domingo, 3 de março de 2013

ZICO SESSENTÃO

Poucos são ídolos e sabem lidar com isso.

Conheci e até convivi com vários grandes ídolos do esporte, por força da minha atividade profissional, porém uma minoria deles demonstrou sensibilidade para conviver com a fama.

Diga-se, a bem da verdade, que é muito difícil ser famoso.
Não é sempre que se está disposto a atender bem a quem te procura.
Não é mole conduzir a vida em meio a tanto assédio e se sair discretamente bem no noticiário.

Não estou falando aqui de locutores nem de comentaristas esportivos de rádio e televisão, ou de apresentadores.
Me refiro aos atletas profissionais, especialmente, estes sim verdadeiros artistas, ricos e famosos.

Neste domingo Zico, o Galinho de Quintino, completou 60 anos de idade.
Um dos maiores craques da bola que vi atuar.
Ídolo de uma torcida alucinada como a do Mengão.
Fez gols e jogos memoráveis com a camisa da Seleção Brasileira.
Teve passagem futebolística espetacular na modesta Udinese.
Fez o nome como técnico, e continua fazendo, fora do Brasil.
Os japoneses o adoram, por exemplo.

Mais do que tudo isso, o cidadão Arthur merece todas as homenagens.
Um craque na condução da carreira no relacionamento com os torcedores.
Depois de craque, expressivo treinador e empresário bem sucedido.
Ótimo chefe de família.

Tive a rica oportunidade de conviver com o Galinho durante a Copa do Mundo de 1990.
Ele fez parte da equipe de esportes da Tv Bandeirantes como convidado especial.
Na intimidade do dia-a-dia é que se conhece bem as pessoas.
Zico integrou-se de maneira tão rápida e carinhosa à nossa equipe, não demonstrando em nenhum momento ser a grande estrela do futebol mundial.
Foi colega, foi amigo, foi profissional, se tornou amigo de todos nós.

Que Zico continue por muito tempo entre nós e distribuindo simpatia e respeito aos fãs.

Parabéns ao Galinho, parabéns ao amigo Zico.





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