sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

SAUDADE -- 9 ANOS

Fevereiro marca um triste acontecimento na comunicação esportiva.

Foi em fevereiro de 2004 que perdemos um grande narrador e um maravilhoso amigo.

Ele tinha acabado de cumprir mais uma de suas escalas pela Rede Vida em sua cidade natal, Barretos, onde não houve futebol por causa das fortes chuvas.
Era um domingo de manhã.

Aproveitou e foi visitar a mamãe os demais familiares.
Passou o restante do dia com eles na cidade.
Matou saudades.
Despediu-se de todos, na verdade.

Final da tarde, começo da noite, pegou o carro e com o tempo chuvoso foi para a sua casa em Ribeirão Preto.

Ainda me lembro da sua frase final quando encerrou a transmissão da Rede Vida: " Não houve jogo por causa das chuvas e agora vou pra casa descansar."

Horas depois foi vitima de um acidente na rodovia que liga Barretos a Ribeirão Preto.
Chovia no momento da colisão com outro carro que vinha de Ribeirão.
Ele e o condutor do outro veículo perderam a vida alí, no asfalto molhado da estrada.

Marco Antonio Mattos foi embora cedo.
Tinha muito o que nos brindar ainda com sua voz forte, marcante e seu talento extraordinário.

Além de ter sido brilhante no rádio à partir da década 60 onde formou em times fantásticos comandados pelo mito Pedro Luís Paoliello, foi depois levado para a televisão pelo seu amigo Luciano do Valle.
Tive o privilégio de trabalhar com Marco na Band por muitos anos.
Éramos diletos amigos.
Conversávamos, trocávamos idéias sobre o trabalho e familia.
Cara sério, honesto, cumpridor de todas as suas obrigações profissionais.

Tornou-se "a voz do vôlei" pela Band ao lado do professor Paulo Russo.
Viajou muito com a seleção brasileira pelo mundo acompanhando a Liga Mundial e os principais torneios da modalidade.
Fez Panamericanos, Olimpíadas, Mundiais e tantos outros eventos.

Inovou nas transmissões do voleibol.  Enfatizava apelidos, criava outros, deixou as jornadas mais leves, agradáveis e até engraçadas.

O rádio e a televisão precisam sempre reverenciar MARCO ANTONIO MATTOS.





7 comentários:

  1. É, Jotinha. Eu me lembro tão bem daquela voz...foi um dos caras que admirei antes de virar jornalista. Eu assistia a todos os jogos de vôlei que ele narrava - com um a maestria inigualável. Quem foi fã de vôlei dos anos 90 certamente admirava o querido Marco Antonio.
    Me lembro dos bodões - de cada um deles...e tenho saudade.

    Beijo e bela lembrança

    Erica Hideshima

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  2. Grande Marco Antonio, que falta faz para o nosso plano e para a televisão. Até hoje - isso é inevitável - quando alguém prepara uma cortada daquelas no vôlei, me vem à cabeça aquele inesquecível "Afunda, afunda! Afundou!"

    Abraço e obrigado por manter a lembrança dessa grande narrador sempre viva entre nós, Jota!

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  3. Marco Antônio faz MUITA falta, Jota. Ainda bem que pelo menos um pouquinho do seu grande trabalho pode ser visto atualmente pelas novas gerações no "Gol, o Grande Momento do Futebol", que volta e meia lembra narrações dele, sempre cheias de ritmo e categoria. Também lembro de, naquele triste domingo de 2004, o Luciano do Valle saber da notícia durante a apresentação do "Terceiro Tempo", na Record, e ficado muito abalado. Nem poderia ser diferente.

    Que Deus proteja para todo sempre muito bem o grande Marco!

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  4. Sensacional, grande Marco Antonio.

    Quem é que não se lembra do "Gilsão, mão de pilão", nas narrações da seleção brasileira de vôlei ....????

    Faz muita falta nas transmissões esportivas.

    Abraço Jota.

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  5. É verdade grande Jota!! Marco Antonio deixa muitas saudades... principalmente no bordão que ele criou, "Afunda, Afunda, Afundou" Lamentável está perda!!

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  6. boa tarde, hoje resolvi pesquisar o que tinha em nome do meu pai, fazia muito tempo que não fazia isso... e encontrei o seu post. fico muito feliz em ver que você sempre se lembra dele... muito obrigada pelo carinho demonstrado.

    Patricia Maria Mattos

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    1. Oi, Patricia.
      Jamais me esquecerei do amigo Marcão.
      Espero que você e sua familia estejam bem, apesar é claro da imensa saudade do cara íntegro que foi o Marco.
      beijo em todos.

      jota júnior.

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