sexta-feira, 19 de abril de 2013

1983 - O ANO DA MUDANÇA

1983 foi o ano que mudou minha trajetória de vida, pessoal e profissional.

Eu trabalhava na rádio Bandeirantes de São Paulo, realizando um antigo sonho vivido no interior paulista, na minha Americana.

Atuando no rádio eis que surgiu a chance de narrar alguns vetês de futebol pela Tv Bandeirantes.
O departamento da televisão da família Saad era dirigido pelo piloto de corridas Reinaldo Campelo.

Darcy Reis, chefe do esporte da rádio, vez ou outra "me emprestava" para algumas atuações na tevê.

Neste ano aconteceram os Jogos Pan-Americanos de Caracas e os dois veículos - rádio e tevê - iriam transmitir.

Decidiu a direção que eu iria fazer a cobertura pela rádio e se houvesse necessidade transmitiria também pela televisão.
Os amigos Edgar Mello Filho, Álvaro José, Elia Júnior e Alexandre Santos viajaram pela tevê, e eu pela rádio.

Ainda me lembro que pedi ao amigo Darcy que me poupasse da viagem, que escalasse outro profissional, pois não vivia um bom momento pessoal e familiar.
Mas não teve jeito, Darcy me "intimou" a viajar.

E lá fui eu para a experiência internacional, que não era a primeira, mas que continha o desafio de conciliar rádio e televisão na missão.  Já pela Gazeta eu houvera feito muitas transmissões de tevê, no futebol, corridas de São Silvestre e até de luta-livre.

Me lembro que ao lado do amigo Álvaro José transmitimos a maravilhosa jornada do vôlei brasileiro em Caracas. O vôlei que vivia a sua decolagem internacional para o grande sucesso que é hoje.

Ainda em Caracas, e em meio à cobertura, recebi pela "linha de serviço" um valioso elogio de Pedro Luís Paoliello, um dos homens mais importantes da comunicação esportiva do País.  Ele era assessor da direção da Band.
* Pedro, além de ter sido um extraordinário narrador do rádio, foi diretor-executivo de esportes da Tv Globo por muitos anos.

Fizemos a cobertura e na volta Reinaldo Campelo reivindicou minha integração à equipe de televisão da Bandeirantes.
Poucos meses depois houve o acerto entre a Band e Luciano do Valle para o projeto SHOW DO ESPORTE, que durou até dezembro de 1998.

Ao chegar, Luciano me chamou e disse que gostaria de contar comigo no time da Promoação, a empresa dele, Quico Leal e J.Cocco, que acabou sacudindo a televisão brasileira na área do esporte.
* depois é que a Promoação se transformou em Luqui.

Deixei o rádio e me fixei de vez no fantástico veículo que é a televisão.

E essa minha "virada" profissional devo a todos os amigos citados nesta coluna.

Darcy, por exemplo, já falecido, foi uma das pessoas mais sensatas e justas que conheci no meio, além de um grande incentivador da minha carreira.
Reinaldo Campelo nunca mais vi, infelizmente, pois ainda devo a ele os agradecimentos por confiar e acreditar no meu trabalho.
Pedro Luís faleceu logo depois da final da Copa de 98.
Edgar, Álvaro José, Luciano, Quico, J.Cocco, Alexandre, Elia, todos continuam firmes e fortes.

1983, posso dizer, foi o marco de uma nova direção na minha carreira.























4 comentários:

  1. Bela história, Jota. E nós, telespectadores, ganhamos um excelente profissional para as grandes transmissões esportivas do mundo!

    Um abraço fraterno.

    Cleiton César.

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  2. Não sabia que vc tinha trabalhado na Rádio Bandeirantes. Nos anos 60/70 eu era fã dessa rádio, futebol com o narrador Fiori Giglioti e o comentarista Mauro Pinheiro. Nos clássicos paulista (o campeonato paulista era o mais importante campeonato do País, hoje é o Brasileirão) ou nas decisões eu já acordava com o radinho de pilha colado ao ouvido. Acompanhava os comentários de toda a equipe, como hoje também acompanho o Silvério (o melhor narrador de futebol brasileiro, na rádio), junto do Mauro Betting, o Milton Neves e os da equipe, com quem me diverto muito.
    Abraços e muito sucesso!!

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  3. Sensacional sua postagem e aquela equipe era monumental, sinto falta do show doesporte e todas aquelas atrações das 10 da manhã às 11 da noite,e ra espetacular.Abraços

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  4. 30 anos de uma história maravilhosa na TV, que ainda ter muita coisa a ser escrita. Suas memórias de carreira neste blog são sensacionais, valem um livro!

    Parabéns, Jota! Felizes somos nós, que podemos contar com seu talento nas narrações até hoje.

    Grande abraço!

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