sábado, 26 de janeiro de 2013

HISTÓRIAS DO RÁDIO

Nos meus primeiros anos de rádio, 1973, recebi um convite para narrar pela Jornal de Limeira - hoje denominada Mix - a caminhada do Independente FC na terceira divisão paulista.

O Galo limeirense era na oportunidade o único representante do futebol profissional da cidade, porque a Internacional estava com seu departamento desativado.

Lá fui para a minha experiência de rádio fora da minha cidade.

Fizemos a cobertura e diga-se, o Independente foi brilhante e se tornou campeão.
Na chegada da delegação teve carreata, passeata e outras comemorações.
O jogo final foi em Cafelândia.

Na equipe da Jornal, Carlos Bigotto, Flávio Barbosa, Osvaldo Davóli, Lauro Goriel e eu narrando.

Faço o registro dessa minha passagem pelo rádio de Limeira porque ali tive a primeira experiência de antagonismo entre emissoras.
Havia duas rádios cobrindo o campeonato: a Jornal e a Educadora.

Confesso que me assustei um pouco com a situação, pois a rivalidade entre os profissionais das duas rádios era algo bem desconfortável.
Se chegávamos a uma cidade para a transmissão e a equipe "adversária" estava em um restaurante, procurávamos outro estabelecimento.  E o mesmo ocorria com o pessoal da Educadora se estivéssemos em algum local.

Aquilo me fazia muito mal.

Houve incidentes em estádios, daqueles de se danificar a linha de transmissão da rádio concorrente, afim de se transmitir o jogo com exclusividade.
Algo inacreditável.

Na verdade, os profissionais não entendiam que a "briga pela audiência" tinha de ser no ar, na capacidade de cada um. Jamais fora dos microfones.

Os proprietários das emissoras também não se entendiam, o que aumentava a rivalidade e o antagonismo.

Na havia companheirismo, solidariedade quando das dificuldades naturais de uma jornada fora da cidade sede, algo que me decepcionou profundamente.

Mas valeu a experiência, evidentemente.
Aprendi o que jamais deveria ser feito, ou seja, rivalizar com colegas de profissão por conta de picuinhas e pontas de inveja.
Talvez para mim tivesse sido mais fácil repudiar o comportamento de todos, pois eu era de outra cidade e não vivia o cotidiano das pessoas, mas confesso que foi minha grande decepção na carreira que hoje já tem 43 anos de estrada.

Histórias do rádio.






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