Pompéia(América carioca), Andú(Ponte Preta), Chamorro(Portuguesa), Poy(um argentino que foi titular anos e anos pelo São Paulo), Osvaldo Pisoni( Bangu, Portuguesa e Santos)...

É claro que faltaram muitos nomes nessa lista que rapidamente puxei pela memória.

Que TODOS se sintam homenageados.

Você que está lendo este simples registro dos grandes arqueiros, deixe também alguns nomes aqui nos comentários, pois certamente faltaram tantos nas minhas citações.

E como não aprecio rotular jogadores como "o maior", "o melhor" e etc., não me provoquem para tal.
Vi grandes goleiros, continuo a ver, cada um com suas características, defeitos e qualidades.















Um comentário:

  1. Nós temos sempre que lembrar do Barbosa, que como você citou, Jota, é um dos mais injustiçados de todos os tempos.

    Claro que há diferenças de épocas e países, mas o Oliver Kahn falhou de forma mais bisonha na final da Copa de 2002 do que o Barbosa no Maracanazo, e não foi de forma alguma perseguido e responsabilizado pelo fracasso alemão diante do Brasil.

    Algumas pessoas dizem que isso é porque o Brasil ainda não tinha nenhum título mundial e vivia com a obrigação de conquistá-lo em casa. Eu acho que nós somos um povo que cobra excessivamente, pois o Felipe Melo foi perseguido e execrado quando já éramos pentacampeões do mundo.

    Grande abraço, Jota!

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