quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MAIS UM NATAL

Independentemente de credo religioso, devemos admitir que o período do Natal é especial.

É quando a maioria das pessoas relaxa as tensões, abre o coração, abraça quem está por perto, presenteia, recicla alguns conceitos, melhorando a energia do Planeta.

E melhorando a energia do Mundo, esparrama fluidos bons, positivos, amenizando um pouco a onda cruel da violência, do ódio, inveja, ciúmes, revanchismo e outros sentimentos ruins.

Percebe-se claramente um desarmamento espiritual das pessoas nessa época natalina.
Volta-se para a ternura.
Repensamos as imensas besteiras que cometemos ao longo do ano.
Falamos de coisas bonitas, por força da data, mas que têm um efeito altamente positivo ao serem proferidas.

Em resumo, nossa consciência vem nos cobrar.
Feliz daquele que ouve a consciência, reconhece os erros e busca errar menos.
Só se desenvolve aqui na missão terrena quem admite que errou e procura acertar, melhorando a sua condição de aluno planetário.
A Terra é um planeta-escola de onde devemos sair com boas notas ou então com avaliação baixa e amargando uma triste repetência.
É assim a Ordem Cósmica.

Ah se essa onda terna do Natal penetrasse também nas cabecinhas que habitam o Mundo da bola.
Ah se as pessoas se desarmassem também em relação ao futebol, esse esporte tão apaixonante.
Ainda vemos gente encarando o futebol como algo mais importante que tudo na vida, equivocando-se totalmente.
O esporte é de competição, é profissional, mas a sua essência é outra. O esporte existe para unir as pessoas, divertir, entreter, relaxar.
Os resultados do futebol são consequências técnicas de um jogo, de uma competição.  Apenas isso.

Os adversários não são inimigos.
Futebol não é guerra.
Há em nosso cotidiano coisas muito mais significativas que um simples jogo de futebol.
Educação, família, saúde, trabalho, política, cultura, aparecem bem antes que o esporte na lista das prioridades sociais.

O profissionalismo do futebol deve ficar apenas com os que vivem dele.
Os torcedores são parte do espetáculo - e parte importante - mas têm um papel amador no contexto.

É gostoso ver futebol, torcer por um time, pela Seleção do país, vibrar com as vitórias e se lamuriar com as derrotas. Porém isso tudo não pode extrapolar nos sentimentos e provocar prejuízos nas relações humanas.

Tenho pena daqueles que prejudicam sua vida pessoal por causa do futebol, desaguando em  desavenças familiares ou perdendo ricas amizades em discussões acaloradas e sem nenhuma importância.
E isto tem acontecido muito.

Portanto, que os bons fluidos do Natal cheguem também ao futebol.

O folclórico Papai Noel bem que podia derramar presentes de Paz e Compreensão aos que gostam de futebol.

Mas a responsabilidade maior é NOSSA.
Temos e devemos repensar as atitudes nefastas relacionadas com o esporte maior do País.
Todos nós.
Torcedores, dirigentes, profissionais da bola, a mídia, TODOS precisam repensar e agir com responsabilidade.

Depende de nós.   Todos nós.
















Nenhum comentário:

Postar um comentário